<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640</id><updated>2012-01-14T18:31:22.649-02:00</updated><category term='FAG; FAO;'/><category term='FAU'/><title type='text'>GT Geografia e Anarquismo</title><subtitle type='html'>Esse blog é uma ferramenta de comunicação criada a partir das prosas e articulações do grupo de trabalho Geografia e Anarquismo. Este Gt surgiu de um debate da Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia (Coneeg) e busca agregar estudantes com demandas convergentes. Esperamos que seja, também, uma ferramenta de propaganda e militância do anarquismo e das práticas libertárias dentro e fora da universidade. Saudações libertárias!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-181785605264575648</id><published>2011-11-26T21:50:00.003-02:00</published><updated>2011-11-26T23:50:18.015-02:00</updated><title type='text'>Amazônia: Vida Longa à Sua Majestade</title><content type='html'>&lt;script src="http://player.ooyala.com/player.js?embedCode=RsNW4wMzrvALLTMAgrA8w1uMfvbovabb&amp;amp;height=360&amp;amp;video_pcode=JqcWY6ikg5nwtXilzVurvI-vU6Ik&amp;amp;autoplay=1&amp;amp;width=600&amp;amp;deepLinkEmbedCode=RsNW4wMzrvALLTMAgrA8w1uMfvbovabb"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Este vídeo e esta matéria foram publicados originalmente em:&lt;a href="http://www.vice.com/pt_br/toxic/toxic-amazon-full-length" target="_blank"&gt; http://www.vice.com/pt_br/toxic/toxic-amazon-full-length&lt;/a&gt;, estamos divulgando esse vídeo por se tratar de um assunto que permanece presente na sociedade brasileira, as mortes no campo, as mortes de camponeses e camponesas que se organizam e lutam!&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O vídeo denuncia os assassinatos no campo promovidos por ruralistas/escravistas que avançam sobre a floresta. Os assassinatos ocorrem novamente no Pará, no Pará do Eldorado dos Carajpas,&amp;nbsp; no Pará de Irmã Dorothy, e agora, o Pará de Zé Claudio e Maria.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Esta é a face do "desenvolvimento" na amazônia, é este o modelo de desenvolvimento que fomenta o novo Código Florestal Brasileiro, é em nome deste desenvolvimento, que elimina o nosso povo camponês e indígena, que estamos permitindo que se construa a Belo Monte, eis o fruto do modelo de produção do espaço que está sendo levado a cabo em nosso país! &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma Crônica de Mortes Anunciadas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por Felipe Milanez&lt;br /&gt;Fotos por Felipe Milanez &amp;amp; Marcelo Lacerda&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-t-w6UH3QFQI/TtFuqJqjlmI/AAAAAAAAAWE/X0dj3Xb6fJ4/s1600/Amazonia%2B1" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-t-w6UH3QFQI/TtFuqJqjlmI/AAAAAAAAAWE/X0dj3Xb6fJ4/s320/Amazonia%2B1" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Zé Cláudio e a Majestade. A imensa castanheira localizada no lote do assentamento do ambientalista era seu maior orgulho. Foto: Felipe Milanez.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Verás que um filho teu não foge à luta!” O grito emocionado e estridente da senhora que empunhava o microfone, ao fim do hino nacional cantado no enterro, repetido diversas vezes, ainda ecoa na minha cabeça. Queria a paz da floresta, aquele silêncio marcado por leves ruídos de insetos e do vento balançando a folhagem. Queria limpar a tristeza de um dia marcado por emoções, lamentos e revoltas, e encostar novamente na Majestade. Quem sabe, conseguir falar com ela, como fazia José Cláudio Ribeiro, assassinado por pistoleiros dois dias antes junto de sua esposa, Maria do Espírito Santo, aqui dentro do assentamento onde estou, o Praia Alta Piranheira, em Nova Ipixuna, no sul do Pará, onde também está a Majestade, a maior castanheira do lote do casal. “A maior castanheira que eu já vi na vida, maior castanheira que ele, também, diz já ter visto”, escrevi para a VICE em outubro do ano passado, quando estive aqui, nesse mesmo lugar, na companhia de José e Maria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pistoleiros cortaram friamente a orelha de José para provar o crime e receber o pagamento. Isso porque ele não queria vender a Majestade para virar uma tábua. Nem queria que a terra onde ela estava virasse pasto para boi. Floresta era para continuar sendo a mata. Queria a Majestade viva. Junto dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Cláudio Ribeiro foi assassinado no dia 24 de maio, sete meses depois da matéria publicada. No dia de sua morte, um trecho do texto foi lido no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, pelo deputado federal Sarney Filho, do PV. Nessa mesma terça-feira, os deputados aprovaram o Código Florestal, uma lei que coloca em risco as florestas e legaliza desmates. Os ruralistas que estavam na Câmara e ouviram Sarney Filho declarar o assassinato do casal vaiaram a fala do deputado. Vaiaram o cruel vaticínio de uma morte bárbara de duas pessoas inocentes que lutavam para que a terra onde viviam continuasse a ser sua, e a ser uma floresta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WIDuhfQigBo/TtFy6QBfU9I/AAAAAAAAAWQ/QKfBxiuUBjs/s1600/Amazonia%2B2" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://4.bp.blogspot.com/-WIDuhfQigBo/TtFy6QBfU9I/AAAAAAAAAWQ/QKfBxiuUBjs/s320/Amazonia%2B2" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O enterro do casal no Cemitério da Saudade, em Marabá, foi marcado pela presença de uma multidão, que clamava por justiça. Foto: Marcelo Lacerda&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte, o enterro do casal foi realizado com uma multidão emocionada e faixas de protesto pedindo por justiça. Nessa mesma tarde, os familiares das vítimas foram até o local onde Maria do Espírito Santo lecionava para crianças dentro do assentamento. Também foram autoridades, deputados, policiais civis, militares e federais. Nos céus, um helicóptero do Ibama compunha o cenário. Por volta das três da tarde, sem chegar a interromper os discursos, sem que nenhum dos presentes se desse conta, Erivelton Pereira da Silva, um jovem colono de 25 anos, era assassinado. Ele poderia ser uma testemunha da morte de José e Maria. Seu corpo em decomposição foi encontrado dentro do assentamento por familiares preocupados com seu desaparecimento apenas no sábado de manhã. A Polícia Civil, informada por eles, pelo Ibama e Polícia Rodoviária Federal, que faziam uma operação contra crimes ambientais na área, chegou apenas à noite, numa busca que mais lembrava um filme de terror.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“É tráfico”, me disse o delegado José Humberto de Melo Jr., que chefia a área de investigações de conflitos agrários, depois de vermos o corpo. José Batista Afonso, advogado da Comissão Pastoral da Terra, atuante defensor dos direitos humanos e quem me apresentou José Cláudio, mostrou-se indignado com o que ele considera imprudência: “É irresponsabilidade descartar a ligação entre os crimes”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Tráfico” é uma chancela próxima a um crime sem suspeitas e que dificilmente vai ser desvendado. O inquérito ficou sob a responsabilidade da Polícia Civil de Nova Ipixuna. Erivelton não conseguiu, em vida, produzir um discurso que provocasse uma simpatia nacional ou revolta pelo seu assassinato. Seus familiares ali presentes estavam desolados, desesperados. Sabiam que o caso poderia ficar por isso mesmo. “Isso não pode ficar impune”, me disse, ainda na mata e ao lado do corpo, seu tio João de Sousa Pereira. “Isso vai sair na TV? Vocês vão mostrar na TV?”, me perguntou. Ele sabe que uma pressão externa sobre a polícia local é o meio mais eficaz de fazer com que a investigação avance.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-B-6jVQos3Cc/TtFzWSa0uuI/AAAAAAAAAWc/tM4I1A_7dM0/s1600/Amazonia%2B3" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://1.bp.blogspot.com/-B-6jVQos3Cc/TtFzWSa0uuI/AAAAAAAAAWc/tM4I1A_7dM0/s320/Amazonia%2B3" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Autoridades vieram se reunir com a comunidade na escola onde Maria dava aula, dentro do assentamento. As mesmas faixas utilizadas no velório foram penduradas nas paredes. Enquanto os políticos falavam, os assentados temiam a presença de um dos suspeitos de ter encomendado o assassinato do casal. Foto: Marcelo Lacerda.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O percurso de dez quilômetros, da casa do irmão de José Cláudio até o Cemitério da Saudade, em Marabá, foi desgastante. Ponte sobre o rio Tocantins. No meio, a Estrada de Ferro Carajás, da Vale, parada, onde queimam pneus que produzem uma fumaça escura, espessa, fúnebre. Charles Trocate, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, ameaçado de morte por fazendeiros da região de Parauapebas, pegou o microfone que leva até as caixas de som instaladas no capô de um Fiat Uno e disse: “Esse gesto de marchar com eles é o melhor que podemos fazer. Exigindo justiça”. Um grande viva. “Caiu Maria. Caiu José. Mas na mesma hora levantaram 100 Marias e 100 Josés”, dizia uma mulher ao microfone durante o cortejo fúnebre. “Não vamos esquecer.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No cemitério, outro carro de som organiza a entrada dos caixões. Falas. Microfones. Sindicalistas locais. Representantes. Movimentos sociais. O hino. “Verás que um filho teu não foge à luta.” Emoção. Os coveiros impacientes, apressados. Familiares querendo estender cada minuto. Pedem para abrir o caixão. Último toque. Última imagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Laísa Santos Sampaio, irmã de Maria, chora muito. Era amiga, confidente, admiradora da força da irmã. Como ela, era professora da escola. “O nosso cotidiano eram ameaças”, ela me diz. “A gente acordava com os cachorros assustados.” Caminhonete, moto, barulho noturno. Terror. A morte trouxe pânico. “A maioria do assentamento tornou-se inimigo, e torciam para isso acontecer.” Ela quer explicar como o projeto era viável. Como concordava com José e Maria de que valia mais a pena coletar castanha e produzir com as sementes do que vender a tora da árvore. Que não faz sentido transformar a floresta em carvão. Mas está abalada. Maria esteve com ela na manhã de sua morte. Laisa estava na escola quando recebeu a notícia de um “acidente”. Estranhou, sabia que José conduzia bem a moto. “Ele ainda estava vivo quando cortaram a orelha. E não viu ela morrer. Ela estava mais distante”, especula. “Eles se amavam.” Alguns familiares estão em Marabá—ficaram com medo de vir, mesmo com as autoridades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AOxbvE_baSo/TtFz3hsbzdI/AAAAAAAAAWo/lG3d0FkfVD8/s1600/Amazonia%2B4" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-AOxbvE_baSo/TtFz3hsbzdI/AAAAAAAAAWo/lG3d0FkfVD8/s320/Amazonia%2B4" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O corpo de Erivelton Pereira dos Santos e a perícia local. Foto: Marcelo Lacerda.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falas. Políticos. Todos querem o microfone. Querem audiência. Poucos assentados estão por ali. Menos ainda prestam atenção. Olhares preocupados. Tensão. Medo. O pistoleiro pode ser um deles. Deputado no microfone. Um senhor de idade, desembargador e ouvidor agrário. O gerente do Ibama. Secretário do Ministério do Meio Ambiente. A caixa de som amplifica o que dizem para um público disperso, crianças girando, adultos sentados na grama exaustos, olhares perdidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um sujeito de camisa vermelha chega em uma caminhonete. Uma irmã de José observa estarrecida. Fica nervosa. Desmaia. Gilzão, como ele é conhecido, é próximo do fazendeiro José Rodrigues, um dos suspeitos de encomendar a morte. “Atrevimento”, diz uma irmã. “Cara-de-pau”, a sobrinha. “Não respeitam nem o luto”, comenta outro funcionário público. Comentários sussurrados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois jovens encorpados, vestindo calças pretas e camisetas polos, aproximam-se de Gilzão. São policiais federais. Batem um papo. Cinegrafistas e fotógrafos filmam fingindo não filmar. “Um dos suspeitos está aqui”, diz um funcionário de Brasília. Procuro algum lugar onde possa me abaixar no caso de um tiroteio. Não, não vai ser o caso. A violência, nessa parte da Amazônia, segue a estratégia do terrorismo. Não confronta diretamente. Age de forma sorrateira e cruel, para intimidar no imaginário. Pela expressão de pânico entre os assentados, a estratégia parece ser eficiente. Gilzão é liberado da abordagem e mistura-se aos assentados. Segue junto do grupo que vai até a casa de Maria e José.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Familiares, todos assustados, temiam que o local fosse vandalizado, incendiado, por conter possíveis provas. Retiraram os pertences. Houve mais comoção. Um ambiente muito diferente de quando eu havia estado ali pela primeira vez. Na ocasião, Maria havia preparado uma galinha para o almoço. Um suco de cupuaçu: “O melhor suco de cupuaçu do mundo”, eu tinha dito, não só para agradar a senhora, mas realmente acreditando nisso. “O Zé Cláudio colheu o cupuaçu na floresta”, ela explica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ILZ7ShZK6yI/TtF0moCnkZI/AAAAAAAAAW0/ZHBjRUI1Fe4/s1600/Amazonia%2B5" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://1.bp.blogspot.com/-ILZ7ShZK6yI/TtF0moCnkZI/AAAAAAAAAW0/ZHBjRUI1Fe4/s320/Amazonia%2B5" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Zé Cláudio descasca uma noz de castanha nos fundos de sua casa. Ele havia desenvolvido pequenos utensílios que facilitavam o manuseio dos produtos que colhia na floresta. Foto: Felipe Milanez.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em dezembro, pelo telefone, José Cláudio havia me dito, animado, que as castanhas estavam começando a cair. A floresta daria início à produção característica do período de chuvas, entre dezembro e abril. Nos fundos da casa, onde o casal estendia as castanhas para secar ao sol, a mesa de castanhas estava quase vazia. A engenhoca para descascar as castanhas estava lá—ele colocava a noz na posição vertical e era certeiro com esse abridor, de pressão, de metal. A semente saía limpa, sem resíduos de casca. As castanhas que ele colheu deveriam já ter sido processadas, virado farinha ou óleo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na porta de entrada da casa um cartaz desgastado estampa uma foto de Lula. Na parede do quarto de José está estendida uma bandeira do Flamengo. Sobre uma mesa, amontoada de papéis, a fita de pescoço do seu crachá de “palestrante” do TEDxAmazônia, que ocorreu em Manaus, em novembro do ano passado. Claudelice Silva dos Santos, sua irmã mais nova, recolheu a fita e olhou para mim. “Foi você quem convidou ele para ir lá.” Achei que se muita gente soubesse que ele estava marcado para morrer, e outros jornalistas denunciassem o drama dele e de Maria, a pistolagem local poderia se intimidar. A palestra fica disponível na Internet. Mas a conexão na região é lenta. O acesso é complicado. Sequer houve rumores da súbita fama de José Cláudio por ali. Na sua fala, um trecho tem sido repetido após ele ter predestinado sua morte: “Vivo da floresta, protejo ela de todo jeito. Por isso eu vivo com uma bala na cabeça a qualquer hora”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As autoridades começam a chegar na casa. O senhor ouvidor agrário promete que vai deixar algum funcionário público tomando conta da residência para que não seja destruída. Os do Incra esquivam-se, dizem que não é sua função. A Polícia Federal faz o mesmo. O senhor mostra pulso. A promessa é feita para Claudelice, diante das câmeras—câmera de uma ONG, dos assentados e do cinegrafista que me acompanha, Marcelo Lacerda. A família segue buscando tudo o que pode e enfiando no carro. Gilzão também estava por ali. Algum suspeito poderia estar junto. Algum traidor. “Algum judas”, disse uma irmã de Maria. Alguém que teria informado os mandantes, que teriam informado os pistoleiros para irem “fazer o serviço”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qR4LxRXDgX4/TtF1EoeVCuI/AAAAAAAAAXA/XMUcIy08bBo/s1600/Amazonia%2B6" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://3.bp.blogspot.com/-qR4LxRXDgX4/TtF1EoeVCuI/AAAAAAAAAXA/XMUcIy08bBo/s320/Amazonia%2B6" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Zé Cláudio mostra as castanhas que colheu. Elas ficavam em uma mesa de madeira, nos fundos de sua casa, para secar, desidratar e assim permitir que fossem transformadas em farinha e em óleo. Foto: Felipe Milanez.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria voltar para a Majestade. Rever a linda árvore que Zé Cláudio me mostrou alguns meses antes, cheio de orgulho. As autoridades estavam preocupadas em conhecer o local e dar declarações para a mísera imprensa, que, por sua vez, estava preocupada em fazer seu trabalho. Eu sabia que Zé Cláudio poderia estar por lá, de alguma forma. E decidi correr na direção que havia seguido com ele. Desci a ladeira até o igarapé, passei pelo pé de jambo, cheguei até o açaizal. Sentia que estava sendo guiado. Vieram junto dois ou três amigos dele que achavam conhecer o caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do igarapé, a mata ficou mais fechada. A luz que rebatia na folhagem ganhou um ar esverdeado. Diversas crianças se juntaram na busca pela Majestade, elas gostavam de ir lá brincar. Mas o caminho enganava. Muitas castanheiras, todas com troncos longilíneos, elegantes. Eufórico, eu seguia por cada trilha que surgia e imaginava ser a única. Engano. Alguns gritavam que era mais por cima, outra trilha. Até que parte do grupo a encontrou. “Achei, é aqui”, ouvi uma voz doce e juvenil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Majestade foi mostrando sua imponência. À medida que me aproximei dela, as crianças espontaneamente seguraram as mãos umas das outras e rodearam o caule de 11 metros de diâmetro. Sete meses depois eu estava novamente diante desta imponente árvore amazônica. José Cláudio tinha sido enterrado esta manhã. E eu não sabia o que dizer à Majestade. “Esse é o orgulho da nossa floresta. Aqui é a minha propriedade, reserva Izabel Ribeiro, em homenagem ao nome da minha avó. E essa é a Majestade”, foi assim que José Cláudio me apresentou à Majestade. Em seguida, apontou para o chão. O que para mim parecia uma árvore caída, disse ele, “era um galho que caiu dela”. Todas as outras castanheiras ao redor, e eram muitas, seriam filhas da Majestade. “Pode dar uma volta ao redor da Majestade e se perder”, brincou. “Se depender de mim, essa árvore vai ficar por muitos e muitos anos aqui. Mesmo que ela venha a morrer, esse tronco vai ficar aqui.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na volta, subi na caçamba de uma caminhonete. Uma irmã de José Cláudio, a mesma que desmaiou, ainda chorava. “Ele sempre falava: ‘Eu tô preparado para morrer porque eu não vim para ser pedra. E quando morrer, quero ser cremado, e minhas cinzas jogadas nos pés da Majestade’.” A família não teve dinheiro para fazer a vontade dele. Clara, sobrinha, também na caçamba do carro, tenta apontar a Majestade no meio da mata. Não encontra. Mesmo imponente, a mata camufla sua copa. Mas ela ainda está lá. No mesmo lugar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-181785605264575648?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/181785605264575648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/11/amazonia-vida-longa-sua-majestade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/181785605264575648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/181785605264575648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/11/amazonia-vida-longa-sua-majestade.html' title='Amazônia: Vida Longa à Sua Majestade'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-t-w6UH3QFQI/TtFuqJqjlmI/AAAAAAAAAWE/X0dj3Xb6fJ4/s72-c/Amazonia%2B1' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-3001751642752851249</id><published>2011-11-05T23:38:00.008-02:00</published><updated>2011-11-06T00:04:11.769-02:00</updated><title type='text'>Crises do Capitalismo - David Harvey</title><content type='html'>&lt;object style="height: 390px; width: 640px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5wts8rNbyfY?version=3&amp;feature=player_detailpage"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5wts8rNbyfY?version=3&amp;feature=player_detailpage" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="680" height="380"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-3001751642752851249?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/3001751642752851249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/11/crises-do-capitalismo-david-harvey.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3001751642752851249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3001751642752851249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/11/crises-do-capitalismo-david-harvey.html' title='Crises do Capitalismo - David Harvey'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-4189651471082523987</id><published>2011-10-19T23:41:00.003-02:00</published><updated>2011-10-19T23:48:29.827-02:00</updated><title type='text'>IIRSA: Caminhos e agentes da pilhagem na América Latina</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;br /&gt;La Haine - [Ana Esther Ceceña, Tradução de Diário Liberdade]&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6gwZvBTjba0/Tp92C9QFfEI/AAAAAAAAAUU/owdPQicmCJY/s1600/191011_iirsa.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="250" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-6gwZvBTjba0/Tp92C9QFfEI/AAAAAAAAAUU/owdPQicmCJY/s320/191011_iirsa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há um enorme peso do capital estadunidense nas atividades mais importantes. Isso autoriza a seguir falando do sujeito estadunidense como sujeito hegemônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramo-nos atualmente em um momento de crise. Crise sistêmica que não anuncia uma queda ou estalar imediato, mas que é a expressão da vocação mutante do capitalismo e de sua capacidade de adaptação ou readequação às condições mutantes do acontecer não só econômico, mas também social. O caráter sistêmico da crise mostra a insustentabilidade civilizatória do capitalismo, mas não o elimina de maneira natural nem o impede de buscar sua recomposição. A crise dá passo a uma concentração de poder e riqueza muito maior e concede condições de força e ao mesmo tempo de vulnerabilidade um poder cada vez mais exclusivo e excludente que, em sua arrogância, vai colocando em operação mecanismos variados de suporte e de articulação ou coesionar em um entorno crescentemente contraditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise cíclica, nas circunstâncias atuais, é indicativa da incapacidade do mercado para garantir por si mesmo as condições gerais do processo de acumulação do capital e de apropriação privada da riqueza e, nesse sentido, apela aos mecanismos de contenção social para assegurar aquele que o mercado não consegue fazer coesão e controlar, sobretudo quando a economia capitalista é ao mesmo tempo legal e ilegal. A ninguém escapa que a crise econômica não está tocando os setores ilegais que, sem dúvida, contribuíram a gerá-la e muito provavelmente serão parte de sua solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como queira, a crise exige uma mudança de estratégia e uma mudança de modalidade de dominação que abarca todas as dimensões da organização social, territorial e política do sistema, sobretudo porque a necessidade de restabelecimento das condições gerais de valorização correspondente aos momentos de ajuste cíclico, característicos do funcionamento regular do processo de acumulação de capital, ocorre agora em um contexto de questionamento integral, de crise sistêmica, de incapacidade para resolver internamente a contradição progresso-depredação que provém dos fundamentos mesmos da sociedade capitalista como lugar do domínio da natureza pelo homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo, a crise atual não é somente financeira e nem se resolver com subsídios e ajustes estatais ou com fusões e centralização de capital. Isso permite seguir adiante, mas simultaneamente agrava a situação do suicídio técnico no qual se encontra irremediavelmente o capitalismo, apesar de sua capacidade para manter o mundo inteiro sob suas regras de funcionamento, ainda que sabendo que tendem, paradoxalmente, à insustentabilidade da própria vida.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;A IIRSA como estratégia de poder hegemônico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força interna do capitalismo se defende e se reconstrói permanentemente através do desenho de um conjunto de estratégias integrais, multidimensionais, que se difundem planetariamente, entre as que se encontram nos megaprojetos de reordenamento territorial, que são necessariamente também de reordenamento político, como o da Integração da Infraestrutura Regional da América do Sul, a IIRSA. A principal virtude de projetos como IIRSA é a de ser capazes de restabelecer e potencializar as condições gerais da valorização, mais que a de gerar negócios suculentos em sua própria colocação em prática, coisa que também ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observados desde uma perspectiva ampla, a IIRSA e o Plan Plueba Panamá são duas partes de um mesmo projeto: os dois foram supostamente idealizados por algum Presidente da região, em um caso Vicente Fox, no México, e em outro Fernando Henrique Cardoso, no Brasil. Com toda distância cultural, intelectual e política que há entre ambos, supostamente ao mesmo tempo desenharam dois projetos semelhantes e geograficamente empatados. As negociações e colocação em prática específicas variam de acordo com as condições sub-regionais, mas os fundamentos dos projetos não: construir uma infraestrutura de comunicações, transporte e geração de energia que constitua um ágil e dinâmico sistema circulatório que permita enlaçar as economias regionais ao mercado mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um único projeto de mercantilização total da natureza para uso massivo desde o centro do México até a ponta da Terra do Fogo (extremo sul da Argentina). Não se trata da exploração dos elementos naturais para o uso doméstico, nem local nem nacional, mas de sua exploração de acordo com as dimensões de um comércio planetário sustentado, em cerca de 50%, por empresas transnacionais. A infraestrutura que se propõe – e que se requer – é justamente a que permitirá a América Latina a se converter em uma peça chave no mercado internacional de bens primários, ao custo da devastação de seus territórios, abrindo novamente essas veias de abundância que sangram a Pachamama e que alimentam a acumulação de capital e a luta mundial pela hegemonia. O desenho desta infraestrutura vai do coração às extremidades, do centro da América do Sul até os portos no caso de IIRSA e de Colômbia-Panamá até a fronteira com os Estados Unidos no caso do Projeto Mesoamericano, novo nome do Plan Puebla Panamá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dimensão da exploração do território da América Latina e de extração de seus elementos valiosos se encontram em relação com dois níveis crescentes demandados por uma economia mundial que responde às vertiginosas necessidades de multiplicação dos próprios lucros, muito mais que as necessidades reais da população do mundo, e chama a uma agilização da circulação de mercadorias para reduzir ao máximo os momentos improdutivos do capital. O nível de extração e produção das empresas envolvidas, mesmo quando sua origem seja local, modificou-se em proporção a esta nova demanda de recursos. Casos como o da Vale do Rio Doce são sintomáticos das novas dinâmicas: empresa enraizada na produção mineira em uma zona de grande abundância de minerais é pouco a pouco estrangeirada através da colocação de ações na bolsa de valores de Nova Iorque ou semelhantes e seus níveis de produção, já grandes, multiplicam-se de acordo com as necessidades de valorização dos capitais proprietários. O ritmo dos trens que transportam o ferro ao porto se incrementou e a quantidade de vagões com cargas se multiplicou nos últimos anos, assegurando com isso a possessão privada, fora da terra, já em qualidade de mercadoria, de um elemento natural que se converteu em parte importante da disputa hegemônica. Com isto se gera a energia que constitui um ágil e dinâmico sistema circulatório que permite enlaçar as economias regionais ao mercado mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dimensão da exploração do território da América Latina e de extração de seus elementos valiosos se encontra em relação com os níveis crescentes demandados por uma economia mundial que responde às vertiginosas necessidades de multiplicação dos próprios lucros muito mais que das necessidades reais da população do mundo, e chama a uma agilização da circulação de mercadorias para reduzir ao máximo os momentos improdutivos do capital. O nível de extração e produção das empresas envolvidas, mesmo quando sua origem seja local, modificou-se em proporção a esta nova demanda de recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritmo dos trens que transportam o ferro ao porto se incrementou e a quantidade de vagões carregados se multiplicou nos últimos anos, assegurando assim a possessão privada, além da terra, já em qualidade de mercadoria, de um elemento natural que se converteu em parte importante da disputa hegemônica. Com isto se acrescenta a pilhagem que foi objeto os povos latino-americanos desde há mais de 500 anos, com os inícios da conquista-colonização, e se submete os territórios, espaço da relação natureza-sociedade em uma depredação selvagem e irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exportação de matérias-primas, vista pelos analistas macroeconômicos como um sinal de desenvolvimento e prosperidade, está alterando as condições mesmas da vida por seu caráter massivo e por responder a necessidades alheias às das sociedades locais. E o mesmo que ocorre com as modernas vias de transporte que se propõem e estão sendo habilitadas com a IIRSA. As rotas da IIRSA colocam o enorme território sul-americano à disposição das necessidades de pilhagem dos recursos estratégicos, como se pode observar no mapa abaixo que mostra o que eu considero o desenho estratégico da IIRSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora os canais interoceânicos não buscam a rota mais curta entre oceanos, mas a mais vasta, a mais rica. Os 80km do Canal do Panamá são agora substituídos pelos 20 mil km da rota amazônica. Esta diferença de critérios põe em evidência que a conexão tem outros propósitos que os buscados no passado, em conformidade com o aumento de capacidades e envergadura da apropriação capitalista. Com as rotas da IIRSA se assegura não somente a extração de recursos de cada uma de suas partes, mas que essa extração se realize de maneira articulada. Vinculam-se interesses nacionais ou locais com interesses transnacionais e inclusive estratégicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rotas da IIRSA passam pelas fontes d'água, minerais, gás e petróleo; pelos corredores industriais do subcontinente; pelas áreas de diversidade genética mais importantes do mundo, pelos refúgios indígenas e por tudo aquilo que é valioso e apropriável na América do Sul. A ampliação das margens dos rios para dedicá-los ao trânsito intenso está colocando em risco os pantanais e degradando as condições de vida de espécies animais e vegetais ao mesmo tempo que violenta os modos de vida de comunidades aldeãs ou vinculadas; a exploração e exportação massiva de minerais castiga à selva com um tráfico pesado constante que vai se comendo rapidamente a mancha amazônica e ameaça os glaciares; as modalidades locais de organização da vida se veem confrontadas com uma dinâmica vertiginosa que não lhes corresponde e que as altera externa e irreversivelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Drc_7XuPBNw/Tp93IRxq7CI/AAAAAAAAAUg/Rq4BoPWdU8c/s1600/191011_rotas_estrategicas_IIRSA.png" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="620" width="480" src="http://1.bp.blogspot.com/-Drc_7XuPBNw/Tp93IRxq7CI/AAAAAAAAAUg/Rq4BoPWdU8c/s320/191011_rotas_estrategicas_IIRSA.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O quadro de interesses da IIRSA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram amplamente denunciados os danos presentes ou previsíveis que acompanham este projeto e ainda assim a insistência por mantê-lo é tenaz. Cabe se perguntar então que tipo de interesses prevalecem sobre os altíssimos riscos ecológicos e sociais que entranha a IIRSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, o fato de contar com a anuência ou inclusive o entusiasmo de muitos dos governos latino-americanos é resultado de uma combinação na qual governos e empresas locais recebem alguns benefícios que, em seu nível, podem ser significativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, evidentemente uma rede infraestrutura das características planejadas é sem dúvida um facilitador das atividades extrativas, e econômicas em geral, dos grandes capitais do mundo em busca de recursos competidos e valiosos, que em muitos casos podem ser considerados estratégicos para a reprodução global do sistema e, portanto, para o asseguramento não só das condições de vida do capitalismo, mas também da hegemonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção mesma da infraestrutura parece não ser a chapa mais cobiçada. As grandes transnacionais tem como foco de interesse a exploração dos recursos, muito mais que os negócios grandes para os investidores locais, mas relativamente pequenos para elas, da construção de estradas, ferrovias, hidrovias, represas e outros semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela maneira como se comportaram os governos e as empresas, parece ter quase um acordo de complementaridade no qual ambos se beneficiam e por isso mesmo ambos defendem o projeto como próprio. A variegação de interesses acrescentou ultimamente pela entrada de capitais estrangeiros em empresas locais, a maioria das vezes relacionadas com as atividades extrativas, como é o caso da Vale do Rio Doce. Estas empresas se potencializam, aumentam sua produção e, evidentemente, suas exportações; vinculam-se mais estreitamente ao mercado mundial, mas seguem aparecendo como nacionais quando em vários casos seu capital já é majoritariamente estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a empresa latino-americana mais favorecida pela IIRSA atualmente é a Odebrecht, que se anuncia como empresa brasileira. Por se tratar de uma empresa de engenharia e construção, nesta primeira etapa se envolveu em projetos em toda a região de IIRSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odebrecht tem investimentos na América em 13 países, além do Brasil. Abarca geograficamente desde o México até a Argentina, com atividades também no Caribe (República Dominicana), América Central (Costa Rica, Panamá) e América do Sul (Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai), como se pode observar no mapa abaixo, que mostra a proximidade das áreas de seus projetos de investimento com as que contém os recursos mais valiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Q1C8CAqxxSA/Tp93t434zSI/AAAAAAAAAUs/R0xncb2XGt8/s1600/191011_odebrecht1.png" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="620" width="480" src="http://1.bp.blogspot.com/-Q1C8CAqxxSA/Tp93t434zSI/AAAAAAAAAUs/R0xncb2XGt8/s320/191011_odebrecht1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas atividades extrativas historicamente se registrou a presença de grande transnacionais estrangeiras, e daí esta vinculação de interesses que mencionávamos. É um setor no qual a competência dificulta a entrada de capitais nacionais, sobretudo depois da desproteção e a mudança de critérios sobre os patrimônios nacionais induzidos pelo neoliberalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revisando as listas das 500 maiores empresas do mundo elaborada desde há um longo tempo pela revista Fortune, e aquelas das 500 maiores da América elaborada pela revista América Economia, o que se observa é a escassa participação de empresas latino-americanas nas atividades de maior envergadura. Ainda quando se encontrem nestas atividades, sua participação é de muito menor monta, exceto nos casos da Odebrecht, Aracruz e Votorantim, as três originalmente brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extração de petróleo e gás tem em alguns países exclusividade de empresas do Estado, mas, no que toca ao restante, as empresas principais neste setor são Exxon, Royal Dutch, British Petroleum, Chevron, CONOCO-Philips, ENI, Petrobras, Repsol-YPF, SK, Occidental Petroleum, Lukoil, EnCana e Oil and Natural Gas. A localização de projetos destas empresas não deixa dúvida de seu bom tino pois se encontram em todas as regiões de importantes jazidas, como se observa no mapa. Estas localizações ficam bem protegidas pelas facilidades infraestruturais projetadas pela IIRSA, de modo que seu acesso ao mercado mundial, já bastante ágil, se veria ainda muito melhor. Veja o mapa abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NwbCs75gyLs/Tp94GQKsmyI/AAAAAAAAAU4/q39gifS3afk/s1600/191011_petroleiras_iirsa.png" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="620" width="480" src="http://3.bp.blogspot.com/-NwbCs75gyLs/Tp94GQKsmyI/AAAAAAAAAU4/q39gifS3afk/s320/191011_petroleiras_iirsa.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os minerais, elementos que formam a estrutura material básica dos processos produtivos, tem na América Latina um de seus espaços de maior diversidade e abundância. Os minerais metálicos são foco de atração de grandes empresas de dimensão planetária como Anglo American, BHP Billinton, Río Tinto, Vale, Xstrata e Nippon Mining Holdings, e sua distribuição territorial as leva a diversas regiões sul-americanas que em todos os casos terão a virtude de ser articuladas através das rotas de IIRSA (ver mapa abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-adKlEDU_l60/Tp95ScoukHI/AAAAAAAAAVE/AIyaIRyrkPk/s1600/191011_mineiras_iirsa.png" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="620" width="480" src="http://1.bp.blogspot.com/-adKlEDU_l60/Tp95ScoukHI/AAAAAAAAAVE/AIyaIRyrkPk/s320/191011_mineiras_iirsa.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apropriação de bosques, naturais ou gerados artificialmente, tem suas principais zonas em pontos muito específicos. Seu distribuição territorial é muito menos extenso que os das atividades anteriores, mas se trata também de capitais de grande envergadura, vinculados com a produção de celulose e papel (mapa abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6JNuAY-MM2c/Tp95kZ7iTFI/AAAAAAAAAVQ/ots6BpBMraw/s1600/191011_iirsa_florestais.png" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="620" width="480" src="http://1.bp.blogspot.com/-6JNuAY-MM2c/Tp95kZ7iTFI/AAAAAAAAAVQ/ots6BpBMraw/s320/191011_iirsa_florestais.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta observar o que está acontecendo no estado brasileiro do Pará, originalmente selvagem, hoje cheio de pastos para o gado e crateras mineiras que desflorestam, transformam lógicas locais de socialidade e organização da reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais empresas que se encontram no setor são Stora Enzo, Weyerhauser, Aracruz Celulose, Votorantim Celulose, Kablin, Suzano Papel e Celulosa, CELCO e CMPC, as duas últimas com investimentos no sul do Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, além de todas as empresas mencionadas há um quadro de empresas menores vinculadas com as atividades das grandes, entretanto são completamente dependente destas, ou seus níveis de produção não repercutem nos grandes mercados e nem definem as dinâmicas da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de mostrar a distribuição geográfica destes grandes investimentos provém do interesse de revisar a capacidade destes agentes capitalistas para ocupar e definir o território e suas dinâmicas. Uma das coisas que nos deve preocupar é como o território está sendo expropriado e como projetos como IIRSA reforçam essa tendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em realidade, ainda que neste terreno possamos constatar a grande quantidade e diversidade dos interesses em jogo, é o sujeito hegemônico que marcha à cabeça do processo. Nós temos um cálculo do território estrangeiro ocupado por bases militares estadunidenses mas seria necessário medir o ocupado pelas propriedades das empresas para ter uma ideia cabal da dimensão territorial da dominação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esses cálculos poderíamos nos encontrar em melhores condições para analisar se a IIRSA é um projeto dos Estados sul-americanos ou uma exigência desses grandes capitais que arrastam os Estados a formularem as políticas que os beneficiam, porque quais são os Estados hoje se não uma parte desse sujeito econômico, desse sujeito dominante que às vezes se chama capital brasileiro, às vezes capital equatoriano, muitíssimas vezes capital estadunidense mas que, finalmente, revela uma fusão de interesses em relação com o grande capital das empresas transnacionais, impulsionadas, protegidas e representadas pelo Estado norte-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive hoje, ainda que seja difícil de falar da nacionalidade do capital, efetivamente há um enorme peso do capital estadunidense em todas mais importantes atividades, mais dinâmicas e com maior futuro no mundo. Isso autoriza a seguir falando do sujeito estadunidense como sujeito hegemônico, ou seja, esse grande capital que se aglutina em torno do Estado estadunidense, ainda que tenha alguns mexicanos, brasileiros, japoneses ou capitais provenientes de qualquer outro lugar, mas incorporados organicamente a essa estrutura de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nota&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;(1) Este trabalho contou com a valiosa contribuição de Rodrigo Yedra, membro do Observatório Latino-americano de Geopolítica.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Ana Esther Ceceña&lt;/b&gt; é Diretora do Observatório Latino-americano de Geopolítica no Instituto de Investigações Econômicas, Universidade Autônoma do México. Coordenadora do grupo de trabalho Hegemonias e Emancipações de CLACSO. Livros: Producción estratégica y hegemonía mundial (México: Siglo XXI); Hegemonías y emancipaciones en el siglo XXI (Buenos Aires-Sao Paulo: CLACSO); Desafíos de las emancipaciones en un contexto militarizado (Buenos Aires: CLACSO); Derivas del mundo en el que caben todos los mundos (México: Siglo XXI); De los saberes de la dominación y la emancipación (Buenos Aires: CLACSO).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Traduzido para Diário Liberdade por Lucas Morais&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-4189651471082523987?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=20734:iirsa-caminhos-e-agentes-da-pilhagem-na-america-latina&amp;catid=256:direitos-nacionais-e-imperialismo&amp;Itemid=131' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/4189651471082523987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/10/iirsa-caminhos-e-agentes-da-pilhagem-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4189651471082523987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4189651471082523987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/10/iirsa-caminhos-e-agentes-da-pilhagem-na.html' title='IIRSA: Caminhos e agentes da pilhagem na América Latina'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6gwZvBTjba0/Tp92C9QFfEI/AAAAAAAAAUU/owdPQicmCJY/s72-c/191011_iirsa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-4336951583454869543</id><published>2011-09-19T19:12:00.000-03:00</published><updated>2011-09-19T19:12:35.431-03:00</updated><title type='text'>Mira y Resiste: Lucio (2007)</title><content type='html'>SOCIALISMO - LUCIO (Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga - 2007) Falado em Espanhol&lt;br /&gt;Documentário sobre a vida de Lucio Urtubia. Anarquista, falsificador, contrabandista e operário. Conhecido no mundo inteiro por falsificar cheques de viagem do First National City Bank (hoje Citibank) na década de 70, pondo em risco uma das principais instituições financeiras do mundo e roubando do banco cerca de US$ 20 milhões. O dinheiro arrecadado foi usado para várias causas revolucionárias. Documentos falsificados e passaportes para ativistas do mundo inteiro. Ele colaborou com os Tupamaros, com grupos anti-fascistas de resistência, ETA, ERP, GARI, etc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://blip.tv/play/AYLM5TMC.html" width="480" height="390" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://a.blip.tv/api.swf#AYLM5TMC" style="display:none"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-4336951583454869543?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://documentaleslibres.blogspot.com/2011/08/lucio-2007.html' title='Mira y Resiste: Lucio (2007)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/4336951583454869543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/mira-y-resiste-lucio-2007.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4336951583454869543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4336951583454869543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/mira-y-resiste-lucio-2007.html' title='Mira y Resiste: Lucio (2007)'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-5447851632642918027</id><published>2011-09-15T12:06:00.000-03:00</published><updated>2011-09-15T12:06:13.160-03:00</updated><title type='text'>Breve Histórico da Luta Popular e do Anarquismo no Brasil</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WPZZ7qV-1l4/TnIUOodcFRI/AAAAAAAAAUM/sSCviBhCrJg/s1600/1-de-maio-1919-pca-da-se.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="251" src="http://2.bp.blogspot.com/-WPZZ7qV-1l4/TnIUOodcFRI/AAAAAAAAAUM/sSCviBhCrJg/s400/1-de-maio-1919-pca-da-se.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Artigo Editorial do informativo LIBERA 150.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O anarquismo enquanto uma ideologia, ou seja, um sistema de idéias e valores que possui relação direta com a prática política e a transformação revolucionária; aporta no Brasil com os imigrantes, mas se consolida como uma ferramenta de luta dos trabalhadores “nativos”. Aqui, a estratégia política anarquista para os sindicatos, o sindicalismo revolucionário torna-se a principal metodologia adotada pelos operários nos principais centros industriais do país. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sindicalismo Revolucionário e Anarquismo no Brasil&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O surgimento do anarquismo está indissociavelmente ligado a formação e as estratégias de luta da classe trabalhadora, especificamente na Europa da segunda metade do século XIX, época que Proudhon considerava como o momento em que “(...) as classes operárias adquiriram consciência delas próprias”. As experiências de um conjunto significativo [1] dos oprimidos pelo seu projeto de ruptura com a sociedade capitalista, naquele momento definiram os “últimos” contornos da proposta anarquista, cujo marco ideológico mais nítido pode ser identificado com os conflitos dos socialistas revolucionários [2] “bakuninistas” com o socialismo autoritário marxista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O anarquismo enquanto uma ideologia, ou seja, um sistema de idéias e valores que possui relação direta com a prática política e a transformação revolucionária; aporta no Brasil com os imigrantes, mas se consolida como uma ferramenta de luta dos trabalhadores “nativos”. Aqui, a estratégia política anarquista para os sindicatos, o sindicalismo revolucionário torna-se a principal metodologia adotada pelos operários nos principais centros industriais do país. A ação direta, a autonomia da classe e a democracia direta, de base, são exemplos dos princípios postos em prática pelos trabalhadores para conquistarem seus direitos e necessidades. Nas três primeiras décadas do século XX, as organizações da classe trabalhadora, potencializadas pelo sindicalismo revolucionário, esforçam-se por lutar contra as investidas das elites dominantes e a nascente burguesia, que se valem, por exemplo, do estado de sítio para atacar os trabalhadores, tratando a questão social, como um “caso de polícia”. Algumas conquistas históricas da classe trabalhadora serão alcançadas neste período, como por exemplo, as oito horas de trabalho. A transformação radical permanecerá no horizonte da classe, à despeito da atuação dos sindicatos amarelos [3] (reformistas). À precarização crescente do/a trabalhador/a no período da Primeira Grande Guerra, a Confederação Operária Brasileira responderá com uma grande greve geral. E em 1918, uma insurreição armada, seguida de uma greve geral, tentará fundar um soviete [4] brasileiro, inspirada na prática generalizada de autoinstituição da classe trabalhadora russa, que emerge com mais relevância em 1905 e se radicaliza em 1917, na Revolução Russa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A combatividade dos/as trabalhadores/as dos grandes centros industriais brasileiros do período será alvo de uma intensa repressão, que atingirá especialmente os anarquistas nas décadas de 10 e 20. Na Rússia de Trotsky e Lênin, os marinheiros de Kronstadt, os anarquistas, socialistas e setores de esquerda que não comungam totalmente com as propostas políticas do partido bolchevique são esmagados em 1921; a oposição interna e a democracia do partido bolchevique já tinham sido esmagadas desde 1919. São os germes do totalitarismo. É desta época também, visivelmente inspirada nos preceitos bakuninistas, a tentativa de consolidação da organização específica anarquista (Aliança Anarquista em 1918 e Partido Comunista [5] , o libertário em 1919) em território nacional, iniciativa que é interrompida não só pela repressão, mas também pelo “excesso de sindicalismo” que acomete os/as militantes anarquistas brasileiros/as.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1937 o Estado Novo arrasa as entidades de classe, atrelando os sindicatos ao estado e reprimindo brutalmente os opositores políticos. O sindicalismo revolucionário, principal estratégia anarquista para a classe esvazia-se e com ela, o anarquismo sofre um duro golpe. A opção pela atuação parlamentar do PCB no período; introduz um forte elemento burguês na atuação da classe, dividindo os/as trabalhadores/as e subordinando a luta social à luta parlamentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os anarquistas durante a ditadura getulista (1937-1945) e a reabertura democrática (1946 – 1954)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário de algumas interpretações tradicionais, que subordinam os acontecimentos históricos aos aportes conceituais de pouco refinamento, o anarquismo não desaparece nem com a fundação do PCB em 1922, nem com o Estado Novo em 1937. O anarquismo está fragilizado, mas os anarquistas não deixam de se organizar. Os contatos, ainda durante o Estado Novo (1937-1945) jamais cessam, mesmo que clandestinos. Reorganizam-se no bojo do congresso anarquista de 1948 e fortalecem suas organizações específicas (União Anarquista do Rio de Janeiro, União Anarquista de São Paulo, etc), mas a presença anarquista nos sindicatos é frágil, apesar da valente propaganda ideológica de seus periódicos [6] . A hegemonia política da esquerda no Brasil é do PCB. Este defende a “Constituinte com Getúlio” unindo-se a setores da burguesia “progressista”, linha já definida pela lógica de atuação do comunismo internacional, e em 1945 chega até a condenar e barrar as greves operárias em prol da consolidação democrática no mesmo ano, ferindo a autonomia da classe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O período supostamente democrático que se segue ao fim do Estado Novo não esconde os ataques aos direitos e a autonomia dos trabalhadores pelo governo Dutra (1946-1954); a estrutura corporativista que conecta os sindicatos se mantém. A autonomia e a independência de classe que caracterizam a atuação dos sindicatos no início do século serão substituídas por uma relação de subordinação às estruturas governamentais. Tanto do ponto de vista da estrutura sindical corporativista e da ideologia populista, que transformam o sindicato num apêndice do Estado, quanto da atuação parlamentar do PCB, que subordina as lutas à sua estratégia legalista. Em termos globais, o mundo está politicamente dividido entre os blocos do capitalismo e do socialismo “real”, prenunciando a famosa Guerra Fria. O suposto socialismo da URSS neste período é denunciado pelos/as anarquistas brasileiros/as como um imenso capitalismo de estado; à despeito das interpretações trotsquistas que lhe imprimem um suposto caráter de Estado Socialista “degenerado”, o estado soviético configura-se como um aparato monstruoso de opressão e extermínio [7] dos dissidentes, um totalitarismo de Estado e o domínio uma nova classe, a classe dos gestores [8] . Diga-se de passagem, é importante citar que a militarização dos sindicatos, a verticalização das decisões políticas e a relação de subordinação da classe pelo partido bolchevique, fora delineada e operacionalizada, por Lênin e Trotsky.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1964 um novo golpe civil-militar, apoiado por grandes empresários, setores conservadores, e arquitetado pelos militares convulsiona o país. Parte da esquerda opta então pela resposta armada, e apesar de muito aguerrida, a estratégia foquista, inspirada numa suposta superioridade política da vanguarda comunista sobre a classe, inviabiliza o acúmulo de força social necessário para derrotar a ditadura, pois possui pouca relação com as necessidades e questões do cotidiano dos/as trabalhadores/as. No Brasil, a atuação dos/as anarquistas, apesar de modesta não seria passada despercebida pela ditadura. Integrantes do Movimento Estudantil Libertário e do Centro de Estudos Professor José Oiticica serão presos e torturados. O anarquismo, assim como outras ideologias da esquerda contrárias a ditadura, também fora proibido pelo sombrio regime militar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Luta Popular e anarquismo hoje: da abertura democrática (1981 – hoje) aos movimentos sociais contemporâneos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O anarquismo que emerge no período da reabertura democrática é cético com a principal cartada da esquerda no período: a democracia burguesa. Enquanto a principal força da esquerda (PT) se esforça para compatibilizar a estratégia eleitoral burguesa com as lutas de base (sindicatos, movimentos populares e estudantis), os anarquistas estão inseridos em diferentes movimentos populares apostando na auto-organização da classe, o que alguns chamarão de criação de um povo forte. O anarquismo brasileiro que emerge no período democrático é um anarquismo mais amadurecido e apesar do contexto de reconstrução dos laços políticos libertários, é crítico consigo mesmo. Fazem parte deste contexto interno do anarquismo, o aprofundamento do plano teórico libertário, o trabalho de base, a unidade teórica e ideológica, a luta popular e a necessidade das organizações específicas anarquistas, que constituem nossa tradição anarquista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A caminhada do PT rumo à conquista das instituições burguesas prenuncia o que os anarquistas denunciavam há décadas: a incompatibilidade da luta popular de base transformadora e radical com a democracia representativa burguesa. Paulatinamente a luta popular é subordinada pela luta parlamentar e pelo imaginário capitalista [9] que vem acoplado à sua dinâmica. A crise do PT que é muito anterior a eleição de Lula, não fora uma “crise de direção” como alguns setores da esquerda apontam, mas sim uma crise de concepção, já traçada na teoria marxista-leninista de subordinação da classe pelo partido. Acossado pelo jogo burguês, o partido se molda gradativamente a dinâmica eleitoral. O PT, que abandonara o vocabulário socialista bem antes da eleição de Lula, já renunciava ao seu projeto socialista muito antes da crise do mensalão em 2003. Portanto é incorreto afirmar, como o fazem os novos/velhos partidos que surgem no período e que reproduzem a mesma estratégia equivocada, que somente em 2003 o PT deixou de ser um “instrumento histórico” da classe trabalhadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A eleição de Lula/Dilma pacifica os movimentos sociais atrelados ao PT e de sua base aliada. Neste período, os movimentos sociais são incorporados por meio da cooptação de lideranças, pacificados pelo atrelamento de suas agendas de luta ao calendário e dinâmica institucional do Estado burguês ou simplesmente reprimidos, quando se atrevem a enfrentar os inimigos de classe. Direitos históricos dos/as trabalhadores/as são atingidos/as no âmbito da perversa ofensiva neoliberal. Do ponto de vista latino-americano, o ataque se chama IIRSA, um plano intercontinental de integração do capitalismo: mais roubo, mais exploração, mais saque dos “recursos” naturais. Prepara-se neste período uma grande ofensiva de criminalização da pobreza e de controle social em âmbito nacional: UPP’s, PAC, desmonte dos direitos básicos dos trabalhadores (saúde, educação, moradia, etc) e benefício do grande capital transnacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Estratégia Popular e Anarquismo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acreditamos que o momento é de fincar as raízes dum projeto de organização e poder popular. Não há revolução sem crise; mas a crise não é mero produto de “contradições” do capitalismo, a crise é a medida da nossa capacidade, enquanto povo, de prepararmos e operarmos uma ofensiva enquanto classe contra as estruturas que nos oprimem, e isto inevitavelmente requer organização. Para isto, do ponto de vista do projeto de poder popular e dos movimentos sociais, acreditamos que a tarefa é preparar pacientemente o trabalho de base nos espaços da nossa classe (sindicatos, bairros, favelas, ocupações, comunidades, assentamentos, etc.). Reconstruir os laços sociais destruídos pelo capitalismo, reforçar a organização popular e atender as necessidades do nosso povo, por meio da ação e da democracia direta, da solidariedade e da autonomia. O trabalho de base requer sistematicidade, perseverança e organização e acima de tudo, deve dar protagonismo ao conjunto da classe (e não à meia dúzia de iluminados): o que chamamos de criar um povo forte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do ponto de vista do anarquismo, defendemos um anarquismo classista, voltado para a luta popular. Um anarquismo que não vá nem a frente, nem se deixe levar à reboque das lutas, mas que se constitua como uma ferramenta revolucionária, dentre as possíveis, de emancipação popular, portanto, um anarquismo atual. Para reunirmos nossas forças, defendemos a necessidade da organização específica anarquista; fundamental para concentrar as energias dos/as anarquistas em tarefas articuladas coletivamente sob um fundo estratégico comum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste sentido, a última década assistiu a um passo muito importante para os/as anarquistas em solo brasileiro. Juntos/as às organizações que compõem o Fórum do Anarquismo Organizado (FAO - Brasil), caminhamos modestamente, na articulação de um projeto nacional de anarquismo. Este projeto, em permanente construção, ainda tem muito o que realizar, mas sem dúvida nenhuma é um passo relevante no amadurecimento organizativo do anarquismo brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[1] Como a Comuna de Paris.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[2] Chamados à época de coletivistas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[3] Que curiosamente mantinham uma aliança com os comunistas do PCB.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[4] Os sovietes existiam desde 1905 na Rússia. Fruto da experiência da classe, os comunistas em 1905 condenavam a participação dos bolcheviques nos sovietes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[5] Não confundir com o Partido Comunista de orientação marxista-leninista, fundado em 1922. O termo comunismo também era utilizado pelos anarquistas no período.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[6] Referimo-nos a Ação Direta, A Plebe (2ª edição) e Remodelações. Fundamental citar também o jornal Ação Sindical.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[7] Anterior ao stalinismo, diga-se de passagem. Em 1921, os marinheiros e militantes de esquerda que divergiam do aparelhamento do Partido Bolchevique foram fuzilados, deportados e presos pelo governo bolchevique, pelas ordens de Lênin e Trotsky.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[8] Defendemos que uma classe dominante não se define apenas pela apropriação da mais-valia, mas também pela gestão do modo de produção.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;[9] Como a separação dirigentes e executores, característica do capitalismo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Federação Anarquista do Rio de Janeiro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Related Link: http://www.farj.org&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Extraído de: http://www.anarkismo.net/article/20543 &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-5447851632642918027?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.anarkismo.net/article/20543' title='Breve Histórico da Luta Popular e do Anarquismo no Brasil'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/5447851632642918027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/breve-historico-da-luta-popular-e-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5447851632642918027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5447851632642918027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/breve-historico-da-luta-popular-e-do.html' title='Breve Histórico da Luta Popular e do Anarquismo no Brasil'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WPZZ7qV-1l4/TnIUOodcFRI/AAAAAAAAAUM/sSCviBhCrJg/s72-c/1-de-maio-1919-pca-da-se.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-8684835891648954552</id><published>2011-09-14T20:41:00.000-03:00</published><updated>2011-09-14T20:41:48.410-03:00</updated><title type='text'>O Brasil vai salvar a Europa. FHC-PiG (*)-Cerra corta os pulsos! | Conversa Afiada</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/09/13/o-brasil-vai-salvar-a-europa-fhc-pig-cerra-corta-os-pulsos/#.TnE7tb_8Nxg.blogger"&gt;O Brasil vai salvar a Europa. FHC-PiG (*)-Cerra corta os pulsos! | Conversa Afiada&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-8684835891648954552?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/09/13/o-brasil-vai-salvar-a-europa-fhc-pig-cerra-corta-os-pulsos/#.TnE7tb_8Nxg.blogger' title='O Brasil vai salvar a Europa. FHC-PiG (*)-Cerra corta os pulsos! | Conversa Afiada'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/8684835891648954552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/o-brasil-vai-salvar-europa-fhc-pig.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8684835891648954552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8684835891648954552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/o-brasil-vai-salvar-europa-fhc-pig.html' title='O Brasil vai salvar a Europa. FHC-PiG (*)-Cerra corta os pulsos! | Conversa Afiada'/><author><name>Thiago Fidel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-_BuGvq_i6CE/Tj1fncoVQoI/AAAAAAAAACA/0h5mN21R66M/s220/Snapshot_20110715_7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-2399558812940809490</id><published>2011-09-14T12:22:00.000-03:00</published><updated>2011-09-14T12:22:50.768-03:00</updated><title type='text'>AGB - Associação de Geógrafos Brasileiros e o Porto-Açu</title><content type='html'>O GT de agrária da AGB Rio e Niterói realizaram um relatório e este vídeo sobre a situação da população do Porto-Açu que está tendo as suas terras tomadas pelo Eike Batista em nome do "desenvolvimento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/426s8b3jfl4?version=3"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/426s8b3jfl4?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-2399558812940809490?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/2399558812940809490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/agb-associacao-de-geografos-brasileiros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/2399558812940809490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/2399558812940809490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/agb-associacao-de-geografos-brasileiros.html' title='AGB - Associação de Geógrafos Brasileiros e o Porto-Açu'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-130494064829261695</id><published>2011-09-12T22:37:00.002-03:00</published><updated>2011-09-12T23:07:26.568-03:00</updated><title type='text'>Sagrada Terra Especulada (documentário)</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="225" src="http://player.vimeo.com/video/28597529?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/28501758"&gt;Sagrada Terra Especulada(A luta contra o Setor Noroeste) Documentário - 70min produzido por CMI - Brasília&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/murua"&gt;Muruá&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-130494064829261695?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/130494064829261695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/sagrada-terra-especulada-documentario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/130494064829261695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/130494064829261695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/sagrada-terra-especulada-documentario.html' title='Sagrada Terra Especulada (documentário)'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-4992104650976532839</id><published>2011-09-06T22:04:00.000-03:00</published><updated>2011-09-06T22:04:18.880-03:00</updated><title type='text'>Um pouquinho de Teoria - Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;b&gt;TEORIA DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA ANARQUISTA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: right;"&gt;“Possuir a capacidade política é ter consciência de si &lt;br /&gt;como membro de uma coletividade, &lt;br /&gt;afirmar a idéia que daí resulta e perseguir sua realização.” &lt;br /&gt;&lt;b&gt;P.-J. Proudhon&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O anarquismo é o viajante que toma as ruas da história &lt;br /&gt;e luta com os homens tais como são e constrói &lt;br /&gt;com as pedras que lhe proporciona sua época.” &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Camillo Berneri&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;O tema da teoria da organização política foi tratado a partir de cinco eixos principais: prática política, organização específica, estratégia e tática, ação de massas e luta avançada. Serão pontuados alguns aspectos em relação aos eixos.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;Prática política&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;A teoria aponta para a elaboração de conceitos e de um método para pensar e conhecer rigorosamente a realidade social e histórica. A análise profunda e rigorosa de uma situação concreta será um trabalho teórico o mais científico possível. A ideologia é composta de elementos de natureza não científica, que contribuem para dinamizar a ação. A expressão de motivações, a proposta de objetivos, de aspirações, de metas ideais, isso pertence ao campo da ideologia. Uma prática política eficaz exige o conhecimento da realidade (teoria), a postulação harmônica com ela de valores objetivos de transformação (ideologia) e meios políticos concretos para conquistá-la (prática política).&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;Organização específica anarquista&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Para distinguir seu programa e não diluir sua bandeira na massa das forças sociais os anarquistas formam uma organização específica para a prática política. Por suas finalidades revolucionárias, a organização só reúne uma minoria ativa para poder atuar na luta pública e fora dela. A organização é uma federação de militantes com unidade ideológica e estratégico-tática, com democracia interna e uma disciplina consciente para suas realizações. O anarquismo organizado não substitui nem representa as organizações sindicais e populares. Dentro dessa concepção, não é um partido para tomar o poder, mas para ajudar a desenvolver capacidade política nas massas para construir poder popular.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;Estratégia e tática&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;A atividade de uma organização política supõe uma previsão do devir possível dos acontecimentos durante um lapso mais ou menos prolongado, previsão que inclui a linha de ação a adotar pela organização frente a esses acontecimentos de maneira a influir sobre eles no sentido mais eficaz e adequado. Uma linha estratégica é, habitualmente, válida enquanto perdura a situação geral a qual corresponde. As opções táticas, na medida em que respondem a problemas mais precisos, concretos e imediatos, podem ser mais variadas, mais flexíveis. Sem dúvida não podem estar em contradição com a estratégia.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;Ação de massas&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;A organização das forças populares, dos movimentos e organizações das classes oprimidas é parte fundamental da estratégia anarquista. Estar organizado socialmente e inserido nas lutas é um critério para atuar como força política. A classe trabalhadora e os movimentos sociais devem se organizar com independência de governos, partidos e patrões. A luta de massas é um espaço para fazer unidade em defesa dos interesses de classe. O anarquismo deve atuar como fermento moral e intelectual, levando seus métodos de luta e organização como um anticorpo de luta permanente contra a burocracia, o centralismo autoritário e a colaboracionismo. O lugar das ideologias na frente social não é o de protagonismo imediato, de partidarização, mas circulação de idéias, métodos e valores a partir das situações concretas que formam as experiências da luta.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;Luta avançada&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;O problema da violência, como categoria da política, é fundamental num processo revolucionário que procure abater as estruturas de poder do capitalismo. A luta avançada é uma parte decisiva da prática política de uma organização revolucionária que atua também, com uma estratégia articulada e global, no nível das lutas populares. A luta revolucionária por objetivos socialistas deve contar com o protagonismo de um setor importante das massas e por isso não dispensa o trabalho político e ideológico no interior dos seus movimentos. A organização de uma força militante como elemento de choque e recurso técnico prévio da radicalização das lutas contra o poder burguês é uma exigência para uma estratégia vitoriosa de revolução social.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;MARCO TEÓRICO E CATEGORIAS DE ANÁLISE (MÉTODO DE ANÁLISE)&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Para o trabalho de análise, com a utilização de um método determinado, houve a necessidade de distinguir, como colocado, as categorias de ideologia e estratégia. A formação pontuou: O socialismo é uma aspiração, uma esperança dos povos e das classes oprimidas (ideologia). Mas precisa ter sua elaboração teórica, vinculada ao terreno do saber, dos estudos e da análise social rigorosa (teoria). Isso implica, portanto, ter claro quais são os elementos mais fixos que constituem a ideologia, e quais são os elementos teóricos, que funcionarão como uma caixa de ferramentas e que terão por objetivo proporcionar elementos para que se possa conhecer; nesse sentido, as ferramentas teóricas não têm, necessariamente, de ser anarquistas, ainda que se deva ter em conta a relação entre ideologia e teoria, ferramentas que devem proporcionar elementos para uma compreensão adequada do sistema, das formações sociais, da conjuntura. Nesse sentido, a teoria busca conhecer e a ideologia transformar.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;Capitalismo como sistema de dominação&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;O capitalismo é um sistema. Sistema é um conceito para discernir o “núcleo duro”, a configuração dos elementos constitutivos que fundam e dão sentido a uma totalidade social. O capitalismo constitui um sistema de dominação que tem por constituição fundamental alguns elementos: Propriedade privada; exploração; disciplinamento dos corpos; a modalidade de representação, administração e justiça; um sistema coercitivo e repressivo; a existência de classes sociais; exclusão social. Esse sistema de dominação está formado por uma estrutura global formada por distintas esferas, entre elas: estrutura econômica; estrutura política-jurídica-militar; estrutura ideológica-cultural (idéias, representações, comportamentos, modo de informação, tecnologias de poder a ela unidas). Estrutura é o conjunto de elementos de uma organização social e suas relações, presentes no sistema de dominação. O capitalismo, concebido globalmente como sistema de dominação, possui agentes que impulsionam essa dominação em todas as esferas. Por exemplo: Política: organizações internacionais (FMI, Banco Mundial, OMC, União Européia, OTAN, etc); Economia: empresas transnacionais, bancos; Ideológico: conglomerados de mídia.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;Interdependência das esferas&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;O método apresentado na formação baseia-se na interdependência das esferas e, portanto, entende o sistema como um todo no qual uma esfera influencia, sustenta e torna as outras dependentes. O sistema de dominação (capitalismo) é constituído por uma estrutura global formada por distintas esferas, estrutura esta que não têm determinação outra a não ser a interdependência. As distintas esferas da estrutura tem autonomia relativa, com elementos específicos que constituem no seu interior outras esferas menores. A dominância de uma estrutura sobre a outra não se estabelece a priori, é produto das análises respectivas. O sistema de dominação é dinâmico e atravessa várias etapas históricas mantendo elementos estruturais que o reproduzem de distintas maneiras.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;Poder, dominação, resistência e as distintas esferas da sociedade&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;A estruturação da sociedade está baseada em última análise nas relações de poder e dominação, relações fundamentais que atravessam todas as esferas e configuram modos de articulação da estrutura global com seu característico núcleo duro. O poder circula por todo o corpo social, pelas diferentes esferas estruturadas. Vale dizer por todas as relações sociais. O poder está nas relações sociais, nos diferentes campos das relações sociais e o aparelho de Estado estaria contendo com toda sua dimensão, circulando pelo seu interior,certa síntese de poder dominante. Sendo assim, o poder não reside nas estruturas nem nas instituições, mas no campo das relações sociais. E não somente no político, mas também no econômico, ideológico, jurídico e todas as instituições do sistema. Teríamos assim poder no econômico, jurídico-político-militar, ideológico-cultural. Nesse sentido, há resistências nas distintas esferas que podem ser maiores ou menores, mais ou menos ameaçadoras ao sistema de dominação.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;Poder e Estado&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;As instituições, os aparelhos, as estruturas não são amorfas, estão sempre penetradas pelo poder. Articulada a estrutura de produção, por exemplo, está o poder, as classes e as lutas. O aparelho de Estado contém certa síntese de poder dominante que circula no seu interior. Não se pode definir o Estado como o conjunto da sociedade e nem equiparar Estado e poder. O Estado é o lugar de “condensação” de diversos poderes, um lugar específico que tem sua própria “autonomia relativa” e que é capaz de manter e reproduzir privilégios de diferentes ordens. Sua dinâmica é centralizadora, apta só para dominação, sua função é repressora e controladora. Os conceitos básicos para o Estado o definem como monopólio da força repressiva organizada, da “justiça”, estrutura de privilégios, centralizadora, anuladora do que não controla. &lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: white;"&gt;Formações sociais e conjuntura&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;As formações sociais concretas são o campo da análise descritiva de sociedades históricas onde o sistema de dominação tem determinação em estado prático. O grupo de acontecimentos que marcam um momento específico das formações sociais e suas estruturas fundamentais formam a conjuntura.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="background-color: white; color: white;"&gt;Ideologia e sujeito&lt;/b&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Determinados momentos históricos produzem com peso um conjunto articulado de idéias, representações, noções no interior do imaginário dos distintos sujeitos sociais. Um conjunto articulado de caráter imaginário, que toma a forma de “certezas” defendidas pelos mesmos sujeitos sociais. Isto é o que pode transformar estes sujeitos em protagonistas de sua própria história ou em sujeitos passivos e/ou disciplinados pelas forças dominantes. Isto é o que chamamos de ideologia (não confundir a ideologia da sociedade que se fala aqui com a ideologia anarquista, tratada anteriormente). Ideologia não é falsa consciência. O sujeito real não está representado na figura do “eu”, na consciência, mas é constituído na estrutura do inconsciente, isto é, nas formações ideológicas em que ele se reconhece. O que o sujeito vive e como vive cotidianamente, historicamente, no marco de determinados dispositivos, seria o elemento principal de mudança de sua consciência. É construindo força social e tomando ativa participação nela que se podem formar embriões da nova civilização ou do “homem novo”, de outro sujeito. Digamos que este é o tema de como se transforma a consciência, para usar a linguagem clássica. Pelo que tem se visto a economia por si não transforma a consciência. O que o sujeito vive e como vive cotidianamente, historicamente, no marco de determinados dispositivos, seria o elemento principal de mudança de sua consciência. O que está no centro da história não é o homem, mas as lutas de poder e economia. Os fazedores de história seriam especialmente classes (grandes coletivos) operando como forças sociais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-4992104650976532839?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/4992104650976532839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/um-pouquinho-de-teoria-parte-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4992104650976532839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4992104650976532839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/09/um-pouquinho-de-teoria-parte-ii.html' title='Um pouquinho de Teoria - Parte II'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-3394134318154446489</id><published>2011-08-27T11:52:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T12:01:29.443-03:00</updated><title type='text'>Coletivo Anarquista  Bandeira Negra e Lançamento dos Livros: Negras Tormentas e Alem de Partidos e Sindicatos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ut4tgBOkfBo/TlkDXZ0u-tI/AAAAAAAAAT8/rPUkNv1VKx4/s1600/Negras+Tormentas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ut4tgBOkfBo/TlkDXZ0u-tI/AAAAAAAAAT8/rPUkNv1VKx4/s1600/Negras+Tormentas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;Negras Tormentas: o Federalismo e o Internacionalismo na Comuna de  Paris&lt;/b&gt;", de Alexandre Samis. Conforme colocado pelo professor Wallace dos  Santos de Moraes na orelha do livro, a presente obra “deve ser saudada  com uma grande festa, tanto pela comunidade acadêmica como pelos  leitores em geral”. Ele continua: “O leitor do século XXI deve colocar  três gran&lt;span class="text_exposed_show"&gt;des questões sobre a Comuna de  Paris: 1) Como foi possível realizá-la? 2) Como foi seu desenvolvimento?  3) Qual foi seu legado? A obra de Samis trata dessas questões de forma  magistral, respondendo-as sempre no plural, isto é, chamando a atenção  para os diversos fatores que influenciaram na possibilidade, na  necessidade e nos resultados da eclosão da Comuna. Para além disso,  aquele que se debruçar sobre a obra terá a oportunidade de conhecer a  gênese desse episódio nos seus aspectos mais longínquos. Com efeito, o  leitor é presenteado com o conhecimento da história política e social  francesa do século XIX por meio da narrativa dos fatos, e também conhece  o rico debate entre seus intérpretes. Ademais, a história da Associação  Internacional dos Trabalhadores e o grande debate entre anarquistas,  marxistas e outras correntes políticas são passados em revista. A partir  destas discussões, a Comuna de Paris é inserida em seu contexto. É esse  o grande mérito do autor, diferenciando-se de outros que a tratam por  si mesma, como se tivesse nascido do nada. No livro de Samis, a eclosão  da Comuna é vista como resultado de todo um acúmulo de lutas e questões  sociopolíticas que estavam na ordem do dia na Europa no século XIX.  Assim, o autor, com propriedade -- apropriando-se do conceito de  autoinstituição de Castoriadis --, nega que a Comuna tenha sido a última  revolução plebeia e também a primeira revolução proletária. Ela é posta  no seu devido lugar: como evento autônomo e coberto de idiossincrasias.  Para o bem do leitor e da teoria, trata-se de uma pesquisa que discute  muito mais do que aquilo que se propõe -- e que é ainda mais  abrilhantada pelo prefácio de René Berthier, francês e estudioso do  tema.” Publicado nesse ano que marca os 140 anos da Comuna de Paris,  Negras tormentas, “o livro, hoje”, considera Moraes, “é a principal  referência sobre o estudo da Comuna de Paris já publicado no país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alexandre  Samis é Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense e  professor do Colégio Pedro II. É militante da Federação Anarquista do  Rio de Janeiro e diretor do SINDSCOPE. Autor dos livros "Clevelândia:  anarquismo, sindicalismo e repressão política no Brasil"  (Imaginário/Achaimé, 2002) e "Minha pátria é o mundo inteiro: Neno  Vasco, o anarquismo e o sindicalismo revolucionário em dois mundos"  (Letra Livre, 2009).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;b&gt;Além de Partidos e Sindicatos: Organização  Política em Anton Pannekoek&lt;/b&gt;", de José Carlos Mendonça: Em meio ao  fracasso, atestado pelas diversas convulsões sociais que continuam  estourando por todo o mundo, das teses presentes nas crônicas de muitas  mortes anunciadas (formuladas desde uma esquerda envergonhadas até uma  direita enraivecida; que pronunciavam o "fim" das ideologias, da luta de  classes, do socialismo, enfim, da própria História), o que presencia é a  longevidade do único "sujeito" que nenhum desses apologetas espera ver  falecer; o capital. A capacidade que esta relação social tem de  continuar se reproduzindo ampliadamente, de forma alguma responde apenas  a determinações econômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;José Carlos Mendonça é Doutorando em  Ciências Sociais pela Unicamp e Pesquisador do Laboratório de  Sociologia do Trabalho (LASTRO-UFSC).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;&lt;i&gt;27/08/2011 - Sindicato dos Bancários em Florianópolis às 17h&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2UiSOLMTmbc/TlkEZHklxsI/AAAAAAAAAUE/1MRIDJfUf44/s1600/Logo_Bandeira_Negra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-2UiSOLMTmbc/TlkEZHklxsI/AAAAAAAAAUE/1MRIDJfUf44/s200/Logo_Bandeira_Negra.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-3394134318154446489?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/3394134318154446489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/08/coletivo-anarquista-bandeira-negra-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3394134318154446489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3394134318154446489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/08/coletivo-anarquista-bandeira-negra-e.html' title='Coletivo Anarquista  Bandeira Negra e Lançamento dos Livros: Negras Tormentas e Alem de Partidos e Sindicatos'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Ut4tgBOkfBo/TlkDXZ0u-tI/AAAAAAAAAT8/rPUkNv1VKx4/s72-c/Negras+Tormentas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-2233807758402607823</id><published>2011-08-12T21:57:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T01:00:23.437-03:00</updated><title type='text'>Colonización y Descolonización de America. Dibujos Animados</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/24LoOp3SXuQ/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/24LoOp3SXuQ&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/24LoOp3SXuQ&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-2233807758402607823?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/2233807758402607823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/08/colonizacion-y-descolonizacion-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/2233807758402607823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/2233807758402607823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/08/colonizacion-y-descolonizacion-de.html' title='Colonización y Descolonización de America. Dibujos Animados'/><author><name>Thiago Fidel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-_BuGvq_i6CE/Tj1fncoVQoI/AAAAAAAAACA/0h5mN21R66M/s220/Snapshot_20110715_7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-4609911567943798475</id><published>2011-08-06T12:47:00.003-03:00</published><updated>2011-08-27T12:09:43.956-03:00</updated><title type='text'>AlieNação: O Mapa do Desespero - Crimethinc</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eYvSO5hp28U/Tlj48bkS4xI/AAAAAAAAAT4/VOyfADNdi-w/s1600/figura+Aliena%25C3%25A7%25C3%25A3o.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-eYvSO5hp28U/Tlj48bkS4xI/AAAAAAAAAT4/VOyfADNdi-w/s200/figura+Aliena%25C3%25A7%25C3%25A3o.png" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="border: medium none; color: white; line-height: 0.4cm; margin-bottom: 0.26cm; padding: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;No mundo moderno, controle é exercido sobre nós automaticamente pelos espaços em que vivemos e nos movimentamos. Nós passamos por certos rituais em nossas vidas - trabalho, "lazer", consumo, submissão - porque o mundo é projetado só para isso. Todos nós sabemos que shopping centers são para fazer compras, escritórios são para trabalhar, e as ironicamente chamadas salas de estar são para assistir televisão, e escolas são para obedecer professores. Todos os espaços pelos quais transitamos possuem significados pré-estabelecidos, e tudo que precisa para nos manter fazendo as mesmas coisas é nos deixar caminhando pelos mesmos caminhos. É difícil achar algo para fazer no Wal-Mart além de olhar e comprar produtos; e, como estamos acostumados a isso, é difícil conceber que realmente poderia haver outra coisa para se fazer lá - sem mencionar que fazer qualquer coisa lá além de comprar é muitas vezes ilegal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="border: medium none; line-height: 0.4cm; margin-bottom: 0.26cm; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #464646; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Restam no mundo cada vez menos espaços livres, não desenvolvidos, onde podemos deixar nossos corpos e mentes correr livres. Praticamente todo lugar que você pode ir pertence a alguma pessoa ou grupo que já lhe designou um significado e uma utilidade: propriedade privada, zona comercial, auto-estrada, sala de aula, parque federal. E as nossas próprias rotas previsíveis pelo mundo raramente nos levam perto das zonas livres que ainda restam.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Estes espaços, onde o pensamento e o prazer podem ser livres em todos os sentidos, estão sendo substituídos por ambientes cuidadosamente controlados como a Disneilândia - lugares onde nossos desejos são pré-fabricados e nos vendidos de volta com custos financeiros e emocionais. Dar o nosso próprio significado ao mundo e criar nossas próprias maneiras de nos divertir agir nele são partes fundamentais da vida humana; hoje, por nunca estarmos em lugares que encorajem essa postura, não deveríamos nos surpreender que tantas pessoas se sintam desesperadas e frustradas. Por terem sobrado tão poucos espaços livres no mundo, e por nossa rotina nunca nos levar lá, somos forçados a ir em lugares como a Disneilândia para termos algo parecido com brincadeiras e aventuras. A verdadeira aventura pela qual nossos corações anseiam foi substituída pela falsa aventura, e a sensação de criar pelo torpor de ser um mero espectador.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;O nosso tempo está tão ocupado e controlado quanto nosso espaço; de fato, a subdivisão do nosso espaço é uma manifestação do que já aconteceu com o nosso tempo. O mundo inteiro se move e vive de acordo com um sistema padronizado de tempo, projetado para sincronizar nossos movimentos de um lado do planeta com o outro.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Dentro deste sistema, todos nós temos nossas vidas regradas por nossos horários de trabalho e/ou horários de aulas, assim como pelos horários de funcionamento do transporte público e do comércio, etc. Essa organização das nossas vidas, que começa na infância, exerce um controle sutil mas profundo sobre todos nós: chegamos a esquecer que o tempo de nossas vidas é nosso para gastar como escolhermos, ao invés de pensar em termos de dias de trabalho, horas de almoço, e finais-de-semana. Uma vida verdadeiramente espontânea é impensável para a maioria de nós; e o chamado tempo "livre" é normalmente apenas tempo que foi reservado para fazer outra coisa que não trabalhar. Com que freqüência você vê o sol nascer? Quantas vezes você passeia em belas tardes ensolaradas? Se você tivesse a oportunidade inesperada de fazer uma viagem bacana neste fim-de-semana, você poderia ir?&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Estes ambientes e horários restritivos limitam drasticamente o vasto potencial de nossas vidas. Eles também nos isolam uns dos outros. Nos nossos trabalhos, passamos uma grande parte do tempo fazendo um determinado tipo de trabalho com um determinado grupo de pessoas em um determinado local (ou pelo menos em um determinado ambiente, o que vale para operários de construção e empregados temporários). Experiências tão limitadas e repetitivas nos dão uma visão muito limitada do mundo, e não nos dá oportunidade de conhecer pessoas diferentes. Nossos lares nos isolam ainda mais: hoje nos mantemos trancafiados em pequenas caixas, em parte por medo daqueles a quem o capitalismo maltratou ainda mais que a nós, e em parte porque nós acreditamos na propaganda paranóica das empresas que vendem sistemas de segurança. Os subúrbios de hoje são cemitérios das comunidades, as pessoas empacotadas em caixas separadas... exatamente como a mercadoria no supermercado, lacrados para "maior frescor". Com grossas paredes entre nós e nossos vizinhos, nossos amigos e família, espalhados por cidades e nações, é difícil haver qualquer tipo de comunidade, muito menos compartilhar espaço comunitário no qual as pessoas podem se beneficiar mutuamente da criatividade alheia. Tanto o trabalho quanto as nossas casas, nos mantém amarrados a um lugar único, estacionários, incapazes de viajar ao longe no mundo exceto em rápidas férias.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Até mesmo nossas viagens são restritas e restritivas. Nossos métodos modernos de transporte - carros, ônibus, metrôs, trens, aviões - todos eles nos mantêm presos a trilhas fixas, vendo o mundo passar pela janela, como se fosse um programa de televisão particularmente chato. Cada um de nós vive em um mundo pessoal que consiste principalmente de destinações bem conhecidas (o local de trabalho, o mercadinho, o apartamento de um amigo, a boate) com alguns elos entre elas (sentado no carro, ficar de pé no metro, subir a escada), e poucas chances de encontrar algo inesperado ou de descobrir novos lugares. Um homem pode viajar pelas estradas de dez países sem ver nada além de asfalto e postos de gasolina, se ele ficar no seu carro. Presos a nossas trilhas (trilhos?), não conseguimos visualizar uma viagem &lt;/span&gt;&lt;i style="color: white;"&gt;livre&lt;/i&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;, viagens de descoberta que nos poriam em contato direto com pessoas e coisas completamente novas a cada esquina.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Ao invés disso, ficamos sentados presos em engarrafamentos, cercados por centenas de pessoas na mesma situação que nós, mas separados deles pelas jaulas de aço de nossos carros - de forma que eles parecem mais com objetos em nosso caminho do que com seres humanos como nós. Nós pensamos que alcançamos mais partes do mundo com nossos transportes modernos; mas na verdade, quando vemos alguma coisa, vemos menos. Quando nossas capacidades de transporte aumentam, nossas cidades se espalham mais e mais no horizonte. E sempre que as distâncias aumentam, mais carros são necessários; mais carros precisam de mais espaço e então as distâncias aumentam de novo... e de novo. Neste ritmo, auto-estradas e postos de gasolina irão um dia substituir tudo pelo qual valia a pena viajar... isso quer dizer, tudo que ainda não virou um parque temático ou uma atração turística.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Alguns de nós vêem a internet como a "fronteira final", como um espaço livre, ainda não desenvolvido pronto para ser explorado. O ciberespaço pode oferecer ou não algum grau de liberdade para aqueles que conseguem pagar o acesso para usá-lo e explorá-lo; mas o que quer que ele ofereça, ele oferece sob a condição de deixarmos nossos corpos na chapelaria: amputação voluntária. Lembre-se, você é um corpo tanto quanto é uma mente: ficar sentando, parado, olhando luzes que brilham durante horas, sem usar os sentidos do toque, paladar e olfato, é liberdade? Você esqueceu a sensação de pisar descalço na grama úmida ou na areia quente, do cheiro dos eucaliptos ou de lenha queimando em suas narinas? Você se lembra do cheiro dos talos de tomate? A tremulação da chama de uma vela, a emoção de correr, nadar, tocar?&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Hoje podemos recorrer à internet quando queremos emoções sem nos sentirmos enganados, pois nossa vida moderna já é tão limitada e previsível que esquecemos como a ação e movimento no mundo de real podem fazer a gente se sentir bem. Por que se acomodar com a liberdade limitada que o ciberespaço pode dar, quando existem muito mais experiências e sensações para sentir aqui no mundo real? Nós devíamos estar correndo, dançando, remando uma canoa, bebendo a essência da vida, explorando novos mundos - &lt;/span&gt;&lt;i style="color: white;"&gt;quais&lt;/i&gt;&lt;span style="color: white;"&gt; novos mundos? Temos que redescobrir nossos corpos, nossos sentidos, o espaço à nossa volta, e então podemos transformar este espaço em um novo mundo ao qual podemos dar nossos próprios significados.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Para conseguir isso, precisamos inventar novos jogos - que possam ser jogados nos espaços já conquistados deste mundo, nos&lt;/span&gt;&lt;i style="color: white;"&gt;shopping centers&lt;/i&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;, restaurantes e salas de aula, que vão destruir seus significados prescritos para que possamos lhes dar novos significados de acordo com nossos sonhos e desejos. Precisamos de jogos que nos unam, nos tirem da confinação e isolamento de nossas casas particulares, e nos tragam aos espaços públicos onde podemos nos beneficiar da companhia e criatividades dos outros. Assim como desastres naturais e blecautes podem unir as pessoas e trazer-lhes emoção (afinal, todo mundo quer um pouco de variedade emocionante em um mundo outrora terrivelmente previsível), nossos jogos vão nos unir para fazermos coisas novas e emocionantes. Devemos pintar poesia nas paredes das zonas comerciais, fazer &lt;/span&gt;&lt;i style="color: white;"&gt;shows&lt;/i&gt;&lt;span style="color: white;"&gt; nas ruas, sexo em praças e em sala de aula, piqueniques de graça nos supermercados, festivais espontâneos nas auto-estradas...&lt;/span&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;br style="color: white;" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Também precisamos inventar novas definições de tempos e novos modos de viajar. Tente viver sem um relógio, sem sincronizar o seu tempo ao tempo muito ocupado do resto do mundo. Tente fazer uma longa viagem a pé ou de bicicleta, de forma que você encontrará em primeira mão tudo pelo que você passar até chegar ao seu destino, sem vidros no meio. Tente explorar a sua própria vizinhança, olhando nos telhados e dobrando as esquinas que você nunca notou antes - você se surpreenderá com quanta aventura existe lá, esperando por voc&lt;span style="color: #f3f3f3;"&gt;ê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #f3f3f3;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="border: medium none; line-height: 0.4cm; margin-bottom: 0.26cm; padding: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #464646; font-family: Tahoma,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 12px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table class="contentpaneopen" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; border-collapse: collapse; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; width: 671px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="contentheading" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: none; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: #7a7a7a; font-family: Tahoma, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: bold; line-height: 25px; margin-bottom: 10px; width: 670px;" width="100%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table class="contentpaneopen" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; border-collapse: collapse; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; width: 671px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-4609911567943798475?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://deriva.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=65:alienacao-o-mapa-do-desespero&amp;catid=1:latest-news&amp;Itemid=71' title='AlieNação: O Mapa do Desespero - Crimethinc'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/4609911567943798475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/08/alienacao-o-mapa-do-desespero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4609911567943798475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4609911567943798475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/08/alienacao-o-mapa-do-desespero.html' title='AlieNação: O Mapa do Desespero - Crimethinc'/><author><name>Thiago Fidel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-_BuGvq_i6CE/Tj1fncoVQoI/AAAAAAAAACA/0h5mN21R66M/s220/Snapshot_20110715_7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-eYvSO5hp28U/Tlj48bkS4xI/AAAAAAAAAT4/VOyfADNdi-w/s72-c/figura+Aliena%25C3%25A7%25C3%25A3o.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-1509684544160164904</id><published>2011-07-30T12:59:00.000-03:00</published><updated>2011-09-06T22:04:37.336-03:00</updated><title type='text'>Um pouquinho de Teoria - Parte I</title><content type='html'>&lt;b&gt;A FORMAÇÃO POLÍTICA DA CORRENTE LIBERTÁRIA (UMA LEITURA DO ANARQUISMO)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;“Nós, os socialistas-anarquistas, existimos como partido separado, &lt;br /&gt;como programa substancialmente constante, desde 1868, &lt;br /&gt;quando Bakunin fundou a Aliança; e fomos nós os &lt;br /&gt;fundadores e a alma do rumo antiautoritário da &lt;br /&gt;‘Associação Internacional dos Trabalhadores’” &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Errico Malatesta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse tema, buscaram-se respostas às questões: O que é o anarquismo?  Quando ele surgiu? Quais são suas principais correntes  estratégicas-táticas?. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contrapôs-se a definição do anarquismo como um fenômeno ahistórico, que o  inscreve no campo das práticas e discursos de uma ética humanista e  libertária, independente das condições sociais e históricas. Afirmou-se,  distintamente, que foi na segunda metade do século XIX, quando o  capitalismo industrial se desenvolvia na Europa e as primeiras grandes  lutas da classe operária tinham lugar, que a ideologia anarquista nasceu  e ganhou expressão em práticas políticas de oposição ao socialismo  legalista, estatista ou reformista. O anarquismo é a corrente libertária  do socialismo, forjada historicamente na luta de classes como crítica,  proposta e ação revolucionária. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O anarquismo ganhou variantes estratégicas na sua dinâmica, agregou  elementos de discurso para pensar novas circunstâncias  histórico-concretas e incorporou/desenvolveu modos específicos de  organizar e expressar o socialismo e a liberdade nos conflitos sociais  segundo seu tempo e lugar. É a referência histórica de um tronco de  princípios e fundamentos que marcam a continuidade dessa tradição  revolucionária na luta contra o capitalismo e os modelos de dominação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desenvolvimento de suas principais correntes estratégicas-táticas se  deu por algumas escolas, organizações e por alguns autores do campo  popular e socialista: o mutualismo operário e o socialismo de P.-J.  Proudhon; Bakunin, a Aliança da Democracia Socialista e sua atuação na  Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT ou Primeira  Internacional); o comunismo anarquista de Kropotkin e Malatesta; a  propaganda pelo fato e o “individualismo tático” (não confundir com o  individualismo de matriz individualista como o de Godwin, Stirner etc.);  o sindicalismo revolucionário e o anarco-sindicalismo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;HISTÓRIA SOCIAL DE PROCESSOS REVOLUCIONÁRIOS COM PARTICIPAÇÃO ANARQUISTA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os anarquistas têm protagonismo numa rica história social em que a  guerra social, a revolução e o projeto constituíram lutas libertárias  contra a ordem burguesa. A formação teve por objetivo a discussão, com  alguma profundidade sobre alguns desses episódios da história social:  Primeira Internacional, Comuna de Paris, o sindicalismo revolucionário  no Brasil, Revolução Mexicana, Revolução Russa e Revolução Espanhola.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O espírito que permeou a discussão era o seguinte: buscar compreender os  principais fatos do episódio revolucionário, avaliando quais foram seus  aspectos positivos e negativos. Em suma, buscar aprender com esses  processos e tirar deles lições que poderiam fortalecer as posições  anarquistas em todos os sentidos e evitar que se cometam erros similares  aos que foram cometidos no passado. Pontua-se abaixo alguns aspectos  desses processos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Primeira Internacional&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Associação Internacional dos Trabalhadores é a organização histórica  do movimento operário revolucionário fundada em 1864 por inspiração do  mutualismo proudhoniano e dos sindicalistas ingleses. A experiência dos  internacionais dura até 1872, quando Bakunin, J. Guillaume, companheiros  da ala federalista, são expulsos por um congresso fraudulento formado  por uma maioria de aliados de Marx. As posições da ala federalista na  Primeira Internacional lança as bases do que viria a se chamar  sindicalismo revolucionário: solidariedade operária, independência de  classe, táticas de ação direta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comuna de Paris&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma insurreição popular toma conta da cidade de Paris, com apoio da  Guarda Nacional e expulsa as autoridades. A Comuna de Paris é criada em  18 de março de 1871. A Comuna era constituída pelo comitê central de uma  federação de delegados de bairro, com mandatos revogáveis e remuneração  igual a dos operários. Louise Michel foi uma ativa militante da Comuna,  junto de outros, tornando-se anarquista durante o processo de luta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sindicalismo revolucionário e luta libertária no Brasil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, a atuação anarquista vai se dar, sobretudo, no impulso e na  organização dos primeiros sindicatos de resistência e em grupos para a  propaganda e a articulação na luta operária. Com o anarquismo, o  movimento operário ganha definição classista, táticas de greve,  sabotagem, forma uma cultura de resistência com imprensa, escolas,  teatro. É realizado o Primeiro Congresso Operário Brasileiro, em 1906,  de orientação sindicalista revolucionária, que funda a Confederação  Operária Brasileira (COB). Lutas contra a carestia de vida, greves por  redução de jornada, baixos salários, direitos sociais são heranças dessa  época. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Magonistas e zapatistas na Revolução Mexicana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em confronto com a ditadura do governo oligárquico de Porfírio Diaz, o  latifúndio e os capitalistas estrangeiros, é desatada a revolução em 20  de novembro de 1910, tendo como precursora as agitações do Partido  Liberal Mexicano (PLM). As forças liberais burguesas ocuparam a cena dos  acontecimentos para chegar ao poder por uma revolução política. Uma  disputa violenta entre coalizões e partidos se sucedeu até 1920. Os  anarquistas do PLM e Ricardo F. Magón lançaram sua guerrilha do norte  por uma revolução social. O exército camponês de Emiliano Zapata lutou  por uma reforma agrária radical e fez do Estado de Morelos ao sul uma  zona de municipalismo autônomo zapatista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Revolução Russa e o poder dos sovietes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo fim da guerra, contra a fome e a miséria que dilacerava o povo se  levantou a luta revolucionária contra o Império dos czares russo. Em  outubro de 1917 a revolução socialista colocou as fábricas na mão dos  operários, deu a terra aos camponeses e liquidou os restos do sistema  feudal. Socialistas e anarquistas faziam frente única até a que o  partido comunista monopoliza o poder estatal e a sua burocracia usurpa o  poder dos sovietes. O exército makhnovista da Ucrânia e os marinheiros  de Kronstadt defendem até a morte os sovietes como órgãos de poder  popular revolucionário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Guerra e Revolução Espanhola&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando as tropas reacionárias do general Franco se sublevam em 18 de  julho de 1936 colidem imediatamente com a radicalização do  proletariado. Se abre uma guerra em toda a Espanha que para os  anarquistas será a vez de aplicar seus planos de revolução social. O  anarquismo mobilizava a maior força social de todo o país. Tinha na  Confederación Nacional del Trabajo (CNT) cerca de 2 milhões de  trabalhadores organizados pelo anarco-sindicalismo. A revolução  espanhola fez coletivizações agrícolas no campo e socialização de  cadeias produtivas na indústria e serviços públicos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-1509684544160164904?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/1509684544160164904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/07/um-pouquinho-de-teoria-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1509684544160164904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1509684544160164904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/07/um-pouquinho-de-teoria-parte-1.html' title='Um pouquinho de Teoria - Parte I'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-5552721261809972678</id><published>2011-07-26T12:54:00.000-03:00</published><updated>2011-07-30T13:04:11.792-03:00</updated><title type='text'>Primeiro Curso de Formação Política do Fórum do Anarquismo Organizado – Região Sul</title><content type='html'>&lt;div class="article-subtitle"&gt;&lt;b&gt;Curitiba 23-24 de julho de 2011&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bhXX0wJocaY/TjQrb_sZ5yI/AAAAAAAAATQ/iBpf6OP3C4I/s1600/FAO-militancia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="http://3.bp.blogspot.com/-bhXX0wJocaY/TjQrb_sZ5yI/AAAAAAAAATQ/iBpf6OP3C4I/s320/FAO-militancia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article-subtitle"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article-subtitle" style="text-align: justify;"&gt;Reuniram-se em Curitiba, entre 23 e 24 de julho de 2011 algumas organizações especifistas do anarquismo brasileiro e também individualidades com afinidades com essa proposta para uma formação do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO), conduzida pela Federação Anarquista Gaúcha (FAG) e organizada pelo Coletivo Anarquista Luta de Classes (CALC), de Curitiba. Além da FAG e do CALC, estiveram presentes as seguintes organizações: Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL), de São Paulo, Organização Dias de Luta, de Joinville, além de individualidades de Florianópolis e de outras regiões do sul/sudeste do Brasil com afinidade com a proposta do anarquismo especifista.&lt;/div&gt;&lt;div class="article-subtitle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article-subtitle" style="text-align: justify;"&gt;Mais informações: &lt;a href="http://www.anarkismo.net/article/20167"&gt;http://www.anarkismo.net/article/20167&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article-subtitle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-5552721261809972678?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/5552721261809972678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/07/primeiro-curso-de-formacao-politica-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5552721261809972678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5552721261809972678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/07/primeiro-curso-de-formacao-politica-do.html' title='Primeiro Curso de Formação Política do Fórum do Anarquismo Organizado – Região Sul'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bhXX0wJocaY/TjQrb_sZ5yI/AAAAAAAAATQ/iBpf6OP3C4I/s72-c/FAO-militancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-4216583924691104453</id><published>2011-07-26T01:22:00.000-03:00</published><updated>2011-07-26T01:24:48.638-03:00</updated><title type='text'>A las barricadas</title><content type='html'>Estamos no mês de Julho e por isso nada mais justo que por uma merecida homenagem aos combatentes anarquistas que entrincheirados enfrentaram o facismo, coletivizaram terras, liberaram cidades e inspiraram gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 de julho de 1936 - O exército é derrotado em Barcelona e em Madri graças aos heróicos esforços do povo, no dia 20 de julho o povo exige um estado revolucionário, o governo legal é incapaz de controlar a situação. Dia 21 de Julho tem início a Guerra Civil Espanhola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse vídeo com imagens da época e com o hino A Las Barricadas, que de certa forma sintetiza muito bem o sentimento do momento, é uma justa homenagem aos anarquistas espanhóis e aos demais anarquistas do mundo que se solidarizaram e enviaram ajuda ou se deslocaram até a Espanha para combater o facismo e tentar instaurar uma revolução social na Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/32mMk9kQOmM/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/32mMk9kQOmM&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/32mMk9kQOmM&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A las Barricadas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Letra (versión original):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Negras tormentas agitan los aires,&lt;br /&gt;nubes oscuras nos impiden ver,&lt;br /&gt;aunque nos espere el dolor y la muerte,&lt;br /&gt;contra el enemigo nos llama el deber.&lt;br /&gt;El bien más preciado es la libertad.&lt;br /&gt;hay que defenderla con fe y valor.&lt;br /&gt;Alza la bandera revolucionaria,&lt;br /&gt;que el triunfo sin cesar nos lleva en pos.&lt;br /&gt;Alza la bandera revolucionaria,&lt;br /&gt;que el triunfo sin cesar nos lleva en pos.&lt;br /&gt;¡En pie pueblo obrero, a la batalla!&lt;br /&gt;¡Hay que derrocar a la reacción!&lt;br /&gt;¡A las barricadas! ¡A las barricadas&lt;br /&gt;por el triunfo de la Confederación!&lt;br /&gt;¡A las barricadas! ¡A las barricadas&lt;br /&gt;por el triunfo de la Confederación!&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-4216583924691104453?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/4216583924691104453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/07/las-barricadas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4216583924691104453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4216583924691104453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/07/las-barricadas.html' title='A las barricadas'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-8590623258646848510</id><published>2011-06-10T10:10:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T12:04:43.902-03:00</updated><title type='text'>Nace el Frente de Estudiantes Libertarios (el FeL) - Argentina</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-E5V-tM0KFsI/TfIDw_pdYPI/AAAAAAAAASo/d1gFHs5YxYA/s1600/Fel%253DArgentina.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" src="http://4.bp.blogspot.com/-E5V-tM0KFsI/TfIDw_pdYPI/AAAAAAAAASo/d1gFHs5YxYA/s400/Fel%253DArgentina.png" width="400" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: #658253; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;La  educación ha sido históricamente un espacio de disputa de ideas y  proyectos políticos de todo tinte y color. Desde la reforma  universitaria de 1918 hasta el proceso de 2010 -que encontró tomados  colegios, universidades y terciarios- los y las estudiantes hemos sido  parte de la vida política de la región, y más de una vez torcimos el  rumbo de los acontecimientos con nuestras decisiones políticas. Supimos  acompañar al movimiento obrero, luchando codo a codo con los y las  trabajadores en el Cordobazo, y sufrimos juntos –todos y todas- la  derrota. Sufrimos la represión y el exilio, y supimos también quedarnos a  luchar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Hoy, luego de años de políticas neoliberales y represivas hacia la  organización y la lucha, vemos sin embargo una recomposición de la  izquierda y sus herramientas. También el anarquismo, como parte de este  proceso, vuelve a levantarse luego de sufrir un duro golpe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Hoy, entre el arco de ideas que denominan la izquierda, florece el  anarquismo como una opción de emancipación de los oprimidos y  explotados. Hoy el anarquismo vuelve a pisar fuerte en la arena  política y social y vuelve a tener participación en la lucha de clases,  por eso los estudiantes nos organizamos en base a sus principios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;¿POR QUÉ NOS UNIMOS LA T.A.E. Y LA F.E.L.?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;En los últimos años hemos visto cómo los conflictos en el medio  estudiantil van avanzando en materia de organización y van radicalizando  sus medidas de lucha. El 2010 nos mostró cómo los y las estudiantes  secundarios sostuvimos más de un mes la toma de colegios, con cortes de  calles y movilizaciones. Vimos cómo los y las estudiantes universitarios  seguimos este ejemplo de lucha y salimos a pelear por la educación  pública, llegando a la histórica toma del Ministerio Nacional de  Educación -medida que completó el triunfo de la facultad de Sociales. En  estos hechos los metodos libertarios tuvieron fuerte influencia, ya que  los métodos de organización fueron la asamblea como instancia máxima de  decisión, la delegación con mandato de base sujeta a la aprobación del  pleno, y la acción directa como arma de confrontación  contra el Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;El conflicto de 2010 nos encontró con varios  años de experiencia luchando por nuestras reivindicaciones como  estudiantes, organizados desde distintos espacios libertarios.  Compañeros y compañeras de ambas organizaciones nos encontramos luchando  codo a codo en el seno del movimiento estudiantil y en otras luchas  populares, compartiendo la forma de intervenir y los principios que nos  mueven a la acción. Esto nos mostraba que, pese a no pertenecer a una  misma organización, estábamos transitando los mismos caminos. Pero hubo  un momento donde entendimos que este andar común no era suficiente sino  que debíamos  avanzar en la construcción de la unidad estratégica de los y las  anarquistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Entendimos que en las diferentes facultades y  secundarios, existía la necesidad de intervenir en los conflictos de  manera contundente y coordinada como movimiento. Es por ello que  sentimos, tanto la Tendencia Anarquista en Educación como la Federación  de Estudiantes Libertarios, el apremio de pasar a tener unidad militante  y así ampliar nuestra posibilidad de influencia en el medio  estudiantil. Tomando consciencia de la necesidad de la unidad del  movimiento anarquista hemos confluido en una sola organización dando  origen al Frente de Estudiantes  Libertarios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;La confluencia fue resultado de meses de discusión  política y programática y hoy nos permite crecer en número, fuerza y  perspectiva política. Entendemos que se abre una nueva etapa, ya que la  discusión orgánica con más compañeros y compañeras potencia nuestra  militancia en cada espacio del medio estudiantil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Acompañando la unión en materia de organización, hemos dado un salto  cualitativo y cuantitativo en nuestros niveles de militancia,  llegando a combatir en el nivel universitario, secundario y terciario.  ¡El anarquismo se une y lucha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;¿POR QUÉ ANARQUISTAS?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;El  anarquismo, doctrina o teoría, aparece como reacción de los  trabajadores socialistas organizados. Está, en todo caso, ligada a una  progresiva agudización de la  lucha de clases. Es un producto histórico que se origina de ciertas  condiciones en la historia, a raíz del desarrollo de la sociedad de  clases – y no a través de la crítica idealista de unos cuantos  pensadores específicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Cuando decimos que el anarquismo es revolucionario, queremos decir  que la organización anarquista está en constante contradicción y  confrontación con el sistema actual. La forma que nos damos para  organizarnos, así como nuestra finalidad, cuestiona de lleno la  estructura vertical que organiza a la sociedad. Todas las instituciones  existentes hoy en día (capitalistas y pre-capitalistas) están  moldeadas de tal forma que reproducen el verticalismo, el  autoritarismo, la dominación y la explotación. Es en este sentido que  entendemos que todas ellas deben ser destruidas y reemplazadas por  instituciones que representen la máxima libertad e igualdad y no  relaciones de opresión y explotación por parte de una clase sobre otra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Peleamos por una sociedad en donde no haya amos ni esclavos,  explotadores y explotados, dirigentes y dirigidos, por lo que debemos  desde un principio crearla con nuestras prácticas. Es por eso que  pensamos que nuestra forma actual de organización -para la resistencia y  la lucha- como la  estructuración futura de la sociedad son dos de los puntos esenciales  en el que nos diferenciamos del resto de las tendencias revolucionarias:  si hoy nos damos una estructura vertical, burocrática, dirigencial,  mañana veremos cómo esa organización planteada para hacer la revolución  será la que nos explote y nos oprima. Nosotros entendemos que las  relaciones que hoy establecemos a la hora de organizarnos tenderán a  reproducirse a medida que avancemos en la organización. Por eso optamos  por formas organizativas federalistas, sin jerarquías, sin opresión, sin  autoridad, en perspectiva de que estas sean las bases de la sociedad  futura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;¿POR QUÉ LA EDUCACIÓN?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Consideramos que nuestra  principal tarea hoy es reafirmar los lazos de solidaridad entre  estudiantes y trabajadores. Éstos han existido en épocas anteriores,  pero hoy en día se han roto o son muy débiles. Reconociendo que el  estudiantado es -en su composición- policlasista, nuestro discurso y  nuestra acción se dirigen hacia una parte de la masa estudiantil:  aquellos sectores del estudiantado que estén dispuestos a organizarse  codo a codo con la clase trabajadora, así como aquellos, que no son  pocos, que ya se encuentran como asalariados activos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;El medio educativo es una institución del capitalismo, subordinado a  las necesidades del capital y por ende a la reproducción del sistema.  Como plantean los compañeros del UBA Factory “La universidad resulta  clave para el desarrollo de las fuerzas productivas y para el  mantenimiento de las relaciones de producción. Los estudiantes están  llamados a cumplir un rol decisivo en la reproducción del sistema”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;El ámbito educativo es un espacio en disputa, allí están plasmados  los intereses empresariales, estatales, y los de quienes pretendemos una  educación puesta al servicio del pueblo. La educación no es ni  igualadora ni inclusiva, como se pretende hacer creer, sino que  reproduce en su seno las diferencias de clase. En este sentido, quienes  menos tienen, peor educación reciben –cuando pueden acceder a ella-, y  quienes más tienen utilizan la educación para perpetuar y mejorar su  condición. A la vez que luchamos por nuestras reivindicaciones,  pretendemos que nuestro paso por el medio educativo -y el de quienes  opten por acompañarnos en nuestro camino- sea una escuela de militancia  hacia el futuro, así como un medio más para poder llevar adelante la  revolución social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;También es importante demostrar las contradicciones que se dan en el  medio educativo como reflejo de las contradicciones del sistema  capitalista, y que estas contradicciones sean brechas por las que se  filtren las ideas revolucionarias. Buscamos concretamente la  conformación y consolidación de un movimiento estudiantil clasista,  combativo, antiautoritario, y revolucionario.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;EL RESURGIR DE LA ORGANIZACIÓN DE LA CLASE&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;La  clase trabajadora ha sido víctima de fuertes golpes a manos de la  burguesía. Sin embargo, en los últimos años ha revitalizado su  intervención en la política y ha resurgido otra vez de la derrota. El  anarquismo como Idea y práctica, ha sido parte de este proceso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Teniendo en cuenta la derrota histórica sufrida en los 70 así como  la difusión de ideas posmodernistas que hablan del “fin de la historia” y  la “desaparición de la clase obrera”, fue muy difícil hacer resurgir la  organización y la lucha en un pueblo temeroso de la represión estatal.  Esto fue acompañado por las políticas neoliberales de los 80 y los 90  que diezmaron económicamente a la clase trabajadora y a amplios sectores  de la clase media. Sin embargo, la revuelta de 2001 conocida como  “Argentinazo” marca un quiebre en el panorama y abre un camino de  recomposición de la organización de los trabajadores en el cual los  principios y prácticas libertarias (como las únicas que pueden  garantizar la participación y el compromiso de todos los y las que  luchan) tuvieron gran protagonismo. La acción directa, la organización  asamblearia y el antiautoritarismo -valores que yacían en la  memoria del pueblo y habían ido creciendo de manera embrionaria en la  década del ’90- encontraron terreno propicio para revitalizarse y  crecer. Las diferentes expresiones libertarias que, cada vez más,  habitan tanto en el medio obrero como en el estudiantil, son parte de  una regeneración del movimiento anarquista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dzgLzV8BWrY/TfIIeENampI/AAAAAAAAAS0/Lxl5doz5w6o/s1600/Crian%25C3%25A7as+Anarquistas.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-dzgLzV8BWrY/TfIIeENampI/AAAAAAAAAS0/Lxl5doz5w6o/s320/Crian%25C3%25A7as+Anarquistas.png" width="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;NUESTROS ACUERDOS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Desde el Frente de Estudiantes  Libertarios, como expresión del anarquismo organizado, vemos necesario  contar con un piso de acuerdos desde el cual partir para desarrollar  nuestra militancia. Estos son:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;Anticapitalismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Como anarquistas rechazamos y  combatimos el capitalismo como forma de organización social, puesto que  se basa en la opresión y la explotación de una clase sobre otra: la  explotación de la burguesía sobre el proletariado. Entendemos que la  existencia de una clase poseedora y de una clase expropiada no es algo  “natural”, sino que es producto del desarrollo de la historia y la lucha  de clases. Por esta razón, nos organizamos junto con la clase  expropiada contra el orden vigente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Como anarquistas buscamos construir una sociedad de libres e  iguales, lo que implica acabar con la explotación del hombre por el  hombre, destruir al sistema capitalista y  reconstruir la sociedad sobre nuevas bases. Además de esta visión  general del capitalismo, entendemos que para poder luchar contra el  sistema debemos tener bien clara la coyuntura en la cual estamos  insertos. En la actualidad, la gran mayoría de la población padece las  consecuencias de la avanzada neoliberal, basada en la superexplotación  de los y las trabajadores y trabajadoras, quienes somos siempre la  variable de ajuste (a través de la flexibilización, la tercerización, el  avance sobre el salario real, el empeoramiento de las condiciones  laborales, etc.), la destrucción del medioambiente por parte de un  sistema que necesita mantener las ganancias bajando los costos (llevando  a los empresarios a recurrir a todo tipo de tecnologías contaminantes y  nocivas) y la destrucción de importantes conquistas del proletariado  como la salud, el transporte, la vivienda, y el caso que nos toca más  directamente como estudiantes: la educación pública, la  cual viene siendo golpeada tanto con las privatizaciones como con el  desfinanciamiento de nuestras escuelas, profesorados y facultades. Ambas  medidas responden al interés del capital de reestructurar la educación  en función de las necesidades de la acumulación de los capitalistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;Antiestatismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;A la par del Anticapitalismo,  levantamos como bandera el Antiestatismo, elemento esencial del  movimiento libertario. El Antiestatismo es el resultado de dos  principios que son, a la vez, guía y meta, y que fundamentan la acción  de los y las anarquistas: la igualdad y la libertad. Esto se debe a que  entendemos que todo Estado, como monopolio legítimo de la coerción por  parte de una minoría, es la manifestación de relaciones desiguales  basadas en la explotación y opresión de una clase propietaria por otra  desposeida. Sólo perpetuándolas es que el mismo logra mantenerse y es  -por otro lado y por esto mismo- el liquidador de cualquier iniciativa  de cambio social. Por eso decimos que todo Estado (sea esclavista,  feudal, capitalista o “socialista”) es un Estado de clase con un mismo  objetivo: sostener la dominación de una clase sobre otra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;En la brutal avanzada neoliberal del Capital sobre el trabajo, el  Estado, lejos de no intervenir, lo hace para garantizar las condiciones  de reproducción del capital. Por estas razones no depositamos ni una  gota de confianza y declaramos la necesidad de barrer al Estado y  construir un nuevo tipo de organización social donde podamos vivir en  libertad e igualdad.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Es necesario, sin embargo, tener claro  que nuestra crítica al Estado no implica dejar de pelear para obtener  reivindicaciones, tanto en el plano sindical o gremial (como la lucha  por salario, por presupuesto educativo, o por un boleto estudiantil  garantizado por el Estado, etc). No hay contradicción aquí porque  tenemos claro que no es desde la lógica estatal que se pueden resolver  de fondo estos problemas, sino con la lógica de la lucha, arrancándole  al Estado y las clases dominantes, conquistas que mejoran la educación  de todos y todas. Son estas victorias parciales, las que permiten a los  que luchan tomar conciencia de su rol potencial para cambiar las cosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Pero al mismo tiempo que nos declaramos en contra de cualquier  Estado actual, también nos declaramos en contra de recurrir a la vía  estatal para transformar la sociedad. Esta errada estrategia ha derivado  siempre en salidas burocráticas que no han hecho más que perpetuar la  explotación y la opresión. Los supuestos Estados “obreros” por más que  han aparentado ser experiencias “socialistas”, no han sido más que  degeneraciones de verdaderas experiencias revolucionarias, dictaduras de  partidos autoritarios que ahogaron la iniciativa de los trabajadores.  Consideramos que el Estado es una institución que no puede nunca servir a  los objetivos libertarios – independientemente de las intenciones  subjetivas de quienes lo ocupen.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Esto no implica, por supuesto, que los explotados no tengan que  organizarse (en todos los niveles y con todos los medios) contra el  poder de la burguesía para la construcción de un poder obrero hasta  terminar con la división de la sociedad en clases. El modo de  organización que debemos darnos para enfrentar al Estado, debe contener  en germen la sociedad que queremos construir. En palabras del anarquista  ucraniano Néstor Makhnó: “La liquidación total y definitiva del Estado  sólo puede producirse en la medida en que la lucha de los trabajadores  se desarrolle en los parámetros más libertarios posibles, determinando  los trabajadores por sí mismos las estructuras de su acción social.  Estas estructuras deberán asumir la forma de órganos de autogestión  económica y social, al modo de los soviets libres  ‘antiautoritarios’”. Por ende, la gestión y control de los  trabajadores, los cuales se manejen de forma democrática, debe ser el  método adoptado para transformar la sociedad y construir ese mundo  nuevo, el cual no se gestará en un instante, sino que será el resultado  de un proceso en el cual los trabajadores, a través de sus  organizaciones de clase, tomen en sus manos la administración de la vida  económica, política y cultural, sin la necesidad de ninguna minoría  iluminada y vanguardista que la guíe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;Clasismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Nos declaramos clasistas porque  entendemos que en el capitalismo, la clase obrera es la única clase que  puede encarnar en sí misma un programa revolucionario. Esto se debe a  diversas razones: su posesión colectiva (y no propiedad), de los medios  de producción y distribución, condición que les permitirá expropiar a  los capitalistas por ser los trabajadores los únicos que producen todo  sin explotar a nadie – creando una sociedad a su imagen y semejanza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Puesto que entendemos que la clase trabajadora es una clase mundial,  al ser el Capitalismo un sistema a escala global, creemos que la lucha  contra el capital es internacional, y si bien reconocemos la existencia  de potencias imperialistas, rechazamos cualquier política de alianza de  clases con la burguesía local, la cual no podrá ni querrá jamás dejar de  explotar a los trabajadores. Afirmamos que el antiimperialismo sólo  puede ser verdaderamente consecuente dentro del Anticapitalismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Entender la centralidad de la clase trabajadora como sujeto  primordial de la revolución no quiere decir que no haya otros sujetos  que sean explotados y oprimidos, sino que estos cumplen otra función a  la reproducción del sistema, pero no pueden, por sí solos/as destruir al  capitalismo, sino que deben acompañar al proletariado en su marcha  hacia una nueva sociedad.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;En el caso de los estudiantes, consideramos que un programa de  máxima debe ser la expropiación del sistema educativo de las garras del  Capital y los intereses del mercado. Como organización que milita en al  ámbito estudiantil, el clasismo es un eje rector de nuestra militancia y  por eso apuntamos a construir un  movimiento estudiantil que se proponga luchar codo a codo con la clase  trabajadora, dando su apoyo concreto en las luchas, tanto afuera como  adentro del ámbito educativo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;También es parte de una política  clasista en educación combatir el carácter elitista y excluyente del  sistema educativo y poner en el centro de nuestras reivindicaciones  aquellas que van en el sentido de frenar el avance de la burguesía sobre  los contenidos, las políticas educativas y pedagógicas en general, la  producción de conocimiento, las ventajas para el acceso y permanencia y  la mercantilización de la educación. En este sentido, luchar por las  reivindicaciones concretas como el aumento en el presupuesto o el no  alargamiento de las carreras es encarar una lucha a favor de los  intereses de los trabajadores, puesto que son aquellos quienes buscan  acceder en su gran mayoría al sistema educativo público, y quienes más  sufren estas medidas antipopulares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;Antiautoritarismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Levantamos la bandera del  antiautoritarismo, puesto que rechazamos cualquier relación social en la  cual uno o varios individuos quitan a otros y otras la posibilidad de  decidir sobre sus acciones, cualquiera sea el ámbito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Entendemos que el sistema capitalista fomenta todo tipo de  expresiones autoritarias, y por eso, como militantes libertarios  buscamos ayudar a que los estudiantes sean conscientes de éstas y puedan  erradicarlas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  Por esto mismo es que luchamos contra cualquier actitud opresora como el  machismo, el sexismo, el racismo, etcétera. En este sentido, combatimos  cualquier expresión de autoritarismo en nuestros espacios de  militancia, al igual que nos dotamos al interior de nuestra organización  de las herramientas para evitar que surja cualquier expresión de  autoritarismo o burocracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8GKWuiKnrEg/TfIK-p-R4cI/AAAAAAAAAS4/a4G68hrLOCE/s1600/AnarcoFeminismo.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-8GKWuiKnrEg/TfIK-p-R4cI/AAAAAAAAAS4/a4G68hrLOCE/s320/AnarcoFeminismo.png" width="263" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;Anarcofeminismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;En la sociedad capitalista la  enorme mayoría de las mujeres están sometidas a una doble opresión: en  tanto trabajadora, sometida por el patrón, y en tanto mujer, sometida al  yugo patriarcal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;El patriarcado es un sistema que se basa en la dominación del hombre  por sobre las mujeres y sobre las diversas minorias sexuales.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;En  la actualidad es un pilar fundamental para la reproducción del  capitalismo, entre otras cosas por generar relaciones de violencia (y  por ende división) al interior de la clase trabajadora, por cosificar el  cuerpo de la mujer y garantizar la prostitución (negocio que genera  enormes ganancias para la burguesía), etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;El anarco-feminismo que  nosotros militamos se basa en la búsqueda de la independencia y la  libertad en igualdad de condiciones tanto para hombres como para  mujeres. Una organización y vida social donde nadie sea entendido como  superior o inferior a nadie, donde todos y todas seamos iguales en todos  los planos de la vida social, incluso los privados. Buscamos la  destrucción de la opresión patriarcal en cualquiera de sus  manifestaciones.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Por ende nos reivindicamos feministas, entroncando así con una larga  tradición de lucha que se remonta de larga data pero al mismo tiempo  levantamos el feminismo clasista: el anarcofeminismo. Si bien es cierto  que la  opresión patriarcal excede la dominación de clase, es igual de cierto  que aquella está íntimamente ligada a la reproducción del sistema  capitalista, el cual sólo puede ser barrido por el sujeto revolucionario  por excelencia: el proletariado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;Acción directa y democracia directa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Como  anarquistas, reivindicamos y buscamos la utilización de la acción  directa, entendiendo ésta como la acción llevada adelante por los  propios interesados y decidida en asamblea por todos. Es por esto que en  nuestros espacios de militancia buscamos que los estudiantes decidan  democráticamente y ejecuten la acción directa ya sea con tomas, cortes  de calle, clases públicas, etc., sin delegar el poder de decisión y  acción. Para nosotros y nosotras, los y las anarquistas organizados, la  acción directa no se basa en la acción de una minoría que hace lo que  quiere sin importarle lo que decida la mayoría, ni tampoco es una acción  violenta sin sentido que se reproduce en el estereotipo del anarquista  ”violento”. La acción directa como la entendemos se basa en romper con  la lógica puramente delegativa e institucional en la cual los  estudiantes terminamos dejando todo en manos de nuestros representantes  quienes “resuelven” nuestros problemas  por las vías legales. Por el contrario, las experiencias de la lucha  estudiantil han demostrado que el único camino con el cual se avanza y  se gana es con la acción directa decidida y puesta en práctica entre  todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;De la acción directa se desprende la necesidad de otro método que  consideramos vital para la organización anti-autoritaria: la democracia  directa entendida como la toma de decisiones de conjunto, a través de la  posibilidad de expresar cada una de las voluntades de forma individual  en cada una de las instancias de toma de decisión, sea esta una  asamblea, una comisión abierta, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Sabemos que tanto la acción como la democracia directa, entendidas  como la discusión y puesta en práctica de propuestas y decisiones sin  ningún tipo de intermediario, son principios consecuentes con una  organización de tipo horizontal y no jerárquica que entendemos debería  tomar el conjunto del movimiento estudiantil. Ambos métodos presentados  son complementarios e inseparables para una organización que cuestione y  no reproduzca las relaciones sociales establecidas por el sistema  capitalista. De esta manera es posible decidir y ejecutar las acciones  que responden a los intereses del movimiento sin desviarse a intereses  ajenos a él.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;Federalismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Como anarquistas, levantamos el  federalismo como herramienta esencial tanto para la construcción de  todas las organizaciones de lucha (estudiantiles, sindicales, etc.), así  como también para la sociedad futura que buscamos construir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;El federalismo se basa en la integración de lo múltiple, oponiéndose  a la idea de la centralización como forma organizativa. Así, buscamos  la participación de todos en espacios federalistas basados en la  horizontalidad (ya que todos somos iguales a la hora de discutir,  decidir y actuar), la democracia directa (con la asamblea como instancia  donde todos discutimos y decidimos en conjunto), y la auto-disciplina  (ya que todos participan por voluntad propia y sin que los obliguen, y  por lo tanto han de asumir las responsabilidades que esto implica).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;El sistema federativo permite que todos los integrantes de la  organización tengan igual capacidad de participación y decisión. Éste se  basa en la democracia directa, donde los mandatos de base son  comunicados o ejecutados por los delegados designados para ello. Los  delegados tienen la obligación de comunicar sólo lo que las bases hayan  decidido; de lo contrario, la asamblea puede revocarlos. Además, estos  delegados deben ser rotativos para fomentar la participación y formación  entre compañeros, al mismo tiempo que evitar la burocratización. El  federalismo es una herramienta coherente con la búsqueda de la  democracia, al mismo tiempo que una forma eficaz para evitar la división  entre una minoría dirigente y una mayoría que acate  decisiones, siendo de la asamblea de base de donde salgan las líneas  políticas para el conjunto y no a la inversa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;Necesidad de la Organización&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Desde  el Frente de Estudiantes Libertarios afirmamos con fuerza la necesidad  de estar organizados, para poder potenciar nuestra militancia y lograr  conseguir nuestros objetivos. En palabras de un clásico del anarquismo  organizado, el italiano Errico Malatesta: “La organización, que por lo  demás es sólo la práctica de la cooperación y de la solidaridad es  condición natural y necesaria para la vida social: constituye un hecho  ineluctable que se impone a todos, tanto en la sociedad humana en  general como en cualquier grupo de personas que tenga un fin común que  alcanzar”. Contrario al estereotipo del anarquismo como movimiento  individualista y desorganizado, consideramos esencial estar organizados  en tanto anarquistas para poder llevar nuestros principios a los  espacios donde militamos. Sólo así podremos darle al conjunto del  movimiento estudiantil el carácter más democrático, clasista y  combativo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  No sólo creemos que  puede haber organización sin autoridad, sino que afirmamos que la  desorganización es lo que crea la autoridad, primando los intereses  particulares por sobre los intereses generales, la iniciativa, y la  creatividad revolucionaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  Sabemos bien que al no estar organizadas se limitan nuestras  posibilidades de poder alcanzar nuestros propósitos, tanto en corto como  largo plazo. La organización revolucionaria que buscamos construir debe  tender a los principios de la igualdad de deberes y derechos, de cada  uno según su capacidad y a cada uno según su necesidad. Como  anarquistas, nos resulta imprescindible estar organizados para luchar  contra el Estado y el Capital: a su organización autoritaria y opresora,  oponemos nuestra organización libertaria, clasista y revolucionaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;b&gt;¡Por la revolución social!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Estos acuerdos  son la base que nos permite posicionarnos frente a los problemas tanto  del sistema  educativo como de la sociedad en general. En base a estos, definimos  nuestra estrategia general y delineamos las tácticas particulares a  aplicar en los distintos espacios en los que estamos insertos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;A  partir de dichos acuerdos queremos continuar y profundizar nuestro  aporte a la lucha de clases: en tanto que estudiantes anarquistas  buscamos construir un movimiento estudiantil clasista y combativo, que  retome los métodos históricos de lucha como son la asamblea y la acción  directa. Un movimiento estudiantil que se reconozca como tal y entienda  que la causa de todos sus males es el sistema social imperante, basado  en la  explotación y opresión de la gran mayoría de la población por parte de  la burguesía. Un movimiento estudiantil que, entendiendo la necesidad de  romper con el Capitalismo empalme su lucha junto a los trabajadores y  trabajadoras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  En los últimos años este movimiento ha comenzado a resurgir de las  cenizas de la represión y el individualismo, y nosotros como militantes  revolucionarios hemos sido parte activa del mismo. La creación del  Frente de Estudiantes Libertarios nos permitirá seguir construyendo el  socialismo y la libertad.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; color: white; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;  &lt;br /&gt;Leé todo el volante en:&amp;nbsp;&lt;a href="http://issuu.com/fel-arg/docs/fusion-fel" rel="nofollow" style="text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://issuu.com/fel-arg/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;docs/fusion-fel&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Web:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.fel-arg.org/" rel="nofollow" style="text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://www.fel-arg.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Email:&amp;nbsp;&lt;a href="mailto:fel.argentina@gmail.com" style="text-decoration: none;" target="_blank"&gt;fel.argentina@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Facebook:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.facebook.com/fel.argentina" rel="nofollow" style="text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://www.facebook.&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;com/fel.argentina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Twitter:&amp;nbsp;&lt;a href="http://twitter.com/felargentina" rel="nofollow" style="text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http://twitter.com/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;felargentina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #658253; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-8590623258646848510?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://issuu.com/fel-arg/docs/fusion-fel#download' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/8590623258646848510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/06/nace-el-frente-de-estudiantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8590623258646848510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8590623258646848510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/06/nace-el-frente-de-estudiantes.html' title='Nace el Frente de Estudiantes Libertarios (el FeL) - Argentina'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-E5V-tM0KFsI/TfIDw_pdYPI/AAAAAAAAASo/d1gFHs5YxYA/s72-c/Fel%253DArgentina.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-3397473865315098381</id><published>2011-05-30T14:11:00.000-03:00</published><updated>2011-06-10T09:51:59.504-03:00</updated><title type='text'>I Seminário Anarquismo e Sindicalismo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IUPaaJesawM/TePPRQnwFjI/AAAAAAAAASk/FIOBN9OWVFA/s1600/Caratz1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" src="http://1.bp.blogspot.com/-IUPaaJesawM/TePPRQnwFjI/AAAAAAAAASk/FIOBN9OWVFA/s400/Caratz1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Programação do Evento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h – Conferência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;b&gt;A C.O.B. e a prática territorial do sindicalismo anarquista&lt;/b&gt;”&lt;br /&gt;Amir El Hakim de Paula (USP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;b&gt;Ideologia e Estratégia em Neno Vasco: anarquismo e sindicalismo&lt;br /&gt;revolucionário&lt;/b&gt;”&lt;br /&gt;Felipe Corrêa Pedro (USP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenador da Mesa:&lt;br /&gt;Rodrigo Rosa da Silva (USP)&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Informações dos membros da Mesa:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Amir El Hakim de Paula&lt;/b&gt;,&lt;i&gt; Bolsista CAPES, Doutorando pela Faculdade de Geografia&lt;br /&gt;da Universidade de São Paulo e Mestre em Geografia da Universidade de São&lt;br /&gt;Paulo. Professor de Ensino Básico. Participante do Grupo de Estudos Movimento&lt;br /&gt;Operário Autônomo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Felipe Corrêa Pedro&lt;/b&gt;,&lt;i&gt; editor, pós graduado pela Escola de Sociologia e&lt;br /&gt;Política de São Paulo e pesquisador do anarquismo e dos movimentos populares.&lt;br /&gt;Mestrando na Universidade de São Paulo. Militante da Organização Anarquista&lt;br /&gt;Socialismo Libertário, da Organização Popular Ayberê e do Movimento dos&lt;br /&gt;Trabalhadores Rurais Sem-Terra, pela regional de São Paulo. Participante do&lt;br /&gt;Grupo de Estudos Movimento Operário Autônomo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rodrigo Rosa da Silva&lt;/b&gt;,&lt;i&gt; Doutorando em Educação pela Universidade São Paulo.&lt;br /&gt;Mestre em História Social do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas.&lt;br /&gt;Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Membro da&lt;br /&gt;Biblioteca Terra Livre e participante do Grupo de Estudos Movimento Operário&lt;br /&gt;Autônomo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Local:&lt;br /&gt;Antiga Biblioteca de Geografia e História – FFLCH/USP&lt;br /&gt;Dia: 01/06&lt;br /&gt;A partir das 19h&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato:&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:bibliotecaterralivre@gmail.com" target="_blank"&gt;bibliotecaterralivre@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Biblioteca Terra Livre&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1354851956"&gt;http://bibliotecaterralivre.&lt;/a&gt;&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;&lt;a href="http://wordpress.com/"&gt;wordpress.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:bibliotecaterralivre@gmail.com" target="_blank"&gt;bibliotecaterralivre@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endereço posta/Postal address:&lt;br /&gt;Caixa Postal 195&lt;br /&gt;São Paulo - SP - Brasil&lt;br /&gt;01031-970&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-3397473865315098381?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://bibliotecaterralivre.wordpress.com' title='I Seminário Anarquismo e Sindicalismo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/3397473865315098381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/05/i-seminario-anarquismo-e-sindicalismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3397473865315098381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3397473865315098381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/05/i-seminario-anarquismo-e-sindicalismo.html' title='I Seminário Anarquismo e Sindicalismo'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IUPaaJesawM/TePPRQnwFjI/AAAAAAAAASk/FIOBN9OWVFA/s72-c/Caratz1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-5467148578827868598</id><published>2011-05-06T21:41:00.000-03:00</published><updated>2011-06-10T09:56:30.925-03:00</updated><title type='text'>Carta de Raúl Zibechi en apoyo a Bachajón y al zapatista Patricio Domínguez Vázquez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://javiersoriaj.files.wordpress.com/2011/05/179941_encuentro_en_oventik_bco.jpg"&gt;&lt;img alt="" class="alignleft size-full wp-image-1572" height="200" src="http://javiersoriaj.files.wordpress.com/2011/05/179941_encuentro_en_oventik_bco.jpg?w=191&amp;amp;h=200" title="179941_encuentro_en_oventik_bco" width="191" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #3366ff;"&gt;Recojo el  certero análisis de Raúl Zibechi sobre la situación en México, y también  en Colombia, Brasil… y toda América Latina: la guerra es por la tierra,  guerra para expulsar campesinos, para apropiarse de la tierra, llevada a  cabo por políticos que trabajan para las multinacionales. Saludos a  todas y todos los que siguen luchando por defender sus tierras, las  tierras de sus abuelos, las tierras de los más remotos antepasados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Montevideo, 2 de mayo de 2011. Raúl Zibechi&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="mailto:Querid@s"&gt;Querid@s&lt;/a&gt; compas del Movimiento por Justicia del Barrio y La Otra Campaña de Nueva York: &lt;b&gt;el único delito&lt;/b&gt; que cometieron los ejidatarios de San Sebastián Bachajón &lt;b&gt;es querer vivir en sus tierras&lt;/b&gt;,  las tierras de sus abuelos, de sus más remotos antepasados, que ahora  quieren ser apropiadas por las multinacionales del dinero y la muerte.  Los cinco &lt;b&gt;ejidatarios presos desde el 3 de febrero&lt;/b&gt;, así  como Patricio Domínguez Vázquez, detenido a mediados de abril en el  ejido Monte Redondo del municipio de Frontera Comalapa, son &lt;b&gt;víctimas de la clase política que trabaja para las multinacionales&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;La guerra hoy es por la tierra&lt;/b&gt;, por apropiarse de la vida que ella&lt;span id="more-1571"&gt;&lt;/span&gt;  alberga y reproduce, y para eso los indígenas y campesinos son meros  estorbos de los cuales es necesario deshacerse. Desde que el capital  decidió que todo es mercancía para hacer negocios y acumular más  capital, no queda ya espacio ni rincón del planeta que pueda librarse de  esa ambición. &lt;b&gt;Para apropiarse de la tierra, desataron lo que  los zapatistas denominan como cuarta guerra mundial que en América  latina pasa por la expulsión de millones de personas de más de alrededor  de cien millones de hectáreas en disputa&lt;/b&gt;. Los grandes  proyectos de minería a cielo abierto, de monocultivos de caña de azúcar,  maíz y soya para producir gasolina, y las plantaciones de árboles para  fabricar celulosa, están matando la vida y la gente de sur a norte. En  algunos casos, como le sucedió a Patricio, no sólo es encarcelado sino  le quemaron y destruyeron su casa porque en realidad buscan que abandone  su tierra. Esa es la guerra que ya lleva sesenta años en Colombia, que  permitió que más de cuatro millones de hectáreas pasaran de los  campesinos a manos de los paramilitares ya que ellos se ofrecen como  seguridad de las multinacionales. &lt;b&gt;Una guerra para expulsar campesinos&lt;/b&gt;,  más de tres millones en los últimos veinte años, para despejar  territorios que se convierten en espacios para la especulación del  capital. En Colombia, los territorios de la guerra coinciden exactamente  con los territorios que ambicionan las grandes mineras y los  megaproyectos de infraestructura. Lo mismo está sucediendo en todo el  continente. El gobierno de Brasil está convirtiendo los ríos amazónicos  en fuentes de energía barata para las grandes empresas brasileñas y del  Norte. Para eso construye gigantescas represas en cuya construcción  trabajan diez, quince y hasta veinte mil obreros mal pagados y peor  alojados, nuevos esclavos al servicio de gobiernos sumisos al capital.  Cuando se rebelan, como sucedió en Jirau (estado de *Rondônia) en el mes  de marzo, son acusados de “bandidos”. Lo que más duele, y lo que más  enseña, es cómo la clase política que alguna vez dijo ser de izquierda  se une con la clase política que siempre fue de derechas para expulsar y  encarcelar campesinos e indígenas, mostrando que son todos iguales  cuando se trata de atacar a los de abajo para hacer negocios para los de  arriba. Y usan argumentos “ecológicos” porque aprendieron las excusas  políticamente correctas para disimular el despojo. Desde este rincón del  continente, me uno a ustedes que desde Nueva York realizan la campaña  por la libertad de los cinco de Bachajón y por Patricio. El Movimiento  por Justicia del Barrio, al que pude conocer en enero de 2009 durante el  festival de la Digna Rabia en San Cristóbal de las Casas, muestra que  la solidaridad y la fraternidad entre los pueblos no conoce fronteras,  ni puede esperar nada de los arriba ni de las instituciones, y que sólo  dependemos de nosotros mismos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salud, Raúl Zibechi&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Correção nossa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-5467148578827868598?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.kaosenlared.net/noticia/mexico-carta-raul-zibechi-apoyo-bachajon-zapatista-patricio-domingez-v' title='Carta de Raúl Zibechi en apoyo a Bachajón y al zapatista Patricio Domínguez Vázquez'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/5467148578827868598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/05/carta-de-raul-zibechi-en-apoyo-bachajon.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5467148578827868598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5467148578827868598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/05/carta-de-raul-zibechi-en-apoyo-bachajon.html' title='Carta de Raúl Zibechi en apoyo a Bachajón y al zapatista Patricio Domínguez Vázquez'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-385860259953262500</id><published>2011-05-02T07:10:00.000-03:00</published><updated>2011-05-02T07:10:57.725-03:00</updated><title type='text'>1º de Maio, nosso Maio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-3d748e0f4476fd68" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v7.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D3d748e0f4476fd68%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331574975%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D30F39562B775DAD4617BA70432E8729B06AC934D.5720997BD53D55BF7F677240B051B48364A5E4DD%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D3d748e0f4476fd68%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DF1AWAJQV0wXq7q4dbH0Re_SYjZE&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v7.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D3d748e0f4476fd68%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331574975%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D30F39562B775DAD4617BA70432E8729B06AC934D.5720997BD53D55BF7F677240B051B48364A5E4DD%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D3d748e0f4476fd68%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DF1AWAJQV0wXq7q4dbH0Re_SYjZE&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-385860259953262500?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/385860259953262500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/05/1-de-maio-nosso-maio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/385860259953262500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/385860259953262500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/05/1-de-maio-nosso-maio.html' title='1º de Maio, nosso Maio'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-5430369897873432093</id><published>2011-04-28T10:01:00.000-03:00</published><updated>2011-04-28T10:01:54.904-03:00</updated><title type='text'>Proudhon e a Economia Solidária</title><content type='html'>Texto enviado a lista de emails do GT Geografia e Anarquismo da CONEEG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Economia Solidária é Revolução&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;""Capital"... no campo poltico é análogo a "governo"... A ideia econômica  de capitalismo, as políticas de governo ou de autoridade, e a ideia  teológica de igreja são tres ideais identicos, de várias formas,  vinculados. Atacar uma delas é o equivalente a atacar todas elas... o  que o capital faz ao trabalho, e o Estado à Liberdade, a Igreja faz com o  espírito. Esta trindade do absolutismo é tão perniciosa na prática  quanto o é na filosofia. O meio mais efetivo de oprimir os povos seria  simultaneamente escravizar seu corpo, sua vontade e sua razão." &lt;/i&gt;Pierre Joseph Proudhon&lt;i&gt; Confissões de um revolucionário&lt;/i&gt;, (Paris: Garnier, 1851), p. 271.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;"Quem  quer que seja que, para organizar o trabalho apela ao poder e ao  capital, mentiu; porque a organização do trabalho deve ser a derrocada  do capital e poder".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;i&gt;Pierre Joseph Proudhon&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;in Sistema das Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria, Tomo II (pág.322)&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos do campônes, proletário, Pierre Joseph Proudhon sobre a Economia Solidária, a Revolução Social :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pôr em ligação direta, qualquer que seja a distância que os separa, o  produtor e o consumidor, e consequentemente... suprimir, tanto quanto  possível, os intermediários.&lt;br /&gt;Este resultado, observado à primeira vista, conduziu à ideia dos estaleiros...&lt;br /&gt;Assim  unidos, ligados entre eles pela rede de circulação, em correspondência  perpétua e instantânea pelo telégrafo, estes novos instrumentos de  troca, formariam um imenso mercado, único e  permanente, uma bolsa continua, onde o preço dos artigos se equilibre,  rodeada de todas as garantias de boa fé e de certeza, e dum movimento  uniforme...&lt;br /&gt;Deste modo... pelo estabelecimento dos estaleiros, todo o  sistema comercial é revolucionado de alto a baixo... (Réf. à opérer,  cap.  V.)&lt;br /&gt;A formação dum organismo especial, uma sociedade, é  necessária; falta uma única resolução... é chamar a fazer parte da nova  Sociedade, sem limitação de número nem de prazo, todos aqueles que, pelo  seu trabalho, as suas trocas, o seu consumo, as necessidades da sua  indústria, etc., estão interessados na nova instituição; noutros termos,  é de tomar como comanditários da sociedade mesmo aqueles que devem vir a  ser seus clientes...&lt;br /&gt;A Sociedade, sendo somente um estabelecimento  de comissão, de troca e de crédito, simples intermediário entre os  produtores e os consumidores... agiria sempre por conta de outrem..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;l.º - A federação agrícolo-industrial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casar a agricultura com a  indústria... a causa dos camponeses é a mesma dos trabalhadores da  indústria, a marianne dos campos é a contrapartida da social das  cidades... Cabe à democracia industrial das grandes cidades... encontrar  os pontos de ligação que existem entre ela e a democracia camponesa.  (Cap.  Pol., liv. I, cap. II.)&lt;br /&gt;A finalidade destas federações  particulares é subtrair os cidadãos... à exploração capitalista.  Elas formam, no seu conjunto, em oposição à feudalidade  financeira, hoje dominante, o que chamaria uma federação  agrícolo-industrial...&lt;br /&gt;A feudalidade financeira e industrial tem por  objetivo consagrar, pela monopolização dos serviços públicos, pelo  privilégio da instrução, o parcelamento do trabalho, o interesse dos  capitais, a desigualdade do imposto, etc., a degradação política do  povo, a escravidão económica do assalariado; numa palavra: a  desigualdade de condições e de fortunas.  A federação  agrícolo-industrial, pelo contrário, tende a fazer atingir, cada vez  mais, a igualdade através da organização, ao mais baixo preço e noutras  mãos que não as do Estado, de todos os serviços... pela mutualidade do  crédito e dos seguros... pela garantia do trabalho... (Princ.  Féd.,  cap.  XI.)&lt;br /&gt;A pequena indústria é tão grande asneira como a pequena  cultura:... é a igualdade das fortunas que é preciso procurar, não o  desmenbramento industrial.  A grande indústria e a grande cultura  aparecem-nos devido ao grande monopólio e à grande propriedade: é  preciso no futuro fazê-las nascer da associação. (Carnets, 6 de Set. de  1846.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;2.º - Os agrupamentos de consumidores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na via em que  a civilização está empenhada... , tende-se sempre para o despotismo do  monopólio, e consequentemente para a opressão dos consumidores. (Contr.  Écon., cap.  VII.)&lt;br /&gt;Se cada produto só encontrar escoamento para os  produtores de espécie diferente, a garantia de mercado só pode ser  obtida, em principio, por uma convenção entre os produtores e os  consumidores.&lt;br /&gt;Esta convenção, em geral fácil pelo lado do produtor,  sobretudo quando não existe monopólio, sê-lo-á tanto mais da parte da  clientela, quanto esta se encontrar formada por grupos que possam  tratar, com um só homem, quer do seu consumo coletivo, quer mesmo, em  certos casos, dos seus consumos individuais... (Des Réf. à opérer, cap.   V.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;3.º - O sindicato geral da produção e do consumo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  que nós pedimos é uma certa solidariedade, não só abstrata, mas  oficial, entre todos os produtores, entre todos os consumidores e entre  os produtores e os consumidores. É a conversão em direito... das leis  absolutas da ciência económica.  Nós fazemos depender deste pacto a  garantia do nosso bem-estar. (Solut. du Probl.  Soc.)&lt;br /&gt;Foi criada,  desde a presente data, para este fim, uma divisão especial, sob o titulo  de Sindicato geral da Produção e do Consumo. (Banque du Peuple.)&lt;br /&gt;É preciso que o exército dos trabalhadores-consumidores absorva o exército capitalista. (Carnets, l.º de Outubro de 1847.)&lt;br /&gt;Quando  se fala de produtores,... quando se fala de consumidores... não se  trata de classes de homens; trata-se de pontos de vista que se opõem...  Estabelecer a Justiça na troca, regularizar a circulação, será, ao mesmo  tempo, regularizar o consumo e a produção, e transformar a propriedade e  o salariato. (Carnets, 6 de Março de 1847.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;4.º - A organização cooperativa dos serviços&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O comércio:&lt;br /&gt;- Na fase do pormenor: um sistema ‘Leclerc’ cooperativo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se  a igualdade no comércio fosse conseguido, um progresso novo, um  progresso imenso seria realizado em direcção à igualdade das fortunas...  Perseverando nessa direcção igualitária, que viria a ser, muito em  breve, da hierarquia, o sistema de subordinação e de autoridade?&lt;br /&gt;Nestes  últimos tempos, o governo imperial tentou regulamentar o comércio de  carne e de panificação, a produção de álcoois, etc. À custa de multas,  conseguiu fazer respeitar as suas taxas; mas como não depende do governo  marcar o preço natural das coisas, muito menos ainda eliminar do preço  corrente as sobrecargas com que o parasitismo o agrava, o governo só  teve êxito em constatar oficialmente que o pão estava caro, a carne  caríssima, as aguardentes inacessíveis e sancionar esta carestia.  O  governo, que não garantiu nenhuma invenção, lembrou-se, de repente, para  bem do povo, de garantir a carestia dos alimentos.  Que filantropia!&lt;br /&gt;No  entanto, um capitalista (M.  Delamarre) aproveitando uma ideia  socialista, diz: não aspiro a fixar o preço das coisas; mas praticarei  um comércio verídico, farei uma vida barata, não sendo, para já,  completa a troca legal.  Usarei de lealdade comercial, não por virtude,  mas por especulação, e obterei melhores resultados...&lt;br /&gt;M.  Delamarre  abriu um grande armazém onde oferece ao público, a preço de revenda,  toda a espécie de produtos, garantidos pela natureza, quantidade,  qualidade e peso.  Por preço de revenda, M. Delamarre entende os  encargos do produtor, que ele não discute, aumentados de l0% a saber: 5%  de lucro para o produtor, 2,5% para os encargos de armazém, 2,5% para  lucro dele, Delamarre.  Existe, como ele próprio o diz, lealdade  comercial; não há ainda igualdade, porque nos encargos do produtor e nos  10% de suplemento entram ainda, em grande número, elementos parasitas.&lt;br /&gt;Que seria preciso para que a reciprocidade fosse completa ?&lt;br /&gt;Seria  preciso, independentemente da expurgarão absoluta do parasitismo, que o  armazém geral, ou estaleiro, em vez de estar por conta dum empresário, estivesse por conta dos próprios produtores, garantindo  uns aos outros lealdade e sinceridade.&lt;br /&gt;A quem pode pertencer o  direito de debater e fixar, conforme a hora e o lugar, o preço exacto de  cada coisa, se são os produtores-consumidores, reciprocamente os  interessados, quer na venda, quer na compra?&lt;br /&gt;Nada mais simples que  este sistema, que faria desaparecer três quartos das lojas, e ofereceria  à produção uma multidão de inteligências e de braços, absorvidos num  negócio inútil...&lt;br /&gt;É de admitir até que, único da sua espécie, um tal  estabelecimento sucumbisse, sem que o princípio, segundo o qual foi  criado, seja o menos comprometido do mundo.              &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 30pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"É PRECISO EU REPITO,  QUE UMA FORÇA MAIOR INVERTESSE AS FÓRMULAS ATUAIS DA SOCIEDADE; QUE  SEJA O TRABALHO DO POVO E NÃO SUA BRAVURA OU OS SEUS SUFRÁGIOS QUE, POR  UMA COMBINAÇÃO CIENTÍFICA, LEGAL, IMORTAL E INELUTÁVEL SUBMETA O CAPITAL  AO POVO E LHE ENTREGUE O PODER." &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;PIERRE JOSEPH PROUDHON, PÁG 438 FILOSOFIA DA MISÉRIA TOMO I&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-1703650040188062528?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/1703650040188062528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/03/festa-de-7-anos-de-casa-da-lagartixa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1703650040188062528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1703650040188062528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/03/festa-de-7-anos-de-casa-da-lagartixa.html' title='FESTA DE 7 ANOS DE CASA DA LAGARTIXA PRETA'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-3637738938275139408</id><published>2011-03-25T13:25:00.000-03:00</published><updated>2011-03-25T13:25:24.133-03:00</updated><title type='text'>Educação &amp; Anarquismo com Biblioteca Terra</title><content type='html'>Casa da Lagartixa Preta Apresenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa: Educação &amp;amp; Anarquismo com Biblioteca Terra&lt;br /&gt;Dia 27/03 (Domingo) - às 14h!&lt;br /&gt;Debate a partir de concepções de Kropotkin e Elisée Reclus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bibliotecaterralivre.wordpress.com/"&gt;http://bibliotecaterralivre.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Casa da Lagartixa Preta - Rua Alcides de Queirós, 161&lt;br /&gt;Bairro Casa Branca - Santo André - SP&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fotolog.com.br/ativismoabc"&gt;www.fotolog.com.br/ativismoabc&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ativismoabc.org/"&gt;http://www.ativismoabc.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:ativismoabc@riseup.net"&gt;ativismoabc@riseup.net&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem-vind@s!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-3637738938275139408?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/3637738938275139408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/03/educacao-anarquismo-com-biblioteca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3637738938275139408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3637738938275139408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/03/educacao-anarquismo-com-biblioteca.html' title='Educação &amp; Anarquismo com Biblioteca Terra'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-520138843154178516</id><published>2011-03-15T02:31:00.000-03:00</published><updated>2011-03-15T02:31:19.615-03:00</updated><title type='text'>Anarquistas da Indonésia pedem solidariedade</title><content type='html'>Desde 2007, um grupo de anarquistas está participando de uma luta camponesa em Yogyakarta, um "território especial" no centro de Java, na Indonésia. Na zona costeira de Kulon Progo, os agricultores resistem a uma mineradora de ferro e uma industrialização crescente, que ameaça a sua terra e sua existência. Foram organizados na PPLP-KP (Associação de Produtores Costeiros, Kulon Progo) diferentes batalhas contra os poderes econômicos. Várias vezes, milhares de agricultores se uniram de forma combativa para enfrentar os investidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yogyakarta é considerado um território especial e tem leis diferentes, por seu papel histórico no reino de Java. No momento, um conflito entre o governo local e o estado central está criando obstáculos à exploração econômica da área, visto que o sultão de Yogyakarta luta por mais autonomia local. Liberais e ONGs consideram o sultão como o mais democrático das autoridades públicas, embora, obviamente, nada&amp;nbsp; mais é do que um jogo de poder. Se o sultão ganhar, os agricultores serão igualmente explorados, uma vez que a empresa local de minério de ferro, Ferro Jogja Magasa, pertence a sua filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, a polícia e o exército não foram motivados a reprimir a luta campesina com todas as suas forças, porque ainda não apareceu o dinheiro para pagar as suas propinas, visto que o conflito político não está resolvido e a resistência camponesa abalou grande parte da possível inversão econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes investidores são empresas japonesas e uma importante empresa australiana, Kimberly Diamond, que em seus projetos na Indonésia se chama Indomines. Apesar da resistência, os planos de desenvolvimento seguem, porque a mineradora de ferro é apenas um pré-requisito para outros mega projetos. A área de Kulon Progo é vista como economicamente estratégica para o desenvolvimento industrial e penetração de mineradoras em toda a Java central. É por isso que o Estado pretende construir uma estrada, aeroporto e mais infra-estrutura no território,&amp;nbsp; tais projetos seriam financiados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento (Asian Development Bank).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentam criminalizar a luta dos camponeses, mas ainda não conseguiram impor a lei de seus tribunais. Os agricultores não respeitam as leis e, de acordo com companheiros de lá, "os camponeses vêem toda a lei como a língua do inimigo". Tampouco confiam nas ONGs e nos esquerdistas, que sempre tentam se infiltrar na sua luta, e várias vezes chegaram pessoas da esquerda em suas assembléias. Com os anarquistas, pelo contrário, têm bons relacionamentos. Juntos criaram um centro social, Gerbong Revolusi (que tem uma biblioteca, estação de rádio, espaço infantil e espaço para assembléias e repouso). Também coordenaram uma rede de solidariedade com os anarquistas na Austrália e estabeleceram uma rádio comunitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para obter mais informações, leia (em Inglês):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;› &lt;a href="http://hidupbiasa.blogspot.com/2009/12/tale-of-sand.html" linkindex="181" target="_blank"&gt;http://hidupbiasa.blogspot.&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;com/2009/12/tale-of-sand.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Atualidades:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira, 24 de fevereiro. A empresa mineradora tentou reabrir seu escritório e as suas operações, que em dezembro passado os camponeses haviam fechado e destruído. A tentativa falhou e os locais permanecem fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira, 28 de fevereiro. A Ferro Jogja Magasa e alguns investidores japoneses não vieram para uma reunião, sobre a mina da mina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira, 2 de março. Nove carros da polícia fortemente armada passaram pelo projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira, 7 de março. 31 caminhões da polícia, 700 da Brigada Policial Móvel, com canhão de água, veículos especiais para os detidos, cães da polícia, armas de gás lacrimogêneo e armas militares, ocuparam a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamamos a solidariedade urgente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Agência de Notícias Anarquistas - ANA&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;A - I n f o s &amp;nbsp; Uma Agencia De Noticias&lt;br /&gt;De, Por e Para Anarquistas&lt;br /&gt;Send news reports to A-infos-pt mailing list&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:A-infos-pt@ainfos.ca" target="_blank"&gt;A-infos-pt@ainfos.ca&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;br /&gt;Subscribe/Unsubscribe &lt;a href="http://ainfos.ca/cgi-bin/mailman/listinfo/a-infos-pt" linkindex="182" target="_blank"&gt;http://ainfos.ca/cgi-bin/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;mailman/listinfo/a-infos-pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Archive &lt;a href="http://ainfos.ca/pt" linkindex="183" target="_blank"&gt;http://ainfos.ca/pt&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-520138843154178516?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/520138843154178516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/03/anarquistas-da-indonesia-pedem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/520138843154178516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/520138843154178516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/03/anarquistas-da-indonesia-pedem.html' title='Anarquistas da Indonésia pedem solidariedade'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-5127805692283958165</id><published>2011-03-05T01:11:00.000-02:00</published><updated>2011-03-15T02:41:22.758-03:00</updated><title type='text'>Quero falar-te do Anarquismo</title><content type='html'>"Quero falar-te do anarquismo.&lt;br /&gt;Quero falar-te o que é o anarquismo, porque penso que é bom que o conheças. Também porque se conhece tao pouco dele e o que se conhece em geral é de ouvir falar e em sua maiora mentiras.&lt;br /&gt;Quero falarte dele, porque acredito que o anarquismo é a coisa mais preciosa e mais importante que o homem ja pensou, a única coisa que pode proporcionar-te liberdade e bem-estar, e que pode trazer a paz e o gozo ao mundo.&lt;br /&gt;Quero falar-te dele em uma linguagem simples de modo que não existam malentendidos. As palavras dificeis e grandioloquentes  servem apenas para confundir. Um pensamento direto deve ter uma linguagem direta.&lt;br /&gt;Mas antes de dizerte o que é o anarquismo, quero dizerte o que não é.&lt;br /&gt;Isto é necessário, porque tem-se difundido muitas mentiras sobre o anarquismo, Inclusive pessoas inteligentes frequentemente tem noções inteiramente erroneas sobre ele. Algumas falam sobre o anarquismo sem saber absolutamente nada dele. E alguns mentem sobre o anarquismo, porque não querem que tu saibas a verdade sobre ele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(trecho do ABC do Comunismo Libertário de Alexander Berkman tradução livre)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-5127805692283958165?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/5127805692283958165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/03/quero-falar-te-do-anarquismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5127805692283958165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5127805692283958165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/03/quero-falar-te-do-anarquismo.html' title='Quero falar-te do Anarquismo'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-8730980463433437949</id><published>2011-02-22T18:30:00.000-02:00</published><updated>2011-07-26T01:30:09.629-03:00</updated><title type='text'>Poesia, Anarquismo, Luta e Geografia</title><content type='html'>&lt;b&gt;Viva a luta dos trabalhadores!&lt;br /&gt;Viva o sonho libertário!&lt;br /&gt;Viva aos Geógrafos que lutam e vivem este ideal revolucionário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantenhamos viva a utopia,&lt;br /&gt;Viva a santa rebeldia que nos livrará de toda opressão.&lt;br /&gt;Viva a tão sonhada liberdade&lt;br /&gt;construamos com nossas mãos essa nova sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geógrafos formados ou em formação&lt;br /&gt;grandes são nossos desafios e poderoso o nosso inimigo&lt;br /&gt;qual o motivo de nossa desunião?&lt;br /&gt;Se quem espera de nós é povo não é a universidade, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto disputam-se idéias sem ação&lt;br /&gt;&amp;nbsp;os abutres, capitalistas nacionais ou não,&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comem o fígado dessa nação.&lt;br /&gt;De suas entranhas tiram a riqueza, Pacha Mamma!&lt;br /&gt;Mas não alimentam aos teus filhos, não,&lt;br /&gt;fazem sangrar até mesmo o teu coração.&lt;br /&gt;mas até hoje, nunca houve nesse solo a distribuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nós queremos terra, liberdade, pão.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas diante de nós levante-se o Estado&lt;br /&gt;ignorando nossas demandas, esmagando nossos sonhos&lt;br /&gt;roubando o nosso chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos temer o inimigo&lt;br /&gt;não temamos o perigo, a morte ou a cadeia.&lt;br /&gt;e tenhamos claro em nossa mente, Geógrafos&lt;br /&gt;que não ta morto quem peleia!&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oWs3DKts1HE/TWQchAfumCI/AAAAAAAAARs/bceBcZy0C8g/s1600/pedra_contra-tanque.jpg" imageanchor="1" linkindex="17" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="291" src="http://1.bp.blogspot.com/-oWs3DKts1HE/TWQchAfumCI/AAAAAAAAARs/bceBcZy0C8g/s320/pedra_contra-tanque.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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Constituem, sem sombra de dúvida, um dos acontecimentos mais relevantes do nosso tempo e são um sinal claro de que já não é possível, em lugar nenhum, continuar-se a ser um joguete de ditador com o apoio imperialista. Os regimes extraordinariamente autoritários como os de Ben Ali revelaram-se completamente impotentes perante um povo com grande determinação, unido na luta. São jovens, trabalhadores, desempregados, pobres, os que levam a cabo esta tarefa de mudar o rosto da região provocando calafrios aos mandantes de Washington e de Tel Aviv. Nem todas as armas do regime de Mubarak, nem toda a ajuda militar dos EUA, conseguiram controlar a extensão do protesto. Os rebeldes revelam o poder do povo e da classe trabalhadora quando se unem, a capacidade política dos homens e mulheres comuns para formar organismos de poder dual, com um claro instinto libertário para além de demonstrarem ao mundo que nos encontramos já numa era de mudanças revolucionárias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estabelecemos um breve diálogo com o nosso companheiro e amigo Mazen Kamalmaz, da Síria - editor do blog anarquista árabe http://www.ahewar.org/m.asp?i=1385 - que nos falou da importância deste esplêndido acontecimento político.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta &amp;gt; Parece que toda uma repentina onda de protestos massivos está a sacudir as fundações dos velhos regimes opressivos no mundo árabe… havia indícios de que isto poderia suceder?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mazen Kamalmaz &amp;lt; Este é um dos aspectos mais interessantes da onda revolucionária que se está a expandir por todo o mundo árabe que chega quando nada o fazia prever. Ainda alguns dias antes das manifestações massivas e sucessivas no Egito a Secretaria de Estado dos EUA, Hillary Clinton, declarava que o governo egípcio era estável e neste momento nada é estável na região: a insurreição mantém-se de pé e para todos os regimes repressivos espera-se o pior. Há aspectos que se reportam a todas estas sublevações tais como a raiva e ressentimento que estavam escondidos, silenciados pela repressão dos Estados, a pobreza e o desemprego crescentes - a que os regimes, estadistas e até intelectuais não prestaram a devida atenção - em relação aos quais os governos, locais ou ocidentais, pensaram que poderiam manter a revolta sob controle… agora sabemos como se enganaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta &amp;gt; Qual a importância da saída de Ben Ali do governo da Tunísia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mazen &amp;lt; Este é apenas o primeiro passo do que está para vir. Supõe que o povo, o povo em luta, consegue desafiar a repressão e vencer. É muito cedo para falar sobre o desenlace final, é tudo demasiado complexo ainda, mas o povo já conseguiu ter consciência do seu poder real e apesar disso mantém-se na rua, de modo que a luta ainda se encontra aberta a muitas possibilidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta &amp;gt; Para aonde se está a expandir a revolta? Que países podem experimentar rebeliões massivas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mazen &amp;lt; Hoje pode-se afirmar seguramente que qualquer um poderia ser o próximo. Talvez a Argélia, Iêmen ou Jordânia sejam candidatos fortes, mas temos de ter em conta que uma revolução no Egito teria um grande impacto na região, impacto esse que superaria os piores pesadelos dos ditadores e dos seus partidários na região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta &amp;gt; Qual seria a relevância de uma revolução no Egito, o segundo maior receptor de ajuda militar estadunidense em todo o mundo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mazen &amp;lt; O Egito é o país com as maiores dimensões do Oriente Médio e o seu papel estratégico é muito importante. É um dos principais pilares da política estadunidense nessa região. A pressão das massas é um fator a ter em conta daqui pra frente, inclusive em relação à sobrevivência do velho regime resistir durante algum tempo mais ou não, ou se o novo regime será pró estadunidense. Resumindo, os EUA, o principal apoio do regime atual, irá sofrer o efeito da rebelião das massas egípcias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta &amp;gt; Qual o papel dos Irmãos Muçulmanos nestes protestos? E da “velha guarda” da esquerda?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mazen &amp;lt; Um aspecto muito importante destas manifestações e revoltas é que tiveram uma origem totalmente espontânea e iniciada pelas massas. É verdade que os diferentes partidos políticos juntaram-se a elas mais tarde, mas todo o processo foi, em grande medida, uma manifestação de ação autônoma por parte das massas. Isto é também válido para os grupos políticos islamitas. Embora estes ditos grupos pensem que as futuras eleições os poderiam levar agora ao poder, com as massas em rebelião nas ruas isso será difícil, dado que se negaram ativamente a submeter-se de novo a outro poder repressivo, mas mesmo no caso que isso sucedesse, o povo não aceitaria ser submetido nesta ocasião, enquanto se mantém fresca para a maioria a memória eufórica das parcelas de liberdade que alcançaram através da sua própria luta. Nenhum poder os poderia forçar facilmente a submeter-se de novo a algum regime repressivo. Outro aspecto a ter em conta é que durante as revoluções o povo é mais receptivo às idéias libertárias e anarquistas, e que é a liberdade a idéia hegemônica do momento não o autoritarismo. Alguns dos grupos estalinistas só representam o rosto mais feio do socialismo autoritário... Por exemplo, o antigo Partido Comunista da Tunísia participou com o partido dominante de Ben Ali no governo formado após a expulsão do próprio Ben Ali. Outro grupo autoritário, o Partido Comunista dos Trabalhadores da Tunísia, participou ativamente nos protestos, mas depressa manifestaram as suas contradições: quando Bem Ali escapou tratou de criar conselhos ou comitês locais para defender o processo e logo de seguida retratou-se e apelou para se criar um novo parlamento e governo. No Egito passa-se praticamente o mesmo, há grupos reformistas de esquerda, como o Partido da Unidade Progressista e alguns revolucionários da esquerda autoritária. Não posso dizer com exatidão qual o papel dos anarquistas ou de outros libertários - há uma crescente tendência comunista conselhista junto a eles - devido à falta de comunicação com os nossos companheiros de lá, mas não posso deixar de ressaltar o que disse anteriormente: que estas revoluções foram feitas principalmente pelas próprias massas. Na Tunísia, os sindicatos mais fortes tiverem um grande papel nas últimas fases da revolta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero referir um pouco mais aos comitês locais criados pelas massas, uma das manifestações mais interessantes da sua ação revolucionária. Perante a pilhagem, iniciada sobretudo pela polícia secreta, o povo criou os ditos comitês como instituições realmente democráticas, como uma competência real de oposição às instituições autoritárias… No Egito até ao dia de hoje os governos, os comitês locais e o governo de Mubarak escondiam-se atrás dos tanques e das espingardas dos seus soldados. Isto está a suceder numa região assolada por ditaduras e pelo autoritarismo... Isso é o grandioso das revoluções que transformam o mundo rapidamente. Isto não significa que a luta esteja ganha, pelo contrário, isto significa que a luta real acaba de começar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta &amp;gt; Para resumir, qual o seu ponto de vista sobre os acontecimentos? O que pensa que simbolizam?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mazen &amp;lt; É o começo de uma nova era, as massas estão se sublevando e a sua liberdade está em jogo, as tiranias tombam... Sem dúvida estamos a assistir ao nascimento de um mundo novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tradução &amp;gt; Liberdade à Solta&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-1490594941875838493?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/1490594941875838493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/02/as-revoltas-que-explodiram-no-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1490594941875838493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1490594941875838493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/02/as-revoltas-que-explodiram-no-mundo.html' title=''/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-1134690722829795851</id><published>2011-02-05T01:37:00.000-02:00</published><updated>2011-02-05T01:45:49.951-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Mubarak se vai, o povo fica! Reflexões em torno dos protestos no Egito e no mundo árabe&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por José Antonio Gutiérrez D.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo norte-africano e árabe converteu-se em um ator político que já não pode ser ignorado. Aconteça o que acontecer, já escreveram a história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem sombra de dúvidas, as esplêndidas manifestações e mobilizações de massa que hoje agitam o mundo árabe representam um dos acontecimentos mais significativos desde o colapso dos chamados “socialismos reais” em 1989-1990. Poderíamos dizer que se inaugura uma nova era para os povos de todo o mundo, não somente por sua radicalidade, mas também pela importância estratégica do Oriente Médio no cenário internacional. O alcance que estas mobilizações podem ter é inimaginável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que começou na Tunísia como um protesto contra o aumento do custo de vida, o desemprego e o preço dos alimentos rapidamente se espalhou até converter-se em uma demonstração formidável de poder popular e de desafio às ditaduras senis, generosamente abençoadas pelos dólares dos imperialismos francês e norte-americano. Partindo da Tunísia, as manifestações se estenderam à Argélia, Jordânia, Yémen e Egito [1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fantasma revolucionário que está assolando o mundo árabe fez com que as ditaduras da região tremessem, ao ponto de um velho autocrata como o rei Abdullah da Jordânia, em meio aos primeiros sintomas de descontentamento em seu país, trocar seu primeiro-ministro como forma de se livrar um pouco da pressão antes que a as mobilizações irrompessem em seu reino. Nada está seguro, sequer o vacilante regime colaboracionista de Abu Mazen (M. Abbas), cuja “autoridade palestina” - disposta a ceder tudo em troca de nada - fora recentemente desmascarada, graças ao Wikileaks, em suas vis negociações feitas às costas do povo palestino. Este cenário incerto causa calafrios em Washington, Tel Aviv, Bruxelas, Paris, que durante décadas têm acreditado que a linha dura manteria o povo árabe jogado a escanteio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que se possa dizer que estas mobilizações tenham sido “inesperadas”, ao menos em sua extensão e profundidade, são parte de um profundo mal-estar que vem sendo acumulado há décadas e que estava aguardando o momento propício para se manifestar. Ao menos no Egito, estas manifestações vêem coroar cinco anos de lutas locais e parciais, desde greves muito combativas até os pequenos levantamentos de Mahalla e Borollos em 2008. O mesmo ocorre em outros países do Norte da África, onde o sindicalismo se caracterizou por um aumento em seu nível de combatividade nos últimos anos e onde a base militante tem ganho considerável autonomia, apesar das mansas direções. Se a isto somarmos o crescente mal-estar provocado pela “Guerra contra o Terrorismo” e as agressões imperialistas no Oriente Médio, assim como a corrupção, a crescente pobreza e o desemprego, podemos ver que todas as condições para as manifestações existiam desde há bastante tempo, e restava somente a faísca para incendiar este barril de pólvora.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Mubarak cai, o povo permanece! Rumo a um “Argentinazo” egípcio?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Egito tem sido agitado por manifestações de grande envergadura, que crescem dia após dia. Hoje, 1 de fevereiro, mais de um milhão de pessoas saiu às ruas para derrubar Mubarak. É de se esperar que nos próximos dias estes números continuem crescendo e que as manifestações de rua sejam acompanhadas por uma greve geral. Estas mobilizações lembram-nos as que há uma década puseram em causa o Consenso de Washington na América Latina, reconfigurando o panorama político regional, derrubando mais de um governo e abrindo caminho para experiências radicalizadas de poder popular construído a partir das bases em luta. As palavras de ordem proclamadas pelos manifestantes parecem um eco do “Que se vayan todos!” gritado pelo povo argentino em dezembro de 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, estes protestos têm sido impulsionados pelas pessoas comuns, sem organizações que liderem a crescente onda de manifestações, que atinge quase toda a população, independentemente de crenças religiosas, gênero, faixa etária ou de tradições políticas; até mesmo a classe média e setores da elite estão se somando às manifestações fundamentalmente alimentadas pelos setores mais empobrecidos do Egito, trabalhadores, desempregados e estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bloqueio do acesso à internet e à rede de celulares [telemóveis] não impediu que as manifestações continuassem a aumentar e que as notícias circulassem por outros canais de comunicação, inclusive o tradicional “correio boca a boca”. A repressão policial dos primeiros dias não foi capaz de conter os manifestantes, ainda que se calcule que já existam mais de 300 pessoas mortas. Além disso, quando alguns policiais começaram a se juntar aos manifestantes, Mubarak decidiu colocar o exército nas ruas – mas as imagens de confraternização com o povo em luta não tardaram a circular pelo mundo. Ainda em meio à grande mobilização convocada hoje, o exército assegurou que não reprimiria a população e que suas reivindicações eram legítimas: segundo certas autoridades norte-americanas, alguns oficiais vinculados ao regime estariam tentando desgastar as manifestações mediante a indiferença, mas isto não passa de mera especulação. O fato é que, neste momento, o exército não está reprimindo e tem entregue as ruas às mobilizações. Por quanto tempo? Isso é algo que não sabemos e seria um grande erro que o povo egípcio contasse com a natureza “nacionalista” de seu exército, pois afinal de contas é um exército alimentado por Washington e, como toda estrutura da classe dominante, em última instância seu objetivo é defender o status quo e não derrotá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este cenário não deixa outra alternativa ao desanimado Mubarak que avançar com certas reformas de modo a acalmar a situação. Depois de quase uma semana de crescentes manifestações, modificou seu gabinete e anunciou a sua disposição em dialogar com a oposição, com o objetivo de partilhar algum poder. Mas de nada serviram estas concessões de última hora ante a determinação de luta de um povo em fúria e farto de tolerar sua tirania de três décadas: o povo respondeu fortalecendo a manifestação até ele se demitir, dando-lhe como prazo final esta sexta feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era tarde demais para mudar o rumo; já não se podia voltar atrás. Agora, a única coisa a discutir é a saída de Mubarak; há alguns minutos ele anunciava na rede nacional de rádio e televisão que não pleitearia outro mandato e que se esforçaria até setembro para assegurar uma transição pacífica. Fica em aberto qual será a reação popular ante este anúncio, mas o povo egípcio sabe que não pode perder o embalo e que dificilmente este momento se repetirá. Podemos afirmar com certeza que este novo intento de esfriar o movimento dará com os burros na água e será abatido pela verdadeira palavra de ordem do momento: “Fora Mubarak já! Não em Setembro, Agora!” Espontaneamente, as massas apareciam nos televisores cantando “Por Deus, Por Deus, que esta seja sua última noite”.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;A dimensão ianque-sionista da crise: buscando uma “mudança” cosmética&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que entre as palavras de ordem gritadas na praça Tahrir na cidade do Cairo, epicentro das manifestações, as menções a Mubarak como um “covarde” fantoche dos EUA e de Israel sejam predominantes, ou que Mubarak seja representado por figuras com dólares em seus bolsos e com estrelas de David em seu traje e em sua gravata. O Egito é um dos dois países na região, junto com a Jordânia, que firmou um tratado de paz com Israel e é o segundo maior beneficiário da cooperação militar por parte dos EUA, embolsando nada mais nada menos do que U$ 1.300.000.000 anualmente, somente por este tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que os EUA estão preocupados com a situação atual. Suas declarações hipócritas na semana passada, dizendo que esperavam que Mubarak realizasse reformas democráticas profundas, não enganaram ninguém. Tais demandas norte-americanas de reformas ao regime egípcio não só chegaram com três décadas de atraso, como também seu cinismo se evidencia pela sistemática ajuda militar que tem proporcionado à ditadura de Mubarak, o qual jamais teria se mantido no poder por tanto tempo sem o respaldo ianque; e também porque até à pouco Washington não desperdiçava nenhuma oportunidade de lisonjear seu “fiel aliado” Mubarak, como o próprio Obama demonstrou em sua visita de 2009 ao Egito ou quando recebeu Mubarak em setembro passado em Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, “Bibi” Netanyahu, já manifestou sua preocupação pelos acontecimentos no Egito, país que tem sido chave no bloqueio medieval a Gaza e que é seu mais firme aliado político e militar na região. Israel não deixa de ver com preocupação que um regime político egípcio que não seja considerado “amigo” teria à sua disposição um modelo de exército desenvolvido graças a várias décadas de ajuda militar norte-americana. Da mesma forma, a instabilidade política regional está tendo grandes repercussões sobre a juventude de Gaza e da Cisjordânia, onde muitos jovens palestinos vêem que chegou a hora de uma nova intifada. Segundo todos os cálculos, seja qual for o regime que se imponha no Egito, haverá um sério revés para a criminosa política de bloqueio contra Gaza, com todas as repercussões que isto possa ter para Israel e para a luta do povo palestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA enviaram Frank Wisner, ex-embaixador e amigo pessoal de Mubarak, para comunicar-lhe que chegara sua vez e que, depois de pesar o custo político de manter seu aliado, acabaram por se convencer de que sua estratégia regional pode ser melhor servida por uma limitada “abertura democrática”. O imperialismo, afinal de contas, não possui amigos e sim interesses. A necessidade de impulsionar esta “abertura democrática” de maneira controlada a partir de Washington tem sido enfatizada por diversos estadistas ocidentais, que têm chamado a atenção para uma transição “ordenada”, eufemismo utilizado para afirmar o intuito de mudar as coisas cosmeticamente, para que nada mude em realidade. Os esforços diplomáticos neste sentido parecem se encontrar em um estado avançado e os EUA entraram em uma fase de contatos frenéticos com setores do exército e da oposição: a embaixadora norte-americana no Egito, Margaret Scobey, já deu início às conversações com o líder reformista Mohamed ElBaradei, o principal candidato para suceder no poder ao tirano Mubarak. Dessa forma esperam, talvez, forjar as condições para uma mudança de regime que garanta os interesses geopolíticos do imperialismo e do regime sionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que preferem ignorar com estes malabarismos diplomáticos é que milhões de egípcios já estão nas ruas e são eles, a essa hora, quem tem a iniciativa nas mãos e quem estabelecerá limites ao processo político posterior à queda iminente de Mubarak. Obviamente, o povo egípcio está consciente de que sua mensagem deve ser escutada em Washington, pois é ali onde reside o amo, do qual Mubarak não passa de um marionete: por isso que vemos uma imensidão de cartazes em inglês nas manifestações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rumo a um internacionalismo com características renovadas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas colossais manifestações têm amplas repercussões em todo o mundo e devem nos levar a repensar o âmbito de um novo internacionalismo na era do capitalismo globalizado. Primeiramente, e de forma mais evidente, essa onda de manifestações ocorre em ditaduras submissas aos EUA e que colaboraram de maneira entusiasta com a “Guerra contra o Terrorismo”, o que tem significado uma habilidosa desculpa para suprimir sua própria dissidência interna. Por isso, implica um duro golpe para a estratégia dos EUA no Oriente Médio, a qual está em colapso e caindo aos pedaços. O golpe político que significaria a queda do principal aliado árabe dos EUA, Mubarak, se somaria ao golpe que já receberam no Líbano com a queda de Hariri e a ascensão ao poder de um primeiro-ministro aliado ao Hizbullah, além dos golpes militares que os atingiram incessantemente no Iraque e no Afeganistão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiçá tentem se adaptar a este cenário de transição, substituindo o Egito como seu principal pilar no mundo árabe pela Arábia Saudita, país com o qual os EUA estão assinando neste momento seu maior acordo comercial-militar de todos os tempos, com uma venda de U$60.000.000 em aviões militares, acrescida das negociações que têm mantido em relação a sistemas de defesa antimísseis e de renovação da força naval [2].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, além das óbvias implicações que esta autêntica revolução provoca na estratégia geopolítica norte-americana para o Oriente Médio, o alcance internacional destas manifestações não pode ser minimizado se considerarmos que estão inseridas em um contexto de crise global do capitalismo. Não se trata aqui de um mero episódio árabe, como tentou nos convencer a CNN. Estamos ante protestos cujas origens se encontram em um problema tão universal como é o preço dos alimentos, que foi o catalisador das grandes mobilizações de 2008 em lugares tão distintos e distantes como Filipinas e Haiti. Obviamente, em cada país o descontentamento assume caráter e feições distintas, de acordo com as condições locais, mas devemos nos deter nos fatores comuns em jogo para atingir uma visão de conjunto da floresta, que não seja obscurecida pelos particularismos de cada árvore isolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado real do que se passa no Norte da África pode ser melhor apreciado com um pouco de perspectiva histórica, entendendo este processo, em última instância, como parte de um processo de lutas inacabado, aberto na Argélia em 1956 em oposição ao colonialismo. Hoje se luta contra o neocolonialismo e o sistema político-econômico que ele gera. Os povos da Tunísia, do Egito, da Argélia, etc. têm demonstrado com sua luta o erro dessa caricatura paternalista e colonialista, que permeia a esquerda ocidental, de uma população incapacitada de lutar devido ao seu “atraso político” (o qual estaria supostamente arraigado em sua cultura e religião). Estão reafirmando sua capacidade política e demonstrando que a luta popular é patrimônio de todos os povos do mundo, e que a luta revolucionária no Egito terá características particulares e haverá, necessariamente, que responder à sua idiossincrasia. Ainda que devamos aprender uns com os outros, não devemos esperar que a nossa visão se ajuste mecanicamente à visão que surge neste momentos das lutas em Suez, em Alexandria ou no Cairo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As repercussões desta luta devem necessariamente ser globais. O povo árabe está dando um exemplo a ser seguido, não somente para os demais países da região, que é a mensagem que os grandes meios de comunicação buscam nos passar com a clara intenção de conter as consequências destas manifestações. Seu exemplo suscita esperança em todos os povos e é um exemplo a se seguir nos quatro cantos do mundo, independentemente das particularidades que existam e dos discursos sobre os supostos “choque de civilizações”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dimensão e limites das manifestações espontâneas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já temos afirmado, um exemplo notável desta nova “Intifada” é o seu caráter espontâneo. Sem sombra de dúvidas que a experiência passada de lutas foi consolidando o caminho para estas novas manifestações; sem sombra de dúvidas, a experiência de solidariedade com a luta do povo palestino e contra as aventuras imperiais em países como o Iraque e o Afeganistão consolidaram, ideologicamente, a resistência a estes regimes neocoloniais cúmplices do imperialismo. Mas também é inegável que a luta se desenvolveu sem seguir um plano traçado de antemão e que as massas que tomaram as ruas em vários países árabes não obedecem a um centro nem a líderes carismáticos. É a raiva, a frustração, a fome o que mantém o povo nas ruas, e é um sentimento adquirido de seu poder coletivo o que proporciona a coesão em torno da demanda de mudança do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este é um dos fatores mais importantes: que o povo no Egito, na Tunísia, na Argélia e em outros países tem tomado consciência de seu poder. E pela primeira vez em muito tempo está exercendo este poder para se converter em sujeito de sua própria história; esta é uma transformação em si revolucionária e nada continuará igual depois destas manifestações, porque o povo se constituiu em ator político autônomo por direito próprio. Como afirma um cartaz que foi visto durante as manifestações egípcias, “Os egípcios já provaram o gosto da liberdade. Não há retorno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma coisa é ganhar as ruas e outra é tomar as rédeas dos meios de produção, das minas, das fábricas, das empresas, das oficinas, dos supermercados. É nestes locais que se disputa a batalha definitiva, a qual não é outra coisa se não uma batalha contra o capitalismo, pois em última instância este regime, ou outros que possam suceder-lhe, estão enraizados neste modelo social e econômico baseado na miséria e na desigualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiçá um dos elementos que mais proporcione esperança é que o povo, tanto na Tunísia como no Egito, tem formado comitês populares de maneira espontânea, os quais se converteram de fato em organismos de duplo poder, enfrentando as instituições autoritárias. Graças à espontaneidade das manifestações, a criatividade popular se expressou sem entraves de nenhum tipo e o “soberano” pode demonstrar de forma plena sua capacidade política. Mas a espontaneidade, ainda que tenha permitido o desenvolvimento incipiente destas novas instituições libertárias, gera a seguinte limitação objetiva: na ausência de projetos históricos que se traduzam em programas revolucionários, que possam constituir alternativas estratégicas ao atual sistema político-social, a iniciativa espontânea das massas apenas se desenvolve para cobrir o vazio de poder objetivo, mas não para projetar-se estrategicamente. Assim, o duplo poder é compreendido como uma tática de luta, mas não como o gérmem da sociedade a se construir. É quando se dá este salto que estamos ante um movimento conscientemente revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente, já fizemos reflexões semelhantes a respeito da experiência argentina [3] e boliviana no início do século XXI, onde a iniciativa popular formou redes sociais horizontais, libertárias, um poder popular efetivamente emanado de baixo, à margem do controle estatal e em clara contradição com o mesmo, para que logo esta criatividade se canalizasse em função da conquista do velho aparelho de Estado. Como expressávamos em um artigo de 2005 sobre a Bolívia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“várias mobilizações nos últimos anos têm adquirido um indubitável radicalismo, têm posto em causa na prática as próprias bases do sistema e têm esboçado mecanismos libertários e populares de organização e luta. Mas nos momentos decisivos, a visão reformista (o Estado pode ser reformado, se reivindica uma Assembléia Constituinte, se exigem nacionalizações, como se tudo isto fossem soluções por si próprias, ou inclusive, passos invitáveis para tais soluções) tem conquistado terreno e se imposto […] Novamente, o povo boliviano parece não haver alcançado uma consciência orgânica de que as soluções para os seus problemas profundos assenta somente nele mesmo, à margem de instituições concebidas para excluir as maiorias e correspondentes aos interesses das elites republicanas. Esta consciência é a única que pode dar uma projeção estratégica, e portanto revolucionária, às [suas] iniciativas [de organização durante a luta].” [4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio não é menor; como comprovamos de forma igualmente trágica na Argentina, ante a ausência de um programa revolucionário que permita uma saída definitiva da crise em favor do povo, o sistema - com todos os seus políticos e empresários por detrás - conseguiu se recompor a médio prazo, com suas instituições fortalecidas após a crise. Não pretendemos com isto dar uma receita, de que não dispomos, mas estamos simplesmente indicando o perigo de, na ausência de um projeto forjado pelo povo em luta, restabelecer-se obrigatoriamente o velho regime que se pretendia derrotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso egípcio, pelo menos, o papel do exército é visto pelo povo como o de um árbitro, o qual pode dar à atual crise uma saída afim aos interesses populares. É necessário reafirmar que nem no Egito nem em qualquer outro lugar do mundo a instituição castrense desempenha um papel neutro ou afim a um projeto emancipador. Confiar a solução política às mãos do exército é um ato suicida. Também a propósito do caso boliviano afirmamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma crise institucional e do sistema, que perpetue a incapacidade burguesa para manter uma sociedade funcional, mas que revele a falta de maturidade do proletariado para sacudir o jugo de sua opressão de classe, traz consigo o risco da ordem burguesa manu militari [por obra do exército]. Historicamente, a ausência de uma classe organizada e forte, ao mesmo tempo consciente de seu papel histórico, com projetos que o representem integral e orgânicamente – abre caminho aos caudilhos militares, sejam de esquerda ou de direita […] Hoje, a falta de visão estratégica e revolucionária em uma classe trabalhadora e em massas populares que se sublevam e exigem seu direito a uma vida livre e digna pode levar ao risco de aparecer o caudilhismo militar, em um momento em que o poder de uma classe se desvanece e o de outra começa a se delinear. Não podemos deixar de ver com um pouco de preocupação que certos setores da esquerda boliviana não encarem com maus olhos uma saída cívico-militar para a crise, ou as declarações do almirante Aranda, que mostram uma certa predisposição para esta saída. Isto confere maior urgência à necessidade de um projeto nascido no seio da classe trabalhadora e que conte somente com seus próprios meios.” [5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única lição que podemos compartilhar com nossos companheiros do Egito é que não se devem esperar soluções vindas de cima nem nos estreitos limites das instituições vigentes. As únicas respostas surgirão do próprio povo, que em sua luta vem criando as suas próprias instituições, as quais hão de ser modelo para seu próprio futuro. Nesta luta, é necessário que busquem um espaço para que os diversos atores sociais, políticos e religiosos participantes deste protesto consigam encontrar uma base de acordo, uma plataforma básica, em torno da qual reúnam as reivindicações populares mais profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para forjar este pacto de luta básico enfrentam uma corrida contra o tempo, pois ainda que as revoluções se desenvolvam em períodos relativamente prolongados, durante os quais o povo adquire experiência de luta e se acumulam tensões, o período de crise revolucionária aberta, em que a realidade social se torna plástica e a criatividade popular pode dar forma a uma visão alternativa de sociedade, é relativamente curto. Desperdiçado esse momento, a iniciativa regressa aos que monopolizam o poder; é nesse breve período que devemos aprender a fazer a balança inclinar o máximo possível para o lado do povo: “A história não demonstra misericórdia com o movimento revolucionário, nunca esperou que se constitua a vanguarda necessária, a direção correta, para que a classe atue como um só bloco; não importa o quanto se possa sonhar como poderia ter sido o movimento. As revoluções, as insurreições são o que são e devemos aprender a canalizá-las em um sentido afim aos interesses populares.” [6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise está aberta; sua resolução está agora nas mãos do próprio povo egípcio e, consoante o que suceder nos próximos dias, dependerá o efeito de dominó nos países árabes. Os EUA e os tiranos da região estão conscientes da necessidade de frear esta escalada em algum momento. Podemos esperar que para isso exerçam todas as medidas diplomáticas e políticas necessárias e que, se estas não produzirem os resultados desejados, acabem em breve por recorrer à força bruta. Mas o povo egípcio tampouco parece disposto a ceder a qualquer tipo de pressões. Os próximos dias serão decisivos para o futuro da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está claro é que o povo norte-africano e árabe se converteu em um ator político que já não pode ser ignorado. Aconteça o que acontecer, já escreveram a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Ao finalizar estas notas, não posso disfarçar minha enorme alegria ante estes acontecimentos. Vivemos tempos de aguda crise e sentimos que as lutas em nossas terras nem sempre vão tão longe quanto gostaríamos. É por isso que esta nova intifada nos devolve a alma ao corpo, nos enche de esperança ante o porvir, em meio das dificuldades que vivemos e que nos recordam que as revoluções começam onde menos as esperamos. A única coisa que podemos fazer, enquanto isso, é preparar o terreno onde quer que nos encontremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º de Fevereiro, 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[1] Sobre a rebelião da Tunísia, verificar o seguinte artigo http://www.anarkismo.net/article/18462 e a seguinte declaração http://www.anarkismo.net/article/18662. [Nota do Passa Palavra: Também sugerimos a leitura do artigo: http://passapalavra.info/?p=34893]&lt;br /&gt;[2] http://www.lavanguardia.es/internacional/noticias/20101….html&lt;br /&gt;[3] Sobre a Argentina, verificar o artigo “Workers without Bosses”, publicado na revista Red &amp; Black Revolution No. 8, 2004.&lt;br /&gt;[4] http://www.anarkismo.net/article/1674&lt;br /&gt;[5] Ibid.&lt;br /&gt;[6] Ibid.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Daniel Augusto de Almeida Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto Original retirado de PassaPalavra: http://passapalavra.info/?p=35635#more-35635 em 4 de fevereiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-1134690722829795851?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/1134690722829795851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/02/mubarak-se-vai-o-povo-fica-reflexoes-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1134690722829795851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1134690722829795851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/02/mubarak-se-vai-o-povo-fica-reflexoes-em.html' title=''/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-8917781142111364810</id><published>2011-02-05T01:16:00.000-02:00</published><updated>2011-02-05T01:16:59.606-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Encerramento da Rádio Proletária em Chiapas é inconstitucional&lt;br /&gt;Comunicado oficial da Rádio Proletária de Chiapas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto em outros países é legal e legítima a utilização de rádios comunitárias por crianças, jovens, adultos e idosos, em nosso país se reprime e se prende todos aqueles que utilizam o espectro rádio-elétrico, sabendo que este é um bem comum e um direito de todos. O ar de quem trabalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia que passa fica mais evidente a forma ilegal como atuou o governo de Juan Sabines no estado de Chiapas, ao desmantelar a rádio comunitária da cidade de Tuxtla Gutierrez. A Procuradoria de Justiça do estado realizou uma ação que não lhe compete e que representa um delito muito grave, já que implica um abuso de poder, ou seja, a Procuradoria do estado exerceu uma ação que só compete ao poder federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mau governo do estado comete um grave delito ao atuar dessa forma e inculpar a Rádio Proletária de roubo de fluido rádio-elétrico, acusação totalmente carente de fundamentos legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma vemos como mais uma vez no estado de Chiapas o governo manipula o sistema judiciário, querendo aplicar uma sanção penal à rádio comunitária. Ora, isto é aberrante se considerarmos que no México esse é o mesmo estado que tem se negado a legislar a favor das rádios comunitárias, querendo impor a elas os mesmos critérios das rádios comerciais, que por sua vez se beneficiam economicamente com a utilização e exploração do espectro rádio-elétrico, concentrado nas mãos de um pequeno grupo de beneficiários como Televisa e Tv Azteca (em nível nacional) e Rádio Núcleo (em Chiapas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de todas estas violações da lei por parte do mau governo do estado, as mídias livres e a sociedade civil se perguntam o que dirá o Poder Judicial da Federação e seu tão mencionado Estado de direito, ao ver como em Chiapas se inventam delitos para criminalizar e reprimir o protesto social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras dos companheiros advogados que conduzem a defesa da Rádio Proletária, os delitos cometidos pelo estado de Chiapas são extremamente graves no que diz respeito à violação das competências de âmbito federal, e também afirmam que em alguns casos anteriores a Suprema Corte de Justiça do país sancionou de maneira contundente tais delitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protestar é um direito, reprimir um delito!&lt;br /&gt;Somos rebeldia, somos povo organizado!&lt;br /&gt;Rádio Proletária de Chiapas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-8917781142111364810?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/8917781142111364810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/02/encerramento-da-radio-proletaria-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8917781142111364810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8917781142111364810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/02/encerramento-da-radio-proletaria-em.html' title=''/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-2849222049016638772</id><published>2011-02-02T20:52:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T20:53:27.369-02:00</updated><title type='text'>Arquivo Bakunin</title><content type='html'>Pessoal conforme sugerido por um de nossos leitores que infelizmente postou anonimante no blog e não tivemos como identificá-lo, ai vai o endereço de um blog com bastante conteúdo sobre Bakunin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://arquivobakunin.blogspot.com/2011/01/o-anarquismo-como-fenomeno-da-primeira_13.html"&gt;Arquivo Bakunin -clique aqui-&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-2849222049016638772?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/2849222049016638772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/02/arquivo-bakunin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/2849222049016638772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/2849222049016638772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/02/arquivo-bakunin.html' title='Arquivo Bakunin'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-8498042869541595350</id><published>2011-02-02T20:48:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T20:48:37.636-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FAU'/><title type='text'>Jornadas Anarquistas 2011 - Declaração Final</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Fórum do Anarquismo Organizado&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Durante os dias 25 e 26 de janeiro de 2011, na cidade de São Paulo, se&lt;br /&gt;realizaram as Jornadas Anarquistas, convocadas pela Federação Anarquista&lt;br /&gt;Uruguaia (FAU) e o Fórum do Anarquismo Organizado do Brasil (FAO).&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornadas Anarquistas&lt;br /&gt;Enero / Janeiro&lt;br /&gt;2011&lt;br /&gt;São Paulo / San Pablo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realização destas Jornadas tem por objetivo o desenvolvimento do&lt;br /&gt;anarquismo especifista na América Latina, visando o intercâmbio e a&lt;br /&gt;coordenação das organizações políticas anarquistas que se inserem nesta&lt;br /&gt;corrente. O debate se coloca sobre temas comuns a todas essas&lt;br /&gt;organizações, em relação aos quais se vem trabalhando e contribuindo a&lt;br /&gt;partir de cada lugar, a partir das lutas cotidianas, a partir das criações&lt;br /&gt;e recriações que surgem da análise de elementos que entendemos ser&lt;br /&gt;estratégicos para a construção do socialismo libertário em nosso&lt;br /&gt;continente: o Poder Popular e o Federalismo Libertário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é uma necessidade, porque acontece hoje, fruto de um processo&lt;br /&gt;histórico, um desenvolvimento importante de nossa corrente do anarquismo,&lt;br /&gt;assim como uma construção teórica e política concreta. Esta construção faz&lt;br /&gt;com que essas organizações de vários países busquem confluir em um âmbito&lt;br /&gt;de comunhão ao qual todas elas aderem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Poder Popular como elemento estratégico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca cessarão de existir as esperanças e os sonhos de emancipação dos&lt;br /&gt;povos; a experiência social cria novos conceitos de justiça e de liberdade&lt;br /&gt;que nada tem a ver com as construções perversas que são propagadas por um&lt;br /&gt;sistema que as confunde com rapinagem e opressão." Desta forma, começa o&lt;br /&gt;debate sobre a construção de uma estratégia de ruptura e sobre o&lt;br /&gt;desenvolvimento das forças de intenção revolucionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este debate tem toda relação com o tema do Poder Popular. Porque para nós,&lt;br /&gt;esse tema é amplo e traz contribuições significativas para todo o conjunto&lt;br /&gt;estratégico que vai desde as análises da realidade, os objetivos que&lt;br /&gt;pretendemos atingir e os caminhos estratégicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que falamos de poder? Para nós, o poder se dá para além do Estado. O&lt;br /&gt;poder circula por toda a sociedade e, por isso, há poder nas diferentes&lt;br /&gt;esferas da economia, da política e da cultura/ideologia. O poder existe em&lt;br /&gt;todas as relações sociais que envolvem um conflito e pode ou não se&lt;br /&gt;constituir em relações de dominação e exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta noção ampla de poder, podemos afirmar que não é possível&lt;br /&gt;tomar o poder de assalto, já que ele está capilarizado e corre por todas&lt;br /&gt;as veias da sociedade. Do nosso ponto de vista, não há determinação de uma&lt;br /&gt;esfera sobre a outra que possa ser prevista a priori e, portanto, não&lt;br /&gt;acreditamos na determinação econômica que é conhecido, no socialismo, como&lt;br /&gt;o esquema de infra e superestrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder, portanto, envolve as relações de força e as disputas que estão&lt;br /&gt;presentes em toda a sociedade e que constituem as bases do que chamamos&lt;br /&gt;política. Neste sentido, a sociedade atual é o resultado de determinadas&lt;br /&gt;correlações de forças em que umas superam outras e as coisas vão se&lt;br /&gt;conformando. Hoje, o resultado deste sistema de forças implica poder, mas&lt;br /&gt;também dominação, exploração e opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, as classes oprimidas devem criar um projeto de poder. Um projeto&lt;br /&gt;de poder que possa se opor e fazer frente às classes dominantes, e que&lt;br /&gt;também possa ser criado e construído por meio das lutas cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar de "popular" significa dotar o projeto de poder de um caráter&lt;br /&gt;eminentemente classista, ainda que devamos destacar que falamos de poder a&lt;br /&gt;partir de uma perspectiva libertária. Um projeto dos oprimidos e oprimidas&lt;br /&gt;que se dá a partir dos movimentos populares e que faz um acúmulo de força&lt;br /&gt;social necessária para um longo enfrentamento, de passos firmes, fortes,&lt;br /&gt;bem marcados, algo que consideramos necessário do ponto de vista ideológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, o socialismo é uma ideologia e não uma ciência. O socialismo&lt;br /&gt;surgiu como expressão ideológica dos movimentos sociais populares em luta,&lt;br /&gt;e desde de seus primeiros momentos, contou com aspirações,&lt;br /&gt;desejos,indignação, rebeldia, paixões, amores e outros sentimentos que não&lt;br /&gt;podem ser comprovados cientificamente. Assim, o socialismo só pode&lt;br /&gt;constituir-se como este conjunto de elementos que apontam para a geração&lt;br /&gt;de uma prática política no sentido transformador, de intervenção sobre&lt;br /&gt;nossa realidade. E, portanto, ideologia implica teoria e prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendemos a teoria como uma caixa de ferramentas que nos permite&lt;br /&gt;interpretar a realidade e os fatos. Entretanto, como afirmamos, sabemos&lt;br /&gt;que as contribuições teóricas devem ter rigor, devem buscar entender a&lt;br /&gt;vida e não encaixá-la em nossas certezas ideológicas. A teoria deve ser&lt;br /&gt;flexível e possibilitar elementos para nossa prática política. A prática,&lt;br /&gt;claramente, também enriquece essa teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Classe e sujeito revolucionário&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso classismo se baseia nos diferentes sujeitos oprimidos, independente&lt;br /&gt;de onde estejam. Consideramos que um projeto de classe deve ser construído&lt;br /&gt;por todo o povo, e por povo compreendemos este conjunto de classes&lt;br /&gt;oprimidas que contém trabalhadores da cidade e do campo, assalariados e&lt;br /&gt;desempregados, e todos aqueles e aquelas que sofrem opressões de gênero,&lt;br /&gt;de raça, de etnia, de sexualidade, por este sistema de dominação que é o&lt;br /&gt;capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o sujeito revolucionário não está dado a priori, nem é possível ser&lt;br /&gt;conhecido de antemão. Acreditamos que o sujeito revolucionário é resultado&lt;br /&gt;dos processos históricos e sociais, das lutas dos movimentos populares, e&lt;br /&gt;só pode ser forjado na luta e a partir do processo em que se vai criando a&lt;br /&gt;identidade de classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa concepção de Poder Popular implica uma noção básica de que são os&lt;br /&gt;objetivos que conformam a estratégia, e que é a estratégia que condiciona&lt;br /&gt;a tática. Nosso objetivo finalista é o socialismo libertário e nossa&lt;br /&gt;prática é de intenção revolucionária. O projeto de Poder Popular deve,&lt;br /&gt;necessariamente, contribuir com a revolução para abolir a sociedade de&lt;br /&gt;classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para promover o protagonismo nas bases dos movimentos, para criar um povo&lt;br /&gt;forte, é fundamental que tenhamos em mente um plano, um programa&lt;br /&gt;determinado a ser proposto e desenvolvido nestes movimentos. Nos parecem&lt;br /&gt;elementos centrais neste programa não circunscrever ou submeter os&lt;br /&gt;movimentos a qualquer ideologia. É importante sustentar que sejam os mais&lt;br /&gt;fortes e que se unam por meio da solidariedade da prática e das ações&lt;br /&gt;reivindicativas, ao mesmo tempo, garantindo a independência de classe para&lt;br /&gt;que não sejam subordinados aos partidos, ao Estado, às empresas e a outros&lt;br /&gt;inimigos de classe; ou mesmo aqueles que, apesar de demonstrarem certa&lt;br /&gt;afinidade na luta de classes, atuam como vanguarda dos processos de luta.&lt;br /&gt;Parece fundamental, também, que os mecanismos de democracia direta sejam&lt;br /&gt;responsáveis pelas decisões tomadas a partir das bases dos movimentos,&lt;br /&gt;incluindo todos e todas e criando ambientes coletivos e autogestionários.&lt;br /&gt;Os meios, portanto, devem estar de acordo com os fins que defendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história vem demonstrando que o capitalismo não caminha para sua própria&lt;br /&gt;destruição. Não podemos, assim, esperar que "se suicide". Acreditamos que&lt;br /&gt;é apenas por meio da vontade e das práticas libertadoras que as classes&lt;br /&gt;oprimidas poderão oferecer uma possibilidade de resistência, de&lt;br /&gt;enfrentamento e de construção do socialismo. O capitalismo não traz o&lt;br /&gt;germe do socialismo e, ainda que ele deva começar a ser criado dentro da&lt;br /&gt;sociedade capitalista, ele só se realiza de fato por meio de um processo&lt;br /&gt;de ruptura revolucionária. Tal processo de construção deve se dar no seio&lt;br /&gt;das lutas sociais cotidianas, que acumulam força para nosso projeto de&lt;br /&gt;Poder Popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma questão de se construir os novos sujeitos históricos, de promover&lt;br /&gt;nosso projeto no seio das lutas e de criar um povo forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, então, da reconstrução do tecido social, das relações sociais e&lt;br /&gt;também de uma outra cultura, que permitirá, junto com elementos econômicos&lt;br /&gt;e políticos, forjar novos sujeitos capazes de conhecer a si, aos outros e&lt;br /&gt;à realidade. Fundamentalmente capazes de construir e de fortalecer os&lt;br /&gt;movimentos populares, tomando suas decisões, compartilhando com os outros,&lt;br /&gt;capacitando-se, estimulando o fortalecimento de outras pessoas no todo da&lt;br /&gt;sociedade, com autonomia e não dependentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Federalismo Libertário&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O federalismo tem sido uma forma organizativa, um modelo, um conceito que&lt;br /&gt;compreende a vida social e política do anarquismo ao longo da história.&lt;br /&gt;Ele se corresponde com a incorporação e com a adequação de suas forças&lt;br /&gt;para a resistência no embate com o capitalismo, com a conjunção daqueles&lt;br /&gt;que confluem em pensamento até a ideologia libertária e, também, como&lt;br /&gt;prática para poder projetar, imaginar e criar uma ofensiva contra o&lt;br /&gt;capitalismo que construa a sociedade que queremos: uma nova civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que o federalismo não deve ser compreendido como um modelo&lt;br /&gt;legítimo por si só. Ele deve ser libertário e, neste sentido, a&lt;br /&gt;constituição ideológica que ele contiver será um elemento determinante no&lt;br /&gt;desenvolvimento de suas forças de transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta constituição ideológica determina as práticas que serão geradas,&lt;br /&gt;alheias ao autoritarismo, ao vanguardismo e com uma dinâmica de discussões&lt;br /&gt;"de baixo para cima", oposta ao centralismo e ao unitarismo. Desta forma,&lt;br /&gt;o "para cima" deve ser compreendido como uma construção, por meio da&lt;br /&gt;democracia direta, delegando-se a partir da base e, quando em sua&lt;br /&gt;presença, suas funções se encerram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de um abaixo submisso, não se trata de uma hierarquização&lt;br /&gt;numa relação verticalizada, mas de uma articulação dinâmica e funcional&lt;br /&gt;dos anarquistas a partir dos diversos espaços em que a organização&lt;br /&gt;política projeta sua ideologia. Estes espaços específicos se constroem e&lt;br /&gt;se constituem a partir das frentes de luta popular em núcleos ou grupos de&lt;br /&gt;base, organizados para melhores interpretações e abordagens da realidade&lt;br /&gt;vivida por cada espaço, em uma concepção organizativa de conjunto e a&lt;br /&gt;partir da organização política anarquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este conjunto, esta integralidade, deve ser vasta e diversa, segundo se&lt;br /&gt;desenvolva a luta nos diferentes espaços de inserção. É necessário&lt;br /&gt;reconhecer, na globalidade, que não há "uma só luta" transcendental, acima&lt;br /&gt;das outras, que apague e diminua a importância das demais. Estas lutas&lt;br /&gt;devem ser compartilhadas no interior da organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicar e ensinar as práticas políticas de diversas frentes de luta que&lt;br /&gt;provenham de outro meio específico de militância. Enriquecer, por meio&lt;br /&gt;destas práticas, a análise política da realidade, a elaboração teórica, a&lt;br /&gt;solidariedade de classe, tão necessária e demandada nestes tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O federalismo libertário deve potencializar a ação específica e enquanto&lt;br /&gt;conjunto da organização. A isto chamamos federalismo dinâmico, o qual&lt;br /&gt;serve aos propósitos estabelecidos. É aquele que, no marco de uma linha&lt;br /&gt;estratégica geral, de ruptura revolucionária, alimenta o avanço da&lt;br /&gt;resistência ao capitalismo, bem como a projeção de um mundo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em função do que foi dito, este modelo, esta forma organizativa, deve&lt;br /&gt;integrar-se num organograma que tem origem na base, com respeito às&lt;br /&gt;posições minoritárias, mas construindo uma forma de corpo, com acordos&lt;br /&gt;integrados que delineiem a ação da organização no espaço e no tempo, com&lt;br /&gt;categorias e pautas de convivência necessárias, as quais não geram um&lt;br /&gt;assembleísmo inoperante e que possuem dinâmicas e ritmos que combatem&lt;br /&gt;práticas autoritárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobreviver ilhados, trabalhando cada um por nossa própria conta, sem&lt;br /&gt;entender-se com outros, sem capacitar-se e preparar-se, sem constituir um&lt;br /&gt;punho forte para golpear "significa condenar-se à impotência, desperdiçar&lt;br /&gt;a própria energia em pequenos atos sem eficácia e rapidamente perder a fé&lt;br /&gt;no objetivo e cair na completa inação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se concretiza e se fortalece a unidade dos anarquistas, o encontro&lt;br /&gt;para praticar uma nova humanidade, para programar e delinear a estratégia&lt;br /&gt;com a qual desconstruiremos este mundo. Pilares e princípios como a&lt;br /&gt;igualdade, a democracia direta, a autonomia, a independência de classe, a&lt;br /&gt;autogestão, são elementos constituintes essenciais para os libertários do&lt;br /&gt;mundo. Eles devem ser, consequentemente, fundamentais na organização&lt;br /&gt;política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, portanto, de criar, de conceber e de praticar um tipo de&lt;br /&gt;organização que compreendemos ser federalista, com práticas, acordos e&lt;br /&gt;estilos diferentes daqueles do capitalismo. A partir da organização&lt;br /&gt;política até o meio popular ir, assim, aprofundando um pouco mais a idéia&lt;br /&gt;de construir uma organização não só para as necessidades táticas do&lt;br /&gt;presente. Esta organização não pode ser circunstancial, uma necessidade&lt;br /&gt;momentânea, mas deve ser a rocha na qual entalharemos nossas paixões e&lt;br /&gt;desejos, nossa utopia e nossa liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginar, sonhar, amar um mundo novo. Ver nos companheiros e companheiras&lt;br /&gt;de luta, no povo, a necessidade urgente de transformação por razão de&lt;br /&gt;tanta injustiça, exploração, opressão, levada a cabo em um sistema&lt;br /&gt;asqueroso que devora e cospe, em seu turbilhão cotidiano, tantos irmãos e&lt;br /&gt;irmãs, tanta gente, tanto povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela construção do Socialismo Libertário, num processo firme e sólido. Por&lt;br /&gt;todos nossos desejos, pela memória de nossos irmãos e irmãs que padeceram&lt;br /&gt;pelo pior desta asquerosidade chamada capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para construir a utopia praticando a liberdade!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela construção de um povo forte!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arriba las que luchan!!!&lt;br /&gt;Arriba los que luchan!!!&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinam a declaração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coletivo Anarquista Luta de Classes (Brasil)&lt;br /&gt;Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (Brasil)&lt;br /&gt;Columna Libertaria Errico Malatesta (Argentina)&lt;br /&gt;Columna Libertaria Joaquin Penina (argentina)&lt;br /&gt;Federação Anarquista de São Paulo (Brasil)&lt;br /&gt;Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Brasil)&lt;br /&gt;Federação Anarquista Gaúcha (Brasil)&lt;br /&gt;Federação Anarquista Uruguaia (Uruguai)&lt;br /&gt;Federação Comunista Libertaria (Chile)&lt;br /&gt;Fórum do Anarquismo Organizado (FAO)&lt;br /&gt;Núcleo Pró-Especifista de Recife (Brasil)&lt;br /&gt;Organização Resistência Libertária (Brasil)&lt;br /&gt;Para Além do Estado e do Mercado (PAEM)&lt;br /&gt;Rusga Libertária (Brasil)&lt;br /&gt;Coletivo Espiral (Costa Rica - observador)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-8498042869541595350?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/8498042869541595350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/02/jornadas-anarquistas-2011-declaracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8498042869541595350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8498042869541595350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2011/02/jornadas-anarquistas-2011-declaracao.html' title='Jornadas Anarquistas 2011 - Declaração Final'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-4447414405462398198</id><published>2010-12-18T21:38:00.000-02:00</published><updated>2011-02-05T01:09:37.617-02:00</updated><title type='text'>Copa do Mundo 2012</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TQ1F05uzkXI/AAAAAAAAADg/h7ooum0In74/s1600/cartaz+ok.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TQ1F05uzkXI/AAAAAAAAADg/h7ooum0In74/s320/cartaz+ok.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-4447414405462398198?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/4447414405462398198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/12/blog-post.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4447414405462398198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4447414405462398198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/12/blog-post.html' title='Copa do Mundo 2012'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TQ1F05uzkXI/AAAAAAAAADg/h7ooum0In74/s72-c/cartaz+ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-1119739458013940462</id><published>2010-11-25T17:30:00.000-02:00</published><updated>2010-11-25T17:30:51.073-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TO64_wKy1TI/AAAAAAAAADc/40vIRMwyuPY/s1600/mov.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" src="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TO64_wKy1TI/AAAAAAAAADc/40vIRMwyuPY/s320/mov.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Movimentos sociais, Burocratização e Poder Popular&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Felipe Corrêa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) Os movimentos sociais na história&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://passapalavra.info/?p=30887"&gt;http://passapalavra.info/?p=30887&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) Um método de análise para os movimentos sociais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://passapalavra.info/?p=31230"&gt;http://passapalavra.info/?p=31230&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3) Mecanismos e processos de burocratização&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://passapalavra.info/?p=31590"&gt;http://passapalavra.info/?p=31590&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4) Programa antiburocrático e poder popular&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://passapalavra.info/?p=31769"&gt;http://passapalavra.info/?p=31769&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5) Uma discussão entre teoria e prática&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://passapalavra.info/?p=32138"&gt;http://passapalavra.info/?p=32138&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-1119739458013940462?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/1119739458013940462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/11/movimentos-sociais-burocratizacao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1119739458013940462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1119739458013940462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/11/movimentos-sociais-burocratizacao-e.html' title=''/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TO64_wKy1TI/AAAAAAAAADc/40vIRMwyuPY/s72-c/mov.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-138627065924899197</id><published>2010-11-18T14:14:00.001-02:00</published><updated>2010-11-18T14:14:39.574-02:00</updated><title type='text'>Convite - 15 anos da FAG</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TOVQpIS2RdI/AAAAAAAAADU/2unc4B2AEHk/s1600/fag_frente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TOVQpIS2RdI/AAAAAAAAADU/2unc4B2AEHk/s1600/fag_frente.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TOVQriGmZDI/AAAAAAAAADY/VSdG5_kUZb4/s1600/fag_verso.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TOVQriGmZDI/AAAAAAAAADY/VSdG5_kUZb4/s1600/fag_verso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-138627065924899197?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/138627065924899197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/11/convite-15-anos-da-fag.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/138627065924899197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/138627065924899197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/11/convite-15-anos-da-fag.html' title='Convite - 15 anos da FAG'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TOVQpIS2RdI/AAAAAAAAADU/2unc4B2AEHk/s72-c/fag_frente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-4350255072899569252</id><published>2010-11-09T15:27:00.000-02:00</published><updated>2010-11-09T15:27:42.836-02:00</updated><title type='text'>Lançamento Livros Reclus na 12ª Festa do Livro USP</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;A Editora Imaginário e a editora Expressão e Arte, dando seguimento à coleção de livros publicada no início deste semestre, têm orgulho de anunciar a publicação de 5 novos títulos do renomado geógrafo e anarquista francês Élisée Reclus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TNmEYzaxieI/AAAAAAAAADQ/PTVlvA1Q6y0/s1600/CapaEstado.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TNmEYzaxieI/AAAAAAAAADQ/PTVlvA1Q6y0/s320/CapaEstado.jpg" width="203" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;As obras estarão disponíveis entre os dias 24, 25 e 26 de novembro, na 12ª Festa do Livro da USP, e como é de praxe, todos os livros comercializados na Festa serão vendidos com no mínimo 50% de desconto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Estas publicações aparecem em um momento de forte retomada da ﻿obra e do pensamento deste cientista e possibilita uma melhor compreensão do conjunto da monumental obra deixada por ele, ainda em grande parte inédita em português.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Dentre as obras lançadas 4 pertencem à coleção de livros de bolso, dando continuidade aos 3 primeiros livros da coleção (divulgados anteriormente) e a outra obra, por se tratar de uma obra mais volumosa, terá um formato de 14x21, com 136 páginas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Abaixo é possível conferir alguns excertos dos livros e o valor pelo qual as obras serão comercializadas individualmente no evento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;mais informações no link (à direita) da Editora Imaginário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-4350255072899569252?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/4350255072899569252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/11/lancamento-livros-reclus-na-12-festa-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4350255072899569252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4350255072899569252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/11/lancamento-livros-reclus-na-12-festa-do.html' title='Lançamento Livros Reclus na 12ª Festa do Livro USP'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TNmEYzaxieI/AAAAAAAAADQ/PTVlvA1Q6y0/s72-c/CapaEstado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-9058246665545516895</id><published>2010-10-25T21:43:00.003-02:00</published><updated>2010-10-25T21:43:01.143-02:00</updated><title type='text'>Fechamento da Radio Proletária em Chiapas</title><content type='html'>Encerramento da Rádio Proletária em Chiapas é inconstitucional&lt;br /&gt;    Comunicado oficial da Rádio Proletária de Chiapas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Enquanto em outros países é legal e legítima a utilização de rádios comunitárias por crianças, jovens, adultos e idosos, em nosso país se reprime e se prende todos aqueles que utilizam o espectro rádio-elétrico, sabendo que este é um bem comum e um direito de todos. O ar de quem trabalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Cada dia que passa fica mais evidente a forma ilegal como atuou o governo de Juan Sabines no estado de Chiapas, ao desmantelar a rádio comunitária da cidade de Tuxtla Gutierrez. A Procuradoria de Justiça do estado realizou uma ação que não lhe compete e que representa um delito muito grave, já que implica um abuso de poder, ou seja, a Procuradoria do estado exerceu uma ação que só compete ao poder federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O mau governo do estado comete um grave delito ao atuar dessa forma e inculpar a Rádio Proletária de roubo de fluido rádio-elétrico, acusação totalmente carente de fundamentos legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Desta forma vemos como mais uma vez no estado de Chiapas o governo manipula o sistema judiciário, querendo aplicar uma sanção penal à rádio comunitária. Ora, isto é aberrante se considerarmos que no México esse é o mesmo estado que tem se negado a legislar a favor das rádios comunitárias, querendo impor a elas os mesmos critérios das rádios comerciais, que por sua vez se beneficiam economicamente com a utilização e exploração do espectro rádio-elétrico, concentrado nas mãos de um pequeno grupo de beneficiários como Televisa e Tv Azteca (em nível nacional) e Rádio Núcleo (em Chiapas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Diante de todas estas violações da lei por parte do mau governo do estado, as mídias livres e a sociedade civil se perguntam o que dirá o Poder Judicial da Federação e seu tão mencionado Estado de direito, ao ver como em Chiapas se inventam delitos para criminalizar e reprimir o protesto social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nas palavras dos companheiros advogados que conduzem a defesa da Rádio Proletária, os delitos cometidos pelo estado de Chiapas são extremamente graves no que diz respeito à violação das competências de âmbito federal, e também afirmam que em alguns casos anteriores a Suprema Corte de Justiça do país sancionou de maneira contundente tais delitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Protestar é um direito, reprimir um delito!&lt;br /&gt;    Somos rebeldia, somos povo organizado!&lt;br /&gt;    Rádio Proletária de Chiapas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-9058246665545516895?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/9058246665545516895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/10/fechamento-da-radio-proletaria-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/9058246665545516895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/9058246665545516895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/10/fechamento-da-radio-proletaria-em.html' title='Fechamento da Radio Proletária em Chiapas'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-4490579629924827812</id><published>2010-10-25T21:42:00.001-02:00</published><updated>2010-10-25T21:42:28.229-02:00</updated><title type='text'>Relato de um viajante no México</title><content type='html'>Nem tudo é autogoverno das comunidades zapatistas, autogestão material e simbólica. Por Índio Andante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias 15, 16 e 17 de outubro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei uma parte mais roots da viagem, estou ainda na casa de um companheiro da Rádio Proletária de Chiapas. Está interessante aqui, porque estou podendo observar, um pouco mais além das utopias, como funcionam outras lutas sociais no México. E que nem tudo é autogoverno das comunidades zapatistas, autogestão material e simbólica. Porque se o dinheiro do Estado foi retirado dos trabalhadores, então é um direito socializar esse dinheiro, reivindicar esse dinheiro para quem trabalha de fato. Algo muito mais próximo daquilo que faz o MST. Se a gestão dos recursos públicos acaba encaminhando o movimento para uma burocratização, isso já é um outro debate, que talvez aqui não esteja em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chiapas-2De fato, desde sexta estou em um morro de Tuxtla, uma área de ocupação urbana chamada “12 de novembro”, onde está a Rádio Proletária e onde a OPEZ (Organização Proletária Emiliano Zapata), um braço do movimento agrário que existe em todo o México, possui dois ou três espaços da organização, em meio às moradias. O bairro aqui é uma ocupação. Precário, falta água e tudo o mais, mas já tem algum asfalto, uns cibercafés, videocassetes, uns carros loucos… Lembra muito as periferias do Brasil… viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o fato é que a polícia fechou a Rádio Proletária na terça-feira, dia 13 de outubro, alegando que estavam dando voz às manifestações da OPEZ em frente ao palácio do governo de Chiapas, onde reivindicavam a libertação dos presos políticos que foram detidos em 16 de julho e 22 de agosto, ambos dirigentes da OPEZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A OPEZ faz parte do Movimento de Libertação Nacional (MLN), que se formou a partir de uma fusão de sindicatos, camponeses, indígenas, jovens e estudantes no ano de 2007. Estive conversando com um grupo de pessoas do movimento - igualzinha (mas diferente) àqueles com que esbarramos por aí no MST, no MTST… Tem o beberrão expansivo, o malandro mulherengo “come quieto” [“que se faz de santo”], as mulheres sempre de luta, o sério militante que só fica fitando o pessoal de longe, etc… O problema é entender o espanhol matuto [sertanejo] que eles falam. Mas estou conseguindo me comunicar, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chiapas-3De noite os caras da rádio exibem um filme na praça pública da comunidade. Ontem exibiram documentários sobre San Salvador Atenco (cidade próxima do DF México, onde um movimento camponês pró-zapatista resistiu contra a construção de um novo aeroporto e foi brutalmente reprimido por cerca de 3000 policiais, agentes P2, paramilitares do PRI, etc., com cobertura escrota [reles, grosseira] da TV AZTECA e da TELEVISA - respectivamente propriedades do segundo e do primeiro mais ricos do México).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também passaram um filme sobre o movimento zapatista, da época do levante, coisa de revirar o estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente jovem do OPEZ sonha com os EUA, os mais velhos já estão aqui de novo, porque ou já trabalharam como coyotes (facilitadores da migração para os EUA) na fronteira do Rio Negro ou porque já foram deportados pelos putos [pela bófia] da LA Migra estadunidense. Essa é a dura realidade mexicana, tão longe de Deus e tão perto dos EUA. Os camponeses da OPEZ habitam um ejido [propriedade agrária de uso comunal] autogestionado em Herradura, a duas horas de carro de Tuxtla, cujas casas foram construídas pelos próprios membros do movimento (OPEZ) e bancadas [pagas] com dinheiro do Estado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus. Hasta luego cabrones y chicas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-4490579629924827812?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/4490579629924827812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/10/relato-de-um-viajante-no-mexico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4490579629924827812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4490579629924827812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/10/relato-de-um-viajante-no-mexico.html' title='Relato de um viajante no México'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-1552414022466264306</id><published>2010-10-23T22:54:00.000-02:00</published><updated>2010-10-23T22:54:11.776-02:00</updated><title type='text'>A burocratização do ponto de vista das organizações libertárias.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TMODa9T2NBI/AAAAAAAAADM/MerZ2si2TGY/s1600/blog.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TMODa9T2NBI/AAAAAAAAADM/MerZ2si2TGY/s320/blog.jpg" width="164" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Afinal, a sabedoria política não está em  preservar intactos os princípios mediante o isolamento sectarista ou a inércia,  mas em saber como preservá-los quando se precisa cooperar com companheiros que  divergem ideológica e pragmaticamente de nós&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Por Eduardo Tomazine&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Teixeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Os companheiros do coletivo &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt;  presentearam os seus leitores, há algumas semanas, com o excelente artigo “&lt;a href="http://passapalavra.info/?p=27717" target="_blank"&gt;Entre o fogo e a panela:  movimentos sociais e burocratização&lt;/a&gt;”. Nele apontam a burocracia como o  “inimigo interno” da classe trabalhadora, um dos responsáveis pela  degenerescência dos partidos de esquerda e dos sindicatos, e uma ameaça aos  movimentos sociais, tratando de analisar algumas das causas do processo de  burocratização. Lendo-se o texto, nota-se claramente que a análise e as  proposições defendidas pelos companheiros derivam da sua experiência em  animarem, colaborarem com, e observarem os movimentos sociais em suas lutas  concretas, o que diferencia esta análise de um certo tipo de reflexão sobre os  movimentos sociais que pretende entendê-los (e instruí-los!) apenas de longe,  baseados, principalmente, em um conhecimento de cátedra (ou em suas vulgatas),  que dificilmente resiste aos exames da &lt;em&gt;praxis&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, em que pese a minha concordância com  as conclusões gerais as quais chegam os companheiros do &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; –  a passividade das bases; a cristalização de militantes em funções de comando e  de negociação com o aparelho do Estado; a secundarização dos mecanismos de  autofinanciamento em primazia do financiamento externo; a constituição de  “militantes liberados” e o fomento de uma espécie de concorrência no interior da  base social do movimento para o acesso às conquistas materiais, destacados como  elementos ativos da consolidação de uma burocracia, e a recuperação dos  princípios de controle de delegados desenvolvidos pela Comuna de Paris, como  formas de imunizar-se contra a burocratização – ficam patentes algumas tensões,  as quais derivam, na minha opinião, da ênfase da análise sobre as organizações  dos movimentos sociais hierarquizadas, as quais carregam em si os gérmens da  burocracia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mais em:&amp;nbsp;http://passapalavra.info/?p=30556&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-1552414022466264306?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/1552414022466264306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/10/burocratizacao-do-ponto-de-vista-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1552414022466264306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1552414022466264306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/10/burocratizacao-do-ponto-de-vista-das.html' title='A burocratização do ponto de vista das organizações libertárias.'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TMODa9T2NBI/AAAAAAAAADM/MerZ2si2TGY/s72-c/blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-8099572189191737291</id><published>2010-10-18T04:01:00.000-02:00</published><updated>2010-10-18T04:01:53.264-02:00</updated><title type='text'>FEIRA DE LIVROS ANARQUISTAS DE PORTO ALEGRE!!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TLvie3h3fiI/AAAAAAAAADI/BF_sXOn5RNk/s1600/flyeremail1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TLvie3h3fiI/AAAAAAAAADI/BF_sXOn5RNk/s400/flyeremail1.jpg" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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Sendo este entendido pelo italiano não  como sistema filosófico, mas como ideologia, possuindo então o objetivo  transformar a realidade do sistema capitalista e estatista em socialismo  libertário, ou como ele se referia, em “anarquia”, sendo ela entendida como  “sociedade organizada sem autoridade”. Dessa maneira, o “anarquismo é o método  para realizar a anarquia”.[1]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim compreendido, o anarquismo de  Malatesta é voluntarista, ou seja, não se baseia na concepção de que o  socialismo, ou mesmo a anarquia, é inevitável, ou uma conseqüência obrigatória  do desenvolvimento da sociedade. Baseia-se, ao invés disso, na concepção de que  só a vontade organizada do povo é capaz de produzir a transformação social  necessária, realizando a revolução social e abrindo caminho ao socialismo com  liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Malatesta, o socialismo é um sistema em que “ninguém  possa explorar o trabalho de outrem, graças à monopolização dos meios de  produção; que ninguém possa impor sua própria vontade a outros por meio da força  bruta ou, o que é pior, graças à monopolização do poder político”.[2] A  liberdade, ou “liberdade social” é a “igual liberdade para todos, e uma  igualdade de condições que possa permitir a todos e a cada um agir como bem  entende, tendo, como único limite, o que impõem as necessidades naturais  inelutáveis e a igual liberdade de todos”.[3]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Malatesta, para a  realização desta transformação, concebeu uma certa estratégia que buscava  encontrar os meios necessários para que chegasse ao fim desejado. Tratou,  insistentemente, da questão da organização, polemizando com anarquistas  individualistas e anti-organizacionistas, argumentando que “permanecer isolado,  agindo ou querendo agir cada um por sua conta, sem se entender com os outros,  sem preparar-se, sem enfeixar as fracas forças dos isolados, significa  condenar-se à fraqueza, desperdiçar sua energia em pequenos atos ineficazes,  perder rapidamente a fé no objetivo e cair na completa inação”[4] Para ele, o  remédio contra a exploração, e mesmo contra o isolamento, é a organização.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Concebida como “coordenação de forças com um objetivo comum, e obrigação  de não promover ações contrárias a este objetivo”[5] a organização é a única  forma de articular o povo, transformando a força que nele está latente em força  real. Com organização, pode haver aumento progressivo desta força social,  oferecendo a possibilidade de imprimir à sociedade tal transformação social  desejada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta forma, a organização é pensada em quatro perspectivas “a  organização em geral, como o princípio e condição da vida social, hoje, e na  sociedade futura; a organização do partido anarquista e a organização das forças  populares.”[6] A organização do sistema atual, ou seja, o ponto de partida, a  organização da sociedade futura, ou seja, o ponto de chegada. Neste esquema  estratégico, entram a organização das forças populares e do próprio anarquismo  como meios de se sair de onde está para se chegar onde se deseja.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TIGdvSwCmpI/AAAAAAAAAC4/qrPBf4XoZwY/s1600/malatesta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TIGdvSwCmpI/AAAAAAAAAC4/qrPBf4XoZwY/s320/malatesta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Para  tanto, Malatesta propôs um modelo de organização anarquista que fosse concebida  como “o conjunto dos indivíduos que têm um objetivo em comum e se esforçam para  alcançá-lo, é natural que se entendam, unam suas forças, compartilhem o trabalho  e tomem todas as medidas adequadas para desempenhar esta tarefa”[7]. Organização  esta, que trabalha com certa disciplina, entendida como “a coerência com as  idéias aceitas, a fidelidade aos compromissos assumidos, é se sentir obrigado a  partilhar o trabalho e os riscos com os companheiros de luta”[8]. Esta  organização está articulada no âmbito político e ideológico e tem como objetivo  a aplicação de uma política revolucionária nos movimentos populares, que são  fruto da luta de classes, garantindo que seus meios de luta apontem para os fins  desejados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para tanto, segundo o italiano, a organização anarquista deve  buscar inteiração com estes movimentos populares, que na sua época eram mais  claramente identificados nos sindicatos. Este âmbito social – constituído pelos  movimentos sociais ou “movimentos de massa”, como eram conhecidos – se  devidamente organizado, pode promover a revolução social. Apesar disso,  recomendava Malatesta que estes movimentos não devem ser “ideologizados” pelos  anarquistas – ele não defendia, por exemplo, sindicatos anarquistas – mas sim,  serem o espaço privilegiado de propaganda ideológica do anarquismo. Portanto,  uma inteiração entre a organização anarquista e os movimentos populares não  anarquistas seria inevitável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir desta inteiração, escreveu  Malatesta, “queremos agir sobre ela [a massa] e impeli-la ao caminho que  acreditamos ser o melhor, mas como nosso objetivo é libertar e não dominar,  queremos habituá-la à livre iniciativa e à livre ação”.[9] Considerando a  organização anarquista uma organização de minoria ativa, que atua no seio dos  movimentos populares de forma antiautoritária, Malatesta defende sua  posição:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não queremos ‘esperar que as massas se tornem anarquistas’ para  fazer a revolução; tanto mais de que estamos convencidos de que elas nunca se o  tornarão se inicialmente não derrubarmos, pela violência, as instituições que as  mantêm em escravidão. Como precisamos do concurso das massas para constituir uma  força material suficiente, e para alcançar o nosso objetivo específico que é a  mudança radical do organismo social graças à ação direta das massas, devemos nos  aproximar delas, aceitá-las como elas são e, como parte das massas, fazê-las ir  o mais longe possível. Isso, se quisermos, evidentemente, trabalhar de fato para  realizar, na prática, nossos ideais, e não nos contentar em pregar no deserto,  para a simples satisfação de nosso orgulho intelectual."[10]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto,  desta forma, é inevitável um confronto do anarquismo, manifesto por meio da  organização anarquista, com a realidade da luta de classes, onde estão pessoas  de ideologias diferentes. Assim, este “anarquismo social” de Malatesta, longe de  fechar-se em si mesmo, amplia-se, buscando influenciar os movimentos e lutas  sociais o quanto for possível, por meio da propaganda, fazendo com que funcionem  “da maneira mais libertária possível”. Isto significa, na prática,  influenciá-los às práticas classistas, combativas, autônomas, de ação direta e  democracia direta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta inteiração do âmbito político com o social,  Malatesta recomendava aos anarquistas não confundirem os meios (os movimentos  populares) com os fins (o socialismo libertário). Dizia ele que “o movimento  operário não é mais do que um meio – embora não há dúvida de que é o melhor meio  de que dispomos. Mas eu me recuso a aceitar esse meio como um fim.”[11] Os  anarquistas devem, portanto, “seguir sendo anarquistas manter-se sempre em  entendimento com os anarquistas e lembrar que a organização operária não é um  fim, mas simplesmente um dos meios, por importante que seja, para preparar o  advento da anarquia”[12]. Por este motivo, parte do trabalho da organização  anarquista, quando em contato com os movimentos populares, é defender uma visão  de longo prazo, ou seja, um projeto político revolucionário que faça do  movimento um meio para a sociedade futura e não um fim em si mesmo. No entanto,  este meio constituído movimentos em luta, ao invés de buscar somente um fim  distante, do socialismo libertário, é também responsável pela mobilização que  deve conquistar e promover a melhoria das vidas do povo. Assim, são incitados  “os trabalhadores a querer impor todas as melhorias possíveis e impossíveis, e é  por isso que gostaríamos que eles não se resignassem a viver em más condições  hoje, esperando o paraíso futuro”.[13] Para que estas conquistas aconteçam,  Malatesta recomenda:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"é preciso arrancar do governo e dos capitalistas  todas as melhorias de ordem política e econômica que podem tornar menos difíceis  para nós as condições da luta e aumentar o número daqueles que lutam  conscientemente. É preciso, portanto, arrancá-las por meios que não impliquem o  reconhecimento da ordem atual e que preparem o caminho ao futuro."[14]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A  luta de classes, expressa na luta dos movimentos populares, pode então melhorar  imediatamente a vida daqueles que estão em luta, mas também pode ser a força que  aponta para a revolução social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Malatesta colocava ser impossível a  separação da revolução social e da violência. Enfatizava, que esta revolução,  “conduzida como a concebem os anarquistas, é a menos violenta possível; ela  procura interromper toda violência tão logo cesse a necessidade de opor a força  material à força material do governo e da burguesia”[15]. Tão logo o  funcionamento do socialismo libertário esteja garantido, a violência deverá ser  interrompida. Continua Malatesta sobre a violência, enfatizando:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Os  anarquistas só admitem a violência como legítima defesa; se hoje eles são a  favor da violência é porque consideram que os escravos estão sempre em estado de  legítima defesa. Mas o ideal dos anarquistas é uma sociedade na qual o fator  violência terá desaparecido completamente e este ideal serve para frear,  corrigir e destruir este espírito de violência que a revolução, como ato  material, teria a tendência a desenvolver."[16]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grande parte dos  escritos de Malatesta busca ainda advertir para os meios equivocados de se  buscar a transformação social. Em especial, como foi muito colocado por toda  tradição clássica anarquista, a incapacidade de o Estado ser um meio adequado  para a transformação social, posição defendida pela escola autoritária do  socialismo durante toda a história. Independente se a “conquista” do Estado é  feita pela revolução ou por meios reformistas, o fato é que Malatesta também  defendeu, assim como Bakunin no seio da AIT, que a partir do momento que se  conquista o Estado, aqueles que querem ser protagonistas da transformação,  terminam como uma nova classe de exploradores. Em relação aos revolucionários,  Malatesta fez críticas à concepção autoritária de socialismo, que considera o  Estado e a ditadura como meios de se chegar ao comunismo. Para Malatesta, a  posição dos comunistas autoritários sustenta “a ditadura de um partido, ou  melhor, dos chefes de um partido; é uma ditadura verdadeira, no sentido próprio  do termo, com seus decretos, suas sanções penais, seus agentes de execução e,  sobretudo, sua força armada”.[17]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em relação à estratégia eleitoral dos  socialistas reformistas, colocou que “somos firmemente contrários a toda  participação nas lutas eleitorais e a toda colaboração com a classe dominante;  queremos aprofundar o abismo que separa o proletariado do patronato e tornar a  luta de classes cada vez mais aguda”[18]. Os reformistas, quando se propuseram à  conquista do poder político do Estado pelas eleições, “não podiam senão moderar  cada vez mais seu programa, pôr-se a estabelecer relações de colaboração mais ou  menos disfarçada com as classes burguesas, procurar amigos e proteção nas  esferas governamentais, sufocar o espírito revolucionário que despertavam nas  massas”.[19]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, por meio da discussão dos meios adequados e não  adequados para a transformação social desejada pelos anarquistas, Malatesta  defende a máxima libertária, da coerência entre fins e meios, quando escreve que  “os fins e os meios estão intimamente ligados, sem dúvida nenhuma, se bem que a  cada fim corresponde, de preferência, tal meio, ao invés de tal outro; assim,  também, todo meio tende a realizar o fim que lhe é natural, inclusive fora da  vontade daqueles que empregam este meio, e contra ela”.[20]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada mais  atual, se observarmos com cuidado a  história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felipe Corrêa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;Notas::&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Errico Malatesta. “Anarquismo y  Anarquia”. Excerto de Pensiero e Volontà, 1 de setembro de 1925. In: Vernon  Richards. Malatesta: pensamiento y acción revolucionarios. Buenos Aires:  Anarres, 2007 p. 21.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. Idem. “Socialismo e Anarquia”. In: Anarquistas,  Socialistas e Comunistas. São Paulo: Cortez, 1989 p. 7.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Idem. “Enquanto  Isso...”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas p. 101.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. Idem. “A  Organização II”. In: Escritos Revolucionários. São Paulo, Imaginário, 2000 p.  55.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. Ibidem. p. 59-60.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6. Idem. “A Organização I”. In: Escritos  Revolucionários p. 49.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7. Idem. “A Organização II”. In: Escritos  Revolucionários p. 55.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;8. Idem. “Ação e Disciplina”. In: Anarquistas,  Socialistas e Comunistas p. 24.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9. Idem. “Enfim! O que é a ‘Ditadura do  Proletariado’”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas p. 87.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10. Idem.  “A Propósito da Revolução”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas p. 55.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;11. Idem. “Sindicalismo: A Crítica de um Anarquista”. In: George Woodcock  (org). Os Grandes Escritos Anarquistas. Porto Alegre: LP&amp;amp;M, 1998 p.  208.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;12. Idem. “Los Anarquistas y los Movimientos Obreros”. Excerto de  Pensiero e Volontà, 16 de abril de 1925. In: Vernon Richards. Malatesta:  pensamiento y acción revolucionarios p. 122.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;13. Idem. “Quanto Pior Estiver,  Melhor Será”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas p. 67.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;14. Idem.  “‘Idealismo’ e ‘Materialismo’”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas p.  141.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;15. Idem. “Uma Vez Mais sobre Anarquismo e Comunismo”. In: Anarquistas,  Socialistas e Comunistas p. 70.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;16. Ibidem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;17. Idem. “Carta a Luigi  Fabbri sobre a ‘Ditadura do Proletariado’”. In: Anarquistas, Socialistas e  Comunistas p. 60.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;18. Idem. “Os Anarquistas e os Socialistas – Afinidades e  Oposições”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas p. 32.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;19. Idem. “No  Campo Socialista”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas p. 45.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;20.  Idem. “Socialismo e Anarquia”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas p. 6.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-4646237098282160548?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/4646237098282160548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/09/estrategia-de-transformacao-social-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4646237098282160548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4646237098282160548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/09/estrategia-de-transformacao-social-em.html' title='A estratégia de transformação social em Malatesta.'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TIGdvSwCmpI/AAAAAAAAAC4/qrPBf4XoZwY/s72-c/malatesta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-3728458604431669937</id><published>2010-08-31T22:12:00.000-03:00</published><updated>2010-08-31T22:35:29.550-03:00</updated><title type='text'>Bakunin e o Anarquismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (1814-1876) foi um revolucionário russo que contribuiu, determinantemente, em teoria e prática, para o desenvolvimento do anarquismo na Europa ocidental e que teve influência significativa nos rumos do movimento de trabalhadores, em nível mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bakunin nasceu em uma família de nobres russos, foi educado em casa e seguiu aos 14 anos para a carreira no exército, abandonando-a em 1835. Vai a Moscou, onde participa do círculo de Stankevitch, apaixonando-se pelo romantismo e pelo idealismo alemão, especialmente por Fichte e Hegel. Em 1840, vai a Berlim integrando-se à esquerda hegeliana e publicando artigos. Converte-se ao comunismo e toma contato com a causa dos eslavos, ingressando na luta contra o imperialismo. Influencia-se na relação com P.-J. Proudhon e tem contato com Marx. Participa, em 1848, dos levantes na França e da Insurreição de Praga, e, em 1849, prepara a insurreição da Boêmia e destaca-se como comandante militar do levante de Dresden. Preso, permanece na prisão e no exílio com trabalhos forçados de 1849 a 1861, quando foge, chegando a Londres. Logo se integra à vida política, escrevendo e atuando; vai, em 1865, para a Itália, onde desenvolve intenso trabalho de propaganda e organização e funda a Fraternidade Internacional, uma organização política secreta. Participa dos Congressos da Liga da Paz e da Liberdade, em 1867 e 1868 e, quando a maioria dos membros da Liga nega-se a aceitar o programa socialista, federalista e antiteísta que propunha, rompe, fundando a Aliança da Democracia Socialista. É somente em meados dos anos 1860 que Bakunin adere completamente ao anarquismo, que se consolida com sua entrada na Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), ou "Primeira Internacional". Produz, nesse momento, diversos escritos e envolve-se nas discussões de seu tempo. Exerce ampla influência na AIT, especialmente nos países latinos. Ameaçando a hegemonia de Marx, é expulso em 1872, quando funda, com o setor majoritário da AIT, a Internacional "Antiautoritária". Participa da insurreição da Bolonha em 1874 e, ao final da vida, retira-se da política, falecendo na Suíça em 1876.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos destacados neste texto enfocarão com mais profundidade elementos da última fase de Bakunin, já nos anos 1860, em cujo período converteu-se ao anarquismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;OS PONTOS DE PARTIDA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bakunin possui, como base de sua teoria, uma série de concepções filosóficas que foram sendo elaboradas ao longo de sua vida, desde o período de juventude, quando adere ao hegelianismo de esquerda. Dentre essas concepções, pode-se destacar: a liberdade, a dialética, o materialismo, a ciência e a ideologia.&lt;br /&gt;Toda a sua teoria está baseada no conceito de liberdade, presente ao longo de toda a sua obra. Polemizando com os filósofos do liberalismo, Bakunin nega que o indivíduo venha à sociedade livre, no momento de seu nascimento, tornando-se oprimido pela coletividade ao longo do tempo - idéias que serão desenvolvidas por filósofos como Rousseau e Mill. Para Bakunin, a liberdade não é o ponto de partida do indivíduo, mas o ponto de chegada. Desde sua mais antiga existência, a luta dos homens teria sido, primeiramente, uma luta contra a natureza, em que eles buscaram superar sua animalidade, negando-a e chegando à humanidade, que se caracteriza pela capacidade de reflexão, abstração, e pela razão, ou seja, pela capacidade de combinar idéias em uma forma de pensamento que possui necessariamente relação com a ciência - para forjar-se como humanidade, uma das bases dos homens foi a idéia de Deus. O curso desta evolução, para Bakunin, seria que humanidade passasse à liberdade, pela revolta contra as condições de escravidão do homem - que se reproduziam na economia, na política e na religião. Bakunin coloca que o homem "partiu da escravidão animal, e atravessando a escravidão divina, termo transitório entre sua animalidade e sua humanidade, caminha hoje rumo à conquista e à realização da liberdade humana."[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade, a coletividade, neste sentido, não seria um empecilho para a liberdade, mas uma condição de sua própria realização. A liberdade individual, portanto, só pode existir dentro da liberdade coletiva já que "ser livre, para o homem, significa ser reconhecido, considerado e tratado como tal por um outro homem, por todos os homens que o circundam". Só é possível considerar-se livre na presença e em relação a outros homens; além disso, essa perspectiva coletiva da liberdade impede que uma pessoa seja livre sozinha: "só sou verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, são igualmente livres".[2] Finalmente, a liberdade, para Bakunin, necessariamente implicaria igualdade e isso coloca um vínculo explícito entre liberdade e socialismo; para ele não existe liberdade plena sob o capitalismo, o Estado ou qualquer outro tipo de dominação, e a igualdade, fundamentalmente econômica, é condição prévia para o desenvolvimento da liberdade. Ele enfatiza que embora seja "partidário da liberdade, essa condição primeira da humanidade, penso que a igualdade deve estabelece-se no mundo pela organização espontânea do trabalho e da propriedade coletiva, das associações produtoras livremente organizadas e federalizadas nas comunas, e pela federação igualmente espontânea das comunas, mas não pela ação suprema e tutelar do Estado"[3].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra concepção filosófica que norteia toda a teoria de Bakunin é sua concepção de dialética, forjada ainda nos anos 1840, quando ele era um hegeliano de esquerda, revolucionário, mas ainda não anarquista. Para Bakunin a história - o desenvolvimento de maneira geral - seria determinada a partir de um movimento dialético para o qual a negação teria um papel fundamental: ela seria uma forma de recusar a realidade, permitindo que surgissem novas idéias, capazes de conceber a transformação dessa realidade rumo à liberdade. Essa dialética, ou seja, a&lt;br /&gt;contradição, é, assim, a fonte do movimento e do desenvolvimento histórico. Fundamentando-se em Hegel, o artigo A Reação na Alemanha de 1842 apresenta duas contribuições fundamentais para sua concepção de dialética; a primeira, de uma interpretação de Hegel que constituiria as bases de uma transformação revolucionária; a segunda, de uma dialética que hegeliana que se diferencia da dialética triádica clássica - representada pelos elementos tese, antítese e síntese.&lt;br /&gt;Bakunin propunha uma dialética baseada em somente dois elementos, um positivo e outro negativo - naquele caso analisado, o partido reacionário e o partido democrático, respectivamente - cujo resultado seria a criação de um novo positivo, sem relação com o antigo. Portanto, para Bakunin, não haveria síntese ou conciliação possível entre o positivo e o negativo. Seria pela negação que se forjaria a afirmação, ou seja, visando a destruição, se construiria o novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundamental para seu sistema foi também o materialismo como método de análise da realidade. Partindo daquilo que entendia como material, ou seja, a realidade de maneira geral, incluindo os seres vivos na sua totalidade, Bakunin afirmava que um método de análise coerente precisaria ser materialista para dar conta da realidade, e isso exigia considerar o ser humano como um ser completo, dotado de pensamento e ação, cuja realidade dos fatos seria determinada por essa relação dialética entre o pensar e o fazer, entre a teoria e a prática. Esse materialismo, que se opõe ao idealismo - considerando-o um sistema que parte de Deus, do abstrato, do metafísico - não significa, ainda assim, determinismo econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bakunin considera ainda que há uma diferença fundamental entre ciência e ideologia. Como colocado, a ciência é um elemento fundamental para o desenvolvimento da humanidade; no entanto, quando se fala das ciências humanas, elas nunca podem ser absolutas, visto que não há simplesmente o fato em si, mas a observação deste fato por um ser humano, dotado de uma determinada carga de valores. Como Bakunin colocou, a vida é sempre mais complexa do que a nossa capacidade de apreender a realidade. É possível buscar uma elaboração teórica, com o maior rigor científico, da história, e também dos fatos presentes, mas deve-se levar em conta que essa teoria não pode afirmar-se como verdade ou ciência absoluta. E, ainda que exista a possibilidade de, por meio da ciência, compreender a história e a realidade, é impossível tentar extrair da história regras gerais ou uma ciência de seu funcionamento para a explicação da realidade, e, fundamentalmente, para prever o futuro. Dessa maneira, o socialismo não pode ser ciência, mas sim uma doutrina, ou uma ideologia, no sentido de conjunto de idéias, valores, aspirações que possuem uma interação prática com a realidade. Ele não pode ser abarcado por um conjunto científico de regras e possui elementos que não podem ser comprovados empiricamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A LEITURA DA REALIDADE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando os elementos colocados em seus pontos de partida, vejamos como Bakunin elaborou uma leitura da realidade de seu tempo, cujos esforços empenharam-se, dentre outras coisas, no sentido de compreender o capitalismo. Para ele, o fundamento do sistema capitalista está na propriedade privada e no capital, que significam "o poder e o direito de viver à custa da exploração do trabalho alheio, o direito de explorar o trabalho daqueles que não possuem propriedade ou capital e que, portanto, são forçados a vender sua força produtiva aos afortunados detentores de ambos".[4] O capitalismo sustenta a desigualdade e, conseqüentemente, gera a pobreza dos explorados que, sendo obrigados a viver do trabalho assalariado, ainda que juridicamente sejam iguais aos capitalistas, economicamente estão subjugados e, na concorrência do mercado, não têm alternativa senão deixarem-se explorar para não morrerem de fome. A dinâmica do sistema capitalista cria e sustenta uma divisão do trabalho (manual e intelectual) e também das classes sociais, separando a sociedade em exploradores e explorados, e colocando-os em contradição e em luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas sociedades em que predomina a dominação - e esse é o caso do capitalismo - Bakunin sustenta haver classes sociais em permanente luta; assim, acredita que há, na sociedade capitalista, uma luta de classes. Esse antagonismo entre as classes não poderia ser negado com base na "idéia de que [este] é um antagonismo mais fictício do que real, ou de que é impossível estabelecer uma linha de demarcação entre as classes possuidoras e as classes despossuídas"[5]. Todo um sistema político e ideológico dá sustentação a este sistema de exploração econômica, que é "protegido por todos os Estados [...], religiões e todas as leis jurídicas, tanto criminais quanto civis, e todos os governos políticos, monarquias e repúblicas - com seus imensos aparatos judiciais e policiais e seus exércitos permanentes"[6]. Os sistemas políticos e ideológicos não têm outra missão senão a de consagrar e proteger as práticas da exploração capitalista, constituindo-se, portanto, parte estrutural do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado, para Bakunin, é o instrumento político do capitalismo, da burguesia, que estabelece sobre o povo uma dominação, que, além de sustentar o capitalismo, aliena os indivíduos da política. Ele enfatiza: "quem diz Estado, diz necessariamente dominação e, em conseqüência, escravidão; um Estado sem escravidão, declarada ou disfarçada, é inconcebível; eis por que somos inimigos do Estado."[7] E isso se aplica a qualquer Estado, seja ele mais ou menos democrático, já que "nenhum Estado, por mais democráticas que sejam as suas formas, mesmo a república política mais vermelha, popular apenas no sentido desta mentira conhecida sob o nome de representação do povo, está em condições de dar a este o que ele precisa, isto é, a livre organização de seus próprios interesses, de baixo para cima, sem nenhuma ingerência, tutela ou coerção de cima".[8] Outras formas de dominação estariam presentes na sociedade: o imperialismo, a religião, o patriarcado, o racismo. A superação do capitalismo e do Estado não deveria deixar de fora a superação da dominação como um todo, algumas com mais, e outras com menos relação com o sistema político e econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o conjunto de classes despossuídas para Bakunin abarcaria todos aqueles que estavam sofrendo os efeitos do capitalismo e mesmo dos sistemas pré-capitalistas que ainda vigoravam em sua época. Dessa forma, seu conceito de classe é amplo e está mais fundamentado na categoria dominação, do que na exploração econômica. Assim, ele acredita que as "diferentes existências políticas e sociais deixam-se hoje reduzir a duas categorias principais,  diametralmente opostas uma à outra, e inimigas naturais uma da outra"; de um lado, o que se poderia chamar de classes possuidoras, burguesia, capitalistas ou classes políticas, "compostas  por todos os privilegiados, tanto da terra quanto do capital, ou mesmo somente da educação burguesa", e de outro, o que se poderia chamar de classes despossuídas, proletariado, povo, ou classes operárias, "deserdadas tanto do capital quanto da terra, e privadas de qualquer educação ou de qualquer instrução".[9] Portanto, no conjunto dos dominadores estão os aristocratas, burgueses, grandes proprietários de terra e fazendeiros e no conjunto de dominados, os trabalhadores da cidade e do campo, o campesinato e toda a massa de excluídos (chamada de lumpemproletariado). Além disso, vemos que a definição de classe de Bakunin não está totalmente vinculada aos meios de produção: a instrução, por exemplo, assim como a participação na gestão do Estado, ajudariam a compor este critério de classe que explicaria a dominação em um sentido amplo, englobando os campos econômico, político e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta concepção, Bakunin acredita que é esse conjunto de despossuídos que será responsável pela criação da nova sociedade. Na luta contra o capitalismo, o Estado e as outras formas de dominação, os despossuídos devem destruir a velha sociedade e construir a nova. Nessa concepção, que traz a tona novamente sua dialética, ele acredita que o elemento negativo da sociedade presente, ou seja, aqueles que negam essa sociedade - o povo em luta -, deve ter por objetivo superar o positivo, ou seja, a sociedade presente, criando um novo positivo - a sociedade futura. Bakunin não acreditava que essa sociedade seria uma síntese; ela precisaria romper com todos os aspectos da sociedade presente, criando, de fato, uma nova. Além disso, ele pensava que aqueles que defendiam essa nova sociedade como sendo uma síntese corriam o risco de cair no reformismo ao tentar conciliar o inconciliável. Nesse processo revolucionário de criação do socialismo, o Estado deveria ser imediatamente destruído, nunca servindo como instituição que daria suporte a qualquer período intermediário. Bakunin acredita que é todo o conjunto de despossuídos que tem essa tarefa histórica de transformação social, e não somente um setor dele. Assim, nega qualquer prioridade no proletariado industrial e urbano e acredita que outros setores dominados deveriam, juntos com esse proletariado, empreender a revolução social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negando qualquer forma de "etapismo", Bakunin não acredita em um desenvolvimento histórico linear ou previsível. Para ele, a vontade - ou seja, "o poder de tomar partido em favor de um ou vários motores que nele trabalham num sentido determinado, contra outros motores igualmente interiores e determinados"[10] - seria um elemento fundamental, que levaria homens e mulheres, a partir dos seus instintos de busca pela liberdade, para uma luta contra a realidade e para sua superação. Não acreditava, portanto, como outros socialistas, que há obrigatoriamente uma necessidade de desenvolvimento das forças produtivas para que se chegue ao socialismo - Bakunin não acreditava que nas sociedades menos desenvolvidas se deveria promover o capitalismo, para depois se lutar pelo socialismo. Acreditava que tanto nas sociedades mais desenvolvidas, quanto nas menos, os despossuídos deveriam imediatamente empreender uma luta pelo socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, sua análise materialista da realidade o fazia crer que no passado e no presente, com uma análise rigorosa da história e da conjuntura, não podia ser verificada uma determinação econômica sobre as esferas política e cultural/ideológica. Seu materialismo reconhece a influência mútua das esferas econômica, política e cultural/ideológica; a econômica, por mais que fosse realmente determinante em muitos casos - e Bakunin assume que, dentre as esferas, a econômica é a que possui maior influência sobre as outras -, em diversos outros casos, seria determinada pelas esferas política e cultural/ideológica, em um movimento dialético que não estabeleceria causas e conseqüências fixas, determinadas a priori. Seu método de análise, portanto, não pode se resumir ao determinismo econômico. Para seu projeto de transformação seria fundamental o desenvolvimento de uma teoria, que se construiria a partir de uma relação dialética com a prática do povo, e também de uma estratégia de luta, com o objetivo de superar a sociedade capitalista, estatista, religiosa, etc. e chegar a uma nova - socialista, federalista, antiteísta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A ESTRATÉGIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para empreender uma luta rumo ao socialismo, os despossuídos deveriam conceber uma forma de tornar sua força elementar, espontânea, muito maior do que aquela das classes possuidoras, uma força social real. Portanto, "a primeira condição da vitória do povo é a união ou a organização das forças populares"[11]. Seriam os movimentos de massa, para Bakunin, que conseguiriam transformar-se nesta força social real necessária para a revolução social, já que "nenhuma revolução pode triunfar senão exclusivamente pela força do povo"[12].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bakunin desenvolveu a maioria de suas concepções organizativas e estratégicas deste movimento quando entrou na AIT. Segundo acreditava, um movimento popular precisava ser organizado internacionalmente, reunindo o maior número possível de elementos das classes despossuídas, apoiando-se, fundamentalmente, na "intensidade sempre crescente das necessidades, dos sofrimentos e das reivindicações econômicas das massas".[13] Nisso, haviam estado corretos os fundadores da AIT, colocando, "de início, como único fundamento, apenas a luta exclusivamente econômica do trabalho contra o capital"[14]. No entanto, quando se trata de unir o povo em um movimento que mobilize em torno das necessidades econômicas, as questões políticas(ideológicas) e religiosas mais dividem do que unem. Assim, Bakunin defendia um modelo de organização de massas que não excluísse trabalhadores por suas posições político-ideológicas ou por suas crenças religiosas, ainda que se permitisse a discussão aberta dessas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa organização envolveria as associações de trabalhadores, unindo-os em torno de questões como a produção, o consumo, o crédito; iniciativas que habituariam os trabalhadores a cuidar e gerir seus próprios assuntos, algo fundamental na sociedade futura. Mas essa não era a base do movimento: este deveria se dar na mobilização destas associações de trabalhadores em torno das lutas de curto prazo, que dariam consciência de classe aos trabalhadores, permitindo que eles se radicalizassem no contexto dessas lutas, buscando, cada vez mais, os objetivos de longo prazo, ou seja, a revolução social e o socialismo. Bakunin, portanto, não defendia um "tudo ou nada" em que ou se realizava a revolução ou o movimento popular não tinha sentido; para ele, era na construção cotidiana e no contexto das lutas de curto prazo que os caminhos de longo prazo deveriam ser trilhados. Com a organização e as lutas das associações, os trabalhadores exercitariam sua capacidade de autogestão, fundamental para que eles próprios fossem responsáveis por sua própria emancipação. Além disso, no contexto das lutas reivindicativas, os trabalhadores conheceriam sua própria força e a força coletiva dos trabalhadores, compreenderiam a luta de classes, tornando-se cada vez mais conscientes, e buscariam, cada vez mais, a transformação social revolucionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bakunin acreditava que "a partir do momento que um operário [...] começa a lutar seriamente pela diminuição de suas horas de trabalho e pelo aumento de seu salário, a partir do momento que começa a interessar-se vivamente por essa luta toda material" ele certamente abandona suas crenças religiosas e, na luta econômica, ele conhecerá a força dos trabalhadores e seus verdadeiros inimigos de classe. Termina por "compreender o antagonismo irreconciliável" da luta de classes, aproximando-se do socialismo revolucionário.[15]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fortalecer e impulsionar esse movimento de massas, Bakunin defendia um modelo de organização política (partido). Esse grupo de revolucionários seria responsável por atuar em meio às massas, sevindo de motor/fermento; por meio da promoção de um programa determinado - que, basicamente defendia posições filosóficas, teóricas e estratégicas - a organização política não deveria se dedicar à participação nas eleições, à tomada do Estado e nem a fazer a revolução em nome das massas. Ela teria por função estimular e dirigir as massas, provocando a revolução em seu seio sem subjugá-las; a função da organização política seria dar protagonismo às massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, Bakunin foi responsável por impulsionar organizações políticas sendo a mais destacada delas conhecida pelo nome de Aliança da Democracia Socialista (ADS). Trabalhando de maneira pública e secreta, fundamentalmente no seio da AIT, a ADS visava dar a ela "uma organização revolucionária, para a transformar, a ela e a todas as massas populares que estão fora dela, numa força suficientemente organizada para aniquilar a reação político-clérico burguesa, para destruir todas as instituições econômicas, jurídicas, religiosas e políticas dos Estados". Para isso, seriam fundamentais as organizações políticas, compostas "por membros mais seguros, mais dedicados, mais inteligentes e mais enérgicos" e possuindo um duplo objetivo:&lt;br /&gt;"primeiro, a formação da alma inspiradora e vivificante deste grande corpo a que chamamos Associação Internacional dos Trabalhadores" e depois "se ocuparão dos problemas que são impossíveis de se tratar publicamente. Eles formarão a ponte necessária entre a propaganda das teorias socialistas e a prática revolucionária."[16]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse modelo estratégico deveria impulsionar a sociedade para uma transformação social revolucionária que, por meio da violência organizada e protagonizada pelo povo, destruiria os sistemas de dominação e construiria o socialismo. Para Bakunin, esse socialismo só poderia ser construído "de baixo para cima", ou seja, a partir das necessidades das bases, com a propriedade coletiva e fundamentado no trabalho coletivo. Decisões econômicas e políticas deveriam ser tomadas pelas bases, em um sistema que desse força para a participação política popular e que se articulasse por meio da delegação. Este socialismo federalista, acreditava Bakunin, realizaria a liberdade completamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Felipe Corrêa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.anarkismo.net&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Mikhail Bakunin. Deus e o Estado. São Paulo: Imaginário, 2000, p. 25. Todos os&lt;br /&gt;textos citados são de autoria de Bakunin e por isso suprimirei todas as referências&lt;br /&gt;a seu nome nas notas a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. "O Império Cnuto-Germânico". In: Daniel Guérin (org.) Textos Anarquistas. Porto&lt;br /&gt;Alegre: LP&amp;amp;M, 2002 p. 47.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. "A Comuna de Paris e a Noção de Estado". In: O Princípio do Estado e Outros&lt;br /&gt;Ensaios. São Paulo: Hedra, 2008, pp. 115-116.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O Sistema Capitalista. São Paulo: Faísca, 2007, p. 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Federalismo, Socialismo e Antiteologismo. São Paulo: Cortez, 1988, pp. 15-16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. O Sistema Capitalista, p. 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Estatismo e Anarquia. São Paulo: Imaginário/Ícone, 2003, p. 212.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Ibidem, p. 47.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Federalismo, Socialismo e Antiteologismo, p. 16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. "Consideraciones filosóficas sobre el fantasma divino, sobre el mundo real y&lt;br /&gt;sobre el hombre". In: Obras Completas. Madrid, La Piqueta, 1979, p. 198.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. A Ciência e a Questão Vital da Revolução. São Paulo: Imaginário/Faísca, 2009, p.&lt;br /&gt;67.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. A Política da Internacional. São Paulo: Imaginário/Faísca, 2008, p. 67.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. "La Organización de la Internacional". In. Frank Mintz (org.). Bakunin: critica&lt;br /&gt;y acción. Buenos Aires: Anarres, 2006, p. 102.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. A Política da Internacional, p. 46.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Ibidem, pp. 53-54.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. "Necessidade e Papel do Partido". In: Conceito de Liberdade. Porto: Rés&lt;br /&gt;Editorial, 1975, p. 154.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-3728458604431669937?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/3728458604431669937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/bakunin-e-o-anarquismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3728458604431669937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3728458604431669937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/bakunin-e-o-anarquismo.html' title='Bakunin e o Anarquismo'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-3775540986617325796</id><published>2010-08-27T23:07:00.000-03:00</published><updated>2010-08-27T23:07:21.219-03:00</updated><title type='text'>Copa 2014 em Belo Horizonte: 2.600 famílias na rua?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;raquelrolnik&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase 2.600 famílias moradoras da Vila da Luz e da Vila da Paz, em Belo Horizonte, estão ameaçadas de remoção em função da obra de melhoramento e adequação do Anel Rodoviário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O projeto, orçado em cerca de R$ 800 milhões, não prevê recursos para remoção e reassentamento da população envolvida e já teve o edital anulado pelo TCU (19/08/10), que alegou irregularidades correspondentes a um sobrepreço de cerca de R$300 milhões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ocupação, feita por famílias de baixa renda desde 1981, nunca recebeu investimentos públicos e vive em extrema precariedade há três décadas, sem serviços básicos de iluminação, abastecimento de água, esgoto ou coleta de lixo, e ainda sofre com os riscos decorrentes da proximidade com a rodovia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) havia apresentado uma notificação aos moradores com o prazo de 15 dias para que se retirassem do local e sem apresentar qualquer alternativa. Os projetos de adequação do Rodoanel de BH têm sido divulgados pelo Governo do Estado de Minas Gerais como uma das obras de preparação da cidade para a Copa de 2014.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Ministério Público já havia advertido o DNIT sobre a necessidade de garantia do direito à moradia digna neste projeto, porém a licitação foi aberta com a aprovação da Licença Ambiental pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte (COMAM) e sem qualquer proposta que se referisse ao equacionamento do destino das 2.600 famílias ameaçadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;http://raquelrolnik.wordpress.com/2010/08/25/copa-2014-em-belo-horizonte-2-600-familias-na-rua/&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-3775540986617325796?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/3775540986617325796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/copa-2014-em-belo-horizonte-2600.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3775540986617325796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3775540986617325796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/copa-2014-em-belo-horizonte-2600.html' title='Copa 2014 em Belo Horizonte: 2.600 famílias na rua?'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-3433094327871694352</id><published>2010-08-18T17:57:00.000-03:00</published><updated>2010-08-18T17:59:20.821-03:00</updated><title type='text'>A OUTRA CAMPANHA - CONVITE!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TGxJhUmdrtI/AAAAAAAAACs/phK5Dyq1Lr0/s1600/CONVITE_1_Outra.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="155" src="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TGxJhUmdrtI/AAAAAAAAACs/phK5Dyq1Lr0/s320/CONVITE_1_Outra.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-3433094327871694352?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/3433094327871694352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/outra-campanha-convite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3433094327871694352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3433094327871694352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/outra-campanha-convite.html' title='A OUTRA CAMPANHA - CONVITE!'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TGxJhUmdrtI/AAAAAAAAACs/phK5Dyq1Lr0/s72-c/CONVITE_1_Outra.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-3703029979281405083</id><published>2010-08-12T16:14:00.000-03:00</published><updated>2010-08-12T16:14:49.915-03:00</updated><title type='text'>Estudantes de Geografia da PUC-SP paralisam o curso!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TGRIEzg932I/AAAAAAAAACg/EEJZEpcFlO8/s1600/puc.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TGRIEzg932I/AAAAAAAAACg/EEJZEpcFlO8/s320/puc.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em assembléia geral ocorrida dia 03 de agosto, os estudantes de geografia da PUC-SP decidiram paralisar o curso para se contraporem a diversas medidas tomadas pela direção da universidade: professores com contratos temporários impossibilitando a continuidade do curso, ausência de contratação de professores para complementar a grade horária, falta de estrutura de laboratórios fundamentais para o curso, abertura de edital de bolsas, redução das mensalidades, entre outras questões estruturais que ferem a qualidade de educação. Ainda, reivindicam que nenhum estudante participante da mobilização seja punido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diversas entidades estudantis estão apoiando o movimento, como os centros acadêmicos de direito, jornalismo e comunicação, psicologia, serviço social, e ciências sociais, além do centro acadêmico de geografia da USP e o diretório de humanidades da Faculdade Santo André.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início do ano a geografia da PUC-SP iniciou seu curso com uma defasagem na grade horaria. Para suprir a falta de professores, o departamento de Geografia elaborou três editais para a contratação de novos docentes. Após a elaboração do concurso, a PUC-SP, juntamente com a Fundação São Paulo, mantenedora da universidade, relutou na contratação requerida pelo departamento o que ocasionou o envio de uma carta, por parte dos estudantes, ao CONSAD (Conselho Administrativo), enfatizando a necessidade das contratações. Na reunião do mesmo conselho, foram aprovadas aproximadamente 46 contratações por tempo determinado, incluindo os 3 professores de geografia requisitados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato surpreendente foi que, na última reunião do CONSAD no primeiro semestre, já em período de recesso, decidiu-se por demitir todos os professores contratados por tempo determinado. Após as férias de Julho, porem, os mesmos docentes receberam a proposta de recontratação. Dá-se aqui a atitude antiética por parte da PUC-SP de demitir os professores apenas no período de recesso, afim de não remunerar o respectivo mês. Do Departamento de Geografia, um professor recusou a recontratação diante da postura da PUC-SP e do contrato salarial de R$ 17,00 hora/aula. Na tentativa dos outros dois professores se recontratarem, um desistiu perante o mal tratamento do RH da universidade, restando, assim, apenas uma professora que retornou ao Departamento. Agravando tal situação, na primeira reunião departamental do semestre, a chefe de Departamento pediu demissão por não se identificar mais com a universidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante de tais acontecimentos e da defasagem na grade horária do curso, deu-se a paralisação total das aulas, por parte dos estudantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-3703029979281405083?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/3703029979281405083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/estudantes-de-geografia-da-puc-sp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3703029979281405083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3703029979281405083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/estudantes-de-geografia-da-puc-sp.html' title='Estudantes de Geografia da PUC-SP paralisam o curso!'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/TGRIEzg932I/AAAAAAAAACg/EEJZEpcFlO8/s72-c/puc.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-1847305867644674254</id><published>2010-08-11T19:56:00.000-03:00</published><updated>2010-08-11T19:56:55.433-03:00</updated><title type='text'>Agenda de Agosto da Casa da Lagartixa Preta</title><content type='html'>Neste mês, a Casa está cheinha de visitas e muitas atividades!&amp;nbsp;Nossxs companheirxs de diversos lugares vem de longe e de perto,&amp;nbsp;mostrar um pouco do que fazem em seus lugares e compartilhar conosco&amp;nbsp;um dia de bate-papo!&amp;nbsp;Dia 21 receberemos o compa Jonathan Bane, para uma conversa sobre a&amp;nbsp;história e o presente do anarquismo na África do Sul, de onde ele voou.&amp;nbsp;Nos dias 21 e 22 haverá um workshop com nossa companheira chilena&amp;nbsp;Marcela e sua pupila brasilcolombiana Fenixia, sobre Ação Direta Não&amp;nbsp;Violenta; atenção! Somente esta atividade necessita inscrição e&amp;nbsp;pagamento prévios! Leia as informações mais abaixo.&lt;br /&gt;Dia 28 é dia de rap na Casa da Lagartixa, com a presença dos compas&amp;nbsp;do Bandeira Negra, direto do RJ, para Santo André. Além de som, vai&amp;nbsp;rolar uma troca de idéia sobre o rap libertário, não só no Bra$il,&lt;br /&gt;como também na latinoamerica em geral.&amp;nbsp;Bom, confira a agenda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** 14 de Agosto, a partir das 15h ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu creio que o resultado final do parkour é sermos totalmente&amp;nbsp;autônomos em nossa vida" David Belle&lt;br /&gt;bate-papo AnarcoFilosófico sobre o Le Pakour, seguido de treino&lt;br /&gt;Participe! Descubra seu potencial corporal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** 20 de Agosto, a partir das 19h, Bicicletada ABC! ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda penúltima sexta-feira do mês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentração na PRAÇA (do ciclista-massa-crítica-bicicletadaABC),&amp;nbsp;retorno no cruzamento da rua cel. Alfredo Flaquer com a rua Luis Pinto&amp;nbsp;Fláquer -&amp;nbsp;próximo a padaria central, em Santo André.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** 21 de Agosto, a partir das 19h. ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa sobre anarquismo na áfrica do sul (ontem e hoje) com&amp;nbsp;companheiro da Zabalaza Anarchist Communist Federation&amp;nbsp;às 19h00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** TREINAMENTO EM AÇÃO DIRETA NÃO-VIOLENTA ****&lt;br /&gt;Dias 21 e 22 de Agosto - das 10h30 às 17h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é uma Ação Direta Nãoviolenta?&lt;br /&gt;É uma ferramenta da Não violência e da Desobediência Civil. É pública,&amp;nbsp;pedagógica, participativa, coordenada, encaminhada a ganhar espaços de&amp;nbsp;liberdade e/ou recuperar direitos sociais arrebatados ou proibidos pelo&amp;nbsp;poder. Pode levar a uma vulneração ou enfrentamento com a legalidade&amp;nbsp;vigente. Procura intervir através dos fatos para explicitar&amp;nbsp;publicamente uma situação de injustiça, interromper um processo ou&lt;br /&gt;situação que se considere ilegítima, etc.&amp;nbsp;São ações diretas de protesto, reivindicação, pressão, etc. executadas&amp;nbsp;por grupos que se preparam, decidem e as realizam de forma&amp;nbsp;assambleária, com muita preparação prévia e de orientação não violenta.&amp;nbsp;Pode ser de diversos tipos (informativa, de denúncia, de&lt;br /&gt;confrontação...) e desenvolver simultâneamente ações e estratégias que&amp;nbsp;requiram diversos níveis de&lt;br /&gt;compromisso ou preparação. O humor, a criatividade e a originalidade&amp;nbsp;também são elementos fundamentais em nossa ação política, que se&amp;nbsp;desenvolvem a raíz de uma nova formulação de ativismo comprometido,&lt;br /&gt;ilusionante e divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão realizados diversos exercícios, dinâmicas, conversas e demais&lt;br /&gt;técnicas práticas sobre a Ação Direta Não-Violenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monitoras: Marcela (anarcofeminista chilena e integrante do Movimento&lt;br /&gt;Antimilitarista Ni Casco Ni Uniforme) e Fenixia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oficina está baseada neste cronograma:&lt;br /&gt;http://www.nodo50.org/tortuga/Recursos-para-un-taller-de-Accion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante a participação de todxs nos dois dias!&lt;br /&gt;A oficina é fechada aos participantes que fizerem sua inscrição&amp;nbsp;antecipadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça sua inscrição, vagas limitadas!&lt;br /&gt;Colaboração de R$10,00 por pessoa, incluindo alimentação (vegana) dos&amp;nbsp;dois dias!&lt;br /&gt;Entre em contato para fazer sua inscrição e tirar dúvidas:&amp;nbsp;ell@riseup.net&lt;br /&gt;Problemas para ir e voltar nos dois dias? Fique na Casa da Lagartixa&amp;nbsp;Preta, economize passagem e compartilhe uma noite conosco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** dia 28 de Agosto a partir das 16h ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rap Libertário / anarcorap&lt;br /&gt;Debate-papo sobre rap, hip-hop, anarquismo, negritude&lt;br /&gt;com&lt;br /&gt;Bandeira Negra (RJ)&lt;br /&gt;Servidores do Rap&lt;br /&gt;Regicidas (SP)&lt;br /&gt;mandando um som ao vivo até as 22h&lt;br /&gt;:::venda de comida vegana e feira de material anarquista:::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividades Fixas da Casa da Lagartixa Preta:&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;- Horta Agroecológica da Casa&lt;br /&gt;Manejo da horta e jardins da Casa, todos os domingos e quintas-feiras,&lt;br /&gt;a partir das 9h&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;- Almoço Grátis e Bicicletada&lt;br /&gt;Toda PENÚLTIMA sexta-feira do mês&lt;br /&gt;Coleta de alimentos da feira (na rua da Casa), preparo, almoço e&lt;br /&gt;limpeza coletivos, a partir das 12h.&lt;br /&gt;Concentração na PRAÇA (do ciclista-massa-crítica-bicicletadaABC),&lt;br /&gt;retorno no cruzamento da rua cel. Alfredo Flaquer com a rua Luis Pinto&lt;br /&gt;Fláquer -&lt;br /&gt;proximo a padaria central, em Santo André. Às 18h30&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Casa da Lagartixa Preta Malagueña Salerosa&lt;br /&gt;Rua Alcides de Queirós, 161&lt;br /&gt;Casa Branca Santo André SP&lt;br /&gt;(na rua da Eletropaulo, próxima aos Bombeiros, Senai e Estação de trem&lt;br /&gt;Pref. Celso Daniel Sto. André)&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mapa:&lt;br /&gt;http://maps.google.com.br/maps?f=d&amp;amp;source=s_d&amp;amp;saddr=Av.+Queir%C3%B3s+dos+Santos&amp;amp;daddr=R.+Alcides+de+Queir%C3%B3s,+161+-+Bairro+Casa+Branca,+Santo+Andr%C3%A9+-+SP,+09015-550&amp;amp;geocode=FWQLl_4dzh06_Q%3BFS32lv4dXCU6_SkR_iuqgELOlDHh4AhZLkOAOw&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;mra=ls&amp;amp;dirflg=w&amp;amp;sll=-23.65563,-46.52328&amp;amp;sspn=0.014151,0.01929&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;z=17&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mais Informações: ativismoabc@riseup.net www.ativismoabc.org&lt;br /&gt;www.fotolog.com/ativismoabc&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-1847305867644674254?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/1847305867644674254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/agenda-de-agosto-da-casa-da-lagartixa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1847305867644674254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1847305867644674254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/agenda-de-agosto-da-casa-da-lagartixa.html' title='Agenda de Agosto da Casa da Lagartixa Preta'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-3571598488039958610</id><published>2010-08-11T00:56:00.001-03:00</published><updated>2010-08-11T00:56:35.996-03:00</updated><title type='text'>Presos mapuche cumplen un mes en huelga de hambre en el Día Internacional de Pueblos Originarios</title><content type='html'>http://www.mapuexpress.net/?act=news&amp;amp;id=5881&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoy se conmemora el Día Internacional de los Pueblos Indígenas, establecido en 1994 por la Asamblea General de la ONU con el objetivo de fortalecer la cooperación internacional para la solución de los problemas con que se enfrenta el mundo indígena. Sin embargo, en Chile esta fecha se recuerda justo el día en que los presos mapuche cumplen un mes en huelga de hambre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR PAULA GUERRA - TEMUKO, WALLMAPU &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoy lunes 9 de agosto se conmemora el Día Internacional de los Pueblos Originarios. En 2004, la Asamblea General de la Organización de las Naciones Unidas proclamó un Segundo Decenio Internacional, del 2005 al 2015, con el tema «Un decenio para la acción y la dignidad». Además hoy se cumple un mes de la huelga de hambre líquida que iniciaron los presos políticos mapuche en las cárceles de Concepción y Temuco, a los que, con el paso de los días, se le han sumado otros reos de Valdivia, Angol y Lebu, completando 31 reclusos que exigen la no aplicación de la Ley Antiterrorista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hasta el momento se registran bajas de hasta doce kilos, descompensaciones y malestares propios de la falta de ingesta de alimentos. Por otro lado, también existen denuncias de agresión, maltrato y montaje contra los internos. Por esta razón, los familiares visitarán este lunes al ministro de Justicia, Felipe Bulnes, y acudirán esta semana a la comisión de Derechos Humanos de la Cámara Baja a dejar constancia de las irregularidades en los procesos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los presos mapuche critican la aplicación de la Ley Antiterrorista, en el contexto de “daños a la propiedad”, por lo que se suele enjuiciar a los mapuche, lo que contradice la normativa internacional. Crítica que continuó Domingo Marileo, presidente de la Asamblea Nacional Mapuche de Izquierda, apuntando a la facultad de condenar a prisión preventiva durante dos años. “Es bastante crítica la situación de los hermanos presos. Es bueno que la autoridad tome conciencia de estas situaciones, porque en su administración hay situaciones que no son comprensibles, porque son hermanos que no tienen ningún juicio y están presos, o sea, si yo quiero privar de libertad a alguien, no puede ser por presunción ¿quién le paga a los hermanos todo el tiempo que perdieron?”, denunció Marileo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por otro lado, Hernando Silva, abogado del Observatorio Ciudadano, visitó la cárcel de Temuco y advirtió que algunos huelguistas evidencian lesiones y agregó que “lo único que logra Gendarmería con esto es continuar con la vulneración sistemática de los derechos de las personas y afectar su integridad física”. Estas lesiones fueron constatadas después de la preparación del juicio oral de Lautaro, que hoy se reactiva luego de un escandaloso enfrentamiento entre familiares de los comuneros y Gendarmería, donde incluso se registraron agresiones a la prensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para este miércoles 11 se prepara también una movilización internacional en apoyo a los presos políticos mapuche. Un día después, el jueves 12, se espera que las comunidades realicen un Nguillatún en el fundo San Sebastián en conmemoración del primer aniversario de muerte del comunero Jaime Mendoza Collío, quien falleciera de un disparo realizado por un funcionario de Carabineros en las cercanías de Collipulli el 12 de agosto del 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reacciones políticas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luego de una extensa indiferencia de la clase política y recién a 30 días de iniciada la huelga de hambre, el debate sobre la aplicación de la Ley Antiterrorista y la legitimidad de las demandas de los mapuche está recién comenzando en el mundo político. Son sólo unas pocas voces provenientes del mundo político que han enfrentado el tema. La presidenta de la Comisión de Derechos Humanos del Senado, Lily Pérez anunció la presentación de un oficio formal para revisar la situación de la huelga de hambre en cinco cárceles del sur del país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pedí un acuerdo a la comisión de Derechos Humanos del Senado para que el ministerio del Interior nos informe sobre la situación de los comuneros mapuche y espero que con el informe que emane de esa secretaría de Estado nos podamos hacer una convicción propia respecto de ese tema”, dijo Pérez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La comisión de Derechos Humanos de la Cámara de Diputados también inició conversaciones sobre el tema. “Hemos resuelto recibir a aquellos que aparecen como voceros de los comuneros mapuche en huelga de hambre con el objetivo de que expongan las reivindicaciones de su movimiento para analizar en qué medida podemos cooperar para que esta huelga termine”, afirmó el presidente de la comisión, Hugo Gutiérrez. Al ser consultada por la huelga de hambre de los comuneros mapuche, la portavoz de La Moneda, Ena von Baer se mostró evasiva y sólo afirmó que “aquí hay un proceso judicial y el Gobierno en general no comenta los procesos judiciales”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, el senador de RN Alberto Espina rechazó categóricamente la huelga e instó al gobierno a no ceder ante la presión. Estas palabras no fueron bien acogidas por los representantes de la etnia. “La opinión que ha dado el señor Espina es genocida e inhumana. Aquí está en juego la vida de los primeros habitantes de este país. Si no reconocen esta situación no se va a poder llegar a acuerdos y van a querer silenciar la deuda histórica que tienen con los mapuche”, afirmó el wekén de la comunidad Autónoma de Temucuicui, Jorge Huenchullán. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En medio de esta crisis, asumió en la Araucanía el nuevo director general de Gendarmería, Marco Fuentes, en reemplazo del saliente, Pedro Chávez, quien fue destinado a cumplir funciones en la región de Los Ríos. Al asumir el cambio, Marcos Fuentes, calificó el escenario como “complejo” y aseguró que esta situación ocupará un lugar especial en su gestión futura en Cautín y Malleco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-3571598488039958610?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/3571598488039958610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/presos-mapuche-cumplen-un-mes-en-huelga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3571598488039958610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3571598488039958610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/presos-mapuche-cumplen-un-mes-en-huelga.html' title='Presos mapuche cumplen un mes en huelga de hambre en el Día Internacional de Pueblos Originarios'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-5198902784138405324</id><published>2010-08-05T00:37:00.000-03:00</published><updated>2010-08-11T00:49:08.178-03:00</updated><title type='text'>SOLIDARIEDADE AOS AREAIS DA RIBANCEIRA!!!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta última quarta-feira (28/07) iniciou-se a ação de despejo da comunidade tradicional dos Areais da Ribanceira de Imbituba. Esta comunidade, representada oficialmente pela ACORDI (Associação Comunitária Rural de Imbituba) desde 2002, já enfrenta conflitos pela sua permanência na terra desde meados da década de 70.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Para quem ainda não conhece, esta área caracteriza-se como um verdadeiro patrimônio histórico, ambiental e cultural existente, sobretudo, devido a presença de uma comunidade tradicional de agricultores e pescadores artesanais que há gerações e gerações se mantiveram na área como verdadeiros guardiões da biodiversidade local. Cultivando principalmente diversas variedades de mandioca e coexistindo com o extrativismo sustentável do butiá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação de despejo contou com a força tarefa de aproximadamente cinqüenta Policiais Militares, somados a cavalaria e a Polícia de Patrulhamento Tático. Iniciaram com a destruição da casa da família do Seu Antero (62 anos), posteriormente, a casa de Seu Zé Farias (72 anos), Seu Valentim (78 anos) e Seu Nei (62 anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora se encontra sob ameaça de desapropriação e destruição o coração da ACORDI, a sede da associação e o engenho de farinha coletivo (recém inaugurado na 7ª Feira da Mandioca). Neste domingo ocorreu na sede da associação a celebração de uma missa em solidariedade a luta dos agricultores e desde então iniciou-se também o estado de vigília permanente em defesa desta população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos assim, por meio desta, convocá-los a somar-se a esta luta. A ACORDI está aberta para receber e alojar todos os apoiadores da causa. Não é necessário se preocupar com alimentação, tragam apenas cobertores, agasalhos, colchão e objetos pessoais. Recorremos assim, a força, persistência, solidariedade e união de quem sabe e acredita na luta do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidamos também todos e todas que puderem participar da reunião que ocorrerá nesta quinta-feira (05/08) às 17:00h na sede da ACORDI para discutir os impactos sócio-ambientais dos projetos e empreendimentos projetados para Imbituba, bem como para o  todo o litoral de Santa Catarina e outras regiões do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão de Comunicação Solidariedade à ACORDI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imbitubaurgente.blogspot.com/"&gt; Imbituba urgente&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.enovasproducoes.blogspot.com/"&gt;É Novas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com.br/mateus.hist/DesocupacaoAreaisDaRibanceira28072010?authkey=Gv1sRgCInrjfz9zoTSNw&amp;amp;fgl=true&amp;amp;pli=1#"&gt; Fotos &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-5198902784138405324?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/5198902784138405324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/solidariedade-aos-areais-da-ribanceira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5198902784138405324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5198902784138405324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/08/solidariedade-aos-areais-da-ribanceira.html' title='SOLIDARIEDADE AOS AREAIS DA RIBANCEIRA!!!'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-7528679260166545209</id><published>2010-07-16T13:39:00.000-03:00</published><updated>2010-08-11T00:48:38.382-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FAG; FAO;'/><title type='text'>La protesta no es un crimen.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Entrevista con la Federación Anarquista Gaúcha.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;La revista Socialismo Libertario, periódico nacional del Foro del Anarquismo Organizado (FAO), conversó con un militante de la Federación Anarquista Gaúcha, FAG, en este momento en que se aproxima la fecha de audiencia en la que 6 militantes de la oganización serán interrogados. Será el día 19 de julio y contará con la presencia de la gobernadora Yeda Crusius en persona, haciendo su denuncia contra la FAG.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Socialismo Libertário:&lt;/b&gt; podríamos hacer una pequeña restrospectiva de los hechos que llevaron a ustedes a tener la sede invadida por la policía civil y los militantes intimados judicialmente?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Militante de FAG&lt;/b&gt;: el 21 de agosto, durante una siniestra operación de guerra montada por la Brigada Militar para despejar la ocupación de los trabajadores del MST en el latifundio Southall, en el municipio de San Gabriel, fué asesinado Elton Brum. El crimen un acto premeditado del Estado. El compañero Sin Tierra fué blanco por parte de la policía con un tiro calibre 12. Este hecho conmovió a todo el movimiento popular y sindical, derechos humanos y grupos del Foro Internacional. Inmediantmente se organizaron caravanas solidarias para San Gabriel, la ciudad donde se dió un golpe de muerte que era anunciado por la escalada de violencia del Estado contra la protesta y la pobreza. En Porto Alegre, el mismo día levantamos con otros sectores organizados en la lucha un acto de solidaridad con el MST y de repudio al gobierno de Yeda Crusius y a la Brigada Militar. De esta movilización inmediata resultó la decisión de la FAG de llevar a la calle una campaña de agitación denunciando el crimen y denunciando a sus responsables, en este caso el jefe de las operaciones de la Policía Militar y el gobierno del Estado. Será pués la propia Yeda Crusius en persona quien realiza una denuncia por calumnia y difamación y abre este proceso judicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SL&lt;/b&gt;: como definirían ustedes la cojuntunra para los movimientos sociales en Rio Grande do sul en&lt;br /&gt;los últimos años?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MF&lt;/b&gt;: En un análisis discutido y aprobado por el Consejo Federal de la organización, que recorría los actos represivos y los esquemas corruptos que sucedían, la lectura que hicimos era de evidencias de un Estado policial con alto grado de crueldad, dentro del régimen democrático burgués, hacia los pobres y los sectores organizados de la lucha. Vivimos una combinación explosiva de un gobierno corrupto hasta la médula, de una oposición parlamentaria rendida a las clausulas neoliberales de préstamos al Banco Mundial y una pauta represiva implacable a las manifestaciones de la pobreza y de la protesta social en las calles o en el campo. Esta coyuntura todavía tenía la mediación de un discurso reaccionario que ganó la circulación para los medios de comunicación y estos preguntaron por mano pesada contra los "Trastornos" que venian generando los de abajo. En esa producción fuerte de la comunicación dominante ganó escenario y foco el comandante Paulo Roberto Mendes de brigada militar, quien fuera bautizado como "Capitán Nascimento de las pampas". Paralelo al fuego cruzado de la máquina de las preguntas,  las investigaciones y las controversias que convulsionaron el gobierno y también del ajuste fiscal que se desmontó con los servicios públicos y la política social, el comandante Mendes era el símbolo de la acción del estado federal. En 2008 la lucha de clases en el estado de Río Grande del Sur paso por un momento brutalmente represivo en cuanto al gobierno de Yeda Crusius, se equilibraba en la cuerda floja para pasar de castigado a castigador, cuando las estafas de dinero público del Departamento Estatal de Tránsito fueron identificadas, la lengua suelta del vice gobernador Feijó, la muerte mal explicada del representante de estado en Brasília, una segunda caja en la campaña para la compra de la mansión de la Gobernadora.... Como dijimos en el 2008 la mano dura bajó. Para recordar mejor. En enero el encuentro estatal de MST en Sarandi fue rodeado, paralizado e invadido por un contingente absurdo de la policía constituendo una grave violación de los derechos democráticos. En febrero una manifestación del Encuentro Latinoamericano de Organizaciones Populares Autónomas (ELAOPA), en Porto Alegre, durante una conderencia mundial de ciudades, tuvo que defenderse de la agresión policia. En la ciudad de Rosario do Sul, durante la jornada de luchas de las mujeres campesinas, en el 8 de marzo, una ocupación de la zona de frontera terrestre ilegalmente invadida por la sueco-finlandesa Stora  Enzo, terminó en salvaje represión, sin discriminación de los niños. Para el semestre episodios  más. Una batalla en frente de una red de supermercados Wal-Mart, en Porto Alegre dejó varios  compañeros de movimientos de la ciudad y del campo heridos, y uno en estado grave. En el norte  de Rio Grande del Sur, en la ciudad de Passo Fundo, durante la ocupación de la planta de  Bunge, más violencia de la policía. Un piquete de huelga del sindicato de trabajadores bancarios  en Porto Alegre fue golpeado cobardemente. La marcha desde el exterior, que cada año se celebra en la capital de Río Grande se le ha prohibido acercarse al palacio de gobierno y dispersa  a balazos de goma y bombas de gás lacrimogenos de las fuerzas represivas. Una demanda presentada por el fiscal del Estado pidió la cabeza del MST, suspendió las escuelas itinerantes, le quería fuera de la ley, prohibido, amordazado, el mayor poder social de los oprimidos en el país. La conyuctura tenía presagios siniestros de muerte, pérdida de compañeros, dada la escalada de represión que se ha lanzado con fuerza sobre la resistencia popular. En los barrios y pueblos de la periferia, en las favelas, el encarcelamiento de la juventud negra y pobre, sobretodo, fue incorporada por el aparato represivo como una política de limpieza social. Así se hizo, en el 21 de agosto de 2009, el asesinato del campesino sin tierra Elton Brum. En medio de la batalla histórica que hace el MST en el corazón del latifundio, la "tierra de los generales” llamada San Pues, nos  parece que de esa intensa represion nos quedo la judicialização de los conflictos. Es donde estamos ahora. El gobierno Yeda empezó la caza a brujas, en su final, contra sus opositores. Al menos trés casos de ataques judiciales son emblemáticos. La protesta en frente a la residencia de la governadora organizada por sindicatos y partidos de izquierda; la campaña publicitária del foro de servidores públicos, con el liderazgo del Sindicato de Profesores (Cpers); y la propaganda de FAG denunciando los responsables por el asesinato de Elton Brum. Todos llamados al Foro Central de la sexta vara criminal para responder a las quejas de la governadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SL&lt;/b&gt;: Porque, en su punto de vista, el asesinato de Elton Brum no hizo estallar la protesta, como es la costumbre en estos casos, como por ejemplo, em Argentina (Dario y Maxi) o Grécia (Alexandrous Grigoropoulos)?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MF&lt;/b&gt;: El asesinato se ubicó en una coyunctura más general donde se cruzavan las luchas y movilizaciones populares contra la dura política fiscal del govierno. Tenemos nuestra própia evaluación, nuestras hipótesis sobre eso. Se formó en el Rio Grande del Sur una campaña que  tenía como centro la lucha política contra el govierno, por el “Fuera Yeda”, que contava como sector más dinámico el sindicato de trabajadores de la educación. El gobierno Yeda hacía colección de escândalos y se perdia en el fuego cruzado de la crisis política, com fracturas en su própia base de sustentación. Una Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) se instaló en el legislativo gaúcho que dió visibilidad al PT y sus ambiciones electorales. El reformismo ganó protagonismo, como intermédio político de la lucha que se ampliava en las calles y em locales laborales del sector público. Con el tiempo, el parlamento y la comissão de inquérito pasó a ganar lugar más decisivo, desplazando la acción directa popular. Ese es el primer elemento. El segundo es la perdida que resultó la falta de independencia de clase del movimiento sindical, especialmente las fuerzas organizadas en la CUT, que se burocratizarón en la CPI e en los intereses del PT en debilitar el gobierno para las próximas elecciones, vaciando la lucha en las calles y ganando protagonismo por la oposición en el parlamento. Esa relación de intimidad entre la central sindical y el PT explica la ausencia completa de un plan de acción contra los acuerdos del gobierno Yeda con el Banco Mundial, aprobados por unanimidad en el legislativo, incluso por el PT y el PC do B. La falta de independencia de clase a que nos referimos impedió formas más combativas de lucha que podrían provocar la caída del gobierno. En tercero, los eventos en San Gabriel, el asesinato de Elton Brum, podrían ascender al grado máximo la crisis política gaúcha para una situación en que un plan de acción directa unificado, del campo y ciudad, como por ejemplo: parada de los servicios públicos, piquetes en zonas industriales o cortes de rutas podrián desestabilizar seriamente el gobierno de estado y cambiado la corelacion de fuerzas a nuestro favor. La concepcion reformista no busca decisión por la lucha de los interesados, lo que puede escapar de su control, busca por los médios intermediários. El movimiento popular y sindical es el grupo de presión mientras los agentes parlamentários deciden y ganan los créditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SL&lt;/b&gt;: Que rol tiene la prensa gaúcha en los eventos y en la violéncia policial?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MF&lt;/b&gt;: Los medios burgueses fue, obviamente de una desinformación criminal. Los grupos dominantes de la comunicación son parte fundamental de una estrutura de poder que plantea la política de criminalización de la protesta y de la pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SL: &lt;/span&gt;Y que rol tiene una organización anarquista en un momento como ese?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MF:&lt;/span&gt; Somos una organización modesta en ese escenario, sinembargo tomamos nuestra parte en las luchas que se hacen en la sociedad. Estar con los que luchan deve ser un lema para los anarquistas, de cualquier lado. Luchar en contra um gobierno corrupto y neoliberal y defender resueltamente las libertades publicas, hacendo apuesta por la fuerza social en la calle y en la acción directa popular es nuestra razón de ser. Así se abre la perspectiva libertária, se generan relaciones de fuerza para formas de pode popular contra los intermediários reformistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SL&lt;/b&gt;:Ustedes tiene recibido la solidaridad desde fuera del Rio Grande del Sur, cómo es?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MF&lt;/b&gt;: Mucha, mucha solidaridad. De todos los rincones de Brasil, de nuestra América Latina y del Mundo. Poço después del allanamiento del local de FAG, en poços dias, se hizo actos solidários em Uruguay, Argentina, Espana, Francia, etc. Distintos grupos, organizaciones, militantes, medios alternativos y libertários nos hicerón llegar su apoyo. Somos muy agradecidos por todos y todas que en esa hora se moverón por nuestra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SL&lt;/b&gt;:Qué esperar para el día 19 de julio?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MF&lt;/b&gt;: Movilización de FAG y de todos e todas que sean solidários, o que tengan como común la lucha contra la criminalización de la protesta. En el 19 de julio estaremos concentrado para una protesta. No reconocemos la causa de calunia y difamación que la gobernadora se nos pone. Estaremos hasta el final por justicia y punición a los responsables por el asesinato de Elton Brum. causa comum na pauta contra a criminalização do protesto. No dia 19 de julho estaremos concentrados para um ato de protesto. Não reconhecemos a acusação de calúnia e difamação que a governadora nos imputa. Estaremos até o fim por justiça e punição dos responsáveis pelo assassinato de Elton Brum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SL&lt;/b&gt;:Palabras finales?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MF&lt;/b&gt;: Não tá morto quem peleia!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-7528679260166545209?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/7528679260166545209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/07/la-protesta-no-es-un-crimen.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/7528679260166545209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/7528679260166545209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/07/la-protesta-no-es-un-crimen.html' title='&lt;b&gt;La protesta no es un crimen.&lt;/b&gt;'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-8408875810244273898</id><published>2010-06-10T11:40:00.001-03:00</published><updated>2010-06-13T10:55:32.533-03:00</updated><title type='text'>A Bibliografia de Bakunin</title><content type='html'>Artigo publicado em Anarkismo.net sobre a bibliografia de Bakunin, feito por Felipe Corrêa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A BIBLIOGRAFIA DE MIKHAIL BAKUNIN &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Felipe Corrêa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo desse artigo é triplo:&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UdkQa57bmxU/TBTiJbp8NaI/AAAAAAAAATM/1qHQT9Agz2M/s1600/bakunin-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 165px; height: 217px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UdkQa57bmxU/TBTiJbp8NaI/AAAAAAAAATM/1qHQT9Agz2M/s200/bakunin-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482255298087105954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;1. Fazer um levantamento bibliográfico da obra de Bakunin daquilo que foi traduzido e publicado no Brasil e em Portugal.&lt;br /&gt;2. Listar as obras sobre Bakunin traduzidas, publicadas ou escritas em português.&lt;br /&gt;3. Fazer um levantamento bibliográfico da obra completa de Bakunin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, ele foi dividido em quatro partes. A primeira, “Traduções e Publicações de livros e artigos de Bakunin em Português”, e a segunda, “Cronologia das Publicações de Bakunin em Português”, respondem ao primeiro objetivo. A terceira parte, “Publicações Sobre Bakunin em Português”, responde ao segundo objetivo e, finalmente, a parte “Obras Completas de Bakunin” responde ao terceiro objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejamos, com isso, contribuir com informações aos interessados e pesquisadores desse revolucionário, cuja importância é indiscutível e cuja obra, fundamentalmente no Brasil, não teve ainda a atenção e o tratamento necessários. Devemos reconhecer que o Brasil figura hoje entre os países com o maior número de publicações de Bakunin, merecendo destaque o esforço realizado pelo tradutor e editor Plínio Augusto Coêlho e as editoras Novos Tempos e Imaginário. Ainda assim, faz-se necessário continuar o trabalho de publicação e difusão das obras e, utilizando aquilo que já está disponível, elaborar novas análises, que permitam um aprofundamento nas discussões que vêm sendo feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira parte do artigo serão listadas as traduções e publicações, por data da publicação, indo das mais recentes às mais antigas, citando as editoras e os anos em que foram publicadas e colocando ao final as obras que ainda estão no prelo. A mesma coisa foi feita na terceira parte. Na segunda, fizemos uma lista, por ano, em ordem crescente, das publicações em português, apontando o nome da obra, a editora de publicação e o país em que a obra foi publicada. Na última parte, listamos exaustivamente todos os escritos de Bakunin publicados em francês no CD-ROM &lt;i&gt;Bakounine: Ouvres Completes&lt;/i&gt;, pelo Instituto de História Social de Amsterdã, em 2000. Esse CD divide a obra de Bakunin entre escritos e cartas. Nos escritos estão seus livros, artigos e algumas cartas que, segundo a concepção dos organizadores, são fundamentais para a compreensão da teoria de Bakunin, sendo, portanto, consideradas escritos e não cartas. A lista aqui apresentada e traduzida ao português é a lista completa desses escritos. Além deles, o CD-ROM traz centenas de outras cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur Lehning, um daqueles que, como Max Nettlau e outros, dedicou boa parte de sua vida à pesquisa e organização da obra de Bakunin, afirmou nos anos 1970, em uma comemoração do centenário de morte do revolucionário russo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UdkQa57bmxU/TBTjEguAWSI/AAAAAAAAATc/dsGqiM9vlgs/s1600/bakunin1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 193px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UdkQa57bmxU/TBTjEguAWSI/AAAAAAAAATc/dsGqiM9vlgs/s200/bakunin1.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482256313058613538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“O interesse que suscita, entre os historiadores, a influência do pensamento e da ação de Bakunin, devia fatalmente dirigir-se aos problemas atuais e às lutas do movimento operário socialista e revolucionário. Se, no mundo de hoje, Bakunin tomou um caráter de tão grande atualidade, isso não se deve aos trabalhos desenvolvidos pelos historiadores, mas ao fato de que, no estado atual do mundo e do mundo dos trabalhadores e socialista, em particular, os problemas da ditadura e da liberdade, do centralismo e do federalismo, da autogestão e do papel do partido político, em uma palavra, de todos os problemas da reconstrução social, atraíram de novo a atenção para o pensamento de Bakunin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a pesquisa, falta evidentemente muito a ser feito; mas, quaisquer que sejam os novos fatos que os historiadores possam descobrir, aprofundar ou retificar, naquilo que se refere à vida, ao pensamento e às atividades de Bakunin, uma coisa é certa: Mikhail Bakunin permanecerá um dos mais eminentes fundadores do socialismo libertário [...]. Suas idéias formam um todo coerente, ao qual uma prática revolucionária está indissoluvelmente ligada.”[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no interesse de dar continuidade à pesquisa de Bakunin que agora publicamos esse artigo, que surge em meio a uma pesquisa mais ampla sobre a vida e a obra de Bakunin. E devemos concordar com Lehning que Bakunin tem contribuições fundamentais, ainda hoje, para os movimentos populares, os revolucionários em geral, em especial, para os anarquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente faltam informações e pedimos que, no caso disso ser identificado pelo leitor, que seja comunicado pelo nosso e-mail que consta no final do texto, visando complementar a bibliografia o máximo possível. Ela servirá para as pesquisas que estão sendo e que serão realizadas, por nós, e também por outros interessados. [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua em: &lt;a href="http://www.anarkismo.net/article/16810"&gt;http://www.anarkismo.net/article/16810&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-8408875810244273898?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/8408875810244273898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/06/bibliografia-de-bakunin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8408875810244273898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8408875810244273898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/06/bibliografia-de-bakunin.html' title='A Bibliografia de Bakunin'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UdkQa57bmxU/TBTiJbp8NaI/AAAAAAAAATM/1qHQT9Agz2M/s72-c/bakunin-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-7626705101098535758</id><published>2010-05-25T22:35:00.000-03:00</published><updated>2010-05-25T22:35:05.662-03:00</updated><title type='text'>Oficina Libertária</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S_x6vHe-2kI/AAAAAAAAACY/vfooG8jqbvg/s1600/ccs.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S_x6vHe-2kI/AAAAAAAAACY/vfooG8jqbvg/s320/ccs.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Data: 26 de maio de 2010, as 19h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismo*&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Realização:*&lt;br /&gt;*Centro de Cultura Social de São Paulo*&lt;br /&gt;*Rua Gal. Jardim n.º 253 – sala 22 (metrô república)*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*www.ccssp.org*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*ccssp@ccssp.org*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-7626705101098535758?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/7626705101098535758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/oficina-libertaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/7626705101098535758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/7626705101098535758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/oficina-libertaria.html' title='Oficina Libertária'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S_x6vHe-2kI/AAAAAAAAACY/vfooG8jqbvg/s72-c/ccs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-8710630624653671839</id><published>2010-05-22T14:19:00.000-03:00</published><updated>2010-05-22T14:19:37.677-03:00</updated><title type='text'>Brasil em tempos de Copa do Mundo</title><content type='html'>Pessoal achei esse video interessante, mostra uma realidade de nossa sociedade, pra frente brasil! Traz o Hexa Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa é uma animação produzida pelo Laboratório de Desenhos click no link e veja no original:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/corrente_page.htm"&gt; Clique Aqui para ver o curta animado de 80 seg.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-8710630624653671839?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/8710630624653671839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/brasil-em-tempos-de-copa-do-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8710630624653671839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/8710630624653671839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/brasil-em-tempos-de-copa-do-mundo.html' title='Brasil em tempos de Copa do Mundo'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-30435759968313208</id><published>2010-05-17T16:09:00.000-03:00</published><updated>2010-05-17T16:19:32.793-03:00</updated><title type='text'>Geografia e Anarquismo no CELIP</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eoRw5UakUek/S_GWUTBrfLI/AAAAAAAAAAM/8POlc3NWu9o/s1600/cartaz_celip_maio_10(1).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472320297680731314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eoRw5UakUek/S_GWUTBrfLI/AAAAAAAAAAM/8POlc3NWu9o/s320/cartaz_celip_maio_10(1).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;CELIP (Círculo de Estudos Libertários Ideal Peres) convida para estudo coletivo: "Geografia e Anarquismo" 29/05 - Sábado às 14h&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Local: Centro de Cultura Social (CCS-RJ)Rua Torres Homem 790 - Vila Isabel&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Referência: Final do boulevard 28 de Setembro e Escola de Samba Vila Isabel&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Baixe o texto da discussão em &lt;a href="http://www.farj.org/" target="_blank"&gt;http://www.farj.org/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-30435759968313208?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/30435759968313208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/geografia-e-anarquismo-no-celip.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/30435759968313208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/30435759968313208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/geografia-e-anarquismo-no-celip.html' title='Geografia e Anarquismo no CELIP'/><author><name>Leonardo Vieira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eoRw5UakUek/S_GWUTBrfLI/AAAAAAAAAAM/8POlc3NWu9o/s72-c/cartaz_celip_maio_10(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-770312365790157563</id><published>2010-05-15T22:27:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T22:30:10.366-03:00</updated><title type='text'>Anarquismo e Sindicalismo Revolucionário - Por Felipe Corrêa</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="article-subtitle"&gt;Uma resenha crítica do livro de Edilene Toledo, a partir das visões de Michael Schmidt, Lucien van der Walt e Alexandre Samis&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;       &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="article"&gt;&lt;!-- Feature Image change class to "left" to align image left--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;" class="feature-image-left"&gt;&lt;a href="http://www.anarkismo.net/attachments/mar2010/asr_img.jpg"&gt;&lt;img class="feature" src="http://www.anarkismo.net/cache/imagecache/local/attachments/mar2010/300_0___20_0_0_0_0_0_asr_img.jpg" alt="featured image" width="300" height="151" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;div class="feature-caption"&gt;Anarquismo e Sindicalismo Revolucionário&lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;!-- End of Feature Image --&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;  &lt;!-- Edit Summary Text to make feature text if needed --&gt; &lt;/p&gt;&lt;h3 style="text-align: justify;"&gt;Uma resenha crítica do livro de Edilene Toledo, a partir das visões de Michael Schmidt, Lucien van der Walt e Alexandre Samis&lt;/h3&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Neste artigo, tentaremos discutir os conceitos de anarquismo e sindicalismo revolucionário, colocando-os dentro de seus respectivos contextos históricos, tanto no Brasil como fora, e contrapor o que Edilene Toledo sustenta em seu livro &lt;i&gt;Anarquismo e Sindicalismo Revolucionário: trabalhadores e militantes em São Paulo na Primeira República&lt;/i&gt;. Para isso, utilizaremos dois ótimos livros publicados em 2009, mas que infelizmente ainda não estão disponíveis no Brasil: &lt;i&gt;Black Flame: the revolutionary class politics of anarchism and syndicalism&lt;/i&gt;, de Michael Schmidt e Lucien van der Walt (África do Sul), e &lt;i&gt;Minha Pátria é o Mundo Inteiro: Neno Vasco, o anarquismo e o sindicalismo revolucionário em dois mundos&lt;/i&gt;, de Alexandre Samis (Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo completo em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.anarkismo.net/article/16164&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-770312365790157563?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/770312365790157563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/anarquismo-e-sindicalismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/770312365790157563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/770312365790157563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/anarquismo-e-sindicalismo.html' title='Anarquismo e Sindicalismo Revolucionário - Por Felipe Corrêa'/><author><name>Pedro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-1475055319174519085</id><published>2010-05-12T18:41:00.001-03:00</published><updated>2010-05-15T21:41:50.000-03:00</updated><title type='text'>Kaingang retomam área no Morro Santana em Porto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 19 de fevereiro de 2010, uma família kaingang reinvidicou através de uma ocupação uma área do Morro Santana em Porto Alegre reconhecendo ali parte de seu território tradicional. A área ocupada é atualmente de propriedade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e é uma reserva ambiental da mesma universidade. Contudo, os kaingang utilizam a área há pelo menos 20 anos – quando as primeiras famílias começaram a aparecer nos registros da cidade de Porto Alegre que na época começava a se expandir territorialmente. As famílias que agora retomaram a área, viviam na vila Jari próxima ao Morro Santana e já faz alguns anos que reivindicam à FUNAI um Grupo de Trabalho (GT) que realize estudos de identificação e demarcação da área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resposta a ocupação kaingang, o setor juridico da UFRGS entrou rapidamente com um pedido de reintegração de posse forçada na 6ª Vara Federal de Porto Alegre, na tentativa de burlar a constituição federal de 1988 e sabendo que a área é ocupada por muito tempo pelos kaingang, pois o Morro Santana faz parte das áreas para o manejo e coleta de materiais, tais como cipós e taquara, utilizados na confecção do artesanato e das cestarias kaingang. No dia 23 de fevereiro, o juíz Cândido Alfredo Silva Leal Junior defiriu a liminar em favor à UFRGS concedendo o prazo de 24 horas para a desocupação kaingang da área. O incrível desta ação judicial foi o total descumprimento da Constituição Federal de 1988 que garante aos indígenas, em seus artigos 231 e 232, o direito de reivindicarem suas terras tradicionais, além dos desrespeito aos estudos antropológicos, arqueológicos e biológicos que vêm sendo realizados há anos pelos pesquisadores da própria UFRGS no Morro Santanta. Uma clara ação unilateral da Reitoria da universidade denunciando o temor que a universidade tem por saber da tradicionalidade da área kaingang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resposta a ação, o departamento de Antropologia se manifestou contrário à própria universidade e redigiu uma carta &lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt;em&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; resposta às decisões do juíz Cândido Leal.&lt;/http:&gt;&lt;br /&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt;&lt;/http:&gt;&lt;br /&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt;O cacique kaingang do Morro Santana se indignou com o desrespeitos às leis&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; diferenciadas na ação judicial: “Se é dessa forma que se resolve o país, com&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; arma, com paulada, se é desse jeito, o que nós vamos fazer? Pobre nós somos,&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; vivemos massacrados de 500 anos pra cá, se querem nos matar de uma vez, pois&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; que mate, já estamos mal mesmo, não temos nada a perder, nada a ganhar (…) O&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; que é um país democrático que querem construir? Como as etnias são&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; massacradas? Nós não queremos mais que nosso direito, não queremos tirar&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; direito de ninguém.”&lt;/http:&gt;&lt;br /&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt;&lt;/http:&gt;&lt;br /&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt;Com o passar dos dias e dos prazos deferidos pelo juíz, no dia 27 de abril&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; de 2010, a juíza federal substituta Clarides Rahmeier (já que Cândido Leal&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; entrou em “férias”) realizou um despacho de reintegração de posse forçada,&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; intimando os órgãos competentes para realizar a ação, desse modo todos os&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; envolvidos estão a postos para possível ação truculenta por parte da Polícia&lt;/http:&gt;&lt;http: com="" wiki="" adz=""&gt; Federal e da Brigada Militar na área.&lt;br /&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-1475055319174519085?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/1475055319174519085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/kaingang-retomam-area-no-morro-santana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1475055319174519085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1475055319174519085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/kaingang-retomam-area-no-morro-santana.html' title='Kaingang retomam área no Morro Santana em Porto'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-1114170732144892271</id><published>2010-05-11T08:42:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T21:50:15.029-03:00</updated><title type='text'>La vigência del Anarquismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendamos o porque o Anarquismo não somente vive mas é urgente, precisamos entender porque somos difamados pela esquerda e pela direita, neste vídeo podemos ouvir aqueles que além de teorizar viveram uma verdadeiramente uma revolução anarquista e entendemos o que é o Anarquismo para eles!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="height: 344px; width: 425px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RpwQm6qNHtg"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RpwQm6qNHtg" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-1114170732144892271?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/1114170732144892271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/la-vigencia-del-anarquismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1114170732144892271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1114170732144892271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/la-vigencia-del-anarquismo.html' title='La vigência del Anarquismo'/><author><name>Marcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11846527178932025335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_IctEF5-ma1M/S6VYEOuxMCI/AAAAAAAAAKM/zrp0llDWIh8/S220/Sol+do+Caralho!.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-2330251410630251668</id><published>2010-05-09T14:26:00.000-03:00</published><updated>2010-05-09T14:28:02.673-03:00</updated><title type='text'>Ato 1º de maio do RJ</title><content type='html'>Segue o link para o vídeo do ato unificado do 1o de MAIO 2010 no Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Q4PfI2Yoj7g&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de LUTA da Classe trabalhadora. Dia de LUTO do povo do Rio de Janeiro!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um povo forte não precisa líderes, precisa ir às ruas, organizado e&lt;br /&gt;indignado pra lutar por seus direitos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BUCANEIRO PRODUÇÕES&lt;br /&gt;bucaneiroproducoes@riseup.net&lt;br /&gt;http://bucaneiro-producoes.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-2330251410630251668?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/2330251410630251668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/ato-1-de-maio-do-rj.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/2330251410630251668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/2330251410630251668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/ato-1-de-maio-do-rj.html' title='Ato 1º de maio do RJ'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-2186253590859463957</id><published>2010-05-09T14:13:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T22:17:41.803-03:00</updated><title type='text'>O trabalho dos catadores de lixo reciclável</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S-btxovKeKI/AAAAAAAAACQ/C1s-AySLaMo/s1600/catadores.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 300px; height: 186px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S-btxovKeKI/AAAAAAAAACQ/C1s-AySLaMo/s320/catadores.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469320234492655778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A organização deste trabalho é subordinada ao capital, que avaliza a entrada de trabalhadores na catação e a prepara através da geração de desemprego. Ao ditar os preços o capital determina aos trabalhadores a tarefa de recolher um montante cada vez maior de mercadorias. A quantidade de esforços é determinada tanto pela geografia da cidade, quanto pela baixíssima rentabilidade por material recolhido. Por Fernando Paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quadro de Cláudio Dickson&lt;br /&gt;No Brasil, em 2005, estimativas apontavam que mais de um milhão de trabalhadores viviam diretamente da cata de materiais recicláveis [1]. Na pequena cidade de Marechal Cândido Rondon, extremo oeste do estado do Paraná, no ano anterior os catadores já eram responsáveis pela coleta de 45 toneladas mensais de lixo reciclável [2]. Para termos uma ideia abrangente sobre o trabalho dos catadores, apresento parte dos resultados da pesquisa que realizei entre os anos de 2004 e 2006 [3]. Na época persegui as seguintes questões: Qual tem sido a lógica mercantil deste tipo de trabalho? Existe alguma conexão entre a jornada de trabalho e a renda mensal dos catadores? Nesta cidade a atividade da catação se encontra organizada? Se sim, como ela é organizada e quem tem determinado essa organização?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais em: http://passapalavra.info/?p=23016&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-2186253590859463957?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/2186253590859463957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/o-trabalho-dos-catadores-de-lixo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/2186253590859463957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/2186253590859463957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/o-trabalho-dos-catadores-de-lixo.html' title='O trabalho dos catadores de lixo reciclável'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S-btxovKeKI/AAAAAAAAACQ/C1s-AySLaMo/s72-c/catadores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-4391647906512466022</id><published>2010-05-07T23:06:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T22:18:18.885-03:00</updated><title type='text'>Esta é a guerra que davam por morta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S-TH5rluq1I/AAAAAAAAACI/apo6JU_XpH4/s1600/blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S-TH5rluq1I/AAAAAAAAACI/apo6JU_XpH4/s400/blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468715641302068050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se em 2009 os acontecimentos que se sucederam na Grécia depois do assassinato policial de um jovem anarquista nos diziam que as revoltas não eram parte do passado na velha Europa, o 2010 nos está dizendo que a guerra de classes segue igualmente vigente como sempre, e que é possível começá-la e a desenvolver aqui, neste mesmo instante. A greve geral selvagem de ontem no país grego evidencia a possibilidade e necessidade que se abre à partir da deslegitimação de uma ordem mundial capitalista, que é a de recuperar a consciência e resgatar o que diz a velha luta de classes. Pois é esta guerra, a que muitos [acadêmicos principalmente] davam por morta, a única capaz de libertar da opressão econômica e social.&lt;br /&gt;O governo grego estava muito consciente do que ia ocorrer se anunciasse o programa de cortes proposto pelo FMI e com o aval da mal cheirosa Zona do Euro, pois o presidente Papandreu sabe bem o nível organizativo e a indignação que existe entre a classe trabalhadora de seu país. Mas parece que não fez mais do que aceitar com boa vontade a chantagem capitalista mundial, ainda sabendo das conseqüências. Ao fim e a cabo as marionetes só obedecem aos estímulos de seus fios, são outros que os movem.&lt;br /&gt;As conseqüências não fizeram mais que começar e uma maioria social avança com força contra a imposição das penúrias que gera o sistema da mercadoria e do pensamento único. A classe trabalhadora grega saiu às ruas massivamente, uma classe que permanece unida com cada um dos novos e velhos sujeitos que a compõem como os imigrantes, os milhares de desempregados ou uma juventude que tem demonstrado com cresce a valentia e o esforço por colocar na rua a guerra social.&lt;br /&gt;Ontem, a classe oprimida organizada de Atenas, Tessalônica e muitas outras cidades gritou, expôs suas reivindicações, desfraldou suas bandeiras e se defendeu com pedras e molotovs porque faz tempo já que perderam o medo, o medo paralisante que mantêm a maioria das pessoas do planeta sob o império do dinheiro. E esta é a única e sincera razão pela qual a Espanha não é a Grécia, tal e como se apressaram hoje a dizer os "agentes sociais" daqui. O medo não desaparece, só mudou de bando, e isso faz do protesto um processo irreversível.&lt;br /&gt;Voltamos a ser milhares&lt;br /&gt;A imprensa e os manifestantes coincidem desta vez em considerar os protestos de ontem os mais numerosos e potentes dos últimos vinte anos. Foram milhares, milhões que abandonaram seus postos de trabalho no comércio, na hotelaria, nos transportes ou na agricultura para irem a rua e participar nas manifestações, que longe de se parecerem aos domesticados passeios que realizam os sindicatos oficiais no Estado espanhol [e festas no Brasil], são uma boa mostra da fúria e da vontade de mudar o atual estado das coisas, onde são os pobres que pagam um alto preço pelos excessos monetários de seu governo.&lt;br /&gt;Foram milhares e estavam organizados. Se mostraram tão convincentes que contagiaram na ilusão de tacar fogo ao Parlamento, para que ao redor do meio-dia se espremiam mais de cem mil trabalhadores que se dispunham a isso. Este simbólico gesto, ainda que por um momento real, é uma mensagem aos milhões de oprimidos do mundo e concretamente seu principal destinatário deve ser a classe trabalhadora da Europa, que diferentemente da Grécia, permanece no mais absoluto silêncio e letargia, ainda encontrando-se em situações muito parecidas, como no nosso caso.&lt;br /&gt;Foram muito longe poderia dizer o presidente. Mas os de baixo, os protagonistas das declarações de hoje, terão que esculpir-lhe neste mesmo instante todo o contrário. Que não acabam mais que ressuscitar uma guerra que tem sido mantida durante décadas no mais profundo abismo, adormecida pela brutalidade do pensamento único e o medo desesperado da maioria.&lt;br /&gt;Quando de noite as principais ruas de Atenas ainda eram pasto para as lhamas, dezenas de detidos eram algemados em suas celas, muitos feridos se lamentavam pela dor e a criminalização se punha em marcha mediante a imprensa internacional. A última hora, La Haine informava a seus leitores de que os regimentos militares das periferias de Atenas se encontravam em alerta máximo, o que leva a pensar que o governo planejava mover as altas esferas da repressão para tentar aplacar a força demonstrada ontem pelos trabalhadores. São as clássicas medidas que qualquer governo poria em marcha diante da radicalidade e decisão mostrada, ainda que sem dúvida seja muito duras as conseqüências que serão sofridas pelos rebeldes gregos, aos que lhes esperam porrada, prisão e censura. E a esta repressão que deverão fazer frente, a mão de ferro que se desprende da luva de seda.&lt;br /&gt;Os trabalhadores gregos, os jovens e os imigrantes têm uma tarefa para realizar mais além do 5 de Maio, dia da greve geral, que é o fortalecimento de suas organizações autônomas e radicais, colocar em funcionamento os mecanismos que faltem para começar a substituir o estado em suas funções e que devolva aos produtores o que é seu e o trabalho por uma sociedade habitável e sustentável de igual direitos e deveres para todos, sob sistemas verdadeiramente democráticos onde a decisão seja gestada por seus próprios implicados. Devem continuar com esta guerra que começaram e que têm por destino uma revolução social. Com sua palavra, e se for necessário com as armas na mão.&lt;br /&gt;Carla del Valle&lt;br /&gt;Espanha - Primavera 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-4391647906512466022?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/4391647906512466022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/esta-e-guerra-que-davam-por-morta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4391647906512466022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/4391647906512466022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/esta-e-guerra-que-davam-por-morta.html' title='Esta é a guerra que davam por morta'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S-TH5rluq1I/AAAAAAAAACI/apo6JU_XpH4/s72-c/blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-15497290179400923</id><published>2010-05-02T00:42:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T22:18:35.998-03:00</updated><title type='text'>Anarquismo e 1º de maio no Brasil (1ª parte)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S9z1KEFlPWI/AAAAAAAAAB4/q6KeClFwUBA/s1600/anakmaio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S9z1KEFlPWI/AAAAAAAAAB4/q6KeClFwUBA/s400/anakmaio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466513600965590370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apresentamos aqui a primeira das 3 partes deste artigo que nos traz a origem do 1º de Maio no Brasil. Por Milton Lopes (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifestação operária em 1º de Maio de 1919 no Rio de Janeiro. Reproduzida da Revista da Semana, 10 de maio de 1919.&lt;br /&gt;O Brasil conhecerá seu primeiro grande surto de industrialização a partir da última década do Império (1881-1889). Apesar do grosso da economia do país ainda assentar na exportação em grande escala de matérias primas e produtos agrícolas (com predominância para o café nesta fase), o número de estabelecimentos industriais, que era pouco mais de 200 em 1851 sobe para mais de 500 em 1889. Do total do capital investido nas atividades industriais naquela época, 60% concentram-se na indústria têxtil, 15% na da alimentação, 10% na de produtos químicos, 4% na indústria de madeira, 3,5% na do vestuário e 3% na metalurgia. Estas atividades produtivas manterão suas posições neste ranking durante as décadas seguintes. No período de 1890 a 1895 serão fundadas mais 425 fábricas, com investimento equivalente a 50% do capital investido no início dos anos 1880. Um primeiro censo geral das indústrias brasileiras realizado em 1907 mostrará a existência de 3.258 estabelecimentos industriais, empregando 15.841 operários. 33% destas fábricas estavam localizadas no Rio de Janeiro, então capital da recém proclamada república (1889), percentual a que se poderiam somar os 7% do antigo estado do Rio de Janeiro, 16% em São Paulo e 15% no Rio Grande do Sul. A hegemonia industrial do Rio de Janeiro cederia para São Paulo no período entre 1920-1938. A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) dará grande impulso à indústria nacional, com a diminuição da importação dos países envolvidos no conflito e também com a diminuição da concorrência estrangeira, devido à forte queda do câmbio.[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resto do artigo em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.4shared.com/document/-5sBumnb/Anarquismo_e_1_de_maio_no_Bras.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://passapalavra.info/?p=11682&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-15497290179400923?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/15497290179400923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/anarquismo-e-1-de-maio-no-brasil-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/15497290179400923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/15497290179400923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/05/anarquismo-e-1-de-maio-no-brasil-1.html' title='Anarquismo e 1º de maio no Brasil (1ª parte)'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S9z1KEFlPWI/AAAAAAAAAB4/q6KeClFwUBA/s72-c/anakmaio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-1447802695318740237</id><published>2010-04-30T15:00:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T22:19:36.788-03:00</updated><title type='text'>1º Colóquio Território Autônomo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendido em sentido amplo e não sectário, o pensamento libertário compreende uma  multiplicidade de correntes e perspectivas, do anarquismo clássico ao autonomismo. O que elas têm em comum é, sobretudo, a objeção simultânea ao status quo capitalista (e a todo o cortejo de opressões constantemente reproduzidas em nossas sociedades: exploração de classe, racismo, patriarcalismo etc.) e ao “socialismo” burocrático e seus pressupostos autoritários.&lt;br /&gt;Gostaríamos de convidar todos os cientistas sociais (geógrafos e não geógrafos) interessados em discutir e construir alternativas, tanto teóricas quanto de engajamento, a partir de uma tal perspectiva, para participar do Primeiro Colóquio Território Autônomo − Um olhar libertário&lt;br /&gt;sobre práticas espaciais, política, economia e cultura, organizado pelo Núcleo de Pesquisas sobre Desenvolvimento Sócio-Espacial (NuPeD) da UFRJ, que será realizado entre os dias 26 e 27 de outubro de 2010, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;A estrutura do colóquio abrange uma fala de abertura (Uma Geografia marginal e sua atualidade: A linhagem libertária), dois espaços de debate (1: Matrizes do pensamento libertário na  Geografia: Reclus e Kropotkin; 2: Diálogos da Geografia com o pensamento crítico não&lt;br /&gt;autoritário: Foucault, Guattari, Castoriadis...), um minicurso (Geografia dos Movimentos Sociais), dois grupos de trabalho (1: Conflitos sociais e espacialidade: Classe, etnicidade, gênero...; 2: Os geógrafos e os movimentos sociais: Como colaborar?) e uma fala de encerramento.&lt;br /&gt;Maiores informações sobre a dinâmica do evento, bem como sobre as normas para a submissão de trabalhos, estarão disponíveis na página do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://territorioautonomo.wordpress.com/&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-1447802695318740237?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/1447802695318740237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/1-coloquio-territorio-autonomo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1447802695318740237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/1447802695318740237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/1-coloquio-territorio-autonomo.html' title='1º Colóquio Território Autônomo'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-7775175661488476983</id><published>2010-04-28T21:46:00.000-03:00</published><updated>2010-04-28T21:48:10.463-03:00</updated><title type='text'>1º de Maio no Utopia e Luta (Porto Alegre)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S9jXNqU3B6I/AAAAAAAAABw/9Q0ygO_w3uI/s1600/1maio_utopia_luta.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S9jXNqU3B6I/AAAAAAAAABw/9Q0ygO_w3uI/s400/1maio_utopia_luta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465354777514149794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-7775175661488476983?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/7775175661488476983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/1-de-maio-no-utopia-e-luta-porto-alegre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/7775175661488476983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/7775175661488476983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/1-de-maio-no-utopia-e-luta-porto-alegre.html' title='1º de Maio no Utopia e Luta (Porto Alegre)'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S9jXNqU3B6I/AAAAAAAAABw/9Q0ygO_w3uI/s72-c/1maio_utopia_luta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-6661849786967818260</id><published>2010-04-28T13:48:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T22:19:55.626-03:00</updated><title type='text'>Da alienação à depressão - Emílio Gennari</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S9hnSox2fhI/AAAAAAAAABo/TzZ0axeTOX8/s1600/aliena%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 255px; height: 315px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S9hnSox2fhI/AAAAAAAAABo/TzZ0axeTOX8/s320/aliena%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465231717695913490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É bastante comum ouvir quem atua nos movimentos sociais se queixar da dificuldade de envolver as pessoas que, por sua situação, deveriam ser as primeiras interessadas em aderir às lutas propostas. Frases como: “o povo não se mexe” ou “o pessoal não quer saber de nada”, são parte de um cotidiano no qual, via de regra, quem se revoltou diante das contradições do presente não consegue despertar qualquer reação individual ou coletiva à altura das necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Download do arquivo no link "Leiruras Copyleft" ao lado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-6661849786967818260?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/6661849786967818260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/apresentacao-e-bastante-comum-ouvir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/6661849786967818260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/6661849786967818260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/apresentacao-e-bastante-comum-ouvir.html' title='Da alienação à depressão - Emílio Gennari'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D2-3R5Aoazg/S9hnSox2fhI/AAAAAAAAABo/TzZ0axeTOX8/s72-c/aliena%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-160951103851614616</id><published>2010-04-26T21:57:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T22:20:09.401-03:00</updated><title type='text'>100 ANOS DA CNT E A REVOLUÇÃO ESPANHOLA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em julho de 1936 irrompe golpe de Estado militar na Espanha. Os  trabalhadores pegam em armas e saem às ruas para combater o fascismo que tenta se impor. A partir daí a terra, as fábricas, as ruas, tudo para todos. O povo, que foi oprimido durante séculos, finalmente mudaria a situação. Através de suas mãos, operários e camponeses poderiam então decidir sobre suas próprias vidas.&lt;br /&gt;A intensa capacidade de organização e mobilização da classe trabalhadora espanhola deveu-se em grande parte à ação&lt;br /&gt;desenvolvida por mais de duas décadas pela Confederação Nacional do Trabalho – CNT. Central sindical de caráter  anarco-sindicalista, fundada pelo povo espanhol em 1910,já no ano seguinte contava com 30.000 membros.&lt;br /&gt;E é para rememorar os 100 anos da CNT e as lutas da Guerra Civil  Espanhola que o Núcleo de Pesquisa Marques da Costa envia este convite para o evento “100 Anos da CNT e a Revolução Espanhola”. O evento, com entrada franca, contará com a exibição do documentário "Guerra Civil Espanhola: prelúdio à Tragédia" (58 min.), seguido de uma palestra de Miguel Suarez, mestrando de História da Universidade Federal Fluminense sobre os "Cem Anos da CNT e a Revolução Espanhola".&lt;br /&gt;A mesa contará ainda com a mediação de Antony do Vale (Sindipetro) e a participação de Alexandre Samis (Federação Anarquista do Rio de Janeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia:&lt;br /&gt;04 de Maio, terça-feira - 18hs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local:&lt;br /&gt;Auditório do Sindipetro - Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro - Avenida Passos, 34 - segundo andar.(entre a Praça Tiradentes e a Avenida Presidente Vargas)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Este evento é uma organização conjunta de:&lt;br /&gt;Núcleo de Pesquisa Marques da Costa - NPMC e SINDIPETRO-RJ.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-160951103851614616?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/160951103851614616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/100-anos-da-cnt-e-revolucao-espanhola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/160951103851614616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/160951103851614616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/100-anos-da-cnt-e-revolucao-espanhola.html' title='100 ANOS DA CNT E A REVOLUÇÃO ESPANHOLA'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-3503616049846556618</id><published>2010-04-26T21:53:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T22:20:23.881-03:00</updated><title type='text'>Belo Monte - vídeo e artigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cenas gravadas na Aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto/Jarina, entre os dias 28 de outubro e 4 de novembro de 2009. Nesse período, os ministros do Meio Ambiente e Minas e Energia foram convidados a ir ao Xingu para discutir os impactos da obra de construção da usina de Belo Monte na região. Se concretizado, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo e vai causar impacto mais de 9 milhões de hectares de floresta, uma área equivalente a duas vezes a cidade do Rio.&lt;br /&gt;http://www.youtube. com/watch? v=ZmOozYXozb8&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-3503616049846556618?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/3503616049846556618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/belo-monte-video-e-artigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3503616049846556618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/3503616049846556618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/belo-monte-video-e-artigo.html' title='Belo Monte - vídeo e artigo'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-7827013896498276739</id><published>2010-04-26T21:49:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T22:20:31.385-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A TV Piolho, uma experiência de televisão livre da cidade de Campinas-SP, voltou ao ar depois de ter tido seus equipamentos apreendidos pela administração da Unicamp. Por TV PiolhoO que é a TV Piolho? É a cara e a voz daquilo que não cabe no Jornal Nacional [1], são os watts que circulam por entre as novelas da vida e fazem coçar as cabeças, é o chega-do-mesmo de quem não pode mais engolir as mesmas mentiras lavadas e babaquices da televisão brasileira!&lt;br /&gt;A Piolho é uma ideia que nasceu em algum momento depois do ano 2000, uma vontade de fazer com imagens o que já se fazia há mais de uma década das bases da caixa d’água central da Unicamp, entidade fluida, forte e viva conhecida como Rádio Muda. Pessoas ligadas à rádio passaram a se reunir com regularidade a partir de 2005, com o objetivo de criar uma televisão livre. Dessas reuniões nasceu o embrião analógico de um piolho que viria ao mundo com saudáveis 20W de potência, e que deu seus primeiros berros em junho de 2006, quando foi realizada a primeira transmissão oficial na Moradia Estudantil da Unicamp.&lt;br /&gt;O primeiro estúdio da TV Piolho foi o espaço dividido com o cineclube da Moradia, o CineMoras, onde ficou até o início de 2007. Neste ano, parte do bloco em que se localizava o estúdio desmoronou, graças à negligência de diversas administrações que resultou em um vazamento de anos que abalou as estruturas do prédio. Assim, a Piolho se transferiu para um antigo ateliê dos estudantes de artes plásticas, a poucos metros do antigo estúdio, onde permaneceu por pouco mais de um ano. Mais uma vez, devido a problemas entre a administração e moradores, a TV teve que se mudar de novo, desta vez indo para o espaço do Laboratório de Fotografia da Moradia, que estava ocioso. Este foi até agora o período mais estável, fértil e produtivo, quando a Piolho atingiu seu atual nível técnico e adquiriu uma certa regularidade organizacional. No entanto, no final de março de 2010, novamente e pela última vez, a administração da Moradia Estudantil da Unicamp prejudicou o funcionamento da TV (que inclusive era o único projeto que funcionava plenamente nos espaços coletivos da moradia), confiscando todos os equipamentos sob a justificativa de falta de diálogo. No momento, tendo recuperado seus equipamentos, a TV Piolho transmite de outro ponto da cidade, apenas programação gravada, e procura um novo local para instalar seu estúdio.&lt;br /&gt;Paralelamente, o coletivo criou o portal tvlivre.org, que está no ar desde 2006. A ideia é que ele seja uma ferramenta de convergência de todos os interessados na teoria e prática de tv livre, servindo como um canal de comunicação (por exemplo, hospedando projetos como nosso site: http://piolho.tvlivre.org), base de dados de referência, meio de veiculação de produção. O portal deve, acima de tudo, alimentar o movimento de meios livres, principalmente a produção televisiva, que ganha destaque no momento que a tecnologia digital cada vez mais se torna acessível comercialmente. O padrão digital multiplica o tamanho do espectro, trazendo a possibilidade de multiplicar as vozes ativas na televisão brasileira, acabando com o argumento da escassez do espectro. Apesar disso, o modo como a migração para o sistema digital vem sendo conduzido na televisão brasileira privilegia o monopólio que tem ditado as regras há mais de 50 anos no país.&lt;br /&gt;A TV Piolho é semente de uma rede que deve multiplicar as vozes e caras que ocuparão o espectro, um pequeno piolho que fará coçar as grandes cabeças que ainda dominam as muitas cabeças por aí.&lt;br /&gt;[1] Para o leitor não-brasileiro, Jornal Nacional é o notíciário televisivo de maior audiência no Brasil, transmitido pela maior emissora de tv, a Rede Globo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-7827013896498276739?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/7827013896498276739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/tv-piolho-uma-experiencia-de-televisao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/7827013896498276739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/7827013896498276739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/tv-piolho-uma-experiencia-de-televisao.html' title=''/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-5789322737982253849</id><published>2010-04-19T13:42:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T22:20:41.290-03:00</updated><title type='text'>Esboço para a crítica da vanguarda.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta pequena contribuição se dirige a &lt;a href="mailto:tod@s"&gt;tod@s&lt;/a&gt; nós que pretendemos revolucionar o cotidiano e cotidianizar a revolução. A &lt;a href="mailto:tod@s"&gt;tod@s&lt;/a&gt; nós,por que abordará questões e problemas que não dizem respeito apenas às/aos &lt;a href="mailto:Proletarizad@s"&gt;Proletarizad@s&lt;/a&gt; Contra Corrente, pois se trata de combater uma cultura política bastante cristalizada nosmovimentos sociais. Nesse esforço, tento identificar agluns sinais da superação dessa cultura política. E não poderiam deixar de ser menos sinais, pois apenas a experiência prática da ruptura com o vanguardismo pode superá-lo de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maxwell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;texto em &lt;a href="http://www.4shared.com/dir/32537054/69c6e5dd/Livros.html"&gt;http://www.4shared.com/dir/32537054/69c6e5dd/Livros.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3619610634358234640-5789322737982253849?l=geografiaeanarquismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/feeds/5789322737982253849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/esta-pequena-contribuicao-se-dirige.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5789322737982253849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3619610634358234640/posts/default/5789322737982253849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://geografiaeanarquismo.blogspot.com/2010/04/esta-pequena-contribuicao-se-dirige.html' title='Esboço para a crítica da vanguarda.'/><author><name>Geografia e Anarquismo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236606712272469362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3619610634358234640.post-7084776539194867187</id><published>2010-04-18T14:48:00.001-03:00</published><updated>2010-05-15T22:20:53.090-03:00</updated><title type='text'>Terra Livre-SP: 100 famílias ocupam terreno na Zona Leste de São Paulo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na luta, na luta, nós vamos resistir&lt;br /&gt;Na luta, na luta, nós vamos resistir&lt;br /&gt;Pela nossa casa, pela moradia&lt;br /&gt;Pela Terra Livre, lutaremos todo dia!&lt;br /&gt;Na madrugada de 17 para 18 de Abril de 2010, cerca de 100 famílias organizadas no TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade, ocuparam um terreno na Zona Leste de São Paulo. Esta é uma ação organizada pelas vítimas das enchentes de dezembro de 2009 e janeiro de 2010, causadas pelo governo estadual ao realizar o fechamento das comportas da barragem da Penha.&lt;br /&gt;Queremos denunciar à toda sociedade que as enchentes não são uma catástrofe natural, mas o manejo das comportas das barragens do rio Tietê, numa política planejada do governo e da prefeitura para facilitar a retirada de famílias para a construção do Parque Linear Várzeas do Tietê.&lt;br /&gt;Não é admissível a política atual de retirar as famílias de seus lares para que as mesmas famílias paguem para morar o resto de suas vidas. Ou que em troca recebam uma bolsa-aluguel de R$ 300 por seis meses. Reivindicamos do governo estadual e da prefeitura uma real política de habitação, em que as famílias que perderam suas casas recebam outra no lugar.&lt;br /&gt;Fazemos um chamado às pessoas e entidades comprometidas com as lutas populares. Precisamos de apoio material e político em mais esta luta. Nós, trabalhadores e trabalhadoras atingidos pelas enchentes não deixaremos nossa situação cair no esquecimento. Lutaremos até o fim por uma moradia digna e por uma sociedade mais justa e igualitária.&lt;br /&gt;Aqui estão as famílias vítimas das enchentes do governo Serra, que perderam tudo menos a coragem de lutar!&lt;br /&gt;Uma casa por outra!&lt;br /&gt;Queremos moradia digna!&lt;br /&gt;Reforma Urbana Já!&lt;br /&gt;TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade&lt;br /&gt;Regional São Paulo&lt;br /&gt;http://www.terralivre.org&lt;br /&gt;secretaria@terralivre.org&lt;br /&gt;11-7379 8860 – Vagner&lt;br /&gt;11-7362 2841 – Zélia&lt;br /&gt;11-7487 2925 – Marcio&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;CONEEG - Confederação Nacional de Entidades Estudantis de Geografia

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