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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Bakunin e o Anarquismo

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (1814-1876) foi um revolucionário russo que contribuiu, determinantemente, em teoria e prática, para o desenvolvimento do anarquismo na Europa ocidental e que teve influência significativa nos rumos do movimento de trabalhadores, em nível mundial.

Bakunin nasceu em uma família de nobres russos, foi educado em casa e seguiu aos 14 anos para a carreira no exército, abandonando-a em 1835. Vai a Moscou, onde participa do círculo de Stankevitch, apaixonando-se pelo romantismo e pelo idealismo alemão, especialmente por Fichte e Hegel. Em 1840, vai a Berlim integrando-se à esquerda hegeliana e publicando artigos. Converte-se ao comunismo e toma contato com a causa dos eslavos, ingressando na luta contra o imperialismo. Influencia-se na relação com P.-J. Proudhon e tem contato com Marx. Participa, em 1848, dos levantes na França e da Insurreição de Praga, e, em 1849, prepara a insurreição da Boêmia e destaca-se como comandante militar do levante de Dresden. Preso, permanece na prisão e no exílio com trabalhos forçados de 1849 a 1861, quando foge, chegando a Londres. Logo se integra à vida política, escrevendo e atuando; vai, em 1865, para a Itália, onde desenvolve intenso trabalho de propaganda e organização e funda a Fraternidade Internacional, uma organização política secreta. Participa dos Congressos da Liga da Paz e da Liberdade, em 1867 e 1868 e, quando a maioria dos membros da Liga nega-se a aceitar o programa socialista, federalista e antiteísta que propunha, rompe, fundando a Aliança da Democracia Socialista. É somente em meados dos anos 1860 que Bakunin adere completamente ao anarquismo, que se consolida com sua entrada na Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), ou "Primeira Internacional". Produz, nesse momento, diversos escritos e envolve-se nas discussões de seu tempo. Exerce ampla influência na AIT, especialmente nos países latinos. Ameaçando a hegemonia de Marx, é expulso em 1872, quando funda, com o setor majoritário da AIT, a Internacional "Antiautoritária". Participa da insurreição da Bolonha em 1874 e, ao final da vida, retira-se da política, falecendo na Suíça em 1876.

Os aspectos destacados neste texto enfocarão com mais profundidade elementos da última fase de Bakunin, já nos anos 1860, em cujo período converteu-se ao anarquismo.


OS PONTOS DE PARTIDA

Bakunin possui, como base de sua teoria, uma série de concepções filosóficas que foram sendo elaboradas ao longo de sua vida, desde o período de juventude, quando adere ao hegelianismo de esquerda. Dentre essas concepções, pode-se destacar: a liberdade, a dialética, o materialismo, a ciência e a ideologia.
Toda a sua teoria está baseada no conceito de liberdade, presente ao longo de toda a sua obra. Polemizando com os filósofos do liberalismo, Bakunin nega que o indivíduo venha à sociedade livre, no momento de seu nascimento, tornando-se oprimido pela coletividade ao longo do tempo - idéias que serão desenvolvidas por filósofos como Rousseau e Mill. Para Bakunin, a liberdade não é o ponto de partida do indivíduo, mas o ponto de chegada. Desde sua mais antiga existência, a luta dos homens teria sido, primeiramente, uma luta contra a natureza, em que eles buscaram superar sua animalidade, negando-a e chegando à humanidade, que se caracteriza pela capacidade de reflexão, abstração, e pela razão, ou seja, pela capacidade de combinar idéias em uma forma de pensamento que possui necessariamente relação com a ciência - para forjar-se como humanidade, uma das bases dos homens foi a idéia de Deus. O curso desta evolução, para Bakunin, seria que humanidade passasse à liberdade, pela revolta contra as condições de escravidão do homem - que se reproduziam na economia, na política e na religião. Bakunin coloca que o homem "partiu da escravidão animal, e atravessando a escravidão divina, termo transitório entre sua animalidade e sua humanidade, caminha hoje rumo à conquista e à realização da liberdade humana."[1]

A sociedade, a coletividade, neste sentido, não seria um empecilho para a liberdade, mas uma condição de sua própria realização. A liberdade individual, portanto, só pode existir dentro da liberdade coletiva já que "ser livre, para o homem, significa ser reconhecido, considerado e tratado como tal por um outro homem, por todos os homens que o circundam". Só é possível considerar-se livre na presença e em relação a outros homens; além disso, essa perspectiva coletiva da liberdade impede que uma pessoa seja livre sozinha: "só sou verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, são igualmente livres".[2] Finalmente, a liberdade, para Bakunin, necessariamente implicaria igualdade e isso coloca um vínculo explícito entre liberdade e socialismo; para ele não existe liberdade plena sob o capitalismo, o Estado ou qualquer outro tipo de dominação, e a igualdade, fundamentalmente econômica, é condição prévia para o desenvolvimento da liberdade. Ele enfatiza que embora seja "partidário da liberdade, essa condição primeira da humanidade, penso que a igualdade deve estabelece-se no mundo pela organização espontânea do trabalho e da propriedade coletiva, das associações produtoras livremente organizadas e federalizadas nas comunas, e pela federação igualmente espontânea das comunas, mas não pela ação suprema e tutelar do Estado"[3].

Outra concepção filosófica que norteia toda a teoria de Bakunin é sua concepção de dialética, forjada ainda nos anos 1840, quando ele era um hegeliano de esquerda, revolucionário, mas ainda não anarquista. Para Bakunin a história - o desenvolvimento de maneira geral - seria determinada a partir de um movimento dialético para o qual a negação teria um papel fundamental: ela seria uma forma de recusar a realidade, permitindo que surgissem novas idéias, capazes de conceber a transformação dessa realidade rumo à liberdade. Essa dialética, ou seja, a
contradição, é, assim, a fonte do movimento e do desenvolvimento histórico. Fundamentando-se em Hegel, o artigo A Reação na Alemanha de 1842 apresenta duas contribuições fundamentais para sua concepção de dialética; a primeira, de uma interpretação de Hegel que constituiria as bases de uma transformação revolucionária; a segunda, de uma dialética que hegeliana que se diferencia da dialética triádica clássica - representada pelos elementos tese, antítese e síntese.
Bakunin propunha uma dialética baseada em somente dois elementos, um positivo e outro negativo - naquele caso analisado, o partido reacionário e o partido democrático, respectivamente - cujo resultado seria a criação de um novo positivo, sem relação com o antigo. Portanto, para Bakunin, não haveria síntese ou conciliação possível entre o positivo e o negativo. Seria pela negação que se forjaria a afirmação, ou seja, visando a destruição, se construiria o novo.

Fundamental para seu sistema foi também o materialismo como método de análise da realidade. Partindo daquilo que entendia como material, ou seja, a realidade de maneira geral, incluindo os seres vivos na sua totalidade, Bakunin afirmava que um método de análise coerente precisaria ser materialista para dar conta da realidade, e isso exigia considerar o ser humano como um ser completo, dotado de pensamento e ação, cuja realidade dos fatos seria determinada por essa relação dialética entre o pensar e o fazer, entre a teoria e a prática. Esse materialismo, que se opõe ao idealismo - considerando-o um sistema que parte de Deus, do abstrato, do metafísico - não significa, ainda assim, determinismo econômico.

Bakunin considera ainda que há uma diferença fundamental entre ciência e ideologia. Como colocado, a ciência é um elemento fundamental para o desenvolvimento da humanidade; no entanto, quando se fala das ciências humanas, elas nunca podem ser absolutas, visto que não há simplesmente o fato em si, mas a observação deste fato por um ser humano, dotado de uma determinada carga de valores. Como Bakunin colocou, a vida é sempre mais complexa do que a nossa capacidade de apreender a realidade. É possível buscar uma elaboração teórica, com o maior rigor científico, da história, e também dos fatos presentes, mas deve-se levar em conta que essa teoria não pode afirmar-se como verdade ou ciência absoluta. E, ainda que exista a possibilidade de, por meio da ciência, compreender a história e a realidade, é impossível tentar extrair da história regras gerais ou uma ciência de seu funcionamento para a explicação da realidade, e, fundamentalmente, para prever o futuro. Dessa maneira, o socialismo não pode ser ciência, mas sim uma doutrina, ou uma ideologia, no sentido de conjunto de idéias, valores, aspirações que possuem uma interação prática com a realidade. Ele não pode ser abarcado por um conjunto científico de regras e possui elementos que não podem ser comprovados empiricamente.

A LEITURA DA REALIDADE

Considerando os elementos colocados em seus pontos de partida, vejamos como Bakunin elaborou uma leitura da realidade de seu tempo, cujos esforços empenharam-se, dentre outras coisas, no sentido de compreender o capitalismo. Para ele, o fundamento do sistema capitalista está na propriedade privada e no capital, que significam "o poder e o direito de viver à custa da exploração do trabalho alheio, o direito de explorar o trabalho daqueles que não possuem propriedade ou capital e que, portanto, são forçados a vender sua força produtiva aos afortunados detentores de ambos".[4] O capitalismo sustenta a desigualdade e, conseqüentemente, gera a pobreza dos explorados que, sendo obrigados a viver do trabalho assalariado, ainda que juridicamente sejam iguais aos capitalistas, economicamente estão subjugados e, na concorrência do mercado, não têm alternativa senão deixarem-se explorar para não morrerem de fome. A dinâmica do sistema capitalista cria e sustenta uma divisão do trabalho (manual e intelectual) e também das classes sociais, separando a sociedade em exploradores e explorados, e colocando-os em contradição e em luta.

Nas sociedades em que predomina a dominação - e esse é o caso do capitalismo - Bakunin sustenta haver classes sociais em permanente luta; assim, acredita que há, na sociedade capitalista, uma luta de classes. Esse antagonismo entre as classes não poderia ser negado com base na "idéia de que [este] é um antagonismo mais fictício do que real, ou de que é impossível estabelecer uma linha de demarcação entre as classes possuidoras e as classes despossuídas"[5]. Todo um sistema político e ideológico dá sustentação a este sistema de exploração econômica, que é "protegido por todos os Estados [...], religiões e todas as leis jurídicas, tanto criminais quanto civis, e todos os governos políticos, monarquias e repúblicas - com seus imensos aparatos judiciais e policiais e seus exércitos permanentes"[6]. Os sistemas políticos e ideológicos não têm outra missão senão a de consagrar e proteger as práticas da exploração capitalista, constituindo-se, portanto, parte estrutural do capitalismo.

O Estado, para Bakunin, é o instrumento político do capitalismo, da burguesia, que estabelece sobre o povo uma dominação, que, além de sustentar o capitalismo, aliena os indivíduos da política. Ele enfatiza: "quem diz Estado, diz necessariamente dominação e, em conseqüência, escravidão; um Estado sem escravidão, declarada ou disfarçada, é inconcebível; eis por que somos inimigos do Estado."[7] E isso se aplica a qualquer Estado, seja ele mais ou menos democrático, já que "nenhum Estado, por mais democráticas que sejam as suas formas, mesmo a república política mais vermelha, popular apenas no sentido desta mentira conhecida sob o nome de representação do povo, está em condições de dar a este o que ele precisa, isto é, a livre organização de seus próprios interesses, de baixo para cima, sem nenhuma ingerência, tutela ou coerção de cima".[8] Outras formas de dominação estariam presentes na sociedade: o imperialismo, a religião, o patriarcado, o racismo. A superação do capitalismo e do Estado não deveria deixar de fora a superação da dominação como um todo, algumas com mais, e outras com menos relação com o sistema político e econômico.

Nesse sentido, o conjunto de classes despossuídas para Bakunin abarcaria todos aqueles que estavam sofrendo os efeitos do capitalismo e mesmo dos sistemas pré-capitalistas que ainda vigoravam em sua época. Dessa forma, seu conceito de classe é amplo e está mais fundamentado na categoria dominação, do que na exploração econômica. Assim, ele acredita que as "diferentes existências políticas e sociais deixam-se hoje reduzir a duas categorias principais, diametralmente opostas uma à outra, e inimigas naturais uma da outra"; de um lado, o que se poderia chamar de classes possuidoras, burguesia, capitalistas ou classes políticas, "compostas por todos os privilegiados, tanto da terra quanto do capital, ou mesmo somente da educação burguesa", e de outro, o que se poderia chamar de classes despossuídas, proletariado, povo, ou classes operárias, "deserdadas tanto do capital quanto da terra, e privadas de qualquer educação ou de qualquer instrução".[9] Portanto, no conjunto dos dominadores estão os aristocratas, burgueses, grandes proprietários de terra e fazendeiros e no conjunto de dominados, os trabalhadores da cidade e do campo, o campesinato e toda a massa de excluídos (chamada de lumpemproletariado). Além disso, vemos que a definição de classe de Bakunin não está totalmente vinculada aos meios de produção: a instrução, por exemplo, assim como a participação na gestão do Estado, ajudariam a compor este critério de classe que explicaria a dominação em um sentido amplo, englobando os campos econômico, político e social.

A partir desta concepção, Bakunin acredita que é esse conjunto de despossuídos que será responsável pela criação da nova sociedade. Na luta contra o capitalismo, o Estado e as outras formas de dominação, os despossuídos devem destruir a velha sociedade e construir a nova. Nessa concepção, que traz a tona novamente sua dialética, ele acredita que o elemento negativo da sociedade presente, ou seja, aqueles que negam essa sociedade - o povo em luta -, deve ter por objetivo superar o positivo, ou seja, a sociedade presente, criando um novo positivo - a sociedade futura. Bakunin não acreditava que essa sociedade seria uma síntese; ela precisaria romper com todos os aspectos da sociedade presente, criando, de fato, uma nova. Além disso, ele pensava que aqueles que defendiam essa nova sociedade como sendo uma síntese corriam o risco de cair no reformismo ao tentar conciliar o inconciliável. Nesse processo revolucionário de criação do socialismo, o Estado deveria ser imediatamente destruído, nunca servindo como instituição que daria suporte a qualquer período intermediário. Bakunin acredita que é todo o conjunto de despossuídos que tem essa tarefa histórica de transformação social, e não somente um setor dele. Assim, nega qualquer prioridade no proletariado industrial e urbano e acredita que outros setores dominados deveriam, juntos com esse proletariado, empreender a revolução social.

Negando qualquer forma de "etapismo", Bakunin não acredita em um desenvolvimento histórico linear ou previsível. Para ele, a vontade - ou seja, "o poder de tomar partido em favor de um ou vários motores que nele trabalham num sentido determinado, contra outros motores igualmente interiores e determinados"[10] - seria um elemento fundamental, que levaria homens e mulheres, a partir dos seus instintos de busca pela liberdade, para uma luta contra a realidade e para sua superação. Não acreditava, portanto, como outros socialistas, que há obrigatoriamente uma necessidade de desenvolvimento das forças produtivas para que se chegue ao socialismo - Bakunin não acreditava que nas sociedades menos desenvolvidas se deveria promover o capitalismo, para depois se lutar pelo socialismo. Acreditava que tanto nas sociedades mais desenvolvidas, quanto nas menos, os despossuídos deveriam imediatamente empreender uma luta pelo socialismo.

Além disso, sua análise materialista da realidade o fazia crer que no passado e no presente, com uma análise rigorosa da história e da conjuntura, não podia ser verificada uma determinação econômica sobre as esferas política e cultural/ideológica. Seu materialismo reconhece a influência mútua das esferas econômica, política e cultural/ideológica; a econômica, por mais que fosse realmente determinante em muitos casos - e Bakunin assume que, dentre as esferas, a econômica é a que possui maior influência sobre as outras -, em diversos outros casos, seria determinada pelas esferas política e cultural/ideológica, em um movimento dialético que não estabeleceria causas e conseqüências fixas, determinadas a priori. Seu método de análise, portanto, não pode se resumir ao determinismo econômico. Para seu projeto de transformação seria fundamental o desenvolvimento de uma teoria, que se construiria a partir de uma relação dialética com a prática do povo, e também de uma estratégia de luta, com o objetivo de superar a sociedade capitalista, estatista, religiosa, etc. e chegar a uma nova - socialista, federalista, antiteísta.


A ESTRATÉGIA

Para empreender uma luta rumo ao socialismo, os despossuídos deveriam conceber uma forma de tornar sua força elementar, espontânea, muito maior do que aquela das classes possuidoras, uma força social real. Portanto, "a primeira condição da vitória do povo é a união ou a organização das forças populares"[11]. Seriam os movimentos de massa, para Bakunin, que conseguiriam transformar-se nesta força social real necessária para a revolução social, já que "nenhuma revolução pode triunfar senão exclusivamente pela força do povo"[12].

Bakunin desenvolveu a maioria de suas concepções organizativas e estratégicas deste movimento quando entrou na AIT. Segundo acreditava, um movimento popular precisava ser organizado internacionalmente, reunindo o maior número possível de elementos das classes despossuídas, apoiando-se, fundamentalmente, na "intensidade sempre crescente das necessidades, dos sofrimentos e das reivindicações econômicas das massas".[13] Nisso, haviam estado corretos os fundadores da AIT, colocando, "de início, como único fundamento, apenas a luta exclusivamente econômica do trabalho contra o capital"[14]. No entanto, quando se trata de unir o povo em um movimento que mobilize em torno das necessidades econômicas, as questões políticas(ideológicas) e religiosas mais dividem do que unem. Assim, Bakunin defendia um modelo de organização de massas que não excluísse trabalhadores por suas posições político-ideológicas ou por suas crenças religiosas, ainda que se permitisse a discussão aberta dessas questões.

Essa organização envolveria as associações de trabalhadores, unindo-os em torno de questões como a produção, o consumo, o crédito; iniciativas que habituariam os trabalhadores a cuidar e gerir seus próprios assuntos, algo fundamental na sociedade futura. Mas essa não era a base do movimento: este deveria se dar na mobilização destas associações de trabalhadores em torno das lutas de curto prazo, que dariam consciência de classe aos trabalhadores, permitindo que eles se radicalizassem no contexto dessas lutas, buscando, cada vez mais, os objetivos de longo prazo, ou seja, a revolução social e o socialismo. Bakunin, portanto, não defendia um "tudo ou nada" em que ou se realizava a revolução ou o movimento popular não tinha sentido; para ele, era na construção cotidiana e no contexto das lutas de curto prazo que os caminhos de longo prazo deveriam ser trilhados. Com a organização e as lutas das associações, os trabalhadores exercitariam sua capacidade de autogestão, fundamental para que eles próprios fossem responsáveis por sua própria emancipação. Além disso, no contexto das lutas reivindicativas, os trabalhadores conheceriam sua própria força e a força coletiva dos trabalhadores, compreenderiam a luta de classes, tornando-se cada vez mais conscientes, e buscariam, cada vez mais, a transformação social revolucionária.

Bakunin acreditava que "a partir do momento que um operário [...] começa a lutar seriamente pela diminuição de suas horas de trabalho e pelo aumento de seu salário, a partir do momento que começa a interessar-se vivamente por essa luta toda material" ele certamente abandona suas crenças religiosas e, na luta econômica, ele conhecerá a força dos trabalhadores e seus verdadeiros inimigos de classe. Termina por "compreender o antagonismo irreconciliável" da luta de classes, aproximando-se do socialismo revolucionário.[15]

Para fortalecer e impulsionar esse movimento de massas, Bakunin defendia um modelo de organização política (partido). Esse grupo de revolucionários seria responsável por atuar em meio às massas, sevindo de motor/fermento; por meio da promoção de um programa determinado - que, basicamente defendia posições filosóficas, teóricas e estratégicas - a organização política não deveria se dedicar à participação nas eleições, à tomada do Estado e nem a fazer a revolução em nome das massas. Ela teria por função estimular e dirigir as massas, provocando a revolução em seu seio sem subjugá-las; a função da organização política seria dar protagonismo às massas.

Historicamente, Bakunin foi responsável por impulsionar organizações políticas sendo a mais destacada delas conhecida pelo nome de Aliança da Democracia Socialista (ADS). Trabalhando de maneira pública e secreta, fundamentalmente no seio da AIT, a ADS visava dar a ela "uma organização revolucionária, para a transformar, a ela e a todas as massas populares que estão fora dela, numa força suficientemente organizada para aniquilar a reação político-clérico burguesa, para destruir todas as instituições econômicas, jurídicas, religiosas e políticas dos Estados". Para isso, seriam fundamentais as organizações políticas, compostas "por membros mais seguros, mais dedicados, mais inteligentes e mais enérgicos" e possuindo um duplo objetivo:
"primeiro, a formação da alma inspiradora e vivificante deste grande corpo a que chamamos Associação Internacional dos Trabalhadores" e depois "se ocuparão dos problemas que são impossíveis de se tratar publicamente. Eles formarão a ponte necessária entre a propaganda das teorias socialistas e a prática revolucionária."[16]

Esse modelo estratégico deveria impulsionar a sociedade para uma transformação social revolucionária que, por meio da violência organizada e protagonizada pelo povo, destruiria os sistemas de dominação e construiria o socialismo. Para Bakunin, esse socialismo só poderia ser construído "de baixo para cima", ou seja, a partir das necessidades das bases, com a propriedade coletiva e fundamentado no trabalho coletivo. Decisões econômicas e políticas deveriam ser tomadas pelas bases, em um sistema que desse força para a participação política popular e que se articulasse por meio da delegação. Este socialismo federalista, acreditava Bakunin, realizaria a liberdade completamente.

Felipe Corrêa


http://www.anarkismo.net


NOTAS:

1. Mikhail Bakunin. Deus e o Estado. São Paulo: Imaginário, 2000, p. 25. Todos os
textos citados são de autoria de Bakunin e por isso suprimirei todas as referências
a seu nome nas notas a seguir.

2. "O Império Cnuto-Germânico". In: Daniel Guérin (org.) Textos Anarquistas. Porto
Alegre: LP&M, 2002 p. 47.

3. "A Comuna de Paris e a Noção de Estado". In: O Princípio do Estado e Outros
Ensaios. São Paulo: Hedra, 2008, pp. 115-116.

4. O Sistema Capitalista. São Paulo: Faísca, 2007, p. 4.

5. Federalismo, Socialismo e Antiteologismo. São Paulo: Cortez, 1988, pp. 15-16.

6. O Sistema Capitalista, p. 4.

7. Estatismo e Anarquia. São Paulo: Imaginário/Ícone, 2003, p. 212.

8. Ibidem, p. 47.

9. Federalismo, Socialismo e Antiteologismo, p. 16.

10. "Consideraciones filosóficas sobre el fantasma divino, sobre el mundo real y
sobre el hombre". In: Obras Completas. Madrid, La Piqueta, 1979, p. 198.

11. A Ciência e a Questão Vital da Revolução. São Paulo: Imaginário/Faísca, 2009, p.
67.

12. A Política da Internacional. São Paulo: Imaginário/Faísca, 2008, p. 67.

13. "La Organización de la Internacional". In. Frank Mintz (org.). Bakunin: critica
y acción. Buenos Aires: Anarres, 2006, p. 102.

14. A Política da Internacional, p. 46.

15. Ibidem, pp. 53-54.

16. "Necessidade e Papel do Partido". In: Conceito de Liberdade. Porto: Rés
Editorial, 1975, p. 154.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Copa 2014 em Belo Horizonte: 2.600 famílias na rua?

raquelrolnik 

Quase 2.600 famílias moradoras da Vila da Luz e da Vila da Paz, em Belo Horizonte, estão ameaçadas de remoção em função da obra de melhoramento e adequação do Anel Rodoviário.
O projeto, orçado em cerca de R$ 800 milhões, não prevê recursos para remoção e reassentamento da população envolvida e já teve o edital anulado pelo TCU (19/08/10), que alegou irregularidades correspondentes a um sobrepreço de cerca de R$300 milhões.
A ocupação, feita por famílias de baixa renda desde 1981, nunca recebeu investimentos públicos e vive em extrema precariedade há três décadas, sem serviços básicos de iluminação, abastecimento de água, esgoto ou coleta de lixo, e ainda sofre com os riscos decorrentes da proximidade com a rodovia.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) havia apresentado uma notificação aos moradores com o prazo de 15 dias para que se retirassem do local e sem apresentar qualquer alternativa. Os projetos de adequação do Rodoanel de BH têm sido divulgados pelo Governo do Estado de Minas Gerais como uma das obras de preparação da cidade para a Copa de 2014.
O Ministério Público já havia advertido o DNIT sobre a necessidade de garantia do direito à moradia digna neste projeto, porém a licitação foi aberta com a aprovação da Licença Ambiental pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte (COMAM) e sem qualquer proposta que se referisse ao equacionamento do destino das 2.600 famílias ameaçadas.


http://raquelrolnik.wordpress.com/2010/08/25/copa-2014-em-belo-horizonte-2-600-familias-na-rua/

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Estudantes de Geografia da PUC-SP paralisam o curso!


Em assembléia geral ocorrida dia 03 de agosto, os estudantes de geografia da PUC-SP decidiram paralisar o curso para se contraporem a diversas medidas tomadas pela direção da universidade: professores com contratos temporários impossibilitando a continuidade do curso, ausência de contratação de professores para complementar a grade horária, falta de estrutura de laboratórios fundamentais para o curso, abertura de edital de bolsas, redução das mensalidades, entre outras questões estruturais que ferem a qualidade de educação. Ainda, reivindicam que nenhum estudante participante da mobilização seja punido.
Diversas entidades estudantis estão apoiando o movimento, como os centros acadêmicos de direito, jornalismo e comunicação, psicologia, serviço social, e ciências sociais, além do centro acadêmico de geografia da USP e o diretório de humanidades da Faculdade Santo André.
No início do ano a geografia da PUC-SP iniciou seu curso com uma defasagem na grade horaria. Para suprir a falta de professores, o departamento de Geografia elaborou três editais para a contratação de novos docentes. Após a elaboração do concurso, a PUC-SP, juntamente com a Fundação São Paulo, mantenedora da universidade, relutou na contratação requerida pelo departamento o que ocasionou o envio de uma carta, por parte dos estudantes, ao CONSAD (Conselho Administrativo), enfatizando a necessidade das contratações. Na reunião do mesmo conselho, foram aprovadas aproximadamente 46 contratações por tempo determinado, incluindo os 3 professores de geografia requisitados.
O fato surpreendente foi que, na última reunião do CONSAD no primeiro semestre, já em período de recesso, decidiu-se por demitir todos os professores contratados por tempo determinado. Após as férias de Julho, porem, os mesmos docentes receberam a proposta de recontratação. Dá-se aqui a atitude antiética por parte da PUC-SP de demitir os professores apenas no período de recesso, afim de não remunerar o respectivo mês. Do Departamento de Geografia, um professor recusou a recontratação diante da postura da PUC-SP e do contrato salarial de R$ 17,00 hora/aula. Na tentativa dos outros dois professores se recontratarem, um desistiu perante o mal tratamento do RH da universidade, restando, assim, apenas uma professora que retornou ao Departamento. Agravando tal situação, na primeira reunião departamental do semestre, a chefe de Departamento pediu demissão por não se identificar mais com a universidade.
Diante de tais acontecimentos e da defasagem na grade horária do curso, deu-se a paralisação total das aulas, por parte dos estudantes.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Agenda de Agosto da Casa da Lagartixa Preta

Neste mês, a Casa está cheinha de visitas e muitas atividades! Nossxs companheirxs de diversos lugares vem de longe e de perto, mostrar um pouco do que fazem em seus lugares e compartilhar conosco um dia de bate-papo! Dia 21 receberemos o compa Jonathan Bane, para uma conversa sobre a história e o presente do anarquismo na África do Sul, de onde ele voou. Nos dias 21 e 22 haverá um workshop com nossa companheira chilena Marcela e sua pupila brasilcolombiana Fenixia, sobre Ação Direta Não Violenta; atenção! Somente esta atividade necessita inscrição e pagamento prévios! Leia as informações mais abaixo.
Dia 28 é dia de rap na Casa da Lagartixa, com a presença dos compas do Bandeira Negra, direto do RJ, para Santo André. Além de som, vai rolar uma troca de idéia sobre o rap libertário, não só no Bra$il,
como também na latinoamerica em geral. Bom, confira a agenda!

**** 14 de Agosto, a partir das 15h ****

"Eu creio que o resultado final do parkour é sermos totalmente autônomos em nossa vida" David Belle
bate-papo AnarcoFilosófico sobre o Le Pakour, seguido de treino
Participe! Descubra seu potencial corporal!

**** 20 de Agosto, a partir das 19h, Bicicletada ABC! ****

Toda penúltima sexta-feira do mês

Concentração na PRAÇA (do ciclista-massa-crítica-bicicletadaABC), retorno no cruzamento da rua cel. Alfredo Flaquer com a rua Luis Pinto Fláquer - próximo a padaria central, em Santo André.

**** 21 de Agosto, a partir das 19h. ****

Conversa sobre anarquismo na áfrica do sul (ontem e hoje) com companheiro da Zabalaza Anarchist Communist Federation às 19h00

**** TREINAMENTO EM AÇÃO DIRETA NÃO-VIOLENTA ****
Dias 21 e 22 de Agosto - das 10h30 às 17h30

O que é uma Ação Direta Nãoviolenta?
É uma ferramenta da Não violência e da Desobediência Civil. É pública, pedagógica, participativa, coordenada, encaminhada a ganhar espaços de liberdade e/ou recuperar direitos sociais arrebatados ou proibidos pelo poder. Pode levar a uma vulneração ou enfrentamento com a legalidade vigente. Procura intervir através dos fatos para explicitar publicamente uma situação de injustiça, interromper um processo ou
situação que se considere ilegítima, etc. São ações diretas de protesto, reivindicação, pressão, etc. executadas por grupos que se preparam, decidem e as realizam de forma assambleária, com muita preparação prévia e de orientação não violenta. Pode ser de diversos tipos (informativa, de denúncia, de
confrontação...) e desenvolver simultâneamente ações e estratégias que requiram diversos níveis de
compromisso ou preparação. O humor, a criatividade e a originalidade também são elementos fundamentais em nossa ação política, que se desenvolvem a raíz de uma nova formulação de ativismo comprometido,
ilusionante e divertido.

Serão realizados diversos exercícios, dinâmicas, conversas e demais
técnicas práticas sobre a Ação Direta Não-Violenta.

Monitoras: Marcela (anarcofeminista chilena e integrante do Movimento
Antimilitarista Ni Casco Ni Uniforme) e Fenixia

A oficina está baseada neste cronograma:
http://www.nodo50.org/tortuga/Recursos-para-un-taller-de-Accion

É importante a participação de todxs nos dois dias!
A oficina é fechada aos participantes que fizerem sua inscrição antecipadamente.

Faça sua inscrição, vagas limitadas!
Colaboração de R$10,00 por pessoa, incluindo alimentação (vegana) dos dois dias!
Entre em contato para fazer sua inscrição e tirar dúvidas: ell@riseup.net
Problemas para ir e voltar nos dois dias? Fique na Casa da Lagartixa Preta, economize passagem e compartilhe uma noite conosco!

**** dia 28 de Agosto a partir das 16h ****

Rap Libertário / anarcorap
Debate-papo sobre rap, hip-hop, anarquismo, negritude
com
Bandeira Negra (RJ)
Servidores do Rap
Regicidas (SP)
mandando um som ao vivo até as 22h
:::venda de comida vegana e feira de material anarquista:::

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Atividades Fixas da Casa da Lagartixa Preta:
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- Horta Agroecológica da Casa
Manejo da horta e jardins da Casa, todos os domingos e quintas-feiras,
a partir das 9h
.
- Almoço Grátis e Bicicletada
Toda PENÚLTIMA sexta-feira do mês
Coleta de alimentos da feira (na rua da Casa), preparo, almoço e
limpeza coletivos, a partir das 12h.
Concentração na PRAÇA (do ciclista-massa-crítica-bicicletadaABC),
retorno no cruzamento da rua cel. Alfredo Flaquer com a rua Luis Pinto
Fláquer -
proximo a padaria central, em Santo André. Às 18h30
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Casa da Lagartixa Preta Malagueña Salerosa
Rua Alcides de Queirós, 161
Casa Branca Santo André SP
(na rua da Eletropaulo, próxima aos Bombeiros, Senai e Estação de trem
Pref. Celso Daniel Sto. André)
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Mapa:
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Presos mapuche cumplen un mes en huelga de hambre en el Día Internacional de Pueblos Originarios

http://www.mapuexpress.net/?act=news&id=5881


Hoy se conmemora el Día Internacional de los Pueblos Indígenas, establecido en 1994 por la Asamblea General de la ONU con el objetivo de fortalecer la cooperación internacional para la solución de los problemas con que se enfrenta el mundo indígena. Sin embargo, en Chile esta fecha se recuerda justo el día en que los presos mapuche cumplen un mes en huelga de hambre.



POR PAULA GUERRA - TEMUKO, WALLMAPU

Hoy lunes 9 de agosto se conmemora el Día Internacional de los Pueblos Originarios. En 2004, la Asamblea General de la Organización de las Naciones Unidas proclamó un Segundo Decenio Internacional, del 2005 al 2015, con el tema «Un decenio para la acción y la dignidad». Además hoy se cumple un mes de la huelga de hambre líquida que iniciaron los presos políticos mapuche en las cárceles de Concepción y Temuco, a los que, con el paso de los días, se le han sumado otros reos de Valdivia, Angol y Lebu, completando 31 reclusos que exigen la no aplicación de la Ley Antiterrorista.

Hasta el momento se registran bajas de hasta doce kilos, descompensaciones y malestares propios de la falta de ingesta de alimentos. Por otro lado, también existen denuncias de agresión, maltrato y montaje contra los internos. Por esta razón, los familiares visitarán este lunes al ministro de Justicia, Felipe Bulnes, y acudirán esta semana a la comisión de Derechos Humanos de la Cámara Baja a dejar constancia de las irregularidades en los procesos.

Los presos mapuche critican la aplicación de la Ley Antiterrorista, en el contexto de “daños a la propiedad”, por lo que se suele enjuiciar a los mapuche, lo que contradice la normativa internacional. Crítica que continuó Domingo Marileo, presidente de la Asamblea Nacional Mapuche de Izquierda, apuntando a la facultad de condenar a prisión preventiva durante dos años. “Es bastante crítica la situación de los hermanos presos. Es bueno que la autoridad tome conciencia de estas situaciones, porque en su administración hay situaciones que no son comprensibles, porque son hermanos que no tienen ningún juicio y están presos, o sea, si yo quiero privar de libertad a alguien, no puede ser por presunción ¿quién le paga a los hermanos todo el tiempo que perdieron?”, denunció Marileo.

Por otro lado, Hernando Silva, abogado del Observatorio Ciudadano, visitó la cárcel de Temuco y advirtió que algunos huelguistas evidencian lesiones y agregó que “lo único que logra Gendarmería con esto es continuar con la vulneración sistemática de los derechos de las personas y afectar su integridad física”. Estas lesiones fueron constatadas después de la preparación del juicio oral de Lautaro, que hoy se reactiva luego de un escandaloso enfrentamiento entre familiares de los comuneros y Gendarmería, donde incluso se registraron agresiones a la prensa.

Para este miércoles 11 se prepara también una movilización internacional en apoyo a los presos políticos mapuche. Un día después, el jueves 12, se espera que las comunidades realicen un Nguillatún en el fundo San Sebastián en conmemoración del primer aniversario de muerte del comunero Jaime Mendoza Collío, quien falleciera de un disparo realizado por un funcionario de Carabineros en las cercanías de Collipulli el 12 de agosto del 2009.

Reacciones políticas

Luego de una extensa indiferencia de la clase política y recién a 30 días de iniciada la huelga de hambre, el debate sobre la aplicación de la Ley Antiterrorista y la legitimidad de las demandas de los mapuche está recién comenzando en el mundo político. Son sólo unas pocas voces provenientes del mundo político que han enfrentado el tema. La presidenta de la Comisión de Derechos Humanos del Senado, Lily Pérez anunció la presentación de un oficio formal para revisar la situación de la huelga de hambre en cinco cárceles del sur del país.

“Pedí un acuerdo a la comisión de Derechos Humanos del Senado para que el ministerio del Interior nos informe sobre la situación de los comuneros mapuche y espero que con el informe que emane de esa secretaría de Estado nos podamos hacer una convicción propia respecto de ese tema”, dijo Pérez.

La comisión de Derechos Humanos de la Cámara de Diputados también inició conversaciones sobre el tema. “Hemos resuelto recibir a aquellos que aparecen como voceros de los comuneros mapuche en huelga de hambre con el objetivo de que expongan las reivindicaciones de su movimiento para analizar en qué medida podemos cooperar para que esta huelga termine”, afirmó el presidente de la comisión, Hugo Gutiérrez. Al ser consultada por la huelga de hambre de los comuneros mapuche, la portavoz de La Moneda, Ena von Baer se mostró evasiva y sólo afirmó que “aquí hay un proceso judicial y el Gobierno en general no comenta los procesos judiciales”.

Sin embargo, el senador de RN Alberto Espina rechazó categóricamente la huelga e instó al gobierno a no ceder ante la presión. Estas palabras no fueron bien acogidas por los representantes de la etnia. “La opinión que ha dado el señor Espina es genocida e inhumana. Aquí está en juego la vida de los primeros habitantes de este país. Si no reconocen esta situación no se va a poder llegar a acuerdos y van a querer silenciar la deuda histórica que tienen con los mapuche”, afirmó el wekén de la comunidad Autónoma de Temucuicui, Jorge Huenchullán.

En medio de esta crisis, asumió en la Araucanía el nuevo director general de Gendarmería, Marco Fuentes, en reemplazo del saliente, Pedro Chávez, quien fue destinado a cumplir funciones en la región de Los Ríos. Al asumir el cambio, Marcos Fuentes, calificó el escenario como “complejo” y aseguró que esta situación ocupará un lugar especial en su gestión futura en Cautín y Malleco.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

SOLIDARIEDADE AOS AREAIS DA RIBANCEIRA!!!

Nesta última quarta-feira (28/07) iniciou-se a ação de despejo da comunidade tradicional dos Areais da Ribanceira de Imbituba. Esta comunidade, representada oficialmente pela ACORDI (Associação Comunitária Rural de Imbituba) desde 2002, já enfrenta conflitos pela sua permanência na terra desde meados da década de 70.

Para quem ainda não conhece, esta área caracteriza-se como um verdadeiro patrimônio histórico, ambiental e cultural existente, sobretudo, devido a presença de uma comunidade tradicional de agricultores e pescadores artesanais que há gerações e gerações se mantiveram na área como verdadeiros guardiões da biodiversidade local. Cultivando principalmente diversas variedades de mandioca e coexistindo com o extrativismo sustentável do butiá.

A ação de despejo contou com a força tarefa de aproximadamente cinqüenta Policiais Militares, somados a cavalaria e a Polícia de Patrulhamento Tático. Iniciaram com a destruição da casa da família do Seu Antero (62 anos), posteriormente, a casa de Seu Zé Farias (72 anos), Seu Valentim (78 anos) e Seu Nei (62 anos).

Agora se encontra sob ameaça de desapropriação e destruição o coração da ACORDI, a sede da associação e o engenho de farinha coletivo (recém inaugurado na 7ª Feira da Mandioca). Neste domingo ocorreu na sede da associação a celebração de uma missa em solidariedade a luta dos agricultores e desde então iniciou-se também o estado de vigília permanente em defesa desta população.

Vimos assim, por meio desta, convocá-los a somar-se a esta luta. A ACORDI está aberta para receber e alojar todos os apoiadores da causa. Não é necessário se preocupar com alimentação, tragam apenas cobertores, agasalhos, colchão e objetos pessoais. Recorremos assim, a força, persistência, solidariedade e união de quem sabe e acredita na luta do povo.

Convidamos também todos e todas que puderem participar da reunião que ocorrerá nesta quinta-feira (05/08) às 17:00h na sede da ACORDI para discutir os impactos sócio-ambientais dos projetos e empreendimentos projetados para Imbituba, bem como para o todo o litoral de Santa Catarina e outras regiões do país.



Atenciosamente,

Comissão de Comunicação Solidariedade à ACORDI

Mais informações:

Imbituba urgente

É Novas

Fotos

sexta-feira, 16 de julho de 2010

La protesta no es un crimen.

Entrevista con la Federación Anarquista Gaúcha.
La revista Socialismo Libertario, periódico nacional del Foro del Anarquismo Organizado (FAO), conversó con un militante de la Federación Anarquista Gaúcha, FAG, en este momento en que se aproxima la fecha de audiencia en la que 6 militantes de la oganización serán interrogados. Será el día 19 de julio y contará con la presencia de la gobernadora Yeda Crusius en persona, haciendo su denuncia contra la FAG.

Socialismo Libertário: podríamos hacer una pequeña restrospectiva de los hechos que llevaron a ustedes a tener la sede invadida por la policía civil y los militantes intimados judicialmente?
Militante de FAG: el 21 de agosto, durante una siniestra operación de guerra montada por la Brigada Militar para despejar la ocupación de los trabajadores del MST en el latifundio Southall, en el municipio de San Gabriel, fué asesinado Elton Brum. El crimen un acto premeditado del Estado. El compañero Sin Tierra fué blanco por parte de la policía con un tiro calibre 12. Este hecho conmovió a todo el movimiento popular y sindical, derechos humanos y grupos del Foro Internacional. Inmediantmente se organizaron caravanas solidarias para San Gabriel, la ciudad donde se dió un golpe de muerte que era anunciado por la escalada de violencia del Estado contra la protesta y la pobreza. En Porto Alegre, el mismo día levantamos con otros sectores organizados en la lucha un acto de solidaridad con el MST y de repudio al gobierno de Yeda Crusius y a la Brigada Militar. De esta movilización inmediata resultó la decisión de la FAG de llevar a la calle una campaña de agitación denunciando el crimen y denunciando a sus responsables, en este caso el jefe de las operaciones de la Policía Militar y el gobierno del Estado. Será pués la propia Yeda Crusius en persona quien realiza una denuncia por calumnia y difamación y abre este proceso judicial.

SL: como definirían ustedes la cojuntunra para los movimientos sociales en Rio Grande do sul en
los últimos años?
MF: En un análisis discutido y aprobado por el Consejo Federal de la organización, que recorría los actos represivos y los esquemas corruptos que sucedían, la lectura que hicimos era de evidencias de un Estado policial con alto grado de crueldad, dentro del régimen democrático burgués, hacia los pobres y los sectores organizados de la lucha. Vivimos una combinación explosiva de un gobierno corrupto hasta la médula, de una oposición parlamentaria rendida a las clausulas neoliberales de préstamos al Banco Mundial y una pauta represiva implacable a las manifestaciones de la pobreza y de la protesta social en las calles o en el campo. Esta coyuntura todavía tenía la mediación de un discurso reaccionario que ganó la circulación para los medios de comunicación y estos preguntaron por mano pesada contra los "Trastornos" que venian generando los de abajo. En esa producción fuerte de la comunicación dominante ganó escenario y foco el comandante Paulo Roberto Mendes de brigada militar, quien fuera bautizado como "Capitán Nascimento de las pampas". Paralelo al fuego cruzado de la máquina de las preguntas, las investigaciones y las controversias que convulsionaron el gobierno y también del ajuste fiscal que se desmontó con los servicios públicos y la política social, el comandante Mendes era el símbolo de la acción del estado federal. En 2008 la lucha de clases en el estado de Río Grande del Sur paso por un momento brutalmente represivo en cuanto al gobierno de Yeda Crusius, se equilibraba en la cuerda floja para pasar de castigado a castigador, cuando las estafas de dinero público del Departamento Estatal de Tránsito fueron identificadas, la lengua suelta del vice gobernador Feijó, la muerte mal explicada del representante de estado en Brasília, una segunda caja en la campaña para la compra de la mansión de la Gobernadora.... Como dijimos en el 2008 la mano dura bajó. Para recordar mejor. En enero el encuentro estatal de MST en Sarandi fue rodeado, paralizado e invadido por un contingente absurdo de la policía constituendo una grave violación de los derechos democráticos. En febrero una manifestación del Encuentro Latinoamericano de Organizaciones Populares Autónomas (ELAOPA), en Porto Alegre, durante una conderencia mundial de ciudades, tuvo que defenderse de la agresión policia. En la ciudad de Rosario do Sul, durante la jornada de luchas de las mujeres campesinas, en el 8 de marzo, una ocupación de la zona de frontera terrestre ilegalmente invadida por la sueco-finlandesa Stora Enzo, terminó en salvaje represión, sin discriminación de los niños. Para el semestre episodios más. Una batalla en frente de una red de supermercados Wal-Mart, en Porto Alegre dejó varios compañeros de movimientos de la ciudad y del campo heridos, y uno en estado grave. En el norte de Rio Grande del Sur, en la ciudad de Passo Fundo, durante la ocupación de la planta de Bunge, más violencia de la policía. Un piquete de huelga del sindicato de trabajadores bancarios en Porto Alegre fue golpeado cobardemente. La marcha desde el exterior, que cada año se celebra en la capital de Río Grande se le ha prohibido acercarse al palacio de gobierno y dispersa a balazos de goma y bombas de gás lacrimogenos de las fuerzas represivas. Una demanda presentada por el fiscal del Estado pidió la cabeza del MST, suspendió las escuelas itinerantes, le quería fuera de la ley, prohibido, amordazado, el mayor poder social de los oprimidos en el país. La conyuctura tenía presagios siniestros de muerte, pérdida de compañeros, dada la escalada de represión que se ha lanzado con fuerza sobre la resistencia popular. En los barrios y pueblos de la periferia, en las favelas, el encarcelamiento de la juventud negra y pobre, sobretodo, fue incorporada por el aparato represivo como una política de limpieza social. Así se hizo, en el 21 de agosto de 2009, el asesinato del campesino sin tierra Elton Brum. En medio de la batalla histórica que hace el MST en el corazón del latifundio, la "tierra de los generales” llamada San Pues, nos parece que de esa intensa represion nos quedo la judicialização de los conflictos. Es donde estamos ahora. El gobierno Yeda empezó la caza a brujas, en su final, contra sus opositores. Al menos trés casos de ataques judiciales son emblemáticos. La protesta en frente a la residencia de la governadora organizada por sindicatos y partidos de izquierda; la campaña publicitária del foro de servidores públicos, con el liderazgo del Sindicato de Profesores (Cpers); y la propaganda de FAG denunciando los responsables por el asesinato de Elton Brum. Todos llamados al Foro Central de la sexta vara criminal para responder a las quejas de la governadora.

SL: Porque, en su punto de vista, el asesinato de Elton Brum no hizo estallar la protesta, como es la costumbre en estos casos, como por ejemplo, em Argentina (Dario y Maxi) o Grécia (Alexandrous Grigoropoulos)?
MF: El asesinato se ubicó en una coyunctura más general donde se cruzavan las luchas y movilizaciones populares contra la dura política fiscal del govierno. Tenemos nuestra própia evaluación, nuestras hipótesis sobre eso. Se formó en el Rio Grande del Sur una campaña que tenía como centro la lucha política contra el govierno, por el “Fuera Yeda”, que contava como sector más dinámico el sindicato de trabajadores de la educación. El gobierno Yeda hacía colección de escândalos y se perdia en el fuego cruzado de la crisis política, com fracturas en su própia base de sustentación. Una Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) se instaló en el legislativo gaúcho que dió visibilidad al PT y sus ambiciones electorales. El reformismo ganó protagonismo, como intermédio político de la lucha que se ampliava en las calles y em locales laborales del sector público. Con el tiempo, el parlamento y la comissão de inquérito pasó a ganar lugar más decisivo, desplazando la acción directa popular. Ese es el primer elemento. El segundo es la perdida que resultó la falta de independencia de clase del movimiento sindical, especialmente las fuerzas organizadas en la CUT, que se burocratizarón en la CPI e en los intereses del PT en debilitar el gobierno para las próximas elecciones, vaciando la lucha en las calles y ganando protagonismo por la oposición en el parlamento. Esa relación de intimidad entre la central sindical y el PT explica la ausencia completa de un plan de acción contra los acuerdos del gobierno Yeda con el Banco Mundial, aprobados por unanimidad en el legislativo, incluso por el PT y el PC do B. La falta de independencia de clase a que nos referimos impedió formas más combativas de lucha que podrían provocar la caída del gobierno. En tercero, los eventos en San Gabriel, el asesinato de Elton Brum, podrían ascender al grado máximo la crisis política gaúcha para una situación en que un plan de acción directa unificado, del campo y ciudad, como por ejemplo: parada de los servicios públicos, piquetes en zonas industriales o cortes de rutas podrián desestabilizar seriamente el gobierno de estado y cambiado la corelacion de fuerzas a nuestro favor. La concepcion reformista no busca decisión por la lucha de los interesados, lo que puede escapar de su control, busca por los médios intermediários. El movimiento popular y sindical es el grupo de presión mientras los agentes parlamentários deciden y ganan los créditos.

SL: Que rol tiene la prensa gaúcha en los eventos y en la violéncia policial?
MF: Los medios burgueses fue, obviamente de una desinformación criminal. Los grupos dominantes de la comunicación son parte fundamental de una estrutura de poder que plantea la política de criminalización de la protesta y de la pobreza.

SL: Y que rol tiene una organización anarquista en un momento como ese?
MF: Somos una organización modesta en ese escenario, sinembargo tomamos nuestra parte en las luchas que se hacen en la sociedad. Estar con los que luchan deve ser un lema para los anarquistas, de cualquier lado. Luchar en contra um gobierno corrupto y neoliberal y defender resueltamente las libertades publicas, hacendo apuesta por la fuerza social en la calle y en la acción directa popular es nuestra razón de ser. Así se abre la perspectiva libertária, se generan relaciones de fuerza para formas de pode popular contra los intermediários reformistas.

SL:Ustedes tiene recibido la solidaridad desde fuera del Rio Grande del Sur, cómo es?
MF: Mucha, mucha solidaridad. De todos los rincones de Brasil, de nuestra América Latina y del Mundo. Poço después del allanamiento del local de FAG, en poços dias, se hizo actos solidários em Uruguay, Argentina, Espana, Francia, etc. Distintos grupos, organizaciones, militantes, medios alternativos y libertários nos hicerón llegar su apoyo. Somos muy agradecidos por todos y todas que en esa hora se moverón por nuestra

SL:Qué esperar para el día 19 de julio?
MF: Movilización de FAG y de todos e todas que sean solidários, o que tengan como común la lucha contra la criminalización de la protesta. En el 19 de julio estaremos concentrado para una protesta. No reconocemos la causa de calunia y difamación que la gobernadora se nos pone. Estaremos hasta el final por justicia y punición a los responsables por el asesinato de Elton Brum. causa comum na pauta contra a criminalização do protesto. No dia 19 de julho estaremos concentrados para um ato de protesto. Não reconhecemos a acusação de calúnia e difamação que a governadora nos imputa. Estaremos até o fim por justiça e punição dos responsáveis pelo assassinato de Elton Brum.

SL:Palabras finales?
MF: Não tá morto quem peleia!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A Bibliografia de Bakunin

Artigo publicado em Anarkismo.net sobre a bibliografia de Bakunin, feito por Felipe Corrêa.


A BIBLIOGRAFIA DE MIKHAIL BAKUNIN
Felipe Corrêa

O objetivo desse artigo é triplo:
1. Fazer um levantamento bibliográfico da obra de Bakunin daquilo que foi traduzido e publicado no Brasil e em Portugal.
2. Listar as obras sobre Bakunin traduzidas, publicadas ou escritas em português.
3. Fazer um levantamento bibliográfico da obra completa de Bakunin.

Para isso, ele foi dividido em quatro partes. A primeira, “Traduções e Publicações de livros e artigos de Bakunin em Português”, e a segunda, “Cronologia das Publicações de Bakunin em Português”, respondem ao primeiro objetivo. A terceira parte, “Publicações Sobre Bakunin em Português”, responde ao segundo objetivo e, finalmente, a parte “Obras Completas de Bakunin” responde ao terceiro objetivo.

Desejamos, com isso, contribuir com informações aos interessados e pesquisadores desse revolucionário, cuja importância é indiscutível e cuja obra, fundamentalmente no Brasil, não teve ainda a atenção e o tratamento necessários. Devemos reconhecer que o Brasil figura hoje entre os países com o maior número de publicações de Bakunin, merecendo destaque o esforço realizado pelo tradutor e editor Plínio Augusto Coêlho e as editoras Novos Tempos e Imaginário. Ainda assim, faz-se necessário continuar o trabalho de publicação e difusão das obras e, utilizando aquilo que já está disponível, elaborar novas análises, que permitam um aprofundamento nas discussões que vêm sendo feitas.

Na primeira parte do artigo serão listadas as traduções e publicações, por data da publicação, indo das mais recentes às mais antigas, citando as editoras e os anos em que foram publicadas e colocando ao final as obras que ainda estão no prelo. A mesma coisa foi feita na terceira parte. Na segunda, fizemos uma lista, por ano, em ordem crescente, das publicações em português, apontando o nome da obra, a editora de publicação e o país em que a obra foi publicada. Na última parte, listamos exaustivamente todos os escritos de Bakunin publicados em francês no CD-ROM Bakounine: Ouvres Completes, pelo Instituto de História Social de Amsterdã, em 2000. Esse CD divide a obra de Bakunin entre escritos e cartas. Nos escritos estão seus livros, artigos e algumas cartas que, segundo a concepção dos organizadores, são fundamentais para a compreensão da teoria de Bakunin, sendo, portanto, consideradas escritos e não cartas. A lista aqui apresentada e traduzida ao português é a lista completa desses escritos. Além deles, o CD-ROM traz centenas de outras cartas.

Arthur Lehning, um daqueles que, como Max Nettlau e outros, dedicou boa parte de sua vida à pesquisa e organização da obra de Bakunin, afirmou nos anos 1970, em uma comemoração do centenário de morte do revolucionário russo:

“O interesse que suscita, entre os historiadores, a influência do pensamento e da ação de Bakunin, devia fatalmente dirigir-se aos problemas atuais e às lutas do movimento operário socialista e revolucionário. Se, no mundo de hoje, Bakunin tomou um caráter de tão grande atualidade, isso não se deve aos trabalhos desenvolvidos pelos historiadores, mas ao fato de que, no estado atual do mundo e do mundo dos trabalhadores e socialista, em particular, os problemas da ditadura e da liberdade, do centralismo e do federalismo, da autogestão e do papel do partido político, em uma palavra, de todos os problemas da reconstrução social, atraíram de novo a atenção para o pensamento de Bakunin.

Para a pesquisa, falta evidentemente muito a ser feito; mas, quaisquer que sejam os novos fatos que os historiadores possam descobrir, aprofundar ou retificar, naquilo que se refere à vida, ao pensamento e às atividades de Bakunin, uma coisa é certa: Mikhail Bakunin permanecerá um dos mais eminentes fundadores do socialismo libertário [...]. Suas idéias formam um todo coerente, ao qual uma prática revolucionária está indissoluvelmente ligada.”[1]

É no interesse de dar continuidade à pesquisa de Bakunin que agora publicamos esse artigo, que surge em meio a uma pesquisa mais ampla sobre a vida e a obra de Bakunin. E devemos concordar com Lehning que Bakunin tem contribuições fundamentais, ainda hoje, para os movimentos populares, os revolucionários em geral, em especial, para os anarquistas.

Certamente faltam informações e pedimos que, no caso disso ser identificado pelo leitor, que seja comunicado pelo nosso e-mail que consta no final do texto, visando complementar a bibliografia o máximo possível. Ela servirá para as pesquisas que estão sendo e que serão realizadas, por nós, e também por outros interessados. [...]

Continua em: http://www.anarkismo.net/article/16810

terça-feira, 25 de maio de 2010

Oficina Libertária

Data: 26 de maio de 2010, as 19h

Errico Malatesta e Michel Foucault sobre o fascismo*

*Realização:*
*Centro de Cultura Social de São Paulo*
*Rua Gal. Jardim n.º 253 – sala 22 (metrô república)*

*www.ccssp.org*

*ccssp@ccssp.org*