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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Nace el Frente de Estudiantes Libertarios (el FeL) - Argentina

 
La educación ha sido históricamente un espacio de disputa de ideas y proyectos políticos de todo tinte y color. Desde la reforma universitaria de 1918 hasta el proceso de 2010 -que encontró tomados colegios, universidades y terciarios- los y las estudiantes hemos sido parte de la vida política de la región, y más de una vez torcimos el rumbo de los acontecimientos con nuestras decisiones políticas. Supimos acompañar al movimiento obrero, luchando codo a codo con los y las trabajadores en el Cordobazo, y sufrimos juntos –todos y todas- la derrota. Sufrimos la represión y el exilio, y supimos también quedarnos a luchar.

Hoy, luego de años de políticas neoliberales y represivas hacia la organización y la lucha, vemos sin embargo una recomposición de la izquierda y sus herramientas. También el anarquismo, como parte de este proceso, vuelve a levantarse luego de sufrir un duro golpe.

Hoy, entre el arco de ideas que denominan la izquierda, florece el anarquismo como una opción de emancipación de los oprimidos y explotados. Hoy el anarquismo vuelve a pisar fuerte en la arena política y social y vuelve a tener participación en la lucha de clases, por eso los estudiantes nos organizamos en base a sus principios.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Carta de Raúl Zibechi en apoyo a Bachajón y al zapatista Patricio Domínguez Vázquez

Recojo el certero análisis de Raúl Zibechi sobre la situación en México, y también en Colombia, Brasil… y toda América Latina: la guerra es por la tierra, guerra para expulsar campesinos, para apropiarse de la tierra, llevada a cabo por políticos que trabajan para las multinacionales. Saludos a todas y todos los que siguen luchando por defender sus tierras, las tierras de sus abuelos, las tierras de los más remotos antepasados.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Proudhon e a Economia Solidária

Texto enviado a lista de emails do GT Geografia e Anarquismo da CONEEG.

Economia Solidária é Revolução

""Capital"... no campo poltico é análogo a "governo"... A ideia econômica de capitalismo, as políticas de governo ou de autoridade, e a ideia teológica de igreja são tres ideais identicos, de várias formas, vinculados. Atacar uma delas é o equivalente a atacar todas elas... o que o capital faz ao trabalho, e o Estado à Liberdade, a Igreja faz com o espírito. Esta trindade do absolutismo é tão perniciosa na prática quanto o é na filosofia. O meio mais efetivo de oprimir os povos seria simultaneamente escravizar seu corpo, sua vontade e sua razão." Pierre Joseph Proudhon Confissões de um revolucionário, (Paris: Garnier, 1851), p. 271.

"Quem quer que seja que, para organizar o trabalho apela ao poder e ao capital, mentiu; porque a organização do trabalho deve ser a derrocada do capital e poder".
Pierre Joseph Proudhon
  in Sistema das Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria, Tomo II (pág.322) 

Textos do campônes, proletário, Pierre Joseph Proudhon sobre a Economia Solidária, a Revolução Social :

"Pôr em ligação direta, qualquer que seja a distância que os separa, o produtor e o consumidor, e consequentemente... suprimir, tanto quanto possível, os intermediários.
Este resultado, observado à primeira vista, conduziu à ideia dos estaleiros...
Assim unidos, ligados entre eles pela rede de circulação, em correspondência perpétua e instantânea pelo telégrafo, estes novos instrumentos de troca, formariam um imenso mercado, único e permanente, uma bolsa continua, onde o preço dos artigos se equilibre, rodeada de todas as garantias de boa fé e de certeza, e dum movimento uniforme...
Deste modo... pelo estabelecimento dos estaleiros, todo o sistema comercial é revolucionado de alto a baixo... (Réf. à opérer, cap. V.)
A formação dum organismo especial, uma sociedade, é necessária; falta uma única resolução... é chamar a fazer parte da nova Sociedade, sem limitação de número nem de prazo, todos aqueles que, pelo seu trabalho, as suas trocas, o seu consumo, as necessidades da sua indústria, etc., estão interessados na nova instituição; noutros termos, é de tomar como comanditários da sociedade mesmo aqueles que devem vir a ser seus clientes...
A Sociedade, sendo somente um estabelecimento de comissão, de troca e de crédito, simples intermediário entre os produtores e os consumidores... agiria sempre por conta de outrem..."

l.º - A federação agrícolo-industrial

Casar a agricultura com a indústria... a causa dos camponeses é a mesma dos trabalhadores da indústria, a marianne dos campos é a contrapartida da social das cidades... Cabe à democracia industrial das grandes cidades... encontrar os pontos de ligação que existem entre ela e a democracia camponesa. (Cap. Pol., liv. I, cap. II.)
A finalidade destas federações particulares é subtrair os cidadãos... à exploração capitalista. Elas formam, no seu conjunto, em oposição à feudalidade financeira, hoje dominante, o que chamaria uma federação agrícolo-industrial...
A feudalidade financeira e industrial tem por objetivo consagrar, pela monopolização dos serviços públicos, pelo privilégio da instrução, o parcelamento do trabalho, o interesse dos capitais, a desigualdade do imposto, etc., a degradação política do povo, a escravidão económica do assalariado; numa palavra: a desigualdade de condições e de fortunas. A federação agrícolo-industrial, pelo contrário, tende a fazer atingir, cada vez mais, a igualdade através da organização, ao mais baixo preço e noutras mãos que não as do Estado, de todos os serviços... pela mutualidade do crédito e dos seguros... pela garantia do trabalho... (Princ. Féd., cap. XI.)
A pequena indústria é tão grande asneira como a pequena cultura:... é a igualdade das fortunas que é preciso procurar, não o desmenbramento industrial. A grande indústria e a grande cultura aparecem-nos devido ao grande monopólio e à grande propriedade: é preciso no futuro fazê-las nascer da associação. (Carnets, 6 de Set. de 1846.)

2.º - Os agrupamentos de consumidores

Na via em que a civilização está empenhada... , tende-se sempre para o despotismo do monopólio, e consequentemente para a opressão dos consumidores. (Contr. Écon., cap. VII.)
Se cada produto só encontrar escoamento para os produtores de espécie diferente, a garantia de mercado só pode ser obtida, em principio, por uma convenção entre os produtores e os consumidores.
Esta convenção, em geral fácil pelo lado do produtor, sobretudo quando não existe monopólio, sê-lo-á tanto mais da parte da clientela, quanto esta se encontrar formada por grupos que possam tratar, com um só homem, quer do seu consumo coletivo, quer mesmo, em certos casos, dos seus consumos individuais... (Des Réf. à opérer, cap. V.)

3.º - O sindicato geral da produção e do consumo

O que nós pedimos é uma certa solidariedade, não só abstrata, mas oficial, entre todos os produtores, entre todos os consumidores e entre os produtores e os consumidores. É a conversão em direito... das leis absolutas da ciência económica. Nós fazemos depender deste pacto a garantia do nosso bem-estar. (Solut. du Probl. Soc.)
Foi criada, desde a presente data, para este fim, uma divisão especial, sob o titulo de Sindicato geral da Produção e do Consumo. (Banque du Peuple.)
É preciso que o exército dos trabalhadores-consumidores absorva o exército capitalista. (Carnets, l.º de Outubro de 1847.)
Quando se fala de produtores,... quando se fala de consumidores... não se trata de classes de homens; trata-se de pontos de vista que se opõem... Estabelecer a Justiça na troca, regularizar a circulação, será, ao mesmo tempo, regularizar o consumo e a produção, e transformar a propriedade e o salariato. (Carnets, 6 de Março de 1847.)

4.º - A organização cooperativa dos serviços

- O comércio:
- Na fase do pormenor: um sistema ‘Leclerc’ cooperativo:

Se a igualdade no comércio fosse conseguido, um progresso novo, um progresso imenso seria realizado em direcção à igualdade das fortunas... Perseverando nessa direcção igualitária, que viria a ser, muito em breve, da hierarquia, o sistema de subordinação e de autoridade?
Nestes últimos tempos, o governo imperial tentou regulamentar o comércio de carne e de panificação, a produção de álcoois, etc. À custa de multas, conseguiu fazer respeitar as suas taxas; mas como não depende do governo marcar o preço natural das coisas, muito menos ainda eliminar do preço corrente as sobrecargas com que o parasitismo o agrava, o governo só teve êxito em constatar oficialmente que o pão estava caro, a carne caríssima, as aguardentes inacessíveis e sancionar esta carestia. O governo, que não garantiu nenhuma invenção, lembrou-se, de repente, para bem do povo, de garantir a carestia dos alimentos. Que filantropia!
No entanto, um capitalista (M. Delamarre) aproveitando uma ideia socialista, diz: não aspiro a fixar o preço das coisas; mas praticarei um comércio verídico, farei uma vida barata, não sendo, para já, completa a troca legal. Usarei de lealdade comercial, não por virtude, mas por especulação, e obterei melhores resultados...
M. Delamarre abriu um grande armazém onde oferece ao público, a preço de revenda, toda a espécie de produtos, garantidos pela natureza, quantidade, qualidade e peso. Por preço de revenda, M. Delamarre entende os encargos do produtor, que ele não discute, aumentados de l0% a saber: 5% de lucro para o produtor, 2,5% para os encargos de armazém, 2,5% para lucro dele, Delamarre. Existe, como ele próprio o diz, lealdade comercial; não há ainda igualdade, porque nos encargos do produtor e nos 10% de suplemento entram ainda, em grande número, elementos parasitas.
Que seria preciso para que a reciprocidade fosse completa ?
Seria preciso, independentemente da expurgarão absoluta do parasitismo, que o armazém geral, ou estaleiro, em vez de estar por conta dum empresário, estivesse por conta dos próprios produtores, garantindo uns aos outros lealdade e sinceridade.
A quem pode pertencer o direito de debater e fixar, conforme a hora e o lugar, o preço exacto de cada coisa, se são os produtores-consumidores, reciprocamente os interessados, quer na venda, quer na compra?
Nada mais simples que este sistema, que faria desaparecer três quartos das lojas, e ofereceria à produção uma multidão de inteligências e de braços, absorvidos num negócio inútil...
É de admitir até que, único da sua espécie, um tal estabelecimento sucumbisse, sem que o princípio, segundo o qual foi criado, seja o menos comprometido do mundo.

"É PRECISO EU REPITO, QUE UMA FORÇA MAIOR INVERTESSE AS FÓRMULAS ATUAIS DA SOCIEDADE; QUE SEJA O TRABALHO DO POVO E NÃO SUA BRAVURA OU OS SEUS SUFRÁGIOS QUE, POR UMA COMBINAÇÃO CIENTÍFICA, LEGAL, IMORTAL E INELUTÁVEL SUBMETA O CAPITAL AO POVO E LHE ENTREGUE O PODER." PIERRE JOSEPH PROUDHON, PÁG 438 FILOSOFIA DA MISÉRIA TOMO I  

sexta-feira, 25 de março de 2011

FESTA DE 7 ANOS DE CASA DA LAGARTIXA PRETA

Este sábado teremos a festa de 7 anos da Casa da Lagartixa Preta "Malagueña Salerosa", estão convidados a virem, a conhecerem e a comemorarem com a gente!!!! =)

Muita conversa, comidas e baile!!!

A Casa da Lagartixa é um espaço político, que funciona como um laboratório de experiências tanto para nós do Coletivo AtivismoABC, quanto para aqueles que se aproximam, tentando mostrar na prática que muitas coisas são possíveis: autogestão, integração com outros espaços, aprender fazendo, resistir, autonomia em relação ao estado e ao mercado (mesmo que dentro dos limites isso significa) ....
Enfim.... Venha conhecer e participar!!!

A festa será dia 26/03 a partir das 16:00 h.

Ahhh, traga um prato de doce ou salgado para compartilhar, músicas também serão bem vindas!! :)
Mais informações em: http://www.ativismoabc.org/ ou ativismoabc@riseup.net

Abraços libertários
Anarquismo e Resistência!!!! =)

AtivismoABC

Educação & Anarquismo com Biblioteca Terra

Casa da Lagartixa Preta Apresenta:

Conversa: Educação & Anarquismo com Biblioteca Terra
Dia 27/03 (Domingo) - às 14h!
Debate a partir de concepções de Kropotkin e Elisée Reclus.

http://bibliotecaterralivre.wordpress.com/

Na Casa da Lagartixa Preta - Rua Alcides de Queirós, 161
Bairro Casa Branca - Santo André - SP
www.fotolog.com.br/ativismoabc
http://www.ativismoabc.org/
ativismoabc@riseup.net

Sejam bem-vind@s!

terça-feira, 15 de março de 2011

Anarquistas da Indonésia pedem solidariedade

Desde 2007, um grupo de anarquistas está participando de uma luta camponesa em Yogyakarta, um "território especial" no centro de Java, na Indonésia. Na zona costeira de Kulon Progo, os agricultores resistem a uma mineradora de ferro e uma industrialização crescente, que ameaça a sua terra e sua existência. Foram organizados na PPLP-KP (Associação de Produtores Costeiros, Kulon Progo) diferentes batalhas contra os poderes econômicos. Várias vezes, milhares de agricultores se uniram de forma combativa para enfrentar os investidores.

Yogyakarta é considerado um território especial e tem leis diferentes, por seu papel histórico no reino de Java. No momento, um conflito entre o governo local e o estado central está criando obstáculos à exploração econômica da área, visto que o sultão de Yogyakarta luta por mais autonomia local. Liberais e ONGs consideram o sultão como o mais democrático das autoridades públicas, embora, obviamente, nada  mais é do que um jogo de poder. Se o sultão ganhar, os agricultores serão igualmente explorados, uma vez que a empresa local de minério de ferro, Ferro Jogja Magasa, pertence a sua filha.

Até agora, a polícia e o exército não foram motivados a reprimir a luta campesina com todas as suas forças, porque ainda não apareceu o dinheiro para pagar as suas propinas, visto que o conflito político não está resolvido e a resistência camponesa abalou grande parte da possível inversão econômica.

Os grandes investidores são empresas japonesas e uma importante empresa australiana, Kimberly Diamond, que em seus projetos na Indonésia se chama Indomines. Apesar da resistência, os planos de desenvolvimento seguem, porque a mineradora de ferro é apenas um pré-requisito para outros mega projetos. A área de Kulon Progo é vista como economicamente estratégica para o desenvolvimento industrial e penetração de mineradoras em toda a Java central. É por isso que o Estado pretende construir uma estrada, aeroporto e mais infra-estrutura no território,  tais projetos seriam financiados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento (Asian Development Bank).

Tentam criminalizar a luta dos camponeses, mas ainda não conseguiram impor a lei de seus tribunais. Os agricultores não respeitam as leis e, de acordo com companheiros de lá, "os camponeses vêem toda a lei como a língua do inimigo". Tampouco confiam nas ONGs e nos esquerdistas, que sempre tentam se infiltrar na sua luta, e várias vezes chegaram pessoas da esquerda em suas assembléias. Com os anarquistas, pelo contrário, têm bons relacionamentos. Juntos criaram um centro social, Gerbong Revolusi (que tem uma biblioteca, estação de rádio, espaço infantil e espaço para assembléias e repouso). Também coordenaram uma rede de solidariedade com os anarquistas na Austrália e estabeleceram uma rádio comunitária.


Para obter mais informações, leia (em Inglês):

› http://hidupbiasa.blogspot.com/2009/12/tale-of-sand.html

Atualidades:

Quinta-feira, 24 de fevereiro. A empresa mineradora tentou reabrir seu escritório e as suas operações, que em dezembro passado os camponeses haviam fechado e destruído. A tentativa falhou e os locais permanecem fechados.

Segunda-feira, 28 de fevereiro. A Ferro Jogja Magasa e alguns investidores japoneses não vieram para uma reunião, sobre a mina da mina.

Quarta-feira, 2 de março. Nove carros da polícia fortemente armada passaram pelo projeto.

Quarta-feira, 7 de março. 31 caminhões da polícia, 700 da Brigada Policial Móvel, com canhão de água, veículos especiais para os detidos, cães da polícia, armas de gás lacrimogêneo e armas militares, ocuparam a cidade.

Chamamos a solidariedade urgente!

Agência de Notícias Anarquistas - ANA
 A - I n f o s   Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
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sábado, 5 de março de 2011

Quero falar-te do Anarquismo

"Quero falar-te do anarquismo.
Quero falar-te o que é o anarquismo, porque penso que é bom que o conheças. Também porque se conhece tao pouco dele e o que se conhece em geral é de ouvir falar e em sua maiora mentiras.
Quero falarte dele, porque acredito que o anarquismo é a coisa mais preciosa e mais importante que o homem ja pensou, a única coisa que pode proporcionar-te liberdade e bem-estar, e que pode trazer a paz e o gozo ao mundo.
Quero falar-te dele em uma linguagem simples de modo que não existam malentendidos. As palavras dificeis e grandioloquentes servem apenas para confundir. Um pensamento direto deve ter uma linguagem direta.
Mas antes de dizerte o que é o anarquismo, quero dizerte o que não é.
Isto é necessário, porque tem-se difundido muitas mentiras sobre o anarquismo, Inclusive pessoas inteligentes frequentemente tem noções inteiramente erroneas sobre ele. Algumas falam sobre o anarquismo sem saber absolutamente nada dele. E alguns mentem sobre o anarquismo, porque não querem que tu saibas a verdade sobre ele."

(trecho do ABC do Comunismo Libertário de Alexander Berkman tradução livre)